Thank Thee Britannia, one more time!

Bem, já vi algumas vezes essa ideia de que uma das razões para nos ajudarem (não seria a única claro), era limitar o poder de Espanha (Castela), o que faz algum sentido. Mas apesar de ter interesse pela História, não sou nenhum especialista e admito que possa não ser correcta.

Nao estas completamente errado, atencao.
Logico que ao ajudarem-nos a nos impediam os espanhois (Castela primeiro) de assumirem ainda maior forca o que aliados a Franca traria grandes problemas para a Inglaterra.
Mas na verdade, se os Espanhois tivessem deixado Portugal em paz e tivessem feito as coisas de forma a que se unissem os 3 paises, a Inglaterra nunca teria sido o Imperio que foi, a ajuda Holandesa nao teria sido suficiente.
Agora vou-me calar antes que o Viridis me venha aqui excomungar :mrgreen: :mrgreen:

Eh pá, admito que isso esteja tudo muito certo. :inde:

Mas o que interessa é que hoje é um grande dia! Quem prefira a Angela Merkel está à vontade para abrir outro tópico.

Bifes burros, como costume.

Quando os escoceses saltarem, e os irlandeses finalmente se unirem, quero ver o que fica.
Um país de chavs, que por alguma razão insistem em ter chefes de Estado não eleitos.

Pergunto (porque não sei) porque razão A Portuguesa, O nosso hino Original tinha “contra os bretões Marchar Marchar”

Data: 1890 (versão original)[5]
Letra: Henrique Lopes de Mendonça
Música: Alfredo Keil

I
Herois do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memoria,
Oh patria ergue-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões!
marchar, marchar!

II
Desfralda a invicta bandeira,
À luz viva do teu céo!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu!
Beija o teu sólo jucundo
O Oceano, a rugir de amor;
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões
marchar, marchar!

III
Saudai o sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do resurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injurias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões
marchar, marchar!

http://www.forumscp.com/index.php?topic=67189.msg4202565#msg4202565

Obrigado. Esclarecido

Apesar dos bons e maus momentos, as invasaoes napoleonicas em Portugal foram, de ambos os paises, uma prova tremenda de lealdade e uniao.

O movimento republicano cresceu à conta do Ultimato (embora a elite republicana que assistiu ao Ultimato não tenha sido parte integrante do grupo de republicanos que mais tarde tomou conta do país), mas a verdade é que a República conseguiu ser tão ou mais subserviente que a muito censurada Monarquia durante o reinado do Rei D. Carlos. Portugal, mesmo que quisesse, não podia fazer outra coisa senão acatar o Ultimato (a colonização propriamente dita só começou durante o Estado Novo - anterior a isso houve a passagem de Norton de Matos por Angola, que desenvolveu aquele nosso território, mas à custa, como Salazar verificou quando assumiu controlo total das finanças, da falência do mesmo (um entre outros episódios que demonstram como Portugal era dono de um Império que carecia de sentido e de recursos para o seu desenvolvimento.
O Ultimato foi uma resposta natural a um projecto português que não fazia muito sentido - não tínhamos os recursos necessários, entre outras razões. Portugal estava agarrado a uma concepção de titularidade territorial que havia sido aniquilada pelas consequências da separação do mundo cristão.

No fundo, a questão do Ultimato não passou de um episódio infeliz que a hipocrisia republicana soube aproveitar (muito bem amparada na paixão irracional das massas).

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Quem está por detrás desse episódio infeliz é o execrável boiola Cecil Rhodes. Mas nada disso me preocupa.

A única coisa que me interessa é que mais uma vez o meu país deve estar grato ao seu velho aliado. Há muita propaganda republicana franciú a querer relevar os maus momentos.

O terramoto de 1755 é a catástrofe que muda a história de Portugal, o nosso país foi à falência. As reservas de ouro foram quase todas usadas para reconstruir o país.

Em 1762, a pérfida Espanha aproveita o estado calamitoso do nosso país para, mais uma vez com a ajuda de França, entrar por Portugal adentro e tentar anexar o país. À resistência indomável, os invasores responderam com uma campanha de vandalização, diziam que nós éramos o cancro da península. Destruindo e matando, pegaram fogo a aldeias inteiras, assassinando camponeses, pilharam até igrejas, levaram as pratas todas e nunca devolveram nada como até hoje não devolveram Olivença.

