Histeria anormal

Não vamos estar com subterfugios: o que se está a passar com os media, à medida que a época se aproxima do fim (no que diz respeito a noticias sobre o Sporting), não é normal. Estamos a assistir à repetição do histerismo mediático que se verificou antes do Natal, com tendência para se agravar a cada dia que passa!

Todas as entrevistas, conversas, artigos de opinião, devaneios, interjeiçôes sobre o Sporting desaguam num único tema: a avaliação do trabalho de Marco Silva e a sua continuidade (ou não) na próxima época. Pode-se argumentar que são apenas sintomas da “silly season” que se aproxima. Mas não, este histerismo vai mais além: não é uma cobertura imparcial ou meramente especulativa. Não. Esta insistência diária, quase doentia, no mesmo tópico carece de explicação e parece ter uma clara intênção de manipular os adeptos do Sporting num sentido único quanto à opinião que devem ter sobre o actual treinador do Sporting.

A maioria dos Sportinguistas sabe qual a posição da generalidade dos media relativamente ao Sporting: são parciais, tentam diminuir a nossa grandeza, protegem interesses que nos querem prejudicar e revelam uma tendência para promover aqueles que nos querem mal. Para além disso, os media em Portugal sempre foram cumplices dos interesses instalados, ignorando o óbvio e tentando impingir verdade desportiva onde ela não existe. Sendo assim, não é de esperar que qualquer campanha gerada ou impulsionada pelos media nos vá favorecer ou preservar os nossos interesses como enorme instituição desportiva.

Logo, como entender que qualquer borra-botas seja chamado a dar a sua opinião sobre o trabalho de Marco Silva? Como é que até elementos que não estão ligados directa ou indirectamente ao Sportinguismo, são convidados a opinar sobre o técnico leonino? Como e porquê de todas as conversas desaguarem nas mesmas perguntas, sendo que as conclusôes apresentadas são sempre as mesmas, como que a dictar o que a direcção do Sporting deve ou não fazer num futuro próximo? A quem interessa todo este barulho mediático, quando internamente os comentários são escassos ou inexistentes?

Eu gosto de pensar que os Sportinguistas não são parvos. Nesse sentido, aquilo que lhes está a ser impingido pelos media é que um terceiro lugar e uma possível conquista da Taça de Portugal é uma época positiva para o Sporting. Conclusão: se o Sporting teve uma época positiva, o treinador deve continuar. Esta é a mensagem subliminar que se pretende transferir com toda esta crescente histeria em torno deste tema: condicionar fortemente a acção da direcção do Sporting perante a opinião pública.

Não pretendo fazer deste tópico mais um de discussão se o treinador deve ficar ou não. Não é esse o objectivo. O que, no meu ponto de vista, merece realce, é o facto de a imprensa querer ter um papel determinante numa discussão que deveria ser do foro interno do clube. Aquilo que se está a passar é preocupante, no sentido em que parece claro que os media “querem” que o Sporting continue com o mesmo treinador. Com que intênção tal campanha é lançada? Qual a razão de se querer condicionar a opinião do universo Sportinguista relativamente a uma matéria tão sensível como esta?

Sei que coloco mais perguntas do que respostas. Tenho a minha opinião formada, que já partilhei nos tópicos devidos. O único ponto que gostaria de deixar claro é que vejo com grande desconfiança tentativas de governar o Sporting de fora para dentro. Por uma razão simples: eu confio na direcção. Já nos media…

Estou de acordo e ja ha uns tempos tinha dito isso, nao é saudavel estar do mesmo lado da barricada que os inimigos do Sporting.
É a unica razão pela qual defendo a continuidade do MS. Se ganha a taça e o Bruno o despede, a proxima época sera um caos. E a posiçao do presidente sera fragilisada.
O clube é mais importante que o futebol.
Para fechar este flanco que abrimos, e que deixou muito espaço à CS, com a cumplicidade de pseudo-sportinguistas notaveis e anonimos, vamos ter de deixar o Marco enforcar-se na propria corda. Serao os lovers a po-lo fora. Que isto nos sirva de liçao.

http://www.youtube.com/watch?v=n-TpwlRUySs

Grande post, concordo em absoluto.

Mas para mim há duas mensagens subliminares: que o Marco Silva é bom treinador, cumpriu os objetivos e deve continuar e outra, e para mim a mais importante, que o Bruno de Carvalho não o quer.

