Tesourinho Deprimente: José Roquette em 1999

OK. Outra coisa que recordei agora: os mastros. No inicio iam ser bem mais altos do que na actualidade mas por imposição da ANA a altura teve de ser reducida. Imagino que com isto os cálculos (e os materiais) utilizados na cobertura tiveram de ser modificados.

O exterior do estádio ia ser completamente diferente, muito mais vistoso (e caro) do que é hoje. Mais logo vou fazer uma visita aos arquivos :slight_smile:

digam-me umas coisa:

O Sporting encaixa estes 27,5 milhões pelo quê? Pela venda imediata dos 29.000 metros quadrados?

Quer dizer que vamos ficar apenas com a área do estádio e mais nada?

O Sporting é que vai investir nas infraestruturas ou a venda foi para outros o fazerem? Se assim foi, como vamos ganhar mais dinheiro do que os tais miseros 27,5 mihlões que vão directos para o passivo?!

:arrow: [b]http://www.forumscp.com/index.php?topic=7487.msg274853#msg274853[/b]

e este senhor ainda é o herói para muito sportinguista… quando devia era ser herói para os adversários, como qualquer Vale e Azevedo que se prese.

Aliás esta entrevista é uma pedra tumular sobre aquele argumento novelesco que defendia que os nossos engravatados eram diferentes, honestos e que não mentiam. Esta entrevista é uma mentira descarada de princípio ao fim e mostra paralelamente como esta linha de pensamento nunca percebeu o que é o futebol.

Quanto a SF, apesar de inteligentemente ter já mandado culpas para cima deste senhor (mas em lume brando) é obviamente o lado B, ou não assistissemos nós neste momento à mesmíssima forma de fazer as coisas. A única diferença é que a comissão liquidatária mandatada pelo BCP e BES é agora muito mais assumida.

Bem, neste caso será quando muito o “ceguinho” a bater nele mesmo.

Eu penso que é importante divulgar estas coisas. Hoje em dia é muito habitual, nas discussões sobre o passivo, aparecer quem diga que ele é consequência dos investimentos no estádio e na academia, que era inevitável este endividamento.

Acontece que aquilo a que os sportinguistas anuíram, aquilo que lhes foi prometido e que os fez embarcar no “Projecto”, não foi um endividamento de mais 50 milhões de contos. Foi este negócio que Roquette aqui explica, da “troca” dos terrenos pela construção do estádio. O modelo apresentado sempre foi este, desde a primeira hora, e as pessoas têm todas as razões para se sentirem defraudadas.

Entrevistas destas, se outro mérito não tiverem, servem para que a mentira que agora nos contam não se torne verdade, à custa de tantas vezes ser repetida.

:arrow: É isso mesmo. Foi este o negócio que nos foi vendido, aliado a um Estádio “auto-suficiente”, que geraria as receitas necessárias para pagar a sua construção e manutenção. É fundamental comparar estas declarações do início do projecto com a actualidade, pois só deste modo se consegue perceber o fosso que separa o que foi prometido do que foi realizado. Nesta altura ainda não havia necessidade de justificar derrapagens ou passivos, pelo que estas declarações mostram o projecto no seu estado puro, mostram aquilo que levou a que quase todos os Sportinguistas concordassem em depositar o futuro do clube nas mãos dos autores do mesmo projecto.

Uma autentica perola…

Confesso que visto assim, e com o beneficio de termos uma nocao do que aconteceu isto e verdadeiramente hilariante, da melhor banha da cobra que vi nos ultimos anos…

Entao a parte dos beneficios do estado (sendo nos os tais que nunca tivemos beneficios…)…

Sabem o que vos digo:

:victory: eles ganharam…

porquê?

porque os empreiteiros sao um bando de vigaristas, os arquitectos e engenheiros trabalham a 200 por hora e fazem asneiras, os fornecedores as vezes aproveitam para vigarizar tambem, e os clientes mudam de ideias e decidem aumentar a lotacao do estadio com tudo em andamento (menos a obra , mas mesmo assim…)

e sabes de quem é a culpa?.. é sempre do mesmo… é do dono de obra… neste caso os dirigentes sportinguistas da altura… só deles…

Uma vergonha. Ou falta dela.

E quando o Roquette disse que o estádio ia ser feito SEM QUALQUER ENDIVIDAMENTO DO SPORTING?

