Zeitgeist, o filme

Intrigante e perturbador. São cerca de 2 horas de documentário que vale mesmo a pena ver até ao fim. Aconselho-vos a não perder…

Zeitgeist, o filme

:xock:

E eu aconselho-vos a ver o filme de ânimo leve, porque logo nos primeiros minutos detectam-se imprecisões (algumas muito subtis, outras a roçar o cómico) que tiram um bocado de seriedade ao documentário em geral.

É pena, porque muitas das coisas que lá são exploradas são verdade e dão que pensar, mas quando, pelo meio também se tenta suportar a tese em premissas falsas e se fazem extrapolações que não podem ser feitas, a qualidade do resultado final fica um bocado abaixo das expectativas.

Isto parece-me obra dos mesmos autores do Loose Change.

Só alguns exemplos:

  • dizerem que a morte de Cristo na Cruz é uma alegoria ao solstício de Inverno com base no facto de que nessa altura do ano a posição do Sol no céu começa a aproximar-se da posição da constelação do Cruzeiro do Sul. É apenas uma coincidência, e a alegoria não poderia ter sido feita porque a constelação do Cruzeiro faz parte do firmamento do Hemisfério Sul e não é vísivel nas latitudes onde se originou o Cristianismo.

  • dizerem que a expressão inglesa “Sun Set” (pôr-do-sol), deriva do deus egípcio “Seth”, que também ele simbolizava as trevas, a noite, etc, quando “set” é simplesmente um verbo que significa “pôr”.

Parece-me que andam para ali a inventar factos e teorias que ouvi pela primeira vez, por um motivo simples: foram inventados por quem fez este “documentário”. Ainda pensei, “não, sou eu que não conheço estes factos”, e pesquisei na net pelas respostas, e encontrei muitas delas a corroborar que o documentário é uma treta. A começar pela história de Horus (crucificado? hihihi), a obcessão pelo 25 de Dezembro (que é uma data que nem sequer aparece na Bíblia, foi indicada muitos anos depois, aliás, até se enganaram na data em aproximadamente 4 anos), as confusões com a “estrela de belém”, enfim, aguentei 20 minutos e depois desliguei :lol:

Isso é que não pá…aconselho-te a ver até ao fim, mas como disse atrás, com espírito crítico. Não aceites à partida tudo o que eles dizem como sendo factos adquiridos, mas também não caias no erro de achar que estão para ali a inventar teorias só porque cometem imprecisões aqui e além ou porque fazem escolha selectiva de informação ali e acolá.

Aliás, só agora me apercebi que isto é uma nova versão e que já nem cometem a barbaridade de dizer que a expressão inglesa “sunset” vem do deus egípcio “Seth”, como vi na primeira versão que mostraram há tempos. Ou seja, parece que eles mostram preocupação em corrigir esse tipo de imprecisões.

O documentário está dividido em 3 partes. Na primeira parte falam de religião. Na 2ª parte falam do 11 de Setembro e na última parte falam da banca e de como a economia mundial está nas mãos de um grupo restrito de pessoas, terminando com uma mensagem interessante.

Todos os paralelismos entre o cristianismo e religiões anteriores são reais e estão bem estudados - o Buda também fazia milagres da multiplicação e caminhava sobre as águas, até me espanta não terem referido isso no documentário. O que me dana no documentário é que podia ser brilhante mas provavelmente devido ao amadorismo dos autores, borraram a pintura com imprecisões e extrapolações que não podiam fazer e que retiram algum crédito à tese, o que não aconteceria se optassem por se focar nos pontos essenciais e mais objectivos. Se tiveres isso em conta e souberes destrinçar entre o factual e o buzz vais ver que não dás as 2 horas por perdidas e que o filme tem a sua validade :wink:

Eddie, eles em cada 4 frases dão 5 imprecisões, é mau demais, simplesmente desenharam juma teoria e inventaram mitos (nem sequer factos, mas mitos) para ajustarem a realidade à teoria. Isso é desonesto, e por uma questão de princípio não alinho com esse tipo de atitude, é só isso. Não invalidada que perceba e concorde com a teoria global de que os poderosos mandam no mundo e fazem o que lhes apetece, hoje até estão mais espertos e em vez de o fazer pela força como no passado, limitam-se a dominar os fazedores de opinião. Mas os 20 minutos que vi, que na realidade foram uns 10 porque os primeiros 10 são só frases soltas e imagens, são demasiado maus para ser verdade.

