Vender o nome do Estádio (Naming rights e exploração de receitas)

Gostava de lançar este tema em discussão aqui no forum, se aceitariam, o valor o modelo de negócio, passo a explicar a minha opinião:
Para mim o venderia o nome do estádio por 5M ao ano, sendo que o modelo de negócio que para mim mais se encaixaria seria vender por 5 anos e receber desde logo os 25M para investir na equipa e contratar jogadores em ascensão. Sendo que esses jogadores seriam as futuras grandes estrelas dos seus países o que expandiria a nossa marca e ao fim de 5 anos teríamos o nosso produto ainda mais valorizado pois mais gente via os nossos jogos, para além de podermos vender esses jogadores e voltar a fazer dinheiro.
SL

por esse valor era para ontem!!!

era um boa ideia, mas nao sei quem neste momento pagaria isso para estar relacionado com um clube que ha mt nao ganha o campeonato

Sinceramente, não concordo com esta medida, acho que ia tirar personalidade(da pouca que ainda resta) ao clube.

Eu digo isto porque prefiro ter uma grande equipa, a ficar com o nome do estadio.

Há alguns anos atrás estava absolutamente contra a ideia. Entretanto delapidou-se parte importante do nosso património, e mais está a caminho de ser delapidado, pelo que hoje em dia aceitaria a ideia, sempre que o acordo respeitasse a grandeza do clube, os seus principios, e a verba tivesse à partida um destino conhecido.

Não é ainda assim um tema fácil, infelizmente a inépcia e incapacidade dos nossos dirigentes a isso obrigará!

Eu também, mas se tivéssemos dirigentes à séria, seria possivel ter as duas coisas.
Com JEB, o mais certo é vendermos o nome do estádio e a equipa continuar miserável.

A minha proposta seria sempre dentro daqueles moldes, ou seja, canalizar o dinheiro para a equipa de futebol, comprar jogadores com o máxino de 24 anos que são valores emergentes.
(Não fazer à pongolle que mais do que o valor do rapaz foi o atlético com esse dinheiro tir ido buscar o salvio em vez de sermos nós a irmos buscar o sálvio.)
O objectivo seria sempre investir para obter proveitos mais tarde.

Até nem me opunha à ideia. Desde que o negócio fosse bastante melhor do que aquele que foi feito com a Puma pelo naming da Academia.

5 M€ ao ano? :o Se alguém estivesse disposto a oferecer 5 M€ por ano ao Sporting pelo naming do estádio neste momento já o estádio teria outro nome.

(5 M€ em 5 anos = 1 M€ / ano e já vais com muita sorte)

Não tardará muito para que os nossos mui brilhantes dirigentes acabem por ir por esse caminho. Mas o bonito será ver aqueles que outrora alimentaram o prazer de maldizer a lista que há um ano sugeriu este caminho a vir agora apoiar e a dizer que é uma inevitabilidade para o clube…

É evidente. Se pagassem tao bem, pelo menos os 3 grandes já teriam feito isso.

Mesmo assim, 5M em 5 anos já seria de ponderar. Desde que a marca fosse respeitável, não havia problema absolutamente nenhum.

Por quanto é que está vendido o nome da academia? se não estou em erro é perto de 1 milhão. Pelo - 4 milhões acho que vale.
Estádio Super Bock. Acho que está disposta a isso. LOL.

Os três grandes não o fazem até agora por haverem sempre adeptos da velha guarda contra, pelo preço que for.

Mas terão toda a razão 5M não vale mas 3 talvez se consiga. Deixo o artigo sobre o tema que encontrei.
http://www.dw-world.de/dw/article/0,3242457,00.html

Nesta altura, tudo que der uns milhões é bem-vindo, era o naming do estádio, naming das bancadas, etc.

Mas os teus valores baseiam-se em quê afinal? Existem exemplos de estádio muito bem pagos, o mais bem pago recebe inclusivamente 20 M$ por ano de 2009 a 2011, mas são casos pontuais… o Emirates por exemplo recebe 3 M£ por ano (quase 4 M€ por ano) e estamos simplesmente a falar de um estádio com muito maior exposição mediática que o de Alvalade.

Naming das bancadas já temos há uns tempos ;).

Quanto ao naming do estádio, também já fui totalmente contra mas à medida que o tempo passa faz-me menos confusão.

Quanto é que estariam dispostos a pagar-nos por ano? É impossível dizer sem ter noção do valor do mercado português. Em termos comparativos, a Allianz paga ao Bayern pelo naming do estádio 8 milhões USD por ano e a Emirates paga ao Arsenal pelo naming do estádio + patrocínio da camisola durante 15 anos, a módica quantia de 200 milhões de dólares (aprox 25 milhões por ano), mas lá está tanto o mercado inglês como o alemão são muito mais poderosos que o Português como os clubes em causa têm uma dimensão a nível europeu que o Sporting não tem.

