Luís Figo anunciou depois da derrota (1-3) frente à Alemanha o abandona da Selecção Nacional. Depois de 15 anos a representar as cores nacionais (e um recorde de 127 internacionalizações), o médio do Inter revelou que esta não foi uma decisão fácil, mas que tinha de ser tomada alguma vez. Os colegas foram os primeiros a ser informados, logo a seguir ao embate de atribuição do 3º e 4º lugares do Mundial’2006.“Quando se deixa uma coisa de que se gosta e onde se está há 15 anos, não é fácil, mas saio de consciência tranquila, porque dei tudo pelo meu país. Mas o mais importante para mim hoje é que me sinto muito orgulhoso do que os meus colegas e os portugueses me deram sempre”, revelou.
E também dedicou algumas palavras de apreço a todos os portugueses. “Aos portugueses gostaria de agradecer o carinho que me deram nestes anos todos ao serviço da Selecção Nacional. Não deixem de apoiar a Selecção, que tem feito tudo em prol do país", disse.
"Sinto-me feliz por aquilo que fiz ao longo da minha carreira desportiva, neste caso ao serviço da Selecção. Continuarei a torcer pela Selecção, que é um dos grandes amores de todos os portugueses”, rematou.
Uma carreira para recordar
Luís Figo anunciou hoje a saída da selecção portuguesa de futebol, depois do jogo de atribuição do terceiro lugar do Campeonato do Mundo de futebol de 2006, em Estugarda, onde Portugal foi derrotado pela anfitriã Alemanha (1-3).
Nascido em Lisboa, a 4 de Novembro 1972, o capitão da selecção das “quinas”, com 33 anos, passou hoje a contar 127 jogos pela equipa nacional, que fazem dele o mais internacional dos portugueses.
Figo estreou-se na selecção portuguesa a 12 de Outubro de 1991, antes de cumprir 19 anos, num encontro particular com o Luxemburgo (1-1), marcando o primeiro dos seus 32 golos a 11 de Novembro de 1991, num particular em que Portugal venceu a Bulgária (2- 1), em Paris.
Campeão do Mundo de sub-20 em 1991, o extremo direito do Inter de Milão participou em duas fases finais de Mundiais (2002 e 2006) e em três de Europeus (1996, 2000 e 2004), alcançando o terceiro lugar.
Formado nas escolas do Sporting, no qual jogou até 1995, Figo representou depois os dois maiores clubes espanhóis, FC Barcelona (1995/96 a 1999/2000) e Real Madrid (2000/01 a 2004/05), antes de se juntar ao Inter, de Itália, na época passada.
MUITO OBRIGADO FIGO =D> =D>
Pauleta seguiu esta noite os passos de Figo e anunciou a despedida da Selecção Nacional após 9 anos com a camisola das quinas ao peito.“Foi o meu último jogo na Selecção. Chegou a minha hora. Para tudo há um princípio e um fim. Dei tudo o que podia nestes 9 anos com esta camisola”, revelou o ponta-de-lança açoriano, agradecendo a todos quantos o acompanharam nesta aventura, dos jogadores à própria família e passando pelos responsáveis da Federação.
O avançado, que termina com um recorde de 47 golos (em 88 internacionalizações) pela formação das quinas após superar Eusébio, garante que se despede de “consciência tranquila” depois de fazer “tudo o podia e sabia” em prol da equipa.
“É o dia mais triste da minha carreira desportiva, marcar golos pela selecção era o que mais gostava de fazer”, concluiu Pauleta, verdadeiramente emocionado com a despedida.
Sobre o jogo com a Alemanha e o Mundial alemão, do qual Portugal se despediu com o 4.º lugar, o avançado garantiu que os jogadores tudo fizeram para dignificar as cores nacionais. “Estamos com a consciência tranquila. Demos todo o tínhamos desde o primeiro dia e mais não podiam pedir”, lembrou.
Uma carreira atípica
Pedro Resendes, conhecido por Pauleta, com 33 anos, cumpriu hoje a sua 88.ª internacionalização, quase nove anos depois do primeiro jogo, a 20 de Agosto de 1997, num encontro de qualificação para o Mundial’98, em que Portugal bateu a Arménia (3-1), em Setúbal.
O seu primeiro golo na selecção aconteceu a 29 de Março de 1999, na campanha de qualificação para o Euro’2000, num jogo em que “bisou” frente ao Azerbaijão (7-0), em Guimarães.
Jogador do Paris Saint-Germain desde 2003/04, ao serviço do qual foi melhor marcador do campeonato francês duas vezes, Pauleta nunca jogou no primeiro escalão português, rumando directamente do Estoril, então na II Divisão de Honra, para o Salamanca, com o qual subirá do segundo ao primeiro escalão espanhol.
Em 1998/99 ingressou do Deportivo da Corunha, sagrando-se campeão de Espanha em 1999/2000, antes de se mudar para França, assinando a meio da temporada de 2000/01 pelo Bordéus, no qual se manteve até 2003, antes de rumar ao PSG.
Com esta não contava, embora tenha estado apagado nas últimas grandes competições, não posso deixar de dizer:
Obrigado pelos 47 golos e não só. =D> =D>
P.S. E agora, Nuno Gomes?? :roll: