Passei por algo semelhante. Às tantas liguei a uns amigos da zona e fui ter com eles para ajudar em casos que eles conheciam.
A (des)organização foi visível.
Passei por algo semelhante. Às tantas liguei a uns amigos da zona e fui ter com eles para ajudar em casos que eles conheciam.
A (des)organização foi visível.
Rui Moreira ·
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22 h ·
Hoje circulei na A8. O cenário é dantesco, com milhares de pinheiros cortados a meio como fósforos.
Tanta gente aflita, nenhum país consegue arrostar uma intempérie desta natureza.
Entretanto o governo anunciou medidas que aqui divulgo porque a informação pode ser útil:
*Destaques: Medidas aprovadas no Conselho de Ministros extraordinário*
1 de fevereiro
*Apoios diretos à reconstrução*
*Habitação própria e permanente*:
* Apoio para intervenções até € 10.000, acessível a todos os cidadãos e famílias, sem necessidade de documentação, nos casos em que não haja cobertura de seguro aplicável.
—- O procedimento é acompanhado por vistoria das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e das câmaras municipais.
*Agricultura e floresta:*
* Apoio em condições equivalentes, até €10.000, com o mesmo procedimento de acompanhamento.
*Segurança Social e apoio social*
* Apoio financeiro a famílias em situação de carência ou perda de rendimentos: até €537 por pessoa ou €1075 por agregado familiar.
* Apoios financeiros a instituições particulares de solidariedade social e entidades afins, para promover trabalhos de apoio social, sem montante anunciado.
* Isenção de contribuições para a Segurança Social para empresas atingidas nas zonas afetadas, por seis meses.
* Regime simplificado de lay off por três meses.
*Crédito e liquidez para famílias e empresas:*
* Moratória de 90 dias para empréstimos às empresas e para crédito à habitação destinado à aquisição de habitação própria e permanente, com suspensão de pagamentos nesse período.
Após os 90 dias, o Governo indica que vai desenhar a possibilidade de moratória adicional até 12 meses, para enquadrar a normalização da recuperação de empresas e famílias.
* Linha de crédito para tesouraria de empresas e outras pessoas coletivas, incluindo associações: € 500 milhões. O Governo estima disponibilidade no prazo de uma semana.
* Linha de crédito para recuperação de estruturas empresariais na parte sem cobertura de seguros: € 1.000 milhões. Estimativa de disponibilidade em cerca de três semanas.
*Fiscalidade*
* Moratória fiscal até 31 de março: as obrigações fiscais de 28 de janeiro a 31 de março passam para abril, para contribuintes e contabilistas.
*Seguros e aceleração de processos:*
Reunião do ministro da Economia e da Coesão Territorial com seguradoras:
* Compromisso de condições para que 80% das vistorias ou peritagens necessárias para acionar seguros decorram nos próximos 15 dias.
Em muitas situações, registo fotográfico poderá ser suficiente para avançar com pequenas reparações e evitar agravamento de prejuízos.
*Simplificação administrativa na reconstrução:*
* Dispensa de licenciamento e de controlo prévio para obras de reconstrução públicas e privadas, incluindo dimensões urbanística, ambiental e administrativa, invocando um regime excecional para acelerar a recuperação.
*Verbas públicas para infraestruturas e património*
* Transferência de €400 milhões para a Infraestruturas de Portugal, para recuperação urgente de infraestruturas ferroviárias e rodoviárias.
* Transferência de €200 milhões para as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, para financiar autarquias na recuperação de equipamentos públicos e infraestruturas, incluindo escolas sem condições de funcionamento pleno.
* Transferência de €20 milhões para recuperação urgente do património cultural.
*Coordenação no terreno e capacidade de execução*
* Criação de uma estrutura de missão para recuperação das zonas afetadas, a funcionar em Leiria, para coordenar entidades públicas de vários ministérios, autarquias, CCDR, associações sociais e empresas.
——- Liderança atribuída a Paulo Fernandes, ex-autarca do Fundão, com início de funções “a partir de amanhã”.
* Reunião “amanhã” em Leiria com a Associação de Industriais da Construção para organizar intervenções urgentes, com foco em coberturas e telhados.
8 h ·
NÃO DEIXE QUE A MÁ-FÉ SE APROVEITE DA CALAMIDADE
Não seja a próxima vítima.
Lembre-se:
O CRIME NÃO TEM ROSTO: O burlão apresenta-se muitas vezes como alguém prestável e simpático.
A AJUDA TEM IDENTIDADE: Profissionais legítimos estão fardados, identificados e nunca exigem pagamentos imediatos à porta.
