Efemérides Nacionais: 25 de Abril

O Dia da queda de Portugal, que a história já começa a comprovar :cartao:

Corria-te bem a vida antes de 74?

:arrow: :arrow:

Sem dúvida alguma.

Devias ser um gajo felicíssimo até 74… :wall:

Confere. Esta coisa da liberdade de expressão só veio f*der o país ::slight_smile:

Um pouco OT, mas esse e que devia ser de facto o Dia de Portugal.

[b]25 de Abril, de vez em quando[/b]

O 25 Abril foi uma revolução sem sangue. A principal razão para que isso tenha acontecido não foi devido aos brandos costumes, foi porque é impossível andar à pancada com calças à boca de sino.

Este ano também não houve sangue, mas as cerimónias da revolução dos cravos ficaram marcadas pelos que se baldaram. Na minha opinião, é bom que haja contestação. Se não houvesse quem contesta estas coisas (neste dia) nunca teria havido revolução. O 25 de Abril só faz trinta e oito anos e já há quem queira que tenha a ternura dos quarenta.

Mas, sejamos honestos, se o discurso do Presidente da República, de comemoração do 25 de Abril, tinha como temas centrais a - nanotecnologia, telemóveis 4G e o Twitter - o Vasco Lourenço não ia lá fazer nada. Na Associação 25 de Abril só têm um furriel que percebe umas coisas de informática.

Cavaco conseguiu enfiar - nanotecnologia e 25 Abril de 74 - no mesmo discurso. Foi a primeira homenagem a uma revolução que incluiu uma menção a cartões pré-pagos de telemóvel. Estou ansioso por ouvir o discurso do 1 de Maio sobre domótica. O Presidente disse que “na rede Twitter, o português é a terceira língua mais utilizada”. É verdade, mas é quase tudo para dizer mal dele.

O Presidente falou de portugueses com sucesso lá fora, como: João Salaviza, Joana Vasconcelos, Miguel Gomes. Foi o momento RTP2 de Aníbal. Temos que colocar a hipótese de Cavaco se ter enganado e ter lido o discurso que tinha guardado para a António Arroio. Faltou falar dos Buraka Som Sistema para sossegar os desempregados da construção civil. E ainda bem que Cavaco não deu como exemplo da obra de Joana Vasconcelos aquele sapato de senhora que é todo feito de tachos. Consta que Catroga tem um par de botas de montar, igual.
Não fazia ideia que em Belém eram tão alternativos. Maria Cavaco Silva viu o filme do Miguel Gomes e recordou os bons velhos tempos quando Cavaco fazia filmes parecidos em Moçambique. Não os sabia apreciadores da sétima arte e não quero imaginar Aníbal a comer pipocas.

Voltemos ao discurso. O Presidente aproveitou para exortar os concidadãos a corrigir a falta de informação que subsiste no estrangeiro sobre o País que somos - e como é que vamos fazer isso? Já viram o preço do “roaming”?! eu pago o meu telemóvel…

Cavaco disse que temos um problema de imagem - fala por ti. É verdade que, em termos de imagem positiva lá fora, temos: João Salaviza, Joana Vasconcelos, Miguel Gomes. Mas depois também há: Vale e Azevedo, Duarte Lima, Renato Seabra… assim é difícil.

Resumindo, no dia 25 de Abril, o Presidente da República acha que a principal preocupação que os portugueses têm que ter é… dar uma boa imagem à malta lá de fora. Por acaso, na minha lista de preocupações, o que os outros pensam de nós estava em 4º lugar; à frente do desemprego e atrás do empréstimo da casa. O nosso primeiro dever é o dever de explicar Portugal ao mundo e deixar o mundo impressionado. Em cada portuguesa, uma guia de turismo. Em cada português, um Zezé Camarinha.

Foi um discurso estranho, sobre os êxitos de Portugal na tal década que deu cabo disto. Foi um discurso Socrático, um ano mais tarde do que dava jeito a Sócrates.

O povo está com o FMI

  1. “Se o 25 de Abril fosse hoje?” ganhava quem ficasse com os submarinos - era uma revolução submarina, com homens-rã de Abril.

  2. O pin com a bandeira portuguesa, que os nossos governantes usam, em termos de enjoo, só é comparável ao autocolante da Penélope dos anos 80.

  3. Merkel está preocupada com a extrema direita em França - e vai deixar crescer um bigode.

  4. Pedro Passos Coelho parece o rapaz do “Good Bye, Lenin!”, mas com mais meios.


http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=553609

[b]Manifesto sobressalto[/b]

“É altura de os Portugueses despertarem da letargia em que têm vivido e perceberem claramente que só uma grande mobilização da sociedade civil permitirá garantir um rumo de futuro.”(1)

“É oportuno tomar uma posição clara contra a iniquidade, o medo e o conformismo que se estão a instalar na nossa sociedade.”(2)

“Precisamos de uma política humana, orientada para as pessoas concretas, para famílias inteiras que enfrentam privações absolutamente inadmissíveis num país europeu do século XXI.”(3)

“Portugal é já o país da União Europeia com maiores desigualdades sociais.”(4)

“Precisamos de um combate firme às desigualdades e à pobreza que corroem a nossa unidade como povo.”(5)

“O rumo político seguido protege os privilégios, agrava a pobreza e a exclusão social, desvaloriza o trabalho.”(6)

“A expectativa legítima dos Portugueses é a de que todas as políticas públicas e decisões de investimento tenham em conta o seu impacto no mercado laboral, privilegiando iniciativas que criem emprego ou que permitam a defesa dos postos de trabalho. […] Exige-se, em particular, um esforço determinado no sentido de combater o flagelo do desemprego.”(7)

“As medidas e sacrifícios impostos aos cidadãos portugueses ultrapassaram os limites do suportável. Condições inaceitáveis de segurança e bem-estar social atingem a dignidade da pessoa humana.”(8)

“Sem crescimento económico, os custos sociais da consolidação orçamental serão insuportáveis. […] Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos.”(9)

“O contrato social estabelecido na Constituição da República Portuguesa foi rompido pelo poder.”(10)

“Precisamos de gestos fortes que permitam recuperar a confiança nos governantes e nas instituições.”(11)

“Queremos apelar ao Povo português e a todas as suas expressões organizadas para que se mobilizem e ajam, em unidade patriótica, para salvar Portugal, a liberdade, a democracia.”(12)

“É necessário um sobressalto cívico.”(13)

“Queremos reafirmar a nossa convicção quanto à vitória futura, mesmo que sofrida, dos valores de Abril no quadro de uma alternativa política, económica, social e cultural que corresponda aos anseios profundos do Povo português.”(14)

“Façam ouvir a vossa voz. Este é o vosso tempo. [… ] Mostrem que não se acomodam nem se resignam.”(15)

(Ímpares: discurso de tomada de posse de Cavaco Silva, 9 de março de 2011; Pares: Comunicado da Associação 25 de Abril, 23 de abril de 2012)

Conclusão: “Com o espírito do 25 de Abril, juntos iremos vencer. Obrigado.” - Cavaco Silva, 25 de abril de 2012.


http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2443598&seccao=Fernanda%20C�ncio&tag=Opini�o%20-%20Em%20Foco&page=-1