Abel Ferreira - Treinador Equipa B [13/14]

O Dominguez sofreu muito mais com o vai vém de jogadores, que actualmente o Abel sofre. Nem se pode comparar. A época passada não foi tão penosa ao nível de lesões / castigos disciplinares, como está sendo esta época. O trabalho na equipa B é um pouco ingrato, dado que trabalham essencialmente para a equipa A, podem perder vários jogadores num curto espaço, obriga a que haja renovações na equipa, não permitindo que haja alguma estabilidade do grupo de trabalho. Mas há que viver com estas condicionantes, o grupo de trabalho é largo (equipa B / juniores ) e há que saber gerir bem este grupo. Acredito na ideia romântica de ter o Sporting a trabalhar um esquema táctico transversal a todos os escalões de formação, a trabalhar com dinâmicas semelhantes e a facilitar o trabalho final do treinador na equipa A. É romântica, mas é possível de ser incrementada se todos trabalharem para isso.

A inconsistência do Abel prejudica a equipa, prejudica os jogadores e trava alguma evolução. Ainda anda à procura do melhor para equipa, passados seis meses desde que está no comando da equipa. É muito tempo. Mesmo com as condicionantes que tem tido à frente do plantel, há ali um grupo de jogadores que tem conseguido manter-se constante, mas constante apenas na folha, porque no campo não é isso que se nota.

A verdade é que comparando o trabalho do Dominguez com o do Abel, o do primeiro foi excelente, principalmente na primeira parte da época, aliando resultados com boas prestações individuais e algum crescimento dos jogadores. E pegando nesse trabalho e analisando o do Abel, não pode haver pessoas satisfeitas com o trabalho do mesmo.

O trabalho do Dominguez até foi bom na 1ª metade da epoca,mas na 2ª metade da epoca foi fraco,provavelmente tambem porque ficou sem alguns jogadores importantes mas mesmo aí a equipa B até teve em vários jogos alguns jogadores de equipa A como o Cedric,o André Martins e o Viola.
Na 2ª metade da epoca houve uma fase em que de 23 jogos(de Novembro a Abril) seguidos só conseguimos 3 vitórias,o que é um numero bastante fraco.

Cedric jogou 2 jogos, Martins 3. Viola foi mais utilizado e nenhum deles acrescentou, verdadeiramente, valor à equipa. Como seria de esperar e cingindo-me aos 2 primeiros, que entrarem em campo unicamente para ter algum ritmo de jogo, não treinavam com os B, não estavam minimamente enquadrados com o colectivo. Peixes fora de água.

A capacidade competitiva dos B e o equilibrio necessário entre formação e rotatividade dos jogadores, são realidades nas quais o Sporting ainda tem que trabalhar. Este ano e não falo dos resultados, as coisas não estão a correr bem, essencialmente pelo carácter errático, a nível táctico, de algumas opções.

O plantel da época passada era bem superior ao desta época com a vantagem da grande maioria deles ja jogarem há muito tempo juntos, percebo as criticas ao trabalho de Abel mas comparar as condições que ele tem com oceano e fmdominguez é injusto.

Não entendo as criticas a Abel :inde:

  • A equipa B, está a servir para que elementos da Equipa A adquiram ritmo competitivo, de modo a estarem prontos para responder na Equipa A quando necessarios. Trabalho que está a ser bem feito. Marcelo, Piris, Dier, Slimani passaram por lá e responderam positivamente quando chamados á Equipa A.

  • A equipa B continua a dar experiencia e maturidade aos nossos jovens, para eles estarem preparados quando forem lançados na Equipa A. Carlos Mané foi a ultima aquisição da equipa A, á equipa B. Mané mostrou-se preparado para responder ás exigencias da Equipa A.

  • A equipa B continua a apostar nos jovens, fazendo-os evoluir, dando-lhes maturidade competitiva e ambientando-os ás exigencias do futebol profissional. Esgaio, Betinho, Iuri e Ruben Semedo estão a demonstrar qualidade, e estão na Pole Position para serem as proximas apostas da Equipa A.

Abel tem feito o que lhe compete e tem cumprido bem os objectivos da Equipa B. Os resultados desportivos aqui não interessam para nada. Interessa sim é ser um complemento da A, e preparar jogadores para lançar na Equipa A. E Abel têm-no feito bem.

