Vocês vão-me desculpar a ousadia de mais uma transcrição do Pasquim do Norte…mas se achei a outra que fiz hoje do piorio, tenho de reproduzir este texto que achei excelente…
Cá vai…
Finais
JOÃO SANCHES
Final: eis um conceito, com ou sem aspas, ao qual o Sporting de José Peseiro se afeiçoou precocemente, para aí, sejamos razoveis, desde a… 6.ª jornada. Foi por essa altura que se palpitava acidamente sobre a competência do treinador, sobre a visão do director-geral, sobre a gestão da administração da SAD - que, novo ano volvido, mais três milhões de euros teve de cortar no orçamento para o futebol - e sobre o grau de (in)tolerância que deveria ser tributado a um grupo de jogadores que, pelas impressões iniciais, tinha boa margem para, no mínimo, escapar à discussão dos últimos lugares. Salvaguardado o decoro, a equipa poderia garantir, com um mínimo de decência e facturando sem necessidade de pedir casas emprestadas para exaltar sportinguismos nortenhos, centristas ou sulistas, e sob qualquer argumento encapotado, uma posição tranquila, a meio da tabela da classificação. Sim, porque, pela amostra inicial, dificilmente reuniria condições para escalar ao ponto de discutir abertamente um lugar europeu, quanto mais, cruzes canhoto, uma entrada directa ou potencial na Liga dos Campeões, ou até mesmo uma batalha sem tréguas, e até ao fim da linha de forças, pelo título nacional. Claro que, por esses dias, quando o conceito de final já fazia parte do vocabulrio, se não dirio, pelo menos semanal dos lisboetas que vestem de verde e branco, j muitos idolatravam apaixonada e cegamente aquele que é, de facto, o melhor treinador da actualidade, passando por cima de devaneios tão banais como… Pavlin - que Mourinho julgou e achou ser capaz de ser “maestro” no FC Porto, entre outros pequenos “delírios” que, se aqui fossem chamados, pareceriam tão reles como um bife esturricado num microondas. O que conta é o presente, e a realidade diz-nos que, em 72 horas, o Sporting vai travar mais duas finais, a primeira das quais teoricamente mais “semi” do que a segunda. Quinta-feira, em Alvalade, frente a um supostamente enfraquecido AZ Alkmaar - que soma baixas no sector defensivo -, os “leões” terão de manifestar a mesma vontade que denunciaram nos últimos dois encontros e exteriorizar idêntica ou superior disponibilidade física e psicológica, para demonstrarem - ou confirmarem - que estão bem de saúde, isto é, que tanto o pulmão como a mente combinam à medida de um campeão ou, no mínimo, ao estilo de quem está determinado a deixar a pele e o coração em campo, e a chorar, se for caso disso, por ter tropeçado numa infelicidade que, de vez em quando, ofusca a estrelinha que protege os audazes e os ambiciosos. Três dias depois (domingo), com toda a certeza com muitos banhos e massagens de recuperação a caracterizar uma das principais componentes de preparação, o Sporting joga, em Braga, nova final, esta mais apertada do que a da primeira mão da meia-final da Taça UEFA, porque, para continuar a depender da sua mquina de calcular, e independentemente dos resultados de terceiros, ter de ser mandão, autorit*rio e eficaz como o foi no Bessa. Chega a hora do trigo e do joio…
ENGOLIR SAPOS, ATÉ QUANDO?
Força “sul-natural”
Definitivamente, há uma força “sul-natural” - e, aqui, o presidente do Sporting tem também a sua dose de responsabilidade - que impele o Benfica para o regresso a um passado de glória guardado por 11 anos de (e)terna saudade. Viu-se e ouviu-se no Estádio Algarve, casa emprestada do Estoril, que, com a receita de bilheteira, os canarinhos devem ter garantido, se não integralmente, pelo menos quase todo o orçamento para investir na próxima época… provavelmente na Liga de Honra, pelo rumo que a classificação acentuou no fundo da tabela após a última jornada. Pelo que se fez, disse e ouviu, até quando os “marginalizados” da Amoreira vão engolir sapos?
Bom, então o final…os sapos são verdes, não são? ![]()
Saudações…