Espelho meu , há alguem mais Sportinguista do que eu?

Boa pergunta.

Sou muito sportinguista, mas não sou um sportinguista presente. Vejo o Sporting ao vivo duas vezes por ano, em Braga e Guimarães, mas na minha maenira de ver as coisas isso não faz de mim menos sportinguista. Amo o meu clube, seja no estádio, seja no café, seja no sofá da sala. Posso não ser daqueles que estão sempre lá, mas sou seguramente daqueles que sofre sempre, tanto como os que estão no estádio. E seguramente, quando ganhar o meu dinheiro serei mais um dos sócios, presente ou não.

olhem eu é que sou o verdadeiro Casual…vou á bola casualmente ou quando calha …para voces sou o que quiserem mas so eu sei o que sofro pela Sagrada Camisola.

Eu pertenço a categoria"Não pode acompanhar a equipa de perto , sofrendo por isso mais e aumentando proporcionalmente o seu amor ao clube.",vejo os jogos todos na televisão porque sou emigrante ::slight_smile:

Eu tambem pertenco aos que sofrem bastante quando vejo entrar aquelas camisolas nos relvados e como e obvio so nao vejo os jogos pela televisao quando sao a horas de trabalho!!

E obvio que as vezes tambem alguns desses vejo, e como tenho direito a 5 sick days pagos e natural que alguns desses os tire se souber que vai jogar o sporting!!

Como ainda tenho alguns dias de ferias para tirar,alguns desses dias ja estao programados para ver a champions league, isto se der na televisao ca para estes lados, o que e raro!!

Quanto a haver alguem mais sportinguista, e natural haver…

Infelizmente vivo longe de Lisboa o que não me permite ver os jogos ao “vivo”, se isso me torna mais ou menos sportinguista, não sei!

Mas uma coisa é certa… as horas que o nosso Sporting joga são sagradas e nao as trocava por “quase” nada deste mundo ! :slight_smile: A essas horas tenho que estar com uma televisão ligada seja em que circunstancia for!

Quer portanto dizer que és doente pelo Sporting. :smiley:

Deve haver, e se fossem todos mais sportinguistas que eu estávamos bem, penso.

Não me lembro do ultimo jogo que não acompanhei(estádio,Tv ou rádio) vá lá, os de preparação na academia nunca acompanhei…

Na nossa grande campanha da uefa lembro-me de ouvir um relato enquanto fazia uma actividade laboratorial na faculdade, não foi fácil manter o lado esquerdo sempre fora do alcance visual do professor, para não se ver o auricular. O composto a sintetizar ficou uma bela m****

Claro que com certeza haveria alguém que no meu lugar faltava à actividade e comprometeria o semestre.

Gosto muito do sporting, e sempre gostei e ja ganhei algumas inimigos quando era mais jovem por sempre defender o sporting, mas esse tempo ja la vai, e como e obvio nao perco dias de trabalho para ver o sporting!!
Se ser doente pelo sporting, tambem se aplica a pessoas que acham que primeiro esta o trabalho e a familia,e claro que nao ha jogo nenhum do sporting que nao veja pela televisao se estiver livre, entao sou doente,mas perder dias de trabalho nao perco!

Eu costumo ir aos jogos com este adepto de 90 anos.
Onde quer que vamos, fazem-lhe uma grande festa, por causa da idade. Dizem-se admiradores dum sportinguista de tal calibre.

[Nota: O imbecil que legendou a foto do Record é da geração televisiva, e por isso não percebe peva de rádio, e nem lhe passou pelo seu limitadíssimo ameaço de cérebro que alguém possa estar a ouvir o relato do jogo a que está a assistir. Por isso refere, o estúpido, que o adepto em questão estaria a seguir os outros jogos.
Tal como a maioria da geração que só conhece o mundo via TV, o imbecil raramente deve ter assistido a um jogo ao vivo, e julga que com a idade a miopia não se agrava, e que todos os que assistem aos jogos conhecem todos os jogadores das equipas adversárias, enfim, ao fim ao cabo raciocínios (?) típicos de quem teve sempre comentadores a explicarem-lhe tudo tim-tim por tim-tim, com repetições em câmara lenta, etc.]

Esse tipo do Record que fez essa legenda deve ser mais um anormal que lá anda , alem de que não confirmar a história por trás da foto valia mais uma queixa desse jornaleco.

Alem disso não deve saber que muitos adeptos do Sporting fizeram-se no tempo da outra senhora a ouvir os relatos dos jogos na rádio porque não tinham posses nem disponibilidade para ír a Alvalade.

