Impôr quotas a limitar o nº de jogadores estrangeiros , sim ou não?

Achas que se deve impôr quotas a limitar o nº de jogadores estrangeiros que possam jogar numa equipa? Sim ou Não ?

Explica porque és a favor ou contra.

A Fifa quer institucionalizar uma medida destas , como se pode ver abaixo :

[b]Sepp Blatter wants quotas on foreign footballers [/b]

Regrets? The most important man in football has a few. But he is determined to leave a mark - and home-grown players top agenda

The 71-year-old is in the second year of his third term as president and, although he has not ruled out a fourth bid for office, he is aware that time is running out to make an indelible imprint on the game he first played in a village at the foot of the Matterhorn. He soon makes it clear that he believes his legacy hinges on enacting a quota system, in which six places in the starting line-ups for domestic league matches are reserved for players eligible to play for the national team.

“Six plus five,” he said when I asked him about the biggest issues confronting Fifa. “This is not only a question of identity but of protecting the spirit of the game. In the old times, the football club was a local club, then it was a regional club and then it was a national club. Now, in some cases, it is not even a continental club.

“Take Inter Milan. They have had ten non-European players on the field in recent matches. If you ask the fans if they want a strong national team, the answer is yes. If you ask whether they want to see national players in the clubs, they say yes. But they never get a chance to see the players.

“Look at Arsenal - almost all the players are from outside England. There is no place for the young English players coming through because the clubs simply take players from the wider market. This is damaging to the identity and integrity of football.”

It is possible to object to Blatter’s arguments on a number of levels, among them the somewhat prosaic problem that any such quota would contravene EU laws guaranteeing the mobility of labour. “But the EU has not said it is impossible,” he replied. “The exemption for sport has already been established in the treaty. It has been said now that there is specificity of sport and its structures.”

Would you bet your job that the quota will not be vetoed? “I am very confident,” he said. “We don’t want to go into a confrontation so we are preparing the field first. There is a movement that is led by Jacques Rogge, of the International Olympic Committee, which embraces the wider sports community, including basketball, ice hockey, rugby union, volleyball. They are all involved in the same objective for the autonomy of sport.

“Subject to the approval of the Fifa Congress [on May 29 and 30 in Sydney], the plan is that we evolve to six plus five over time. We will begin with four home players in 2010, then five in 2011 and six in 2012. This is a ruling that will apply to leagues worldwide.”

http://www.timesonline.co.uk/tol/sport/football/article3499350.ece

A ideia é impôr uma quota , em que cada equipa jogue com pelo menos 6 jogadores elegíveis para a selecção do seu país a atingir em 2012 , começando com 4 em 2010 e 5 em 2011.

Concordo plenamente :arrow:

Tb concordo já chega de brasucas

Eu concordo, a fifa tem que por um ponto final nisto, eu olho para um nacional e vejo 16 ou 17 brasileiros eu olho para o maritímo também é a mesma coisa, olho para o SPORTING é quase a mesma coisa, etc… isto tem que acabar, e depois é claro esta situação da “estrangeirada” reflete-se nas selecções “Nacionais”.

Há argumentos a favor da limitação, mas também contra:

A favor:

  • tornaria as competições mais equilibradas, pois os grandes clubes deixariam de poder comprar “tudo o que mexe”;
  • limitaria a “mercenarização” do futebol, diminuindo o poder dos jogadores e seus agentes;
  • levaria os clubes a apostar mais na formação;
  • diminuiria a competição pela contratação de jogadores, podendo levar a uma diminuição dos salários e montantes pagos pelas transferências, o que significaria mais economias para os clubes;
  • levaria a uma maior identificação entre os jogadores e os clubes.

Contra:

  • entravaria a liberdade de movimentos dos jogadores;
  • diminuiria o interesse dos grandes clubes em estabelecer academias (na verdade, centros de prospecção) em países do terceiro mundo, o que por sua vez poderia diminuir o investimento “futebolístico” nesses países;
  • prejudicaria os jogadores dos países mais pobres, pois reduziria as possibilidades de fazerem carreira no estrangeiro;
  • dificultaria o aparecimento de “super-equipas” ou “equipas galácticas”, que servem, antes de mais, para promover a modalidade e dar-lhe certo “glamour”, retirando algum interesse à Liga dos Campeões, por exemplo.

Pessoalmente, prefiro jogadores que compreendam aquilo que o Sporting representa e que não estejam só a contar os dias até serem descobertos por um olheiro do Real ou do Inter ou coisa que o valha, pelo que a proposta dos 6+5 me desperta alguma simpatia.

