Quando marcamos 3-1, nem gritei golo. Gozei em silêncio e palavra de honra que me vieram lágrimas aos olhos.
Depois de um jogo com tudo para ser um novo “grande jogo, má eliminação” (vide Barcelona 1-0 1-2, Madrid 1-0 1-2, etc etc etc etc etc); depois de anos e mais anos de eliminações com equipas de m***** e eliminatórias miseráveis; depois de uma época aziaga em que se jogou tão bem e se iam perdendo as etapas mais importantes…apesar de mesmo depois do 0-1 aquilo parecer muito dificil e eu, como sempre, acreditar até ao fim; depois de inúmeros golos falhados mas também a sorte enorme, que não nos costuma sorrir, de eles falharem alguns golos quase feitos; depois de a nossa defesa voltar a dar brindes; estava-se mesmo a ver que ia ser mais um jogo para recordar daqui a 10 anos como “a grande oportunidade que passsou ao lado”.
Mas não foi.
Aqueles 11 jogadores, depois 12, depois 13, depois 14, lutaram, acreditaram, comeram a relva e o adversário, encostaram-no às cordas, massacraram-no, remataram, fintaram, fuçaram, e foram felizes.
Mereceram-no.
PS: mudem já o nome ao Moutinho. Com aquele jogo todo nas pernas, tem que passar a ser Moutão.