Vidas clonadas

[b]Dois anos de Calvário[/b]

Entre a PJ E PSP , a vítima já perdeu a conta às perícias. A última , feita à assinatura revelou-se inconclusiva.

vítima Em Dezembro de 2006 , Jorge Flores , jornalista foi vítima de um furto: a carteira onde guardava o BI e o cartão de contribuinte desaparecera. Apresentou queixa na PSP e fez novos documentos. Só voltou a ter notícias em Abril do ano seguinte , altura em que recebeu um telefonema do banco.

“Era para me lembrar que tinha a prestação de um plasma em atraso” , recorda. Para conseguir realizar os créditos , o homem , que se apresentou no banco como ladrilhador , abriu uma conta , depositando 400 euros. Assim criou uma identidade bancária fictícia , mas que estava associada a um nome e a um número de contribuinte válidos. “Com esses dados , bastou-lhe arranjar uma morada falsa para abrir a conta” , revela a víctima.

Por esclarecer está se o ladrão colocou uma fotografia sua para ludribiar o banco , ou se apresentou o BI sem qualquer alteração , tendo passado despercebido ao empregado do balcão.

Feito o mais difícil , o “ladrilhador” passou a utilizar os dados que criou para contraír dívidas em empresas de crédito ao consumo.

Além do plasma , no valor de 1 600 euros , Jorge Flores responde tambem pela compra de um Peugeot 306 , de 15 200 euros , que dias depois de ser vendido sofreu um acidente na Amadora. “Como o carro está em meu nome , sou eu que respondo por esse acidente , acusado de ter fugido” , garante.

De vítima , o jornalista passou a suspeito , pelo menos aos olhos do banco , que lhe instaurou um processo. E é assistente noutro como queixoso. A.R.

http://www.readmetro.com/show/en/Lisbon/20080512/1/3/

É preciso ter muito cuidado com os documentos , actualmente valem ouro em mãos erradas.

Essas coisas em Portugal so sao noticia quando acontece aos jornalistas, sempre queria ver se tivesse acontecido a um…sei la, ladrilhador :lol: se tambem era noticia.

É coincidência neste caso ser jornalista , mas tem havido mais casos , lembro-me de um idoso de Trás-os-Montes que tinha uma quantidade de multas para pagar assinaladas em auto-estradas do sul do país , e ele nunca tinha saído da terrinha de carro , salvo erro nem carta tinha.

Salvo erro nesse caso o velhote até tinha um tractor e não um carro. Imagine-se um velhote no auto-estrada com um tractor a passar em excesso de velocidade nos radares. Onírico… :lol:

Era isso mesmo , acontece cada uma. :o :twisted: :lol:

Mas nesse caso acho que era erro nos serviços centrais que trocaram a identidade.