[Eleições 2009] Rogério Alves

Já agora, como parece que já existe um tópico do Dias Ferreira e porque também se fala desta personalidade, então cá vai um tópico individual… o PÚBLICO, uma vez mais, também lhe estende a passadeira:

[b]Rogério Alves decide até quinta-feira se avança para a presidência[/b] 05.05.2009 - 02:12 Paulo Curado

Rogério Alves decide até amanhã ou quinta-feira se vai ou não avançar para a presidência do Sporting. O presidente da Mesa da assembleia geral (AG) aceitou no último domingo “pensar seriamente” sobre a possibilidade de avançar, na sequência da desistência de Soares Franco de uma recandidatura. Apanhada de surpresa com a decisão do líder leonino na última sexta-feira, a direcção está agora, também ela, a estudar alternativas. Estas podem passar por estabelecer uma ponte com um grupo de reflexão exterior ao poder executivo em Alvalade, que está a promover a candidatura do ex-bastonário da Ordem dos Advogados.

A decisão repentina de Soares Franco em abandonar o Sporting no final deste mandato apanhou desprevenidos, no fim da semana passada, os seus mais directos colaboradores e apoiantes. Até porque o líder leonino deixara transparecer no sábado, dia 25 de Abril, que iria avançar para as urnas, face à ausência de projectos alternativos a poucas semanas do acto eleitoral. Na sexta-feira, o empresário comunicou que, afinal, não estavam criadas as condições para avançar, nomeadamente a nível pessoal. E ontem oficializou publicamente a sua saída, durante uma conferência de imprensa, em Alvalade, ao lado do presidente da Mesa da AG, onde foram agendadas as eleições para o dia 5 de Junho. “O Sporting é passado”, diria horas depois o futuro ex-presidente do clube, durante uma visita ao Estoril Open.

As movimentações para encontrar uma alternativa começaram logo no fim-de-semana. De um lado, um grupo de seis personalidades sportinguistas, que se tem pontualmente reunido nos últimos meses com Soares Franco, que integra o próprio Rogério Alves, Agostinho Abade, presidente do Conselho Fiscal, Paulo de Abreu, presidente do Grupo Stromp, Ernesto Ferreira da Silva, ex-presidente do Conselho Fiscal e organizador do Congresso Leonino, Rui Oliveira e Costa, membro do Conselho Leonino, e José Maria Espírito Santo Ricciardi, vice-presidente do Conselho Fiscal (CF). Todos integram os actuais órgãos sociais, mas fora do Conselho Directivo (CD). Do outro, alguns membros da actual direcção, tal como foi ontem noticiado pelo PÚBLICO.

O primeiro grupo tem mantido reuniões regulares nos últimos meses e, antes de Soares Franco ter reequacionado uma recandidatura (primeiro objectivo dos seis elementos), a 25 de Abril, após as manifestações de apoio recolhidas no Congresso Leonino e na AG de 17 de Abril, tinha em reserva dois potenciais candidatos alternativos: Ernesto Ferreira da Silva e Rogério Alves (inicialmente José Eduardo Bettencourt, ex-administrador executivo da SAD, foi o escolhido e o seu nome voltou a estar em cima da mesa há algumas semanas). Hipóteses que deixaram de o ser com a confirmação da continuidade de Soares Franco, verificada efectivamente entre os dias 25 e 30 de Abril, altura em que o actual presidente voltou a baralhar as contas, saltando de novo os nomes destes dois elementos para cima da mesa. Face a impedimentos familiares do antigo presidente do CF, a escolha recaiu sobre o presidente da Mesa da AG, no último domingo.

Segundo o PÚBLICO apurou, caso decida avançar, Rogério Alves não pretende contar com a grande maioria dos elementos do actual CD. Moniz Pereira, vice-presidente, Mário Jorge Patrício e José Filipe Nobre Guedes (co-responsável com Soares Franco pelo projecto de reestruturação financeira), vogais, serão algumas das excepções. Mas o presidente da Mesa da AG irá também estudar o alargamento da margem de apoio, estendendo algumas vias de diálogo com a oposição.