É que a comunicação social é governada por ladrões e a esses ladrões o nosso presidente não convém mesmo nada pois ele representa o fim das luvas e dos roubos. Assim, conjugando estas duas mensagens eles pretendem alcançar um objetivo muito óbvio: mandar abaixo o nosso presidente.

E, o que mais me preocupa, é que está a resultar. Os croquettes vêm a sua oportunidade e vão começando a “caçar” o adepto que comum cuja opinião está a ser formatada por estas duas mensagens ditas “subliminares”. Tenho amigos meus sportinguistas que já estão completamente “caçados” e que defendem a continuidade do Marco Silva a unhas e dentes, criticando Bruno de Carvalho a torto e a direito. A zanga de Dezembro foi hiperbolizada neste sentido.

Atenção, que não estou a defender a continuidade ou não, isso é outra discussão completamente diferente. O que eu critico é misturar o tópico da continuidade do treinador com críticas ao presidente.

O que se passa é alarmante e é uma tentativa de levar o Sporting de novo para o fundo. Precisamos de abrir os olhos.

Bom post. Só não concordo com o título: já é mais que normal a CS virar-se ao Sporting. Esta é apenas mais uma histeria normal e dirigida para prejudicar o nosso clube.

Já o havia escrito umas 100 vezes (as novelas demoraram o seu tempo, os ofensas contra o Sporting contam novos episódios de semana em semana), pelo menos: o transtorno tem um nome e chama-se Bruno Carvalho.

Os nossos rivais estão perfeitamente conscientes de que a ascensão do Presidente freou o declínio do Sporting e aboliu o Sporting pachola que a Continuidade havia fundado com a aprovação, quiçá a pedido, do Benfica e do Porto.
Tanto um como o outro se acostumaram a ver no Sporting um rival encostado às cordas, portanto incapaz de competir pelas conquistas que a história do clube demanda.
A imprensa prestou-se sempre a veicular calúnias e mentiras contra o Presidente quando se apercebeu que o Bruno Carvalho era muito mais que um Sportinguista de voz encorpada e temperamento intrépido.

O aparelho que vigorava no Sporting e que viveu uma vida farta à custa da grandiosidade do clube foi destruído pelo Presidente Bruno Carvalho. Naturalmente, esse aparelho saltou fora e fez sua missão enegrecer a vida ao homem que findou a folia que quase havia alcançado o inconcebível, a eliminação total do verdadeiro Sporting Clube de Portugal: que ninguém desminta que a vitória do Couceiro teria provocado – com a mesma carga de salvífica que o Godinho anunciou - o fim do Sporting controlado pelos sócios do clube.
O Sportinguista comum – um recipiente das asneiras dos outros - testemunhou ser tão desleal quanto o sportinguista que esmifrou o clube durante tantos anos.
No entanto, a minoria – sabendo eu que a família Sportinguista supera os 3 milhões de adeptos, uma minoria contará aí uns 300.000 adeptos – continua a ser a emissária do sentimento que posiciona a paixão leonina num patamar que o diferencia dos outros todos. O Sporting prosperará sempre, não às costas de uma grandeza que assenta no oco, mas nesta minoria que vive o clube em perfeita harmonia com a peculiaridade identitária que o aparta dos outros clubes e adeptos. Trocaria 2 milhões destes adeptos do Sporting por 100.000 adeptos da “minoria”.

Sobre o Marco Silva, a situação não podia ser simultaneamente mais simples e perigosa. Toda a imprensa já entendeu que o Marco Silva é o tendão de Aquiles do Sporting Clube de Portugal, particularmente do homem que obrou, contra a vontade e as manobras de muita gente, a revivificação do clube. E esse facto foi-lhes facultado pelo comportamento que a maioria dos Sportinguistas exibiu durante a novela - de um momento para o outro, o homem que salvou o reavivou o clube passou a ser menos importante que um treinador.
Posteriormente a esse miserável e assaz humilhante comportamento, o trabalho a realizar pela imprensa passará sempre por sacudir o aparentemente frágil compromisso entre o Presidente e o treinador.
O Sportinguista comum voluntariou-se para ser a arma das imprensas benfiquista e portista.
Se outrora votaram a favor de tipos que defraudavam o Sporting com uma regularidade e norma assombrosas, hoje amparam e patrocinam os tipos que nos querem ver novamente enrolados no torpor e na guerra civil – à boleia da imbecilidade e credulidade de muitos que dizem ser Sportinguistas.

