Surf

WQS: Etapa neozelandesa cancelada do calendário de 2020

Piha Pro foi inicialmente adiado, mas já não acontecerá esta temporada

Era a grande novidade do calendário para 2020 do WQS, fazendo parte das novas Challenges Series, etapas de estatuto máximo (10000 pontos), mas acabou por sentir na pele o impacto direto da pandemia do novo coronavírus. A paragem dos campeonatos da WSL aconteceu na semana em que o Piha Pro se preparava para ir para a água. Inicialmente adiado para outra data, a prova neozelandesa foi agora cancelada.

Muitos dos surfistas do WQS já se encontravam mesmo na Nova Zelândia para competir nesta nova prova, quando foi dada a ordem de “evacuação”. Alguns deles ficaram mesmo retidos no país da Oceânia quando os países começaram a fechar fronteiras. Apesar dos planos para realizar a prova mais tarde, a verdade é que organização e WSL anunciaram esta sexta-feira o cancelamento.

Ainda assim, segundo a imprensa local, a WSL está determinada em manter este campeonato no calendário para 2021, mantendo as datas originais. “Na altura do adiamento devido à pandemia sentimos que o evento se podia realizar mais tarde na temporada. Contudo, após considerarmos bem com todos os patrocinadores, considerámos que a melhor decisão é cancelar o evento em 2020”, afirmou Andrew Stark, diretor geral da WSL Ásia e Pacífico.

O facto de existirem muitas restrições na Nova Zelândia, sobretudo no que diz respeito às fronteiras, acabou por ser determinante para esta decisão, uma vez que é impossível prever quando tudo regressará à normalidade. Mas a organização tem também o apoio governamental para que esta prova se fixe futuramente no calendário.

No entanto, resta perceber se no próximo ano, caso o evento se realize mesmo, se o elenco será tão forte como iria ser este ano. É que entre os inscritos estavam o 11 vezes campeão mundial Kelly Slater e a campeã mundial em título Carissa Moore, que tirou um ano sabático em 2020, preparando apenas a competição olímpica.

Quem também ia marcar presença em Piha eram os portugueses Frederico Morais, Vasco Ribeiro, Teresa Bonvalot, Carol Henrique e Yolanda Hopkins. O evento deveria ter começado no dia 16 de março, mas na véspera foi tomada a decisão por parte da WSL de adiar ou cancelar todos os eventos de março, sendo que mais tarde prolongou a decisão até final de maio.

Record

Federação de surf “vai motivar ao máximo” regresso ao mar com regras

Organismo espera compreensão do Governo quando for levantado o estado de emergência

A Federação Portuguesa de Surf (FPS) assegurou que “vai motivar ao máximo” os praticantes a regressarem ao mar com regras, esperando compreensão do Governo quando for levantado o estado de emergência, face à pandemia de covid-19.

No dia em que organismo endereçou uma carta ao governo português, ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e à Assembleia da República, juntamente com a Associação Nacional de Surfistas (ANS) e a Liga Mundial de Surf (WSL), a apresentar um conjunto de recomendações para autorizar o regresso ao mar, o presidente da FPS, João Aranha, falou da situação atual da modalidade em solo nacional, em declarações à agência Lusa.

O impacto económico que o novo coronavírus provocou no surf em Portugal e o esclarecimento de que a ideia passa por ter acesso ao mar e não a praia, foram dois pontos abordados pelo responsável da entidade.

“Queremos [voltar] quando o período de emergência for levantado, supostamente no dia 2 de maio. Temos de dar algum tempo. Achamos que vamos ter uma resposta positiva do governo, até porque o próprio executivo já está a inclinado a fazer uma abertura gradual do mar”, começou por dizer à Lusa.

Sobre a carta dirigida ao Governo português, a quem pede “ouvidos e entendimento”, o presidente da FPS indica que esta “apela muito ao civismo e à união da comunidade”, revelando ainda que “vai motivar ao máximo os praticantes a voltarem ao mar com regras”.

João Aranha justifica o regresso apontando “razões de saúde e bem-estar” e fala de uma “visão diferente”, relativamente às diferenças de regressar ao mar e à praia.

“A praia para nós é uma passadeira e não é onde nós paramos e nos juntamos. Nós temos uma visão diferente. O nosso meio é o mar, são as ondas e queremos voltar ao mar. Compreendemos que o governo teve algum receio, face aos ajuntamentos nas praias, como é normal”, explicou.

Mesmo com praias fechadas, ou com lotação máxima de pessoas, a ideia é que “haja acesso ao mar para os surfistas”, que estão “a ficar um bocadinho secos, com muita vontade de voltar e desesperados”, segundo revelou o dirigente à Lusa.

Contudo, a grande preocupação para a Federação passa pelo impacto económico “brutal”, como a redução de patrocínios, de eventos e o encerramento das escolas de surf.

“O que me preocupa mais e o que é crítico é a área do ensino de surf e das escolas. Essas sim, estão numa situação extremamente complicada. Tem de haver algum tipo de situação que os ajude a regressar gradualmente. Deviam ser autorizados a regressar, com regras e aulas com menos alunos”, lamentou.