Os meus parabéns a esse adepto , não sei se teu familiar ou não que mesmo não vendo bem os jogos continua a ver os jogos à sua maneira e que é tão boa como as outras , já que o rádio deve auxiliar-lhe a perceber o jogo. :clap:

Boas a Todos!

Quanto à pergunta do tópico a minha resposta é cristalina: NÃO! Não há ninguém mais Sportinguista do que eu. Pode haver igual, mais é que não.

Agora mais a sério, e embora perceba a pergunta, julgo ser impossivel quantificar (bem como qualificar) o Sportinguismo. Acho que, tal como a fé não se explica, sente-se. E cada um sente à sua maneira.
Quando lia o que o Gabriel Alves escreveu parecia estar a ver-me a mim próprio. Também eu passei pelas claques, fui muitas vezes de Guimarães para Lisboa para ver jogos como o Sporting-Farense só porque se ganhássemos iriamos para primeiro, arrastando o meu pai que nem Sportinguista é(Vitória de Guimarães) mas que lá me fazia a vontade pois eu não guiava e não me deixavam ir sózinho para lisboa de comboio ou de camioneta ; cheguei a ter bilhetes para os camarotes do Bessa e usei-os para entrar para a superior, cheguei a ver jogos em Leiria debaixo de árvores, a chuver e a trovejar, com um placard publicitário da Peugeot à frente que só deixava ver meio campo, enfim, coisas de quem gostava de ver a bola junto ao “barulho”.
Com os anos e desde o novo estádio que passei de sócio da superior para sócio da central onde comprei cadeira e como estudava em lisboa nessa altura não falhei um único jogo durante 3 épocas; vinha a casa nos fins de semana que jogávamos fora e tive sempre a sorte dos aniversários da família calharem quase sempre em fins de semana sem bola ou de jogos fora.

Tenho notado que há muita malta com uma ideia errada do pessoal da central. No meu sector posso garantir-vos que nada disso se passa: as pessoas não estão em pé a cantar e a saltar é certo, mas mesmo eu já não estou para aí virado. Acho que a idade ajuda a isso. Os meus “vizinhos da frente” no estádio, são uma família de 4: pai, mãe e 2 filhos. Pai e mãe nos 60 e filhos quase nos 40. O pai esteve envolvido naquela históra de pintarem a águia de verde há muitos anos atrás nas vésperas de um Sporting-benfica. O filho é um dos fundadores da juve. Também no tempo deles saltaram e cantaram junto à claque mas há um tempo para tudo. A minha paixão, como a deles, continua a mesma de quando corriamos o país e o mundo e ficávamos na superior. Há uma tenência nas superiores (principalmente na sul) para olhar a malta da central como os “yes men”, os tipos que não protestam e aos seus olhos os da central são menos Sportinguistas que os outros: não é verdade e não falo só por mim.

Imagino o que será viver o Sporting no estrangeiro! Deve ser muito doloroso embora hoje em dia seja mais fácil estar a par de tudo. Imaginem um Sportinguista há 30 ou 40 anos atrás.

Vou contar-vos uma história de um senhor que conheci aqui há uns 4 anos e que esteve emigrado em França cerca de 40 anos:

Conhecemo-nos num café aqui da zona aquando de um festejo qualquer de um golo do Sporting. Começamos a falar e tal e das primeiras coisas que ele me diz é o seguinte: “Não há ninguem mais Sportinguista do que eu! Sou Leão de nome, o meu cão é o leãozinho, guio um peugeot verde e tenho conta no Credit Lyonnais.” Achei um piadão e rapidamente ficamos amigos. Nunca tinha ido ao estádio, nem ao velho nem ao novo, e a paixão dele pelo Sporting era igual à minha ou à de qualquer um de nós.
Disse-me uma coisa que jamais esquecerei e que acho que define bem o Sportinguismo do Sr. Leão: “…os meus filhos ficaram em França, tá tudo casado, a minha missão aqui está cumprida, se morrer morrro um homem feliz; só há uma coisa que me deixa triste: não saber o que será o Sporting daqui a 50 ou 100 anos.”

A minha conclusão honesta é que ninguém é mais Sportinguista do que ninguém e a presença assídua no estádio, o facto de ser sócio, o assinar o jornal, o cantar e ver jogos de pé ou sentado não são, nem podem ser, medidores de Sportinguismo.

