A História

A Batalha do Estreito de Malaca 1513 (janeiro)

Talvez possa ser considerada a maior batalha da Marinha Portuguesa, pelo menos segundo alguns parâmetros, nomeadamente duração do confronto (três dias); quantidade total de navios de alto bordo envolvidos cerca de 60-70 (juncos, naus, caravelas ) e mais 100-200 barcos com remos (lancharas, calaluzes, galés); porventura 13.000-14.000 homens embarcados; e a dimensão elevada das baixas finais em homens e embarcações sofridas pelo inimigo.

Pateonuz, senhor de Japará, um reino na ilha de Java, tencionava expulsar os portugueses de Malaca (tomada em 1511 pelo grande Afonso de Albuquerque), pelo que organizou uma grande armada cuja composição diverge entre os cronistas. O seu navio capitânia era um grande junco couraçado e o seu sota-capitão comandava um outro junco couraçado de dimensões menores. O grosso desta armada era composto por 40-60 juncos normais, 50-100 lancharas e um número indeterminado de calaluzes embarcando para cima de 10.000 homens. O ponto fraco dos javaneses era a escassez e má-qualidade da sua artilharia.

Os portugueses tinham apenas uns 200 homens na fortaleza e outro tanto nos navios. Ante o aparecimento dos javos, o capitão da fortaleza, Rui de Brito, embarcou com cerca de 180 soldados juntando-se à tripulação da armada comandada por Fernão de Andrade, a fim de enfrentar o inimigo no mar (onde sempre os portugueses preferiam bater-se). A armada portuguesa era formada por 10 naus, 1 galé, 2 caravelas, estando coligada com 2 juncos malaios e 20 lancharas do bendara de Malaca (chefe nativo) com cerca de 1.200 frecheiros.

Uma vez o inimigo avistado, cada capitão atuava por si e os navios misturaram-se desordenadamente. Acontece que os comandantes portugueses deram conta de que os seus disparos eram ineficazes ante o costado dos juncos, em particular dos dois couraçados imunes a qualquer pelouro. Contudo, conseguiam impedir a abordagem pelos javos eliminando muitas lancharas e passando a dirigir o tiro para a mastreação e castelos dos juncos, o que devastou os amontoados de guerreiros javaneses que recorriam a vagas de flechas e tentavam chegar à abordagem como faziam os das lancharas.

Ao cair da noite, ambas as armadas fundearam. Rui de Brito regressou à fortaleza com a sua gente, ficando apenas os cerca de 200 homens de mar de Fernão de Andrade nos navios. No dia seguinte, Pateonuz tentou retirar para a ilha de Bintão, em demanda da eventual colaboração do respetivo sultão que dispunha de navios artilhados. Perseguidos pela armada portuguesa, os javos foram perdendo os seus juncos já muito avariados pelos combates da véspera, porquanto os portugueses juntavam ao disparo das peças o lançamento de panelas de pólvora e de lanças de fogo, assim incendiando juncos, lancharas e calaluzes, enquanto os aliados malaios eliminavam os naufragos e queimavam o que ainda flutuasse.

As naus portuguesas também abordaram alguns juncos, e Pateonuz encostou 5 juncos ao seu couraçado formando uma fortaleza flutuante e o mesmo fez o seu sota-capitão encostando 1 junco ao seu. Estes dois seriam abordados, num combate intenso, acabando tomados, mas a fortaleza de Pateonuz escapou e, entretanto, não só a noite estava prestes a cair como sobreveio uma trovoada, aguaceiros e rajadas fortes de vento, o que afastou os navios.

Ao outro dia, de manhã, apenas a nau de Jorge Botelho avistou o grande junco de Pateonuz, decidindo dar batalha, que durou algumas horas, logrou aniquilar os 5 juncos que o escoltavam. Sozinho e já sem pólvora nem munições, a nau portuguesa interrompeu o combate regressando a Malaca para reabastecer. Terá ainda procurado o couraçado javo, porém sem sucesso. Os portugueses tinham aniquilado dezenas de juncos e navios de remo javaneses, causando baixas estimadas em 8.000 guerreiros, capturando imensos mantimentos que resolveram o problema do abastecimento de Malaca durante meses.

Sem a perda de um único navio, e poucas baixas, foi uma vitória naval estrondosa, uma das maiores batalhas da Marinha Portuguesa.

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https://x.com/visegrad24/status/2100512527985631676?s=20

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Já cá faltavam as diatribes contra a historiografia nacionalista, o horror à possível glorificação dos heróis antigos (mas os pseudo-herois modernos do regime já não há problema em “glorificar”) acrescidas de umas vulgaridades pretensamente científicas contra as datas, deliberadamente ignorando que estas são essencialmente âncoras pedagógicas necessárias ao ensino, balizas para organização e estudo das matérias…
O autor parece estar preocupado com que algum orgulho nacional possa vir temporariamente à tona, quando se prossegue uma agenda de apoucamento, rebaixamento e culpabilização por ter havido grandeza e epopeia no passado…, isto claro que sob a capa do rigor científico e conformidade estrita com a realidade passada, mas não engana, a aversão a comemorações fora da caixa pseudo-progressista de esquerda é o que está bem patente.

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unbrokenlegacysto

• Perfil gerado por inteligência artificial

Before The Holocaust. :sad_but_relieved_face::namibia:

The first genocide of the twentieth century was not the Holocaust. Same country. Same methods. African soil. Forty years earlier.

The Herero and Nama people of what is now Namibia lived on their land for centuries — cattle farmers with their own kingdoms and trade. Then Germany arrived. Stole the land. Stole the cattle. When the Herero rose against them in 1904 under Chief Samuel Maharero — Germany sent General von Trotha.

On October 2 1904 von Trotha signed the Vernichtungsbefehl. The extermination order. Every Herero within German borders to be shot. Armed or unarmed. Man or woman. Child or elder. Killed on sight.

The German army drove the Herero into the Omaheke Desert and poisoned every water well along their escape route. Tens of thousands walked in to die of thirst. Those who turned back were shot. Survivors were herded into concentration camps — Shark Island, mortality rate above 60%. Worked in chains. Thousands of women subjected to sexual violence.

A German doctor named Eugen Fischer conducted medical experiments on the prisoners. Published his racial science research. Adolf Hitler read it. Fischer later taught Nazi doctors his methods. One student was Josef Mengele.

By 1908 — 80% of the Herero dead. 65,000 people. Half the Nama — 10,000 more — alongside them.

Germany did not call it genocide until 2021. Descendants rejected the deal. No reparations paid.

The first genocide of the twentieth century. On African soil. Nobody taught you their name.

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Micenas, cerca de 1891…

As maiores civilizações esclavagistas…
https://www.facebook.com/reel/1124949982824054

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https://x.com/larry_mcwethy/status/2105334071874486534