Assim de cor, até inventaram uma deusa egípcia Isis-Mary, só para fazer o paralelismo com o cristianismo, e para explicar a estrela de Belém, falam da conjunção de estrelas que aparece no fim de Dezembro, quando está mais que visto que o nascimento do cristo não ocoreu necessariamente nessa altura (foi uma data fixada “administrativamente” muitos anos depois).

Essa parte é uma treta. Para encher chouriço.

O que realmente me interessou foi no 2º capitulo, quando começam a falar da crise dos anos 30 e do banco federal, de Rockefeller e JP Morgan. Assustador no mínimo…

Bom, é óbvio que já esperava algumas reacções como as que li aqui, mormente no que diz respeito à religião. Quem acredita em Deus e na Bíblia, é ponto assente que não pode estar de mente aberta para o paralelismo (ou cópia para ser mais incisivo) com os cultos e crenças que provêm do tempo dos deuses egípcios e recusa violenta e terminantemente que Deus não tenha existido e que a Bíblia não é mais que um romance.

Acho piada a forma como algumas pessoas têm de se defender daquilo que não gostam ou não lhes convém. Como o documentário não é 101% verdadeiro, já não interessa, já é tudo inventado, para encher chouriços, etc. O que é que interessa se a Bíblia fala ou não no 25 de Dezembro? Concentrem-se no conteúdo e deixem lá o formato em paz. O que o documentário pretende mostrar na 1ª parte e em traços gerais é que muito daquilo que a Bíblia conta, já se havia passado com outras religiões e isso é que importa reter, não os pormenores.

A pergunta que eu deixo, é a seguinte: Aceitam ou não que o documentário é verosímil, quando afirma que a Bíblia não é mais do que uma réplica das crenças associadas a outras religiões, milhares de anos antes?

Quando a nossa mente está fechada e incapaz de questionar pseudo-verdades que nos habituámos a aceitar de ânimo leve durante muitos anos, temos a tendência para desviar a percepção para os pormenores que nos convêm, quando o que estamos a ouvir vem pôr em causa essas mesmas pseudo-verdades.

Eu gostei do documentário em sim. Penso que aquilo que devemos retirar dele (dos três capítulos) é que o poder de comunicação é uma arma poderosíssima. Nos três casos, se não fosse a comunicação/transmissão de informação de forma massiva, nenhuma das três “conspirações” teria tido sucesso.

Devo dizer que sou céptico relativamente às informações que me são transmitidas. Da mesma forma que me podem (ter tentado) enganar com a religião, guerra ou finanças, também o podem estar a fazer com as informações que me são transmitidas neste documentário.

1ª parte
Não sou religioso. Não tendo conhecimento sobre os factos e a História egípcia, resta-me apenas dizer que se é verdade o que é dito só comprova a ideia que tenho da religião, nomeadamente a católica. Como Marx disse “a religião é o ópio do povo”.

2ª parte
Mais do mesmo. Já vi e li várias opiniões sobre esta teoria e devo dizer que há muita coisa por esclarecer sobre o 11 de Setembro. Resta saber se é tudo uma farsa ou quais os motivos para encobrirem certas informações.

3ª parte
Esta foi a mais surpreendente e assustadora. Nunca tinha pensado sobre o assunto por este prisma e fiquei com vontade de saber mais. Apesar disso achei que pecava por falta de informações e é uma teoria que tem de ser mais aprofundada para ser levada mais a sério.

Epá…então mas porque é que achas que a Dona Branca, a Banqueira do Povo, foi presa? Os donos da Banca não querem particulares a meter-se no negócio deles, tão simples como isso. Só não vê quem não quer. :slight_smile:

Realmente, quado a mente está fechada só lhe dá para a parvoeira, e temos neste texto um excelente exemplo disso. A intolerância religiosa no seu melhor :twisted: