Choque de Liberdade

Autonomizando um video colocado pelo nosso companheiro Armas, fi-lo por considerar relevante.

O que mais me chocou foi a total passividade de pessoas que deveriam estar no topo no que toca a intervenção e espírito solidário. É assustador ver que (quase) ninguém se levanta contra tamanha brutalidade.

Outra coisa que me deixou intrigado é verificar que existiam 2/3 polícias nas costas de quem fazia as perguntas. Para quê? Com que objectivo? Deu para perceber que o modus operandi consistiu em aplicar choques em quem já estava algemado e imobilizado. Quando o tipo pergunta porque é preso (segundo video da CNN) a polícia (mulher) responde que não era nada que lhe dissesse respeito. O quê!?!?

Se é assim em plenos EUA, numa mera palestra, como será no Iraque, por exemplo? Triunfo da estratégia de terror?

[youtube=425,350]http://www.youtube.com/watch?v=HgrFSHZfD1o[/youtube]

[youtube=425,350]http://www.youtube.com/watch?v=iqAVvlyVbag[/youtube]

http://www.truveo.com/Tasered-at-Kerry-event/id/1781421659 (2 videos CNN)

:xock:

E ainda no momento em que dão com o taser no rapaz e ele grita, ouvem-se alguns gritos femininos na sala, seguido de um “Shut Up” gritado por parte de um dos polícias que estavam em cima do moço.

Novamente, quem tem telhados de vidro não atire pedras aos dos vizinhos.

Eles que reconheçam publicamente que as intervenções no Iraque e no Afeganistão (e no Panamá e no Vietname, e… e… +50 “e no”) não teve nada a haver com Direitos Humanos (não os utilizam “em casa”, não os queiram impor na “casa” dos outros), mas sim com interesses financeiros, políticos e militares. A partir desse momento, serão honestos (sem escrúpulos e crápulas, mas honestos), escusam de ir mentir para as Nações Unidas e ninguém mais perguntará o porquê das intervenções militares, pois as verdadeiras razões serão conhecidas e assumidas.

Cenas arrepiantes,ate faz doer o coracao.
Por quem proclama em todos os momentos
God Bless America!!!

 :( :o :o :o :'( :'(

A atitude da polícia já não surpreende minimamente, a passividade do Panhonhas Kerry muito menos.

Atentem mas é na passividade do público ao ver um dos seus pares ser censurado, preso e electrificado por ter colocado questões.

De facto, cenas destas não se compreendem e é difícil de acreditar que aconteçam num país que se proclama defensor mundial da liberdade.

Agora falta saber a continuação da história, porque exageros e maus profissionais há em toda a parte e a polícia americana não é excepção.

Para já:

Calling for an independent FDLE investigation one was of several actions taken by UF following Meyer's arrest. UF President Bernie Machen also said a panel of UF faculty and students will review police protocols, and two UF Police officers involved in the incident were placed on paid administrative leave pending a conclusion of the FDLE investigation.

The State Attorney’s Office, which has been asked to expedite its review of the case against Meyer, have indicated that process will take time as prosecutors await the FDLE report and speak with people involved in the incident.

O episódio é vergonhoso e inaceitável, mas esta afirmação do Jagger representa a voz do bom senso. Só duvido é que venha a ter seguidores: o anti-americanismo é um desporto tão popular que já merecia uma secção à parte no fórum… :twisted:

É vergonhoso, mas ganha outra dimensão por ser nos EUA…

A.A.

Realmente também reparei nisso e pensei no que seria se as pessoas tivessem reagido da mesma maneira que aqueles adeptos dos orcs, naquele jogo particular na Suiça, onde espancaram os seguranças que agrediram o adepto que invadiu o campo.

Seria interessante.

Colbert, ARRASADOR:

http://www.comedycentral.com/motherload/index.jhtml?ml_video=103035

[b]Liberdade de expressão a la Fox[/b]

Ao receber o Emmy a fabulosa Sally Field, insurge-se contra a guerra. Mas a Fox corta-lhe o pio. Premiada, mas não tanto.

[youtube=425,350]http://www.youtube.com/watch?v=m0Ftq9N4fzo[/youtube]

“Se as mães governassem o mundo não haveria as malditas guerras…”

http://obitoque.blogspot.com/2007/09/liberdade-de-expresso-la-fox.html

Nos EUA, há sempre novidades sobre Liberdades…

Eles não se podem dar ao luxo que apareça mais um Michael Moore. Já devem ter bem apontados os nomes daqueles que quando falarem possa existir a eventualidade de terem um “problema técnico” na transmissão.

Ora aqui esta mais uma demonstracao de anti-americanismo no seu esplendor!!
Quando e alguem que usa uma determinada linguagem em publico , por mais razao que tenha, e evidente, que a perde!!
Isso e acontece muito e em portugal Nas chamadas lavagens de roupa suja em publico, onde tudo e permitido!!
Mas por enquanto nos estado unidos, o profanismo utilizado em manifestacoes publicas, ainda nao e permitido!!
Voces usam isso como um pretexto de nao haver liberdade de expressao, nos EUA, mas eu vejo no prisma da educacao e da arrogancia!!
E pronto e so o que digo!!
Mas nao liguem ao ignorante!!tchau

tchau

Lcustódio, a tradução de “profanity” para português é “turpilóquio”. E aqui isso não dá direito a choques eléctricos quando é utilizado em sítios onde não o toleram, só a expulsão.
Mas tu sabes que isto se deveu ao incómodo que o puto criou quando instou o Kerry sobre a relação entre o facto de ele não ter contestado as eleições e ser membro da Skull and Bones…