Para além desta mesma entrevista, em que explica que o financiamento ia assentar em apoios estatais, “fundadores”, e o resto do património imobiliário do Sporting (nota que não fala de financiamentos bancários), podes consultar este tópico do Madeiralion

http://www.forumscp.com/index.php?topic=2335.0

onde, num magazine sobre o complexo Alvalade XXI, Roquette se ufanava de que o projecto orçaria num total de 35 milhões de contos, mas que «nada disto provocará qualquer tipo de endividamento ao clube»…

Tiro a conclusão de que a grande culpa do estado de miseria financeira a que chegou o Sporting, reside na sua essencia às pessoas que foram escolhidas para executar estas ideias.

Não acredito que o BCP se metesse numa aventura destas de financiar um estádio e uma academia, se os numeros não fossem realmente aqueles.

A pergunta a fazer ao Dr Roquette e aos que se lhe seguiram é só uma: para onde foi o dinheiro ?

O estadio custou aquilo que estava mais ou menos previsto, a academia idem, o sporting tinha patrimonio imobiliario, lembro ainda de que desde 99 a Sporting SAD vendeu :

  • Simão, 12,5 ME
  • Duscher, 12 ME
  • Hugo Viana, 12,5 ME
  • Quaresma, 7 ME
  • C Ronaldo, 15 ME
  • Nani, 25 ME

O que perfaz 84 ME em jogadores que à excepção do Duscher, tiveram investimento zero, já que vinham da formação. Perante isto como se chegou a um passivo de a rondar os 260 ME ?

É dificil de compreender como fo possivel fazer tanta cagada junta !

:arrow: :arrow:

exactamente o que eu penso… como é que se chegou a isto???..

Se os dirigentes do Sporting não defenderam os interesses do clube então tenho que concluir que prejudicaram o clube…ou seja…não são melhores do que aqueles que apontam como maus para o futuro do clube…quando eles é que meteram o clube onde está.

Já não dá para ver o que o Madeiralion pôs… :frowning:

Mas prometia muito…

Muito resumidamente:

-o projecto Alvalade XXI se pagaria a ele próprio.

-custaria à volta de 30 milhões de contos.

-não seria preciso endividamento bancário.

-o Sporting estava formado por excelentes profissionais de excelente qualidade.

Isto em 1999…

“- Também em “full time”, mas isso é consequência. Estava a falar do António Dias da Cunha, do João Ribeiro da Fonseca, do Paulo Abreu, do Nuno Caldeira da Silva, do dr. Oliveira Martins, do eng. Correia Sampaio, entre outros, não esquecendo as pessoas que estão no Conselho Directivo, como Nuno Galvão Telles, Isabel Trigo Mira, Mário Moniz Pereira, Reis Pinto, etc. É tudo gente de grande qualidade e grande padrão. E gente que não é remunerada. Não há remunerações ao nível do Conselho Directivo ou dos CA da Sporting SAD ou da Sporting SGPS. E ter essa gente neste projecto é fundamental, até porque comanda automaticamente o nível dos Quadros. Aí há, também, gente de grande valor, como é o caso do dr. Diogo Gaspar Ferreira, director-geral do Sporting. Depois repare: quando esta gente se senta à volta de uma mesa para tomar decisões, sejam de tipo estratégico, de planeamento, ou de gestão diária, as coisas têm de funcionar por consenso. Neste contexto não há espaço para um presidente-ditador, ou inevitavelmente as pessoas sairiam porque estão habituadas a relações de qualidade. Ora bem, penso que isso é uma grande mais-valia do Sporting - e também só por isso conseguimos atingir a grande velocidade a que as coisas hoje se estão a passar no Sporting-instituição. Caso contrário, como acontece noutras sedes, tudo estaria limitado ao tempo do presidente. Isso, repito, é uma grande força deste Sporting e ficou demonstrado na rapidez com que conseguimos promover e gerar as soluções que estão a começar a ficar à vista e permitirão um futuro risonho ao clube. Neste contexto não há lugar a ditadores, a mecenas ou a outros desvios.”

Uma dúvida, destes Gestores/directores/vices quantos é que ainda estão no SPORTING?!

Não sei se a comparação que muitas vezes é feita entre o projecto Roquette e este do FSF, principalmente a nível de pessoas é de facto justo…

E a parte das remuneraçoes era verdade!? E agora como é!? E como deve ser!?

Precisamente o que também senti (entusiasmo, esperança) e o que sinto (engano, burla).