Vitória em Alkmaar

E tinhas tu 7 anos…

Apagar…

Na minha tenra idade os flashbacks que mais me marcaram foram sem duvida o golo do Miguel e os 5-3 vs orcs, nunca me esquecerei da emoção que senti nestes 2 jogos, incrivel

Aquela orelha do Patricio também está presente

Eu estava la, :slight_smile: que dia, que alegria indescritivel, e como fui pra holanda sem bilhetes foi o grande Perdro Barbosa que me deu os bilhetes ( um gajo da Juve foi la falar com ele) ;D

Faz hoje dez anos: último minutos em Aalkmaar, canto para o Sporting, Miguel Garcia e…goooolo! Obrigado, rapazes, obrigado Miguel! Mais uma vez, eu e os dez anos, uma década é uma década! :mrgreen:

Incrivel que depois de marcamos o golo, alguem faz a clássica falta a meio campo.

10 anos depois, nada muda neste clube.

Como o tempo voa, lembro-me como se fosse ontem e o que abdiquei para poder ver este jogo

Este apuramento (porque não foi uma vitória) seria ainda mais inesquecível se o fim da caminhada não tivesse sido o que todos sabemos…

Mas foi, sem dúvida, dos golos que mais festejei e gritei.

Lembro-me como se fosse hoje… Saí do treino de futebol a correr, subi as escadas para a sede do clube e olho para a TV… 3-1 para o AZ…

2 minutos depois: canto e GOLO! Vim a festejar até casa…

Na altura vivia num rés do chão ( baixo ) e tinha a janela da sala aberta ( janela que ía do chão ao tecto da casa ). Quando Garcia marca o golo desato a correr pela sala e salto pela janela aos berros e aterro no meio da estrada. Sorte que era uma rua sem saída e tinha pouco movimento.

A minha maior alegria como Sportinguista, fora o jogo em Paranhos que nos deu o título de 2000.

Perdoem-me mas nunca é demais recordar o meu testemunho desse dia:

[hr]
A derrota mais saborosa

Estávamos na época futebolística 2004/2005 e o Sporting jogava a possibilidade de disputar em sua casa, a Final da Taça UEFA.

Deixo aqui o meu testemunho do dia em que se realizou a 2ª mão da meia-final, entre o AZ Alkmaar e o Sporting, quando os Leões tinham vencido em casa por 2-1 no primeiro jogo:

Acompanhei em Alvalade o fabuloso percurso nessa edição da Taça UEFA. Vibrei com o maravilhoso jogo contra o Newcastle, com o golaço do Pinilla contra o AZ, assim como (via Tv) o de LiedShow na Holanda contra o Feyenord.

Nesse dia de 05MAI2005, tinha tudo combinado com os Leões do meu Curso na Academia da Força Aérea (AFA) para podermos sofrer em conjunto, vendo o jogo no Bar de Alunos.

O drama começa quando um camarada nosso “mete os pés à grande” nessa tarde. Em consequência desse acto, um dos nossos Instrutores (certamente não Sportinguista!) resolve marcar uma caminhada nocturna para todos os alunos (aprox. 450) para as 21h00. Uma reflexão conjunta, digamos assim…

Ficamos todos em estado de choque. Então o nosso Sporting, ia jogar a possibilidade de disputar uma Final Europeia em casa, para a qual eu já tinha 2 bilhetes (para mim e para o meu pai) comprados via Site UEFA, tal era a minha esperança da nossa presença, e tínhamos que vestir os camuflados e ir para o campo, caminhar durante 2h, por castigo a UM aluno??!!

Pois é, mas é assim a vida…de militar e de aluno!!

Jantámos e de seguida fomos para o Bar ver a primeira parte do jogo.

Levámos com uma bola no poste, umas saídas em falso do Ricardo e…já está, estamos a perder 1-0.

Sofremos o 2º golo, mas ainda conseguimos ver o Levezinho a empatar a eliminatória ao desviar um remate do Polga e fazer as redes dançar!

E por aqui ficámos no que respeita a “ver” o jogo, pois a hora marcada aproximava-se e ainda tínhamos que nos fardar convenientemente para a formatura.

A Marcha Nocturna

Chegada a hora, estamos todos formados na Parada, e eu, e outros Leões, a sofrer por dentro…

É dada a ordem de se iniciar a marcha, EM SILÊNCIO, e lá vamos nós.

No meu curso éramos 51, dos quais 8 ou 10 Leões, mas muitos dos tripeiros e até alguns lampiões torciam por nós.