Sejamos serios, a palavra (blow job) em ingles num sitio onde ha camaras num espaco publico para nos portugueses , pode nao querer dizer muito, mas para os americanos nao sao propriamente sitios onde se possa dizer tal palavra!!
O respeito fica bem em todo lado, e por mais razoes que ate tivesse nalgumas coisas, que ate aceito, mas os meios nao foram os mais correctos
Para alem disso que provas tinha ele para dizer que o kerry ganhou as eleicoes?
Estava a citar um livro, pois,mas nao e com arrogancias e faltas de provas , e com asneiredo que vai mostrar o seu ponto de vista!!
E nao respeitar estados unidos por nao admitirem asneiredo publicamente , para mim e tao baixo como nao respeitar a liberdade!!
POr outro lado em portugal , dificilmente aconteceria, quando a policia chega se ja o prevaricador teria fujido!!
So que o que esta aqui em cima da mesa e mais uma tentativa para achincalhar os estados unidos para fazer crer que nao respeitam a liberdade de expressao, o que e totalmente errado!!
Porque razao , nao se ve isto tambem pela forma pouco ortodoxa como o estudante cria dar a sua opiniao?
Nao convem …pois!!Depois eu e que sou ignorante!!
Ha coisas , que nao me posso calar,e quando veem com segundas intencoes , por desconhecimento de alguma da cultura americana,tenho de responder!!Peco desculpa mas tinha de ser!!
Viva o sporting

Nada achincalha tanto os EUA como o seguidismo de Dubya, o desplante dos que afirmam a legitimidade da apropriação do petróleo de outros países, ou a passividade da silent majority (bem patente, neste filme). Esse “puritanismo” é bullshit. Se seguirmos o dinheiro do internet porn somos capazes de nos rirmos mais dos seus destinatários do que de L. Craig, R., Iowa. O sleeper hit deste Verão, Superbad, prova à saciedade que os teus confrades até continuam a apreciar a “profanity”…
A verdade é que os Estados Unidos são os maiores produtores de pornografia e os maiores importadores de carne branca do mundo, bem como os maiores exportadores de “turistas” sexuais e lideram o Ocidente na lista de crimes sexuais que o resto do mundo considera como tais (não se fala aqui da proibição legal do blow job ou da sodomia consensuais ainda em vigor em alguns estados do bible belt, entendamo-nos). É normal, num país onde o topless dá cadeia.
Nada do que ali é retratado tem a ver com isso (e aquilo não é uma câmara de televisão, é uma handycam): o puto foi sujeito àquele tratamento porque estava a incomodar o piss taker (vê THE GOOD SHEPHERD e perceberás).

Conseguiram cortar a Sally pq desde o “escandalo” (para os pateticos puritanos americanos, claro) de se ver o mamilo a Janet Jackson na final da Super Bowl há uns 3 anos, todos os programas em directo são emitidos com um “delay” de 2 a 5 segundos para poderem evitar quaisquer coisas como estas, ou seja, poderem censurar quando quiserem.

Os exemplos aqui apresentados não são novidade, sempre considerei os EUA uma contradição em relação à liberdade de expressão e não só.

Se formos ao puritanismo e à forma como tentam impôr a sua forma de viver a quaisquer uns, temos o cenário todo.

E não, eu não sou anti- americano e até simpatizo com algumas coisas que eles têm, mas no que diz respeito a actual situação politica, começam gradualmente a tornar-se num estado policial, nada que admire, visto que são um país com apenas 300 anos, como tal aquilo que a Europa já ultrapassou há muito tempo eles ainda vão ter que passar…

Não me admirava nada de ver um novo tipo de fascismo a aparecer nos EUA…

Eu acho que o trabalho de gente como Colbert é a melhor propaganda à liberdade de expressão nos EUA.

Em que outro país um jornalista/comediante poderia ir à residência oficial do Chefe de Estado e, a poucos metros dele e olhando-o na cara, gozá-lo de forma demolidora perante os mais altos dignatários, os jornalistas e milhões de espectadores? Em Cuba? Na Venezuela?

Em qualquer país democrático e onde houvesse liberdade de expressão. Mas é curioso que refiras esse evento. A actuação de Stephen Colbert a que te referes pode ser vista aqui:

http://video.google.com/videoplay?docid=-869183917758574879

e só foi possível porque decorreu no sagrado jantar anual da “White House Correspondents Association”.

Ironicamente, esta associação foi criada no principio do século para combater uma certa parcialidade que se vinha a verificar na escolha dos repórteres que deviam comparecer às conferências de imprensa da Casa Branca.

Desde então, e obviamente com o intuito de diluir eventuais tensões e suspeitas na manipulação da comunicação social por parte do governo, realiza-se todos os anos este jantar, que é quase sagrado, vale tudo no que diz respeito a gozo e chacota, por vezes até com a participação do próprio visado.

Acho redutor estar a avaliar a liberdade de expressão de um país pelos limites que impõe à sátira. A sátira faz rir algumas pessoas, faz comichão a outras (como as muitas que saíram da sala quando Colbert iniciou o seu número no jantar da Casa Branca), mas é completamente inofensiva quando a regra é o controlo da informação e a manipulação da imprensa e só por isso é que é permitida.

Num sistema com liberdade de expressão a toda a prova, gajos como o Stephen Colbert e outros, apresentariam programas sérios de informação e estavam na linha da frente da sala de imprensa da Casa Branca a fazer perguntas incómodas, e isso é que eu nunca vejo.