No entanto, a proposta do Blatter estará condenada ao insucesso. É que a UE nunca aceitaria este tipo de entrave à livre circulação de trabalhadores. Aliás, em todos os tempos e em todos os países as impugnações judiciais de sistemas de transferências/ limitações de salários/ recrutamento de jogadores foram sempre bem sucedidas, pois esses sistemas são invariavelmente violadores das leis do trabalho. Os sistemas só aguentam enquanto ninguém os põe em causa, o que se consegue enquanto todos os agentes desportivos são da opinião que a manutenção do status-quo é do seu interesse. Assim que apareça alguém, seja Bosman, seja Webster, sejam os próprios clubes, no caso do G-14 e da compensação às equipas que cedem jogadores às selecções nacionais, a pôr uma pedrinha na engrenagem vai tudo abaixo que nem um castelo de cartas.

O máximo que se conseguem são acordos que ponham termo às disputas antes que os tribunais decidam, como foi o caso do G-14, que serviu para que o caso do Charleroi não se tornasse num novo “Bosman”.

Resta-nos esperar que os estrangeiros que vierem sejam todos da cepa do Iordanov…

Acho que se tem que devia por um limite para extra comunitarios, tipo 6 7 jogadores.
Assim os departamentos de prospeccao de jogadores equipas e treinadores tinham que ter grandes jogadores e contractar pela certa um jogador estrangeiro, ao contrario do que vemos hoje que vem jogadores as paletes, as vezes so para fazer favores ou umas comissoes por tras.

Veja se o Marian Had por exemplo… ::slight_smile:

Concordo com a limitação. Penso que isto seria benéfico para o Sporting pelas razões que todos sabemos. Mas penso que será de dificil execução

It is possible to object to Blatter’s arguments on a number of levels, among them the somewhat prosaic problem that any such quota would contravene EU laws guaranteeing the mobility of labour.

Isto é possivel acho que até existe, não viola as leis da UE, mas só aumenta ainda mais o fosso entre as grandes equipas e as restantes, pois o mercado europeu(UE) é o mais caro. Clubes como o Sporting têm de se virar para mercados mais baratos (Brasil, Africa) e aí tentar garantir alguma “truta” e apostar na formação.

Pelo contrário se obrigar cada clube a ter X jogadores elegiveis para jogar pela sua selecção, aí sim mudaria de figura. Mas …aí também viola as leis da UE e poderia criar algumas situações de injustiça, por exemplo um jogador que pelas leis da nação adquira a nacionalidade portuguesa e não possa jogar pela nossa selecção por qualquer motivo continua a contar como estrangeiro quando na realidade é um cidadão nacional.

Eu pessoalmente defendo esta solução mas vejo como imposivel a sua implementação.

Não sei!

Vejo argumentos a favor e contra. Se por um lado os nossos atletas teriam mais oportunidades, por outro lado tenho receio que a qualidade do futebol pudesse ser menor.

Todos os clubes são livres de contratar quem quiserem. Digo na minha inocência que a contratação de um “craque” brasileiro, só acontece porque quem contrata o acha supeior ao “craque Português”

Estes limites não sei quem beneficiam …

E Vukcevic por exemplo (diziam que dava muita instabilidade as equipas por onde passava, etc)…não podemos ver so de um lado. Maus jogadores, existem em todos os países. Por mim ate podia ter uma equipa toda estrangeira, desde que honrassem o Sporting e jogassem bem.

eu tambem sou a favor dessa lei de so usarem 6 estrangeiros porque em 1 tinhamos mais chances de ser campeoes todos os anos 2 porque a nossa selecao beneficiava com isso e 3 ai se via quem eram os melhores

:arrow:

Acontece tambem porque o Brasilerio vem geralmente bem mais barato.

Mas penso que devia haver limites, nao ao numero de estrangeiros, mas limite minimos quanto ao numero de jogadores provenientes dos escaloes de formacao do clube, ou seja , jogadores que tenham passado um minimo de X anos nos escaloes de formacao do clube.

Acho que uma limitação deste tipo era para ontem, para ver se não são sempre os mesmo a ganhar tudo e mais alguma coisa… só desta forma os clubes mais pequenos voltarão a ter hipóteses reais nas competições europeias.

Quanto a violar as leis da UE, não sei se será bem assim… uma coisa é proibir um clube de contratar um determinado jogador baseando-se essa proibição na sua nacionalidade, outra coisa é dizer que um clube pode contratar quem quiser mas no onze que se apresenta em campo tem que ter pelo menos 6 jogadores elegíveis para a Selecção Nacional.
Não se está a proibir ninguém de ter um contrato de trabalho…

Tens razao porque as ligas podem impor essa regra ja’ que e’ uma competicao pertencente a liga e quem quizer jogar nessa competicao tem que obedecer as regras.