Claramente, e isto tem vindo a notar-se essa posição cada vez mais desde que o Bruno de Carvalho tomou posse.

É sinal que estamos a incomodar, mas também é sinal de toda a trampa que está escondida por debaixo do tapete que não só o futebol português alberga. (algo que na minha opinião se alastra a várias coisas neste país)

“Com urbanidade”

Oponho-me ferozmente à asserção de que a boa imprensa do Marco Silva resulta do seu benfiquismo.
Essa hipótese, acima de qualquer outra crítica que eu possa apontar a ela, soa-me demasiado bajuladora do Benfica e da tal grandeza que faz, presumem as criaturas vermelhas, com que os restantes clubes sejam uns pilretes. Chiça, que tese mais burlesca, chiça penico!! Para ser válida, a mesma verificar-se-ia em todos os casos em que o visado é adepto do Benfica…

O Marco Silva é protegido, acarinhado e patrocinado porque corporiza um ataque ao Bruno Carvalho, ponto final, ao Sporting Clube d Portugal digno do Sporting pensado no longínquo ano de 1906.
Toda e qualquer iniciativa anti-Sporting ensaiada previamente – e como a choldra anti-Sporting diligenciou tudo e algo mais! – havia embatido numa muralha, até ao momento em que o Presidente ponderou demitir o Marco Silva.

A fenda deste Presidente, deste Sporting intrépido que não quer mais nada com aquele Sporting perverso que a imprensa adorava, chama-se Marco Silva. A imprensa está cônscia desse facto. E vai fazer tudo para aprofundar e dilatar essa fenda.

Essa fenda foi desvendada pelo adepto do Sporting.

Antes de mais, excelente texto [member=6989]JSabino :clap:

Um à parte: colocar mais perguntas (boas perguntas, convenhamos!) do que respostas, não é um problema, antes é expressão de inteligência!

Quanto à histeria tão bem interpretada, alguns reparos:

A histeria mediática tem a perna bem mais longa do que meramente “antes do Natal”.

[ul][li]A construção destrutiva começou logo no início do campeonato;[/li]
[li]Em Setembro/Outubro já o esbugalhar das câmaras e os ticos e tecos das hordas de abutres se desiludiam com cumprimentos em jantares;[/li]
[li]No Natal/Ano Novo, assistimos a um ataque com um nível de nojeira sem precedentes (infelizmente alimentado pela estupidez de alguns sportinguistas e, sobretudo, pela susceptibilidade frouxa e insegura da generalidade dos outros);[/li]
[li]Na sequência, as câmaras ignoravam a essência do jogo para esbugalhar as objectivas nos toques, nos olhares, no coçar dos tomates.[/li]
[li]No período de ausência por castigo de Bruno de Carvalho assistimos a um interregno manhoso, tipo paz podre, em que os méritos da ausência do Presidente foram o tema;[/li]
[li]E chegamos a novo momento de grande intensidade da fábrica de veneno anti-sporting em que está transformada a generalidade da CS, por “comunhão” do comércio interesses com as vitórias de outros que não as nossas.[/li][/ul]

Daqui se retira que a histeria pode não ter sido sempre igual, que teve vários momentos e variações de intensidade de veneno, mas foi de uma perseguição permanente e sempre com o mesmo fito:
criar o máximo de incómodo, problema e clivagem entre as imagens fabricadas e impostas a presidente e treinador, para maximização da instabilidade da equipa, extensiva aos adeptos e, se possível, até ao ponto de fractura.

Tal como noutras alturas, não é preciso uma grande dose de clarividência para perceber o padrão que existe neste momento nos papagaios lampiões e tripeiros, que deixa escapar a estratégia “oficial” que os “seus” média tratam de aplicar e desenvolver até à exaustão:

[ul][li]lampiões - MS não fica porque Bruno de Carvalho não quer;[/li]
[li]tripeiros - MS não fica porque ele próprio não quer.[/li][/ul]

Uns e outros, concertadamente (!!!), vêem com enorme preocupação a permanência de Marco Silva!
A simples perspectiva de qualquer possibilidade de estabilidade no Sporting é a urticária que menos querem coçar.