Eu, o mais fanático dos Leões, não podia passar sem saber o que se estava a acontecer na Holanda. Foi por isso que, quando fui vestir o camuflado, “artilhei-me” com um daqueles rádios pequenos e, passando o fio do auricular por dentro do casaco e junto ao pescoço, conseguia, por entre a escuridão, disfarçar que estava a ouvir o relato enquanto caminhávamos pelas valas e terrenos circundantes à AFA.

Caminhávamos uns atrás dos outros separados em duas colunas.

À minha frente ia um amigo meu, lampião, mas bom rapaz, que ia sendo o meu confidente (faltam 15, 10, 5 minutos, não acredito…estamos a perder 3-1…como é possível?! vamos embora pá…marquem um golo, um só que nos leve à Final em Casa!

Na coluna do lado, era à socapa que a informação ia passando num vaivém de Leões, a procurarem saber como estava o jogo.

À medida que o tempo passava, o desânimo ia-se apoderando de todos aqueles a quem ia “relatando” o desenrolar do jogo e, principalmente quando os holandeses marcam o 3-1, poucos acreditam.

Alguns dos lampiões mais “brilhantes” lamentavam a nossa “sorte”, mas por dentro gozavam e pensavam: "Bem feito! A pensar que iam à final…”

O tempo esfuma-se, eu vou caminhando mas nem vejo/ouço nada. Nada a não ser o relato que me ligava a Alkmaar. O sofrimento era tremendo e, como sabem, ouvir um jogo na rádio em termos emocionais é muito mais intenso do que ver na Tv.

Se nuns momentos me lamentava, noutros encorajava os meus amigos Leões: “ainda vamos conseguir…Anda lá Barbosa…mete-a lá dentro. Força Roca! Bora Liedson!”

E os Leões sempre a insistirem: “Como é que está?”…"já fomos!”

O GOLO

Na rádio (Antena1 como sempre) o relato era uma loucura…já nem tinham voz. Na rádio de facto vive-se o jogo com uma emoção fabulosa…

Vamos embora Sporting…eu ainda acredito…já passam alguns segundos da hora…vamos para a marcação do último canto e com certeza último lance do jogo…vamos lá Sporting…Alvalade espera por ti.

Ricardo junta-se aos seus companheiros na área adversária. Pedro Barbosa parte para a bola…Miguel Garcia cabeceia…GOLO! GOLO! GOLO! GOLO! GOLO! GOLO! GOLO!

Uma alegria imensa invade-me, só queria partilhar com todos aquilo que sentia, mas no meio da formatura NÃO PODIA gritar, nem sequer fazer barulho…, então quase instantaneamente agarrei o braço do lampião à minha frente e com as lágrimas a quererem saltar só lhe gritava “sussurrando”:

“Já está Kamano, foi GOLO! estamos na FINAL! O jogo acabou! Perdemos, mas ganhámos!”

Apertei-lhe tanto o braço que ficou marcado durante quase uma semana!

A novidade rapidamente se espalhou e os Leões, embora em silêncio, mostravam um ar de felicidade que, apesar da impossibilidade de manifestação exuberante deixava adivinhar uma festa de arromba.

E assim foi…

No final da caminhada, juntaram-se Leões com tripeiros e alguns lampiões e todos, (uma vez mais à socapa) festejamos com (muita) cerveja a passagem do GRANDE SPORTING à final da TAÇA UEFA!

Foi sem dúvida, a derrota mais saborosa de sempre do nosso SPORTING!"
[hr]

Foi assim, que vivi esse dia inesquecível.

Entretanto, mais tarde enviei este relato para um programa que passava na Antena1 “A história devida”, onde o mesmo foi interpretado pelo autor Miguel Guilherme!

Grande dia, grandes memórias… Enorme arrepio ao relembrar! :mais: :mais: :mais:

O MELHOR DIA QUE VIVI ENQUANTO SPORTINGUISTA!

OBRIGADO MIGUEL GARCIA! OBRIGADO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!!!

Uma noite memorável e um golo mágico que nos deu uma final em casa. O que eu chorei de alegria… Um misto de alívio e incredulidade nessa noite!!! Miguel Garcia… O herói inesperado!!! :mrgreen:

Foi realmente um dos momentos mais inesquecíveis que vivi como Sportinguista!

Infelizmente não conseguimos corresponder no último jogo… em casa… mas o nosso percurso e todas as emoções e felicidade que sentimos ninguém nos tira!!!