O Abel está a fazer um trabalho razoável…até porque tb ele está a fazer a transição da Equipa Júnior para a Equipa B (Sénior) e para uma Liga de longe mais competitiva que o Nacional de Juniores…logo teria de haver uma adaptação do Abel a esta nova realidade…a rotatividade de jogadores não ajuda…

Mas a minha opinião continua a ser a mesma desde sempre…a Equipa B devia ser treinada pelo Carlos Pereira…seria a minha escolha…

A questão aqui, para mim, não são os resultados. Se mantivermos a actual média de pontos por jogo, terminaremos a época na casa dos 69 pontos. Na época transacta, obtivemos 65 (4º lugar).

O objectivo não serão os pontos, não serão as vitórias. Em termos de tabela, o importante é assegurar a manutenção, nada mais. É claro que um registo de vitórias significará, para a maioria, que as coisas estão a ser bem feitas… e isso é um erro tremendo. Aliás, nestes últimos 3 jogos, vimo-nos privados de 5 jogadores. Não deixa de ser curioso que, mesmo estando as coisas mal, se tivéssemos vencido estes 3 últimos jogos, seríamos líderes. “se”, claro, mas não deixa de ser um indicador de que as coisas, em termos de resultados, não estão assim tão péssimas, ainda para mais quando nos lembramos da juventude e inexperiência desta equipa.

Pessoalmente, prefiro falar assim (a vários níveis). Se estivéssemos no final da tabela, a perder jogos atrás de jogos, seria muito fácil criticar. Assim, estando as coisas a correr normalmente, em termos de resultados, acho que nos podemos virar para aquilo que é mais importante: a evolução individual e colectiva da equipa.

Desde o início da época que me parece não existir uma ideia clara sobre o que deve ser esta equipa do Abel. Ao contrário da equipa principal, onde os princípios de jogo são clarinhos como água, as opções são lógicas mediante esses princípios (tirando um ou dois casos pontuais, vá) e a montagem dos onzes reflete isso mesmo.
Na equipa B… não. Tudo bem que será sempre relativamente fácil desculpar-se com a questão das lesões e dos cartões. Poderia justificar resultados menos satisfatórios mas nunca certas opções técnicas.

Não consigo conceber, logo para começar, uma equipa B cujo modelo táctico e ideia de jogo sejam distintas da equipa-mãe. As principais falhas do Abel, neste campo, têm sido:

  • A colocação do Hugo Sousa como lateral. Condicionado pelas lesões do Mica e do King, passou a ser opção. Não sendo questionável de início, passou a sê-lo quando se viu o recém-contratado King 11(!) jogos no banco, jogando apenas 20 minutos, a extremo, num deles. Laterais de pendor bastante ofensivo, em constante apoio ao extremo e em constantes overlaps são dos maiores factores de desequilíbrio ofensivo nos A’s, pelo que o Hugo Sousa nunca na vida seria opção.

  • O meio-campo. Bem, que confusão. Qual é a ideia ? Não pode haver. Simplesmente, não pode. Fui confirmar e tivemos, em 26 jornadas, 4 repetições de trio de médios. 1ª, 2ª e 3ª jornadas, com Fokobo, Kikas e JME. 14ª e 15ª, com Fokobo, Luka e Iuri. 16ª e 17ª com Fokobo, Luka e Wallyson. 21ª e 22ª com Fokobo, Wallyson e Chaby. De resto, uma mudança constante. Ora com um trinco físico e posicional (Fokobo ou Ié ou Rinaudo ou até Hugo Sousa) ora móvel como o Kikas ou Zezinho, no início, ora em 2-1 com o Wallyson/Kikas/Luka em duplo pivot e um organizador, ora com um trinco fixo e dois jogadores lado a lado, ora com o trio 6-8-10 bem definido, com o Iuri ou Chaby soltos… Bem, muita confusão. E, pior, muita mudança durante o próprio jogo, sem se entender. Aqui sim, um ponto em que acho que é fraquíssimo, havendo ou não integração com a equipa A: a leitura de jogo e mexidas na equipa.

