Vamos lá a ver… uma reestruturação, passe pela simples consolidação de divida ou prorrogação de prazos, negociação das taxas de juros ou outros e pese o peso histórico que estas operações têm na SAD, não são um mal em si mesmo. Poderão até ser decisivas para a laboração saudável de uma empresa sobre endividada, desde que e a partir do ponto zero, haja capacidade dos gestores para isso. Ora e no Sporting, após cada operação destas, tivemos novos aumentos do passivo, causados por prejuízos financeiros monstros, investimentos mal medidos e sem retorno, incapacidade de potenciar receitas e descontrolo dos custos.
Não esquecer que GL pegou no Sporting logo após a última reestruturação financeira, cujos pressupostos colocavam virtualmente a SAD nas mãos da banca e que contemplava uma fusão entre sociedades e o incremento de garantias ( direitos de superfície do estádio ) para os credores, via “engorda” da SAD. E entretanto somaram-se mais de 100M de prejuízo… e continua a somar.
Cada uma destas operações é um balão de oxigénio que dura cada vez menos tempo, num clube com cada vez menos património e uma divida cada mais difícil de controlar. Não tinha que ser assim, mas é exactamente assim que tem acontecido.
Posto isto, não acredito minimamente nas condições que vinham no “Expresso”. Quer no perdão de dívida, quer na taxa de juro de 1%.