SOMOS SPORTING!
HOJE E SEMPRE
:victory:

“O MIGUEL FAZ GOLO PORQUE LHE DISSE PARA ATACAR O PRIMEIRO POSTE”

Em declarações exclusivas ao Leonino, Ricardo, guarda-redes titular do Sporting CP entre 2003 e 2007, falou sobre a caminhada europeia dos leões na temporada de 2004/2005

Duarte Pereira da Silva

Texto

5 de Maio 2020, 09:00

Passam hoje precisamente 15 anos desde o mítico jogo das meias-finais da Taça UEFA frente ao AZ Alkmaar. Quando muitos já deitavam a toalha ao chão, Miguel Garcia, ao minuto 120, fez o golo que colocou o Sporting CP na final da prova. Em declarações exclusivas ao Leonino, Ricardo, guarda-redes titular dos leões entre 2003 e 2007, falou sobre a caminhada europeia do Clube de Alvalade nessa época.

“Foi um momento fantástico. O Miguel (Garcia) faz golo porque lhe disse para atacar o primeiro poste”, começou por contar, entre algumas gargalhadas, o antigo internacional português.

O guardião afirmou, ainda, que, se o seu companheiro não tivesse feito golo, ele próprio estava naquela zona para finalizar: “Iria sempre atrás dele para aproveitar a sobra porque, por norma, não marcam os guarda-redes e eu até tinha algum jeito para fazer golos nessas circunstâncias. Se ele não faz golo, eu já estava naquela zona para empurrar”.

Ricardo confidenciou também que sabia que Rui Jorge ia bater o canto para a zona do primeiro poste: “Com as condições em que estava o campo e pela forma como batíamos os cantos, o mais provável era que a bola acabasse por cair naquela zona. Foi o que acabou por acontecer. O Miguel entrou muito bem ao primeiro poste e foi feliz”.

“Tínhamos pela frente um adversário fortíssimo. O CSKA era uma equipa de luxo”

O Sporting CP acabou mesmo por seguir para a final da Taça UEFA que, nesse ano, se disputou precisamente no Estádio José Alvalade. No entanto, após a turma de José Peseiro ter chegado ao intervalo a vencer (1-0, com golo de Rogério), o CSKA acabou por dar a volta ao marcador (3-1) e vencer a prova.

Relativamente a esse encontro, e sobre o que correu mal para que o Sporting não tivesse vencido, Ricardo destaca a qualidade da equipa adversária e recusa a ideia de que o fator casa tenha jogado contra a equipa: “Jogar em casa é sempre bom. Não foi por isso que perdemos. Passaram-se várias coisas, mas a principal foi o facto de termos pela frente um adversário fortíssimo, com uma equipa de luxo. Era um CSKA muito forte”.

O antigo internacional português recordou que os leões poderiam ter feito o 2-1, mas que, no contra-ataque dessa mesma jogada, os russos passaram para a frente do marcador: “Saímos para o intervalo a vencer. Após o empate, tivemos uma oportunidade flagrante para fazer o 2-1. A bola não entra e, no contra-ataque, eles fazem golo. A partir daí, foi muito difícil dar a volta ao resultado”.

Ricardo considerou também que a equipa estava muito desgastada, tanto mentalmente como fisicamente, e que isso acabou por ditar o desfecho final: “Tanto em termos anímicos como físicos, foi uma semana muito difícil porque, de facto, estávamos esgotados”.

“Foi o jogo mais épico que joguei em Alvalade”

Apesar da derrota na final frente ao CSKA, o antigo guardião leonino guarda com carinho todo o percurso realizado nesse ano, mas especialmente o jogo da segunda mão dos quartos-de-final diante do Newcastle: “Foi o jogo mais épico que me lembro de jogar em Alvalade. Estivemos a perder 1-0 e tínhamos de marcar três golos sem sofrer nenhum. Acabámos por marcar quatro. Foi fantástico. Houve uma comunhão tremenda entre a equipa e o público”.

Ricardo recordou que, na primeira mão, em que o Sporting CP saiu derrotado, por 1-0, teve um lance bastante perigoso com Shola Ameobi: “Estava uma noite muito fria e condições bastante complicadas. Lembro-me bem desse jogo porque, no final da primeira parte, tive um lance com Shola Ameobi onde ele, com uma entrada a pés juntos, praticamente me destruiu a cabeça. Fiquei com a cara toda deformada, mais especificamente o maxilar. Mesmo com bastantes dores, joguei até ao fim”.