Abraço

[font=Tahoma]Por acaso, atrás de mim há um grupo que salta, e não é pouco…
Isso é capaz de ser um tanto ou quanto off topic, mas é pertinente.
Além de ninguém receber lições de sportinguismo de ninguém, pensem apenas onde estão sentados os opositores conhecidos dos actuais corpos dirigentes. Eu tenho um mesmo ao lado. “yes men”? Desde quando?
Eu já nem ligo. Para começar, mesmo quando era mais novo e andava pelas cabeceiras não achava que uns fossem mais sportinguistas que outros. Não é hoje que o vou pensar.
Além disso, muitos devem pensar que quem está na central gasta a fortuna que gasta por não ter que fazer ao dinheiro. Garanto que não me faltam alternativas todos os meses, de tal modo ele me escorrega por entre os dedos. Aliás, nem sei por quantos anos mais conseguirei manter o meu lugar…

Já agora, sempre off topic, aqui vão algumas memórias nostálgicas, para juntar às que outros já afixaram:
Tenho saudades desses tempos, sobretudo por uma razão, algo que a maioria dificilmente virá sequer a conhecer, os jogos de dia, bem cedo.
Aquilo é que era viver os jogos. Não que hoje não seja, mas é diferente. Para começar, não havia jornais desportivos diários, nem n canais de tv, qualquer notícia sobre o jogo que aí vinha era recebida sofregamente.
Havia os números das camisolas, os dos titulares só até 11, e quando um titular não jogava faziam-se apostas para saber quem usaria a sua camisola…
Ia-se de autocarro para o estádio, e só essa viagem nunca durava menos duma hora, fora eventuais ligações.
Quando fazia sol era simplesmente lindo! Inesquecível… Não me levem a mal, mas hoje já não há nada disso nos campos principais. Mesmo a final da Taça é ao fim do dia. Dantes os jogos eram às 15, ao domingo. Era mesmo o desporto rei.
Mas quando chovia…
Lembro-me de ter vetado, a título pessoal alguns estádios. Tinham malapata. Deixei de ir a alguns, e mais tarde passámos a ganhar lá.
Um deles era a Amoreira. Chovia quase sempre, e era (é) um sítio extremamente ventoso. Houve um jogo em que decidi nunca mais lá voltar.
Para começar, à semelhança de muitos estádios onde íamos jogar, vendiam-nos lugares que no dia do jogo estavam ocupados por sócios deles. Era sempre a mesma vigarice. Estava farto de ser gozado. Nesse dia comecei a assistir ao jogo no topo dum lamaçal, encostado à vedação exterior. A chuva e a lama eram tantas, que acabei em baixo, encostado à interior. Naquele lamaçal a equipa da casa parecia peixe em água, e a nossa equipa parecia peixe fora de água. Bem tentavam jogar, mas a bola ficava nas poças de água.
Provavelmente a maioria não conheceu campos pelados sequer…
Penso que perdemos um a zero. Fui a gota de água, ou melhor, foram as cargas de água que fizeram transbordar a minha paciência.
Umas épocas mais tarde convenceram-me a voltar. Nas épocas anteriores recusei-me. Penso que foi o meu padrinho que me deu a volta.
Soprava uma Nortada violentíssima. E como consequência, o sol brilhava. O Estoril nem viu o padeiro.
Esse jogo ficou célebre por causa de um golo que Rui Manuel Trindade Jordão marcou após receber uma bola vinda directamente do guarda-redes, tal era a ventania.
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Pelo contrário , ninguem é mais sportinguista que ninguem , cada um vive o Sporting à sua maneira.

Foi a minha resposta. Eu quando posso estou em alvalade, juntamente com a juveleo para apoiar o grande Sporting. Nunca assobiei, nem nunca o vou fazer. Claro que as vezes vontade não me falta, mas acho que isso só consegue prejudicar ainda mais a equipa e o jogador ou jogadores em causa. Não gosto que o façam mas no entanto não sou de arranjar confusão porque alguém diz isto ou aquilo. Eu vivo o Sporting à minha maneira. Só tenhos 15 anos mas ñinguém gosta mais do Sporting que eu, de igual forma sim, mas mais do que eu não. Seja no meio da claque ou em frente à tv, o que eu quero é sofrer, chorar, gritar e VENCER.

SPORTING SEMPRE :great:

“Pelo contrário , ninguem é mais sportinguista que ninguem , cada um vive o Sporting à sua maneira.”

Tudo dito, cada um sofre e torce do clube como quer, isso não quer dizer que seja menos ou mais ferranho que qualquer outro.