  • No ataque é onde se têm verificado menos alterações. Ainda assim, custa-me entender a falta de aposta/criação de rotinas em certos jogadores, tendo em vista o futebol base da equipa principal. Por exemplo, custa-me entender porque jogamos 95% do tempo com “extremos à antiga”: canhotos na esquerda, destros na direita. Não entendo o porquê de não criar rotinas, nem que seja em breves momentos durante o jogo, a jogadores como Esgaio, Iuri ou Chaby, jogando no flanco contrário. No jogo com o Trofense tivemos uma pequena amostra… mas foi com um defesa esquerdo a jogar a extremo direito. Com a lesão do Luka, a coisa alterou-se, o Iuri passou a jogar pela direita e com elevadíssimo sucesso, sendo o principal causador de perigo, ora com incursões pela linha, ora com movimentos interiores para o pé esquerdo.

Quando às análises individuais… Bem, com o conhecimento de alguns anos sobre vários destes jogadores, aliado ao que pude acompanhar a época anterior e ao que tenho visto esta época, permite-me uma boa base de comparação e análise da evolução da maioria destes miúdos. E este 4º ponto, apesar da força que poderiam ter os 3 que referi anteriormente, é o busílis da questão, para mim.

Correndo jogador a jogador, não vislumbro evolução clara em nenhum deles, tirando o Iuri. Não podemos dizer que, esta época, 26 jogos depois, o miúdo X está num nível muito superior ao apresentado a época passada por isto ou aquilo. De todos, o único de quem se poderá dizer isto, na minha opinião e como referi, será o Iuri. A aposta nele como 10, que defendo há vários anos, foi finalmente realizada e o sucesso foi tremendo.

Tirando este caso…

Bem, continuo a achar que existe um excesso de dureza e alguma falta de qualidade e inteligência na abordagem aos lances por parte do Riquicho, Ruben Semedo e Fokobo; Continuo a achar que o Wallyson e o Luka não sabem muito bem se se hão-de fixar como 10 ou como 8; Continuo sem saber se o Chaby poderá ser válido como extremo direito, conforme utilizado na pré-época pelo Jardim, ou até mesmo como 10, dada a falta de oportunidades continuas; Continuo a ver um Betinho muito preso à frente de ataque, embora a melhorar neste aspecto… Noutro prisma, continuo sem saber o que vale o Hugo Sousa como central, o Sambinha como jogador, o porquê de o Tobias não jogar um minuto, o porquê de o Manafá não ser testado como lateral, dado que como extremo nunca servirá, o porquê de o Meira só ter tido minutos à 20ª jornada…

Bom, acho que dá para perceber que não estou aqui a dar uma hater apenas porque não vou com a cara dele. Respeito imenso o Abel e sempre gostei dele como jogador, um profissional exemplar e, notoriamente, um homem cheio de bons valores.
No entanto, sou um adepto acérrimo de uma aposta fortíssima na formação e defensor de que a equipa B é O factor mais importante da sustentabilidade do clube, pelo que deve ter à frente alguém com outro tipo de tarimba e experiência no treino e evolução de jovens atletas.

Não podendo falar de Abel como treinador porque só acompanho a B pelo forum e pelo que tenho visto de jogadores que façam parte das escolhas de Jardim para a principal, não me parece que o desejado seja o que está a acontecer. Nunca entendi a necessidade de dar tachos a ex jogadores do Sporting para cargos de treinadores mas até pode acontecer encontrarem um bom formador. A experiencia acumulada durante anos será um factor a ter em conta mas um profisional que estudou durante largos anos ciencias do desporto parece-me mais habilitado a desenvolver jovens talentos.
Para mim uma B, além de dar tempo aos juniores para entrarem nas competições mais sérias, coisa que numa A tem pouco espaço, serve essencialmente para colocar em cada época um lote restrito de reforços na equipa A. Ao ler o forum, temos Iuri e Esgaio com mais consenso para assumir esse destino. Parece-me pouco e esperava mais.
Outro dos factores que me preocupa, é o facto que na 2ª liga não sermos uma equipa nos lugares cimeiros. Sendo a B do Sporting, deveriamos ter qualidade suficiente para estarmos sempre nos lugares lá em cima porque estes serão o futuro do nosso clube, logo deveriamos ter qualidade suficiente para em cada jogo ser a equipa dominante.
Terceiro aspecto que não me agrada, o desaproveitar dos jogadores que tem mais qualidade, casos JM, SC e outros que na B deveriam ser sempre titulares para ganharem ritmo competitivo para serem chamados a A mas porque Abel quer rodar a equipa ou tem casos de conflito não jogam, sendo necessário empresta-los a outros clubes. Incluo aqui também os jogadores da A que não tem espaço A e não jogam na B. Um caso curioso é o de Cissé. Apontado como 3º PL da equipa A ou Betinho futuro PL da equipa deveriam sempre que disponiveis serem os titulares para caso (bater na madeira) Montero ou Slimani se lesionem termos alternativas. Cissé está emprestado e Betinho para lá caminha. Qual será o 3º PL da equipa A?