A favor como era há um ano, parece-me uma fonte de receita por explorar e nós precisamos de receita! :arrow:

Esta coisa do naming insere-se a meu ver em algo mais global que é a estratégia de exploração e rentabilização do Estádio José Alvalade. Este assunto já aqui foi aflorado anteriormente e referi casos de sucesso como o Bayern de Munique e o seu Allianz mas também o Ajax e o seu Amsterdam Arena.

A este propósito, seria interessante ver o Sporting embarcar numa estratégia deste tipo de modo a conseguir rentabilizar o activo Estádio que ainda lhe resta… pelo menos que o fizesse para o tornar viável e eventualmente até lucrativo ao clube. E para isso acho que o Sporting deveria consultar este senhor (passe a publicidade):

Paul Fletcher
http://www.paulfletcher.co.uk

Trata-se de um antigo jogador de futebol que seguiu a carreira de gestor e é hoje um dos mais famosos “stadiologists” que existem. Negociou vários contratos de naming para clubes ingleses, foi CEO de várias empresas dedicadas à gestão de estádios e tem uma visão que apesar de ambiciosa é também ela realista e centra-se muito na sustentabilidade dos projectos que costuma abraçar.

Como estamos a falar de naming rights aqui vai um artigo dele do início dos anos 2000, uma leitura bastante interessante:

[size=14pt][b]The Myth of Sponsorship[/b][/size]

Over the past decade we have all read with interest newspaper reports involving: ‘United sign £80 million Sponsorship deal’, ‘City announce £90 million Shirt Sponsorship agreement’ and immediately the supporters think that the exact amount will be handed over to the manager to buy new players. Ha ha.

The problem that all of us commercial people have is simply this, how much money gets paid into the Bank? As we write our business plans and funding projections sometimes we can be blinded by these reported numbers, which are, almost every time misleading. OK, it is possible for United to get £80 million providing 50,000 supporters buy 200,000 mobile phones and make 1,000,000 telephone calls each year, or if City sell 100,000 replica shirts in 750 countries. Again, what we all want to know is simply this ‘How much is actually paid into the Bank, once an executive box; season tickets; hospitality tickets, car park passes and a furtherwide range of benefits, are deducted from the total?’

In the early days sponsorship was easy. Local businessmen, who watched their favourite team with fond affection, would gladly ‘sponsor’ a perimeter advertising board. They got little return from this apart from the satisfaction of putting something back into the Club their father brought them to as a kid. In the sixties and seventies the donation element vanished as smart marketing executives saw a real value in perimeter signage once television came on the scene. Then everything that moved (or stayed put) was a potential sponsorship revenue stream.

The ‘blockbuster’ sponsorship myth probably began in the Boardroom as boastful Chairmen, fuelled up with gin and tonics after a sound victory would boast, exaggerate and lie through their teeth. ‘How much did you get for your shirt sponsorship Tommy?’ ‘£1.5 million’ comes the reply. ’ Oh we got £2 million for ours’ and onward and upward the dreams and lies continue.

The myth is then perpetuated by these wonderful ‘Scientific Market Research Sponsorship Specialists’ who will write you a 500 page report for £50k to tell you how much you should get for your sponsorship (but they won’t tell you how to get it). In fact I feel that a very strange sponsorship phenomena has evolved recently. Do you know that there are more people out there selling sponsorship ‘reports’ than there are people actually selling sponsorship! Ha ha again.

In my current role at Coventry I was handed a encyclopaedia thick report on sponsorship commissioned by my predecessor. It contained the usual ‘codswallop’ but had two case histories about both the McAlpine and Reebok naming rights, two deals that I had completed.

On both occasions the sponsorship fees quoted were wildly inaccurate. Although sadly I have to shoulder some of the blame, as I too am not prepared to ever divulge the true net value of the sponsorship deals I have concluded. Why should I? If everyone else is exaggerating so will I, otherwise my board will think I’ve completed a poor deal. And the myth goes on. So all is fair, providing that not of us believe any figures we read. I know that the Banks don’t.

The Naming Rights Myth

In America, numerous long term ‘naming rights’ deals have been struck with some major multi National Corporations and as this information filters through to the UK it can only help position this type of sponsorship as an acceptable form of corporate advertising.