A SUA CASA É O SEU REFUGIO: Na dúvida, mantenha a porta fechada.
PROTEJA QUEM ESTÁ SÓ: Se tem vizinhos idosos ou isolados, avise-os. Explique-lhes que a GNR está no terreno e que nunca devem confiar em abordagens inesperadas de estranhos.
A nossa maior arma contra o crime é a informação. Partilhe este alerta.
Se vir algo suspeito, denuncie. Nós estamos lá.
Aqui em Torres Vedras, acabou de cair um granizo…
Em Portimão igual. Moro aqui há 13 anos e não me lembro de tanta chuva como neste outono/inverno.
Acho que choveu mais nesse período do que em alguns anos! Lembro-me de passarem-se semanas sem cair uma única gota de água!!!
Presenciei esse momento, no Choupal. Além de um belo de um susto, muito perigoso em hora de ponta. Pessoalmente, nunca tinha experienciado granizo de tanto volume e vigor.
Faleceu mais um cidadão nesta fase de reparações dos telhados. Em Porto de Mós. Tudo muito triste
Apaguei o post em cima sobre alerta vermelho para cheia no Tejo porque não verifiquei a fonte!!
Acho que é preciso definir regras em caso de alerta máximo. Exemplo, imaginemos que a tempestade viesse de dia e o alerta fosse dado. O que fariam as pessoas? Eu acredito que muitas iriam na mesma ao seu emprego para não ter falta ou ser visto como alguém que não quer trabalhar ou deixar o patrão na merd*.
Deveria ser criada uma regra do género: se o alerta de cor/nivel x, o empregado não é obrigado a ir trabalhar e a empresa não pode exigir nada ao trabalhador. Isto deveria ser feito, e seria aplicável por exemplo por zonas. Hoje é uma tempestade, amanhã pode ser um terramoto.
Outra coisa seriam os seguros, fazer com que as apólices fossem mais baratas.
Outra medida, planos de acção estudados em antemão para proteger a propriedade privada dos roubos em caso de calamidade/desgraça. Militares nas ruas, polícias, no pior dos casos requisições públicas de empresas de segurança.
Outra medida, site online/offline com os dados úteis num único site, como: zonas afectadas, zonas sem electricidade, comunicações, internet, água, gás, estradas cortadas, números uteis,etc.
Definir prioridades em caso de calamidade, vias de comunicação (aeroportos, estradas, caminhos de ferro, etc…), hospitais, escolas…
…É só um exemplo, haverá tanta coisa para fazer.
Cá em Portugal ainda existe muito o bicho papão do teletrabalho.
Lá fora por previsões mais leves do que a que tivemos , encerram escolas e pedem as pessoas para ficar em casa.
Aqui sob a cultura da ignorância e obrigação fazem as pessoas ir fisicamente ao local de trabalho só para o patrão “verificar” que estão a trabalhar.
Apólices de seguros mais baratas era preciso haver menos sinistros
. Mas baixar o imposto (varia entre 5% e 21% já ajudava).
O que tem de haver é um consórcio para sinistros catastróficos - como este da tempestade recente - tal como sucede em Espanha.
É um absurdo não existir sobretudo sabendo nos que temos uma capital em zona sísmica e a vasta maioria das pessoas não tem contratada a extensão para fenómenos sísmicos.
Uma semana depois da tempestade haver locais sem electricidade, água e comunicações é de um país de terceiro mundo.
Portugal tem de rever o plano a seguir em caso de calamidade. Não é possível ouvir que se tem que comunicar com a câmara municipal, mas a câmara diz que é a protecção civil, a protecção civil diz que afinal é a câmara. O exército está pronto para ajudar mas ninguém sabe que tem de pedir. A população está pronta para ajudar e oferece mão de obra, mas ninguém é capaz de dizer o que têm de fazer, etc.
De novembro até hoje ou perderam o Manual ou foi esquecido.
Onde trabalho, todas as horas que se faltou vão para o banco de horas. Se excederem as 8h, vão para férias.
“Andei a ajudar os outros com geradores, também me têm de ajudar a mim”, foi dito.
Pior, eu sei de uma senhora que tem o poste danificado (sem grandes estragos) porque lhe caiu um teto em cima e foi à câmara dizer que ia contratar um eletricista para lhe arranjar aquilo e proibiram-na, em seguida mandaram lá 2 carrinhas e disseram-lhe “há isto não é nada de grave” meteram-se na carrinha e foram-se embora. Ainda está sem luz hoje, teve sorte que os vizinhos dela têm luz e deixam-na guardar a comida na casa deles.