Quem nos valeu? Não brinquem com coisas sérias. Mesmo que seja uma casualidade, só há um país a quem Portugal nos seus 888 anos de história pode chamar irmão.

É verdade que os ingleses nos ajudaram várias vezes, mas também deram várias facadas pelas costas e por vezes tratavam-nos quase como vassalos em vez de aliados.
Culpa também nossa que dependemos demasiado deles, o Marquês de Pombal bem tentou mudar isso mas não conseguiu. Grande parte do ouro do Brasil foi parar às mãos dos ingleses porque produzíamos pouco e o que produzíamos era considerado por cá inferior face ao que vinha de fora ( há coisas que simplesmente não mudam :lol: ), assim importávamos quase tudo de Inglaterra. Os ingleses, por sua vez, usaram esse ouro de maneira bem melhor na industrialização do país.

Mas relativamente a traições a Portugal, os Holandeses levam o troféu :lol:

Ficámos vassalos dos ingleses porque deixámos de investir na nossa marinha, o que deixou a relação entre Portugal e o seu Império à mercê da Royal Navy (curiosamente, ou nem por isso, os políticos que quiseram reforçar a autonomia portuguesa defenderam sempre, fosse no tempo do Absolutismo ou no pós-Guerra Civil, incluindo na I República, que esse sonho implicaria construir uma marinha capaz).

Nunca apostámos a sério no comércio - este era feito em grande parte pelos outros, ficando para Portugal as receitas aduaneiras (às quais era fácil escapar).
Podíamos ter aprendido algumas coisas com os holandeses, mas preferimos manter a casa portuguesa antiquada, inflexível e apartada da passagem do tempo.

Nunca recuperámos devidamente do enorme esforço que foi necessário empreender nos anos que se seguiram à Restauração da Independência.

E teríamos beneficiado bastante da criação de uma Church of Portugal. Para bom entendedor…

Os holandeses eram rivais de Portugal. Não houve traição aí, apenas combate entre dois países cujas aspirações colidiam. O mesmo não pode ser dito da conduta do Vaticano em relação à restauração da independência de Portugal, em 1640.

Sobre o Marquês, fico-me pela confissão de que não sou fã da sua obra.

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Houve “traição” porque mesmo com o tratado de Haia o conflitos na Ásia continuaram mais uns anos.

E fomos tão otários que confiámos aos holandeses parte do nosso tesouro real, que foi roubado de um museu em Haia:

D.Dinis e Marques de Pombal foram os melhores governadores deste pais de sempre. O ultimo comparo o Bruno de Carvalho muito a ele, e se um dia deixasse de ser presidente do SCP, que formasse um partido e meu voto era garantido.

O Marques de Pombal tera sido dos ultimos politicos portugueses com tomates a serio!

Não foi, a história tapou o nome de muita gente.

Só devemos aos Britanicos a ajuda nas Guerras Napoleonicas.

Porque de resto nas guerras da Independencia entre Afonso Henriques e os Leoneses, quem fez a papa toda (o trabalho todo de vencer as batalhas) fomos nós, no interregno de 1383-1385 o que os Ingleses fizeram foi enviar 100 Arqueiros (Longbowman) ao invés os Castelhanos tinham 2000 Franceses da Cavalaria Pesada e em 1640-1668 andavam eles mais entretidos com as suas divisões e guerras civis e nunca nos ajudaram por aí além.

Ainda há o Humberto Delgado e Sá Carneiro, mais o afrancesado Gomes Freire de Andrade onde começou o hábito que temos de calar quem possa pegar nisto e por o pais a andar.

O problema não é falta de “políticos bons”, os que temos são bons, conseguiram montar a máquina como queriam.
O que acho que falta é os portugueses terem mais poder na escolha dos deputados e que estes estejam mais sujeitos aos que os representam.

E um parlamento maior, com mais deputados para distribuir o poder que cada um tem, creio que também será mais dificil corromper os deputados desta forma.