De pequenina que sempre vivi o Sporting. Com poucos anos de idade, lembram-me as minhas irmãs que eu sofria a ouvir os relatos do “meu poting” na rádio.
Não ia ao estádio mas conhecia todos os jogadores e era uma apaixonada pelo ciclismo e pelo hóquei em patins.
Mais tarde, já em idade adulta e a viver em Lisboa, casada por sinal com um benfas, comecei a ir ao Estádio com o meu filho. Iamos os 2 ver os jogos.
Comecei por ser adepta de bancada, sentadinha e sossegadinha junto com o miudo, pequenito na altura, e com o passar dos anos juntei-me à Torcida onde estou agora.
Além de Alvalade, vou a muitos jogos fora, sou presença assidua em Loures e no Casal Vistoso.
Ao contrário de muitos que começaram numa claque e mudaram depois para a lateral ou central, eu fiz o percurso inverso. E não me arrependo nada.
Agora não sinto que seja mais Sportinguista hoje que acompanho muito o Sporting do que o era quando na minha terra sofria pelo meu clube.
A paixão é igualzinha, apenas vivida de uma maneira diferente.

Mais uma vez está a haver um certo desalinhamento na forma de apoiar a equipa nos jogos , como se vê no tópico do jogo o pessoal dos topos , genericamente as claques , não compreendem os adeptos da central e vice-versa , desta vez o motivo são os assobios.

Aproveitem este espaço para discutir isso , foi para isso que este tópico foi criado para avaliar o comportamento e ver como se relacionam as diferentes correntes existentes em alvalade.

Sintetizando, um bom Sportinguista tem de gostar do Sporting no seu todo, acompanhar, não digo estar presente, as modalidades do clube, que fazem parte da ideologia Sportinguista. Não é só futebol.

SPORTING SEMPRE!

Em relação ao sentimento/postura entre bancadas, apenas posso dizer o seguinte: Sem as claques, o futebol em Portugal seria um espectáculo de múmias. As Centrais só assobiam, batem palmas e, ocasionalmente, quando a timidez não é vencedora, lá cantam uma ou duas músicas. No Sporting, principalmente, muita da alma do clube está na suas Superiores. Eu falo por experiência própria, já que a minha família tem um camarote e eu, como jovem “activista”, tenho o meu lugar na Superior Sul. No jogo do Leixões fui para a Central com uns amigos. Uma pessoa levanta-se para reclamar para gritar “Vamos lá”, e logo tem malta a olhar de lado, como se eu fosse um delinquente. É assim!

Outra situação que me entristece, é o abandono, por parte da malta da Central, do cântico “Só eu sei porque não fico em casa”.

O Sportinguismo está no sangue da minha família. Somos 4 gerações de Sportinguistas. O meu bisavô, que faleceu com 103 anos, tornou-se “Membro Associativo”, era assim a designação, num papel castanho, assinado pelo primeiro presidente do Sporting, quando o Sporting se formou. Somos todos sócios, e estamos sempre presentes. Vamos com regularidade ás modalidades, principalmente ao Andebol. Tenho um museu do Sporting em casa. Embora seja um pouco de arrogância, sinto-me extasiado pelo facto da minha família ser Sportinguista desde o início da história do clube.

Tenho um orgulho enorme em poder dizer que sou do Sporting. E ainda mais quando sou chamado a defendê-lo.

FORÇA SPORTING!
SPORTING SEMPRE!

EU SOU DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL

Eu amo o meu Sporting a minha maneira que para mim é a maior.
Não é por não irmos ao Estadio que se ama menos,na minha opinião acho que até amamos mais,porque as saudades juntam-se ao grande amor ao Clube.
Vivo com muita emoção todos os jogos,sofro quando perdem muitas vezes tiram-me o sono as derrotas.
Vibro com as vitórias,só eu sei o que sinto dentro de mim.
Amo de mais o Sporting!

Cada um ama à sua maneira, aliás cada um é como é em tudo na vida.

Posso não ir ao estádio, posso (por enquanto) não ajudar nos custos, mas sofro, e amo muito o Sporting, aprendi-o desde cedo, aprendi-o sozinho, aprendi-o por mim mesmo e não me arrependo, contra tudo e todos sempre defendi o clube do meu coração e mesmo nos momentos menos bons sempre me orgulhei de me chamarem ‘sportinguista’ ou mesmo ‘lagarto’, porque na realidade ser sportinguista encaixa em mim como uma característica, sou o sportinguista da família, sou o sportinguista da turma, sou inclusive o sportinguista do grupo de amigos e isso me deixa orgulhoso porque na maioria das vezes, na maioria das situações sou o único que defendo o meu clube e faço-o, fiz e farei sempre com o maior dos orgulhos e vontade.

Amo-te Sporting!