Dia determinado para a execução de uma certa tarefa ou para o início de uma dada operação.
Teve origem na Segunda Guerra Mundial, no famoso dia em que os Aliados se preparavam para invadir a região francesa da Normandia, ocupada pelos alemães. Para manter o plano em sigilo, as forças aliadas registaram apenas o dia como D e a hora como H. E foi daí que nasceram as duas expressões: Dia D e Hora H.
O Dia D foi 6 de Junho de 1944 e a Hora H foi às 6 da manhã. A operação de invasão envolveu 3 milhões de soldados, 5.339 embarcações, 11 mil aviões e 15 mil tanques e veículos blindados. Morreram 80.295 soldados alemães, 34.417 soldados aliados e 12.850 civis franceses.
Para adicionar à colectânia de ditados alfacinhas:
Meter o Rossio na Betesga. Usado para descrever uma tarefa impossível, é uma referência à impossibilidade de meter o Rossio - a grande Praça Dom Pedro IV - na contígua e diminuta Rua da Betesga, que para referência tem apenas cerca de 22m de comprimento por 13m de largura.
A expressão teve origem no estilo de vida luxuoso do general Jean Andoche Junot, auxiliar de Napoleão, que chegou a Portugal na primeira invasão francesa, e dos seus acompanhantes, que se passeavam vestidos de gala pela capital.
Significa algo inacreditável absurdo, espantoso, inverosímil
A expressão terá origem no Antigo Testamento; arco-da-velha é o arco-íris, ou arco-celeste, e foi sinal do pacto que Deus fez com Noé: “Estando o arco nas nuvens, Eu ao vê-lo recordar-Me-ei da aliança eterna concluída entre Deus e todos os seres vivos de toda a espécie que há na terra.” (Génesis 9:16)
Há também diversas histórias populares que defendem outra origem da expressão, como a da existência de uma velha no arco-íris, sendo a curvatura do arco a curvatura das costas provocada pela velhice, ou devido a uma das propriedades mágicas do arco-íris - beber a água num lugar e enviá-la para outro, pelo que velha poderá ter vindo do italiano bere (beber).
Segundo a Academia Portuguesa de Letras, “Ca…” é a palavra com que se denominava a pequena cesta que se encontrava no alto dos mastros das caravelas, de onde os vigias perscrutavam o horizonte em busca de sinais de terra.
O ca…, dada a sua situação numa área de muita instabilidade (no alto do mastro) era onde se manifestava com maior intensidade o rolamento ou movimento lateral de um barco.
Também era considerado um lugar de “castigo” para aqueles marinheiros que cometiam alguma infração a bordo.
O castigado era enviado para cumprir horas e até dias inteiros no ca… e quando descia ficava tão enjoado que se mantinha tranquilo por um bom par de dias.
frase que se refere a um acontecimento ou facto dado como certo. Esta expressão idiomática vem da forma de eleição do abade em muitos mosteiros medievais, e mesmo depois. Os monges, depois de “chamados a capítulo”, procediam à escolha do abade mediante um sistema de votação de favas brancas (a favor do nomeado) e favas pretas (contra o nomeado). No fnal, contavam-se as favas. Alguns autores asseveram que este costume de eleger com favas de diferentes cores remonta já à Grécia Clássica.
A expressão “Calcanhar de Aquiles” surgiu a partir da lenda grega de Aquiles, filho do rei Peleu e da deusa Tétis. Esse termo é usado para fazer referência ao ponto fraco de uma pessoa.
A lenda que originou a expressão conta que Aquiles, ao nascer, foi banhado por sua mãe nas águas do rio Estige para que se tornasse forte e indestrutível. Acontece que a deusa Tétis deixou de molhar o calcanhar de Aquiles nas águas, o que tornou essa parte do corpo do bebé vulnerável.
Aquiles cresceu e passou a destacar-se pela sua velocidade e força, mas durante a guerra de Tróia, foi atingido mortalmente no calcanhar.
Esta expressão é utilizada em situações de dúvida. Tem origem num episódio bíblico (Evangelho de São João 20,24-29), em que o apóstolo São Tomé duvida da ressurreição de Jesus, só tendo acreditado após tocar nas suas chagas.
Expressão utilizada para sublinhar a importância da opinião pública.
Na Antiga Grécia, muitas pessoas tinham o costume de consultar o deus Hermes, dirigindo-se ao santuário localizado na cidade de Arcádia, onde faziam uma pergunta ao ouvido do ídolo. Depois, o crente cobria a cabeça com um manto e saía à rua. As primeiras palavras que ouvisse eram a resposta à sua dúvida.
Um “acordo leonino” é aquele em que um dos contratantes aceita condições desvantajosas em relação a outro contratante que fica em grande vantagem. A sua origem vem de diversas fábulas, onde se enaltece o poder do leão.
Em latim “advocatus diaboli” é uma expressão originalmente utilizada pela Igreja Católica para designar o advogado que tinha por missão apresentar provas impeditivas da admissão de um candidato a santo ou beato. A sua função era averiguar todos os factos apresentados em favor do candidato., procurando falhas nas provas de milagres do candidato a santo. Nesses processos de canonização e beatificação, também havia o promotor da fé, encarregado de argumentar a favor do candidato.
Popularmente, a expressão passou a designar o indivíduo que apresenta muitas objeções a uma determinada tese, criando dificuldades para a defesa. Por vezes, o advogado do diabo defende um argumento contrário ao da maioria apenas com o intuito de testar a qualidade do argumento.
No sentido figurado, o advogado do diabo é apresentado como um indivíduo que defende um cliente ou uma causa que, moralmente, não há defesa.
Significa que se chegou a um ponto máximo da problemática de algum processo, seja qual for. É o momento mais difícil, mais crucial de um problema, O berço da expressão vem do comportamento instintivo dos suínos. Quando em stress, na defesa das suas crias, enrolam ou torcem o rabo como sinal de fúria e atacam o agressor.
Expressão relativa à atitude exagerada de alguém que, perante uma dificuldade, coloca limites à realização de uma tarefa, até mesmo por falta de disposição para a enfrentar
Tem origem na mitologia grega, mais precisamente na lenda da Hidra de Lerna, monstro de sete cabeças que, ao serem cortadas, renasciam. Segundo a lenda, Hércules conseguiu matar o monstro.
Refere-se a uma pessoa que dá muita importância a si mesma. A expressão provém da época em que as rainhas, quando grávidas do soberano, passavam a ser tratadas com deferência especial, pois iriam aumentar a prole real e, por vezes, dar herdeiros ao trono, mesmo quando bastardos.