Claro que as intenções de emigrar têm que ser bem analisado ! E balança pesar para o lado ou para outro ! Que pensa emigrar principalmente é construir uma vida sem distração mas até agora os países que analisei Luxemburgo pareceu bem ,gostei de ler algumas das pessoas que tiveram lá ! Seria importante que ainda vive lá passar o feedback acerca da cidade para uma. Melhor integração! Claro quanto mais distante do centro mais barato fica o imóvel! Já vi que media para centro da cidade é 20 a 30 min para as mais próximas de transportes e mais longe de 45 a 60 min
Esch-sur-Alzette,Differdange alguém sabe para quem viveu de perto a realidade dessas duas opções ? Pelo que percebi são das cidades com maior concertação de portugueses mas Differdange é que concerta mais ouves a língua portuguesa pela rua inteira parece que nem saistes de Portugal
Quando acabei a universidade (2004), na altura com 23, já sabia que não queria ficar a viver por cá.
Ainda arranjei emprego, durante uns meses, mas em 2005 fui viver para Inglaterra.
Pensava que ia ficar 1 ou 2 anos por lá.
Fiquei 15.
Pelo meio ainda vivi no Vietnam quase 1 ano.
Voltei a Portugal durante o Covid, a fazer 40 e muito por causa disto:
Infelizmente depois do Brexit o ambiente mudou muito. E mesmo com o dinheiro a ser bem melhor que cá, para mim pelo menos já não fazia sentido.
Mas tb sinto que o digo de barriga cheia, neste caso de experiências.
Sou muito a favor que uma pessoa alargue os horizontes, aprenda línguas, e a viver noutras culturas. Só enriquece.
Serei sempre defensor de alguém ir dar umas voltas pelo mundo. A idade não tem de ser um peso.
Curioso que eu acho que temos respostas diferentes ao mesmo “estímulo” da mudança constante.
Eu também mudei-me muito (todos os anos) e vivi em muitos sítios até “assentar” aos 7 anos na terra onde acabei por fazer o ensino básico e secundário. Sempre tive aquele “bichinho” por sair do alentejo e ir para Lisboa. Depois foi a mudança do curso onde estava e era infeliz para seguir medicina. Sem querer estar aqui a fazer-me de “coitadinho” porque no geral até tive e tenho tido uma boa vida e sou genuinamente feliz, sempre me senti algo “estrangeiro” nos diferentes contextos em que estive inserido, como se faltasse sempre alguma coisa, e acreditei sempre que seria na próxima mudança (de local, carreira, grupo social, etc…) que magicamente iria encontrar o sítio onde pertenceria totalmente e ia ficar satisfeito.
Hoje tenho mais paz em relação a isso. Acho que não me adianta continuar a perseguir mudanças como panaceias, mas sim permanecer no mesmo lado e construir algo nesse sítio. E apesar de estar numa carreira que por vezes roça o “doentio”, gosto e até acho que consigo equilibrar as coisas e é o que pretendo fazer. Não me considero particularmente ambicioso em termos de carreira; apenas quero ser tecnicamente competente, ter algum tempo para mim e para os meus hobbies, ter o meu sítio e eventualmente constituir família com a minha namorada de longa data. Penso que são objetivos “terráqueos”, relativamente mais fáceis de atingir comparativamente a colegas meus que se fascinam com coisas mais intangíveis como prestígio, o ideal do “médico-deus”, etc mas que a mim me dizem 0.
Também gosto de viajar e conhecer culturas novas, mas penso que sou muito mais um “turista” que “emigrante”. Mas lá está, se não conseguir o que pretendo estarei a sempre disposto a considerar sair.
Eu vivo em Carnaxide muito honestamente porque a casa era dos meus avós, já falecidos.
A casa estava vazia e foi um no-brainer quando decidi voltar a Portugal.
E os meus pais, primos, tios, etc, tb vivem em carnaxide. Logo tenho a minha família por perto.
Mas o objectivo a longo prazo seria sair de Lisboa.
Para onde não faço ideia, mas queria estar mais rural.
E a nível profissional como fizeste? Estás a trabalhar remotamente ou mudastede emprego? Estas mudanças radicais, confesso que sinto grande admiração, pois é preciso muita coragem!!
Fui ao Ty Madeira, restaurante português, em Cardiff e, apesar de o preço das refeições não ser extraordinariamente caro (ao nível de um bom restaurante em Portugal), o preço do vinho era absolutamente absurdo.
Quando o gerente percebeu que éramos portugueses, foi falar connosco. E eu, numa conversa informal, disse isso mesmo: “pah, vocês têm uma comida muito boa, mesmo ao nosso gosto, e não é assim tão cara, mas este vinho de 30 libras custa 3€ no Continente”.
Resposta dele: “amigo, eu tenho essa noção! Nós carne aqui temos e boa! Vinho é que temos de importar todo! E desde o Brexit que não consigo fazer mais barato que isto.”
Trabalho numa retalhista com loja em Chaves pedi transferência, a minha mulher é que vai à procura de novo emprego.
Como em tudo na vida é um risco mas acredito que até pela diferença do valor das casas (a nossa em odivelas vale bem mais do que a que compramos lá) vai valer a pena.
Claro.
Foi a minha realidade durante os anos todos que vivi em londres.
Mas até comida, se fosse de cá.
Ir a uma mercearia tuga era só pra rir mesmo, um queijo castelões custava £20.
Nestum era £10 ou mais.
Um chouriço chegava a custar quase £10.
Perto da minha casa um pastel de nata custava £3.50 (€5)
Já agora, quanto a sair tarde, eu sai no ano em que fiz 37 anos.
Eu sempre disse que, enquanto sobrevivesse, não iria querer sair de Portugal. Não há felicidade maior do que estar perto dos seus.
Hoje, um ano depois, tenho pena de não ter saído mais cedo.
E não fui eu que quis. Fui convidado a vir e, dado que nada me prendia, decidi arriscar. Em boa hora…
Continuo a ter saudades da família. Estou a 6500Kms, e vou a casa duas vezes por ano. Mas acordei que passaria, não um, mas dois meses em Portugal. É suficiente, para mim, para me sentir ainda Português. Ainda parte da minha família, da minha terra, do meu grupo de amigos…
E encontrei uma namorada que é de ainda mais longe, a 15 mil Kms de onde sou… Mas estou convencido que iremos encontrar uma forma de não perder a ligação que eu tenho, sem a obrigar a perder a dela. Ela trabalha em full remote, e ainda ganha mais que eu (bem mais).
Eu aqui, se quiser uma garrafa de um Grão Vasco qualquer, a retalho, fica a mais de 20€. Um Porta 6 são pouco menos de 20€. Queijo Europeu é dificílimo de encontrar. Chouriços, sendo porco, esquece…
Mas eu, para além de trazer essas coisas (trouxe 4 garrafas de vinho de 0,75L cada da Bairrada, uma de azeite de 2L produzida pelos meus pais, chouriços caseiros, 2Kgs de bacalhau, queijo, compota de abóbora, conservas, etc) como passo dois meses lá, não preciso assim tanto de coisas tugas. Não dá tempo de ter saudade.
A miúda, sim! Tem de estar sempre a fazer rendang, e Nasi goreng, Mie goreng, etc.