To date a number of new stadiums have been ‘named’ in the UK. These are split between re-branding an existing venue (e.g. The Fosters Oval) and naming a new venue (e.g. The Walkers Stadium). The list to date is as follows:

* The McCain Stadium, Scarborough
* Fosters Oval
* Bass Headingly
* The New Den, Millwall
* The Deva Stadium, Chester
* The Sixfields Stadium, Northampton
* The Bescot Stadium, Walsall
* The Nynex (now Manchester Evening News) Arena
* The Mc Alpine Stadium, Huddersfield
* The 'Pulse' Stadium at Valley Parade Bradford
* The Reebok Stadium, Bolton
* The BT Cellnet Riverside Stadium, Middlesborough
* The Britannia Stadium, Stoke
* The Stadium of Light, Sunderland
* Pride Park, Derby
* The Majeski Stadium, Reading
* The Friends and Provident St Mary's Stadium, Southampton
* Eircom Park, Dublin
* The Walkers Stadium, Leicester

This list provides a varied view of stadia naming. Some are not commercial deals (for example The Stadium of Light), others are named after a person or a place (eg. the Majeski Stadium and Pride Park) one stadium was named for over twelve months and was never even built (Eircom Park).

With two of these stadiums the sponsors name is lost within the naming title; The BT Cellnet Riverside Stadium, named ‘The Riverside Stadium’ by the media and the Friends and Provident St Mary’s Stadium, named ‘St Mary’s Stadium’ by the media. Far cleaner examples of stadia naming are found with ‘The Britannia Stadium’, ‘The Walkers Stadium’ and ‘The Reebok Stadium’.

Naming Rights Revenues

The highest gross revenues from the 93 venues named on sportsvenues.com are:

American Airlines Centre, Dallas
195,000,000
30 years

FedEx Field, Washington
$205,000,000
27 years

Gaylord Entertainment Ctr, Nashville
$80,000,000
20 years

Philips Arena, Atlanta
$168,000,000
20 years

Safeco Field, Seattle
$40,000,000
20 years

Staples Centre, Los Angeles
$100,000,000
20 years

(source: www.sportsvenues.com/info.htm)

One common denominator between the majority of the current UK stadia naming rights deals (unlike the American examples) suggests a ‘current relationship’ with the stadium, in contrast to a pure commercial deal. For example, McCain frozen foods are based in Scarborough; Britannia Assurance are based in Stoke; Nynex needed to explain to the Manchester public who the company was that were digging up their pavements (the Nynex is now called The M.E.N. Arena - named after Manchester’s local newspaper).

Further examples include - Alfred McAlpine built Huddersfield’s stadium; Bass and Fosters had pouring rights deals with the two Cricket Clubs; Reebok originated in Bolton; Friends and Provident are based in Southampton, Walkers Crisps were shirt sponsors at Leicester. The ‘Pulse Stadium at Valley Parade’ was a simple contra deal with the local commercial radio station in exchange for free airtime (reported @ £400k).

Blockbuster Deals

The Nynex Arena ‘naming’ sponsorship was a phenomenal success. Nynex were quoted as saying “for a company who require immediate name recognition, branding a rare flagship opportunity works extremely well”.

Reebok are delighted with their sponsorship of Bolton’s new stadium. Over the last three years they have used the venue for International sales conferences, product launches, company events, on-pitch photo shoots and match day entertainment. The stadium is now often referred to, on both TV and radio, as ‘The Reebok’.

As previously stated, the American experience provides a rich array of stadia naming sponsors, see ‘Naming Rights Revenues’ box for the highest gross revenues.

Although press reports indicate that some Premier League Clubs are looking to source a ‘blockbuster’ naming rights deal, I believe that it is pure fantasy. Although I am well prepared for a Premiership club naming rights deal to be announced at £50 million - whether I (or a bank) will believe these falsehoods is another story.

As a reported expert, I am often asked to advise, and speak about sponsorship. So if you are looking for a sponsor, here is my advice. Number one, never write a letter. Number two, look at the many companies in your area and ask yourself one simple question “What do I have to offer this company that will give a return of £1.50, for every £1.00 they invest?”

Imagine that you are sitting alongside the Chief Executive of a prospective sponsor, helping him to expand his business… How can your product or service help his business to grow? Find that, and you have found yourself a sponsor. What’s the alternative? Well, you can always commission a sponsorship report!

Uma dúvida que tenho: o Estádio já passou para a SAD (não sei em que ponto está)?

Se isso aconteceu, já não se aplica o Ponto dos Estatutos do Clube em como o nome do Estádio é José Alvalade, pelo que os sócios teriam de votar eliminação desse ponto dos Estatutos para permitir a mudança de nome?

Se isso for assim, não vos parece que os sóicos deviam ter sido informados dessa implicação que teria a mudança de propriedade?