Não querendo fazer publicidade a mais…antes que me acusem de…“spam”, parece-me que este artigo é de ser lido…
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Sexta-feira, 11 de Julho de 2008
Nada acaba aqui…
A improvisada apresentação da AAS aos restantes grupo realizou-se, pois, após o almoço e após a reunião com a UEFA. Explicámos os nossos propósitos de grupo, o que pretendemos atingir dos contactos com o clube e com outras entidades e a realidade do nosso país e do nosso clube.
Começámos por sublinhar que éramos do Sporting Clube de Portugal, e não de Lisboa, numa evidente nota de boa disposição.
Frisámos que estávamos todos ali, a transmitir experiências e partilhar estratégias, porque não estávamos preparados, enquanto adeptos, para o que se passa, hoje no futebol. Estivemos, enquanto adeptos, adormecidos durante demasiado tempo e estava na hora de acordarmos e, pelo menos, questionarmos os “dogmas” que nos são apresentados.
Somos o verdadeiro motor do futebol – os jogadores, sem público, não conseguirão manter o nível de vida que hoje detém. É portanto, vital, tomarmos consciência desse “poder” e trabalharmos em conjunto e não isolados dos nossos congéneres.
Deixámos claro que este Congresso não podia ser o fim, mas o inicio de uma árdua batalha pelos nossos direitos e que deveríamos fazê-lo sempre em conjunto.
A AAS sugeriu então, neste contexto, a criação duma estrutura europeia que fizesse a ponte para a UEFA e que actuasse, de alguma forma, como coordenadora de algumas iniciativas/eventos ao nível europeu. Demos o exemplo de ser efectuada uma manifestação pelos adeptos, em todos os estádios da Europa no mesmo fim de semana, com frases do género “Respect the Fans” ou “Respect the Game”, como forma de demonstração de mobilização. Adicionalmente, considerámos que tal estrutura deverá ter um corpo jurídico que forneça, sem custos, aconselhamento jurídico sobre determinadas situações de forma a averiguar até que ponto poderá ser possível, em determinada circunstancia, colocar os dirigentes de um clube em tribunal!
Este foi o final da 1ª fase da nossa estratégia que incluía: constituição legal da AAS e determinação dos seus estatutos, criação do logótipo, evento de kick-off envolvendo a Direcção do clube, participação no Congresso Europeu de Adeptos e reunião com a UEFA.
Concluídos estes primeiros passos, arrancou esta semana a 2ª fase, que se prevê terminar em Março do próximo ano. Nesta 2ª fase, iremos continuar a procurar falar com quem tem poder no futebol, teremos o 1º jantar anual da AAS onde será entregue o prémio da AAS a um sportinguista que se tenha distinguido pelo clube (seja atleta, sócio, colaborador, etc.) e iremos co-organizar um evento ibérico em Lisboa.
A apresentação terminou então com a descrição desta estratégia com algum pormenor bem como estipulando a data de Março de 2009 como a altura de realização de um I Colóquio Ibérico em Lisboa, subordinado a estes temas discutidos no Congresso, onde contamos ter a presença de diversas personalidades políticas e desportivas dos dois lados da fronteira. Esta organização estará a cargo da AAS e da FASF (Federação Espanhola de Adeptos) e já se estão a definir grupos de trabalho dos dois lados para o início desta empreitada.
Não menosprezamos a importância de apoiar outros grupos de diferentes clubes portugueses que estejam interessados em se juntar a esta luta por um ideal – O verdadeiro Futebol, onde somos adeptos e não apenas consumidores.
Desafiamos inclusivamente os adeptos dos dois outros “grandes” do país a colocarem de lado rivalidades e lutarem pelas mesmas questões que nos preocupam a todos.
A surpresa deu, então, lugar a alguns sorrisos e muitos concordaram que esta é, sem dúvida, uma estratégia diferente daquela que costuma ser implementada e que o trabalho em conjunto com Espanha poderá ter os seus frutos dos dois lados da fronteira.
Em jeito de conclusão, ficámos satisfeitos com os trabalhos e com os contactos confirmados e efectuados.
Fica o desafio para todos os sportinguistas. Pegando no exemplo do Hambuger SV, que conta com 50.000 associados e fruto dessa dimensão, têm lugar na estrutura directiva do clube – não com uma pessoa, mas com um departamento e toda a área de adeptos é tratada por eles. Daqui se retira a influência que conseguem exercer junto do clube.
[b]Nós, sportinguistas, também temos de trabalhar em conjunto. Não contra fulano A, B ou C, mas fazendo-nos representar com verdadeiro poder junto do clube. Não para “tomar de assalto” o clube, mas para fazer chegar as nossas mensagens, as nossas ideias.
Enquanto não colocarmos de lado o estigma das “facções” e “oposições”, estaremos sempre sozinhos a falar para um muro.
Na AAS somos SÓ do Sporting Clube de Portugal. Nada mais! Mas não nos podemos demitir das nossas responsabilidades enquanto associados do clube![/b]