Por isto acho que deverá ser repensado a funcionalidade da equipa B.

Prefiro que um jogador ganhe rotinas do que some minutos. Com o Abel, não me parece que algum jogador esteja a absorver qualquer fio de jogo. A equipa B joga de forma diferente da equipa A, joga mal e, no meio daquela confusão, não observo evolução e trabalho especifico em nenhum elemento. Os que se estão a impor, parece-me que só o fazem pelo seu talento natural.

O grande argumento dos “críticos do Abel” (onde talvez me enquadre) é simplesmente esta: isso qualquer treinador faria… isso o Dominguez e o Oceano fizeram… Dar minutos aos jovens, integrá-los, etc, qualquer treinador faz. O que discordamos é que o Abel esteja, como dizes, a fazer bem esse trabalho. Ou, pelo menos, bem o suficiente.

Em quantos desses jogadores se nota o dedo especial do Abel na sua evolução? Os maiores talentos daquela fornada de juniores (João Mário, Betinho, Chaby, Iuri, Ilori, Mica, Esgaio, etc) cresceram com o Abel? Creio que poucos terão crescido. E, os que cresceram, parece-me que cresceram sobretudo por jogar e ter minutos. Mas se é para os pôr a jogar e fazer minutos era eu o treinador. Honestamente, creio que o trabalho do Abel é quase nulo. Limita-se a escolher o onze e as substituições. Não se nota um grande trabalho.

O maior salto dado por estes miúdos (que sempre foram talentosos) foi dado com o Sá Pinto nos júniores. É preciso dizê-lo. Foi onde estes jovens mais cresceram, de uma época para outra. Ficaram jogadores mais capazes de, individualmente, servir a equipa. E eu, quando vejo esta Equipa B, não vejo uma equipa; vejo (boas) individualidades mal articuladas. Como disse, os resultados (sejam bons ou maus) sempre me importaram pouco. E já o disse depois de vitórias e depois de derrotas, creio. O importante, como diz o Jardim, é o processo. E esse não me parece estar a correr muito bem; está a correr normalmente. Se o Esgaio jogar hoje e estiver bem, não me parece (é um exemplo) que seja devido ao que aprendeu com o Abel, mas simplesmente ao facto de ter ganho minutos e crescido por si mesmo (por esse factor único).

Se entendermos que o único objectivo da Equipa B é dar experiência competitiva aos jovens, creio que o Abel chega. Se acharmos que é dar-lhes experiência competitiva e fazê-los, paralelamente, crescer no aspecto táctico, no aspecto posicional, na forma como compreendem e lêem o jogo, então creio que o Abel não é suficiente. E até tenho alguma pena de o dizer, porque simpatizo com o profissional e ex-jogador que foi.

Isto.

Não nego que o Abel esteja longe de ser um técnico excelente(também não é tão mau quanto o pintam)mas a qualidade do plantel que tem ao dispor é muito inferior á da época passada.

E com esta saídas recentes do plantel algo me diz que esta segunda volta vai ser sofrida.

R-Í-D-I-C-U-L-O

O Q-U-Ê-?

Adeus e um queijo.

O que está a fazer com a melhor equipa do campeonato.

VERGONHOSO!
Welder é emprestado não serve para a equipa A por que raio tem que jogar na B? e jogar King por exemplo.
Ruben Semedo a trinco? porque não Eric e Ruben a centrais e Samba no banco.
entre outros exemplos…

Jogar simples e bonito? Isso é para Nerds. Felizmente temos o Abel para complicar. :lol:

Não é :great:

O treinador Abel continua a fazer um bom trabalho e é difícil fazer mais a equipa é mudada muitas vezes.

Realmente a equipa muda muitas vezes, mas por vezes é ele próprio que faz questão de a mudar ou de inventar.