Lampiões e tripeiros vão sofrer grandes abalos e emagrecimentos para a próxima época, incluindo, para já, incerteza em relação aos próprios treinadores. Logo, o objectivo actual é induzir o máximo de instabilidade na transição do Sporting para a próxima época. Se as coisas correm bem e evoluírem com consistência e sem grandes sobressaltos, as nossas possibilidades de sermos campeões aumentam consideravelmente! Nem lampiões, nem tripeiros, nem comunicação social querem que tal aconteça: há que continuar a tentar manter o Sporting num registo de copo-meio-vazio.

Isto, independentemente do que nós achemos ou não do treinador e das decisões que o Presidente tome ou não.
Ou seja: nem querem arriscar na hipótese de MS não conseguir. Querem que não continue, custe o que custar, ponto.

Seja qual for o resultado da Taça, esta histeria vai aumentar ainda mais de intensidade.
Se ganharmos, as duas “noivas” adoptarão a versão tripeira e farão uma pressão enorme tentando forçar MS a decidir sair;
Se perdermos, as duas “noivas” adoptarão a versão lampiã e farão uma pressão enorme tentando deixar o Sporting sem outra hipótese que não despedir MS.
É este o concerto. Cá estarei para levar nas orelhas se não for exactamente assim, mas não retiro uma virgula!

Neste ambiente, não surpreende que ignorem totalmente o facto de BdC ter dito que pretende continuar com MS, ao invés dos outros dois presidentes que estão ao papel sem saber com que linhas se terão que coser em relação os respectivos treinadores;
Neste ambiente, não surpreende a perseguição às reuniões que existem ou não no Sporting, de preparação da próxima época, em cima do total silêncio sobre a ausência total de reuniões similares nos outros clubes;
Etc, etc…
É tão óbvio que nem vale a pena referir.
São dois pesos e duas medidas, evidentes, ínvias, interesseiras e vergonhosas!

É este o espírito, é nojento e ainda mais quando é feito a coberto de uns pseudo-média para quem a isenção não passa de roupagem travesti.
Só por isso ainda mais desejo que haja espaço franco e consistente para haver concerto entre Presidente e treinador, mantendo a relação existente, com as evoluções incontornáveis e imperativas!

Resumindo: a “histeria” é orquestrada, é fabricada, vem desde início, é porca, é intencional, é permanente e vai continuar!
Cabe-nos a nós ganhar as forças e mecanismos para cada vez menos sermos susceptíveis ou nos deixarmos enredar nesta nojeira.

E o ponto de partida só pode ser um:
Os nossos adversários jogam tudo contra nós, dentro e fora do campo. A subserviência e sustento activo dos média a esses interesses, procuram objectivamente a nossa instabilidade, o nosso prejuízo e a nossa derrota.
Ou seja, fazem deles nossos I-N-I-M-I-G-O-S!

Não tenhamos ilusões:

[ul][li]Não podemos continuar a ser susceptíveis a essas manobras;[/li]
[li]Não podemos ser ingénuos ou sequer tolerantes;[/li]
[li]Teremos que estar totalmente unidos entre nós e, sobretudo, à volta da direcção do nosso clube e da SAD, numa união férrea, determinada e totalmente à prova de manobras e induções de fora![/li][/ul]

[hr]

PS - Há ainda mais uma nuance a considerar, que faz parte da incerteza do imaginário dos lampiões, e que também será parte na base da “boa imprensa” que MS tem:
Se Jasus sair, em quem é que os lampiões pensam imediatamente para o substituir?

O que está a acontecer é o que aconteceu com Jesualdo.

Jesualdo tinha feito milagres (evitado a descida) com bebes.
Marco Silva está a fazer milagres com um bando de coxos, contratados por um pulha.

Deve continuar?”, perguntam ao Manel.
Tem condições para continuar?”, interroga-se o Abel
É legítima a pressão que o presidente, sentado no banco, coloca no treinador?”, continua o Miguel
Continuará o treinador a ter pachorra para os desvarios do presidente-gaiato?”, duvida o Gabriel

A estória repete-se.
O alvo é o mesmo. A marioneta é outra. As mãos que seguram os cordéis são as mesmas.

Os assalariados das Doyens podiam mudar um pouco a narrativa.
Mas só se deixa enganar, mais uma vez, quem quer. Refiro-me aos visados e aos consumidores da narrativa

PS: ao contrário de Jesualdo, eu aceito MS.
As tentativas de denegrir constantemente o plantel e de criar um clima de mau-ambiente é que me parecem abjectas.