O guarda-redes, hoje comentador da SportTV, confessou que, nessa mesma noite, foi ao hospital e quase não conseguia regressar com a equipa para Lisboa: “No final do jogo, fui para o hospital e não me queriam deixar viajar devido aos traumatismos que tinha, mas lá consegui que me deixassem regressar com a equipa”.

Leonino

Que noite!! :heart_eyes: :heart_eyes:

Só num clube como o nosso é que este jogo é recordado como é. Um prelúdio para uma das maiores vergonhas da nossa história recente. Um jogo que precede uma final perdida em casa por causa de discussões sobre os prémios de jogo ao intervalo.

Farto de saudosismos…mas devo ser o único neste clube…

Uma memória com 15 anos: "Depois do milagre de Fátima, há o milagre de Garcia"

Noite épica que colocou o Sporting na final da Taça UEFA de 2004/05 faz 15 anos e perdura na memória de leões e dos amantes do futebol.

A noite épica de Alkmaar, que levou o Sporting ao Olimpo (final da Taça UEFA de 2004/05, em Alvalade), faz esta terça-feira 15 anos e O JOGO recorda algumas curiosidades desse momento inesquecível. Miguel Garcia (o autor do decisivo 3-2 aos 120"+2" que ficou conhecido como “o herói de Alkmaar”), Tello (autor da assistência teleguiada de bola parada, de canto), José Peseiro (treinador nessa temporada) e Pedro Barbosa (o capitão que chegou a dizer que já se via a levantar a Taça) já perderam a conta às vezes que abordaram essa noite épica, dramática e emocionante, que ainda perdura na memória como uma das mais espetaculares jornadas europeias de clubes portugueses.

A glória que o Sporting viveu nessa segunda mão da Taça UEFA (hoje Liga Europa), foi, contudo, o prelúdio de uma tragédia que se abateu sobre os verdes e brancos na semana seguinte, com a perda da Liga contra o Benfica e da respetiva final com o CSKA de Moscovo, ainda por cima no seu feudo, em Alvalade. Um balde de água fria, assim como o que era o patinho feio da equipa, Miguel Garcia, deu aos holandeses do AZ Alkmaar.
“Eu já conhecia o golo com a mão de Deus, mas agora conheço também golo com o ombro de Garcia. Depois do milagre de Fátima, agora há o milagre de Garcia”, disse Co Adriaanse (treinador do AZ que se mudou logo a seguir para o FC Porto, com o extremo Sektioui).

Após perder por apenas 2-1 em Alvalade na primeira-mão, Co Adriaanse tinha afirmado que voltaria a Lisboa para defrontar o CSKA de Moscovo na final, referindo que ficaria no mesmo hotel, no mesmo quarto e que teria as mesmas rotinas. Hen Timmer, o guarda-redes do AZ, ficou com azia e torceu pelo CSKA na final, e o avançado Kenneth Pérez passou a detestar os leões, pois, em 2009, voltaram a não ter piedade e tiraram-no da Liga dos Campeões ao bater o Twente, onde jogava então.

Em Alkmaar, o presidente leonino, Dias da Cunha, confidenciou a quem se sentou ao seu lado na tribuna que o jogo seria resolvido nos descontos, e no final era mais um adepto incrédulo e eufórico com o desfecho. A euforia viveu-se na capital portuguesa até altas horas da madrugada, com cerca de cinco mil pessoas à espera da equipa no aeroporto, onde Filipe Soares Franco (presidente da SAD), conseguiu passar discreto entre a multidão.

Num percurso europeu que contou com o agora titulado treinador Pedro Caixinha como observador dos adversários, José Peseiro assumiu a felicidade e sorte leonina em chegar à final, pois, afinal de contas, esteve a perder com os holandeses em Alvalade e a segundos de ser eliminado em Alkmaar.

Último golo relatado por uma lenda

O AZ Alkmaar-Sporting teve 2,2 milhões de telespectadores a ver em direto pela TVI (o terceiro jogo mais visto da época), mas foi o relato da lenda da rádio Jorge Perestrelo, na TSF, que chegou a mais público e que ainda hoje surge associado às imagens do golo de Miguel Garcia. O locutor com estilo peculiar e invulgar, conhecido por expressões como “ripa na rapaqueca” sentiu-se mal antes do jogo e faleceu já em Lisboa, no dia seguinte, por enfarte de miocárdio. Gritou 18 vezes golo antes de dizer três vezes “eu te amo Sporting”.