Rogério Alves, presidente da mesa da Assembleia Geral do Sporting, deve fazer o anúncio oficial da sua candidatura à presidência no decorrer das próximas horas.

O responsável tem sido pressionado para avançar com uma lista e, apesar de não ter aberto o jogo em termos públicos relativamente à formalização de uma lista, já terá decidido avançar, estando previsto que a revelação esteja para muito breve.

A lista candidata a apresentar por Rogério Alves está, ainda, no segredo dos deuses, mas Record conseguiu apurar que a mesma deve integrar vários elementos que compõem a atual estrutura diretiva ainda liderada por Filipe Soares Franco.

http://www.record.pt/noticia.aspx?id=929852b4-1ebf-4bbc-befd-c61ce4ec1c16&idCanal=00000024-0000-0000-0000-000000000024

Caso RA se candidate, Meneses Rodrigues terá que engolir mais um sapo, já que ninguém o apoiará. O mesmo se aplica a Dias Ferreira!

Um nome forte, caso avance. Mesmo sem o total apoio de quem está lá dentro, é inegável que é um nome muito apreciado pela massa adepta e isso irá trazer-lhe vantagens na disputa eleitoral, caso vá em frente.

Muito importante será sempre discutir o projecto que defende e saber qual a equipa que o acompanha.

Não tenho a menor dúvida que caso concretize a sua candidatura está encontrado o próximo presidente do nosso clube. Feliz ou Infelizmente.

Sou contra o Rogerio Alves.

Razoes
1 - Considero que foi um Bastonario da Ordem dos Advogados muito fraco.
2 - Tenta ter uma postura politicamente correcta, onde tenta agradar a gregos e troianos. Sem grance sucesso.
3 - Nao teve capacidade para gerir a maior parte das Assembleias Gerais. Sendo tendencioso na forma como as dirigiu.
4 - Tenta ser protagonista, com o objectivo de angariar clientes. Infelizmente e’ tipico nos advogados. Sempre foi uma forma de publicidade indirecta.

Fico a aguardar a candidatura e as pessoas que representa.

Não tenho dúvidas que a concretizar-se a sua candidatura, é o meu eleito.

É também o rosto preferido pela massa adapta leonina que opta pela linha de “continuação”.

Tive também o prazer de o conhecer pessoalmente e além de grande sportinguista, é uma excelente pessoa.

Achava piada que ele se candidatasse e defendesse a não passagem do Estádio e Academia para a SAD. E depois ia ser engraçado ver o ‘contorcionismo’ daqueles que dizem que isto é inevitável, a melhor solução e mais não sei quê.

Fora de questão ! Se, como tudo indica, incluir o Nobre Guedes na sua lista.

RA é o candidato da continuidade, no plano da Reestruturação Financeira (talvez com laivos um pouco mais ‘soft’).

Mas temos que ser justos, não o será noutros planos (Empatia, Valorização dos Sócios, apoio real às Modalidades, etc …)

Receio que seja um pouco prematuro discutir este nome enquanto candidato.
Como vantagens, e deixando transparecer opiniões puramente pessoais minhas, diria que embora a continuidade financeira seja um handicap, ao menos teríamos um discurso menos derrotista que o de Franco.
«Me engana, que eu gosto» ou não, pelo menos viveria na ilusão por algum tempo, tempo esse que no caso de Franco foi muito curto, não deu gozo nenhum.
Não concordo com alguns dos defeitos que aqui lhe apontaram. Penso que uma coisa é um PMAG, que tem que ser essencialmente um moderador, outra será um presidente do Conselho Directivo, e aí terá que agir diferentemente.
Tem mantido sempre uma atitude de quase excessiva neutralidade, é extremamente cuidadoso no que diz, até chateia, é um verdadeiro político, ainda por cima com carradas de experiência como advogado, vai ser muito difícil apanhá-lo em falso (por vezes é frustrante, nunca se compromete).
Penso que a sua neutralidade não lhe trouxe muitos amigos dentro do actual conselho directivo. Isso nota-se bem, e Menezes Rodrigues e Paulo Abreu não parecem gostar dele, e pelo menos no caso do segundo isso parece-me um ponto a favor…
Já no campo financeiro é que as coisas se complicam. Além de Nobre Guedes ser supostamente um aliado, como tudo o de mau que isso prenuncia, trata-se duma área em que não é suposto ter experiência.
Depois há toda a área desportiva, mas aí ainda não apareceu nenhum candidato que pareça ter experiência.
Resumindo, como continuador não deve haver melhor, ao menos termos um discurso menos miserabilista que antes.

Concordo com o que disses relativamente ao facto de ser um verdadeiro político.

Na Assembleia Geral onde o Dias Ferreira deu um triste espectáculo… O Presidente da Mesa esteve muito infeliz. Não deu tratamento igual a todos os sócios do Sporting. Deixando o Dias Ferreira, invocar o seu expediente de chico esperto.
Não teve capacidade para gerir a Assembleia, mostrando estar aos papéis na sua condução… Contribuindo para a anarquia que foi a votação.

Um Presidente da Mesa da Assembleia Geral, tem que ser preprarado, firme e decidido. Explicando as regras de funcionamento da Assembleia. Foi completamente arbitrário, mudando as regras consoante convinha.

Acho que esteve bem nas duas últimas. No Congresso também dirigiu os trabalhos e lá se safou.

Diz que será acompanhado pelo génio que nos quer deixar só com 20% da SAD…

Esse génio pretende que fiquemos com 50,1% da Sad.

O que o génio diz, e como toda a razão, é que a palavra dos sócios e o controlo destes em qualquer decisão de clube, poderia ser feita apenas com 20% de capital na Sad.

É a constatação de uma realidade óbvia.

Ainda o argumento das golden shares?

???

Obviamente!
Como a UE ainda não resolveu essa questão há que argumentar falaciosamente tendo por base pressupostos que todos sabem ter os dias contados… E assim se faz um situacionista!

Isso não é verdade, nem com a realidade actual. Apenas determinadas decisões podem ser vetadas pelo clube no caso deste não deter a maioria da SAD, a grande parte delas não pode ser bloqueada.

[center]Artigo 30.º Participação do clube fundador[/center]

1 - No caso referido na alínea b) do artigo 3.º, a participação directa do clube fundador no capital social não poderá ser, a todo o tempo, inferior a 15% nem superior a 40% do respectivo montante.

2 - No caso referido no número anterior, as acções de que o clube fundador seja titular conferem sempre:
a) O direito de veto das deliberações da assembleia geral que tenham por objecto a fusão, cisão, transformação ou dissolução da sociedade e alteração dos seus estatutos, o aumento e a redução do capital social e a mudança da localização da sede;
b) O poder de designar pelo menos um dos membros do órgão de administração, que disporá de direito de veto das deliberações de tal órgão que tenham objecto idêntico ao da alínea anterior.

As acções de que o clube fundador seja titular conferem sempre o direito de veto das deliberações da assembleia geral que tenham por objecto a fusão, cisão, transformação ou dissolução da sociedade e alteração dos seus estatutos, o aumento e a redução do capital social e a mudança da localização da sede;

Por isso mesmo podiamos ter o limite minimo de 15% que teriamos sempre a última palavra em todas as decisões. O que falta ai de tão importante?

Começo a achar que isto é um bocado mais grave do que simples facciosismo.

Distribuição de dividendos, por exemplo.

Escreveste que era em TODAS as decisões do clube, mas isso não é verdade… só tens o poder de veto na fusão, cisão, transformação ou dissolução da sociedade e alteração dos seus estatutos, o aumento e a redução do capital social e a mudança da localização da sede. Ora, existem muitas outras decisões que não encaixam nas acima referidas e que são de extrema importância.