O Jogo

ÀS PORTAS DO SONHO

Sócio do Sporting CP conta-nos a sua viagem até Alkmaar, onde assistiu a mítica partida que faz hoje 15 anos

Maria Pinto Jorge

Texto

5 de Maio 2020, 11:00

Já recordámos a mesma data aqui, no Leonino, com as palavras de Ricardo, guardião do Sporting CP na altura (LER AQUI), mas, desta vez, quisemos ver, além de quem viveu do relvado, quem viveu a mítica noite de 5 de maio de 2005 da bancada.

Paulo Jorge, Sócio número 8.002 dos leões, é um adepto assíduo. Tem tanto Gamebox no Estádio José Alvalade, como no Pavilhão João Rocha, pois opta por estar presente em todos os momentos do Clube e viver a pura alegria simplesmente de ser Sporting CP. Há 15 anos, o mesmo se verificava e, em Alvalade, viu a sua equipa colocar-se na frente das meias-finais da UEFA, como tal, a oportunidade de viajar até à Holanda surgiu e Paulo não a desaproveitou.

“Na primeira mão ganhámos por 2-1, em Alvalade. A segunda seria, então, um jogo decisivo para estarmos na tão ambicionada final no nosso Estádio. Estando às portas do sonho, na minha cabeça não havia uma outra possibilidade que não acompanhar a equipa, juntamente com os meus amigos, e estar presente neste momento tão importante do Clube”, começou por dizer, em exclusivo ao Leonino, antes de contar a história desse dia que, diga-se de passagem, foi recheada de peripécias, logo começando no voo de Lisboa para Amesterdão.

“Só via aproximar-se a hora do jogo”

“Com cerca de uma hora e meia de voo já feito, o avião dá a volta e retoma a rota de regresso para Lisboa, depois de nos informarem de uma avaria técnica. Só via aproximar-se a hora do jogo, já tínhamos imaginado que o almoço em Amesterdão não se iria realizar e, provavelmente, até a chegada a tempo seria difícil”, contou-nos. Aqui, a dúvida instala-se: Chegariam a tempo do jogo? Depois de algumas horas de espera, conseguem efetuar a viagem e finalmente chegar à Holanda, onde o tempo escasseava.

A verdade é que chegaram a tempo, mas no momento da entrada no estádio, mais um problema: “Quando consigo finalmente entrar, a escassos dois ou três minutos do jogo começar, reparo que não havia um único lugar nas bancada reservada aos nossos adeptos de onde se conseguissem ver as duas balizas”, relembrou com alguns sorrisos.

“A eliminatória parecia definitivamente perdida”

Paulo decidiu subir a um muro do estádio, o único sítio de onde conseguia ver o jogo em condições. Ao intervalo, a partida estava empatada a uma bola, o que daria a passagem do Sporting CP à final, mas na segunda parte tudo se complicou.

“Na segunda parte… ou terceira, ou quarta, porque foi um sofrimento tão grande que parecia que não tinha fim, o AZ faz o 2-1, empurrando o jogo para prolongamento. Depois, 10 minutos antes do final da partida surgiu o 3-1 e a eliminatória parecia definitivamente perdida”, disse, mas como um Sportinguista nunca perde a esperança, eis que chegou o último minuto da partida e o milagre acontece. Após canto batido por Tello, Miguel Garcia cabeceia para o fundo da baliza.

“O estádio veio abaixo. Festejámos, à chuva, ao frio, foi um momento difícil de descrever”, disse Paulo, relembrando o relato do feito por Jorge Perestrelo continua a ser, para este leão, uma forma de recordar toda a emoção sentida naquele momento.

“Quando ouço esse relato e quando ouço a emoção que ele passa, parece que aí está sintetizado e resumido tudo o que foi sentido por mim e por todos aqueles que foram os heróis de Alkmaar”, sublinhou.

“Repetia tudo outra vez, as vezes que fossem precisas”

A verdade é que a final ficou longe do esperado, o tão desejado título europeu não foi conquistado em casa, mas Paulo não se arrepende de nada. “Não foi a primeira vez que acompanhei, já o tinha feito antes e mesmo depois disso voltaria a fazê-lo. A emoção de ganhar jogos fora, toda aquela união e o ambiente que se gera entre os adeptos é indescritível. Repetia tudo outra vez, as vezes que fossem precisas”, vincou.

Para terminar, este Sócio leonino deixou uma mensagem bem clara da forma como leva o seu Sportinguismo, algo que se une aos ideais e mensagens passadas pelo símbolo do leão rampante: “Ganhando ou perdendo, sempre lá. É o que espero para agora, para o futuro, para mim e para os meus filhos, que penso que vão honrar este legado que lhes vou deixar enquanto Sportinguista”, rematou.

Leonino