Por fim, João Aranha mostrou-se esperançoso na realização de algumas provas ainda no ano de 2020 “já muito condicionado e reduzido”.

Tal como o responsável pela federação, também o presidente da ANS referiu à Lusa que acredita na compreensão do Governo para que a modalidade regresse a partir do dia 3 de maio.

“Temos a noção que há um bom acolhimento do lado dos municípios e esperamos que também do lado do Governo, para repor [a modalidade no mar] com toda a naturalidade e justiça”, referiu Francisco Rodrigues.

Ainda assim, o dirigente lembra que é um processo demorado e que a prioridade passa por estabelecer o surf individual.

“Estabelecer primeiro aquilo que é o surf individual para, depois, acreditar que isto vai correr com toda a normalidade e, poder sim, começar a especificar as medidas para retomar os eventos. Temos de perceber quando as reais condições para os eventos acontecem”, declarou.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 181 mil mortos e infetou mais de 2,6 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 593.500 doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Record

ORGANIZAÇÕES QUEREM REGRESSO SEGURO AO MAR A 3 DE MAIO

SURF 23-04-2020 12:19

Por
Redação

O presidente da Federação Portuguesa de Surf (FPS) João Aranha, o presidente da Associação Nacional de Surfistas (ANS) Francisco Rodrigues, e o Director-Geral EMEA da World Surf League (WSL) Francisco Spínola, enviaram uma carta ao Presidente da República, Presidente da Assembleia da República e Primeiro-Ministro em que recomendam medidas para um regresso seguro às ondas, idealmente, a partir de 3 de maio.

O presidente da Federação Portuguesa de Surf (FPS) João Aranha, o presidente da Associação Nacional de Surfistas (ANS) Francisco Rodrigues, e o Director-Geral EMEA da World Surf League (WSL) Francisco Spínola, enviaram uma carta aos responsáveis governativos com medidas concretas e vários exemplos internacionais análogos para um regresso seguro, responsável, mas o mais breve possível à água por parte dos praticantes de desportos de ondas.

João Aranha, presidente da FPS contextualiza, assim, o envio deste documento que alicerça uma campanha a que se associam vários notáveis do desporto, entre os quais o ex-surfista profissional Tiago “Saca” Pires, e o surfista-escritor Gonçalo Cadilhe: «É fundamental o regresso ao mar. Congratulamo-nos com este encontro de vontades e entidades com um fim comum, o de voltarmos a colocar o surfing na linha da frente da atividade desportiva, saúde e bem-estar dos praticantes e também da necessária recuperação económica, esse próximo grande desafio do nosso país, à medida que formos deixando para trás o espectro da pandemia. Lançamos este apelo ao Governo e outras entidades competentes com a certeza que seremos bem recebidos e que o nosso ponto de vista será partilhado por todos.»

No que concerne aos eventuais riscos de segurança numa altura em que se apela ao máximo cuidado para minimizar uma segunda vaga de Covid, o dirigente sublinha: «Temos consciência dos riscos do regresso à normalidade mas fazemo-lo com toda a segurança e com uma noção perfeita da relação custo-benefício desta campanha. Não faria sentido de outra forma. Temos vários exemplos internacionais de sucesso e acreditamos que não será, com certeza, o regresso dos desportos de ondas a comprometer o esforço que temos vindo a fazer, como nação, nestes últimos meses.»

A Bola

Coronavírus: Federação de surf “contente” com regresso mas quer alargamento ao ensino

No âmbito do plano de desconfinamento da pandemia de covid-19

A Federação Portuguesa de Surf (FPS) está satisfeita com o regresso à prática de desportos ao ar livre no âmbito do plano de desconfinamento da pandemia de covid-19, mas quer que englobe o ensino da modalidade.

“Estamos muito contentes com esta decisão, é sinal de que o Governo nos ouviu e foi sensível ao nosso esforço e à nossa campanha nesse sentido, juntamente com Associação Nacional de Surfistas e a Liga Mundial de Surf”, disse o seu presidente, João Aranha, à Lusa.

De acordo com este plano, a prática de desportos individuais ao ar livre, sem a utilização de balneários ou piscinas, vai ser permitida já a partir de segunda-feira.

João Aranha desejou que esta decisão seja estendida ao ensino do surf, mostrando “preocupação” com as “centenas de escolas de surf que estão à beira da ruína”.

“Não se percebe ainda deste plano se a retoma engloba o ensino do surf, mas, com regras, como é óbvio, espero que as aulas de surf possam voltar. Há várias formas de respeitar as regras, por exemplo com apenas três ou quatro alunos, no máximo, por professor”, avançou, estimando em cerca de 150 mil os praticantes de surf em Portugal.

Esta foi uma das medidas que constam no plano de desconfinamento aprovado hoje em Conselho de Ministros quanto à transição do estado de emergência, que cessa no sábado, para o estado de calamidade.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 227 mil mortos e infetou quase 3,2 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Cerca de 908 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 989 pessoas das 25.045 confirmadas como infetadas, e há 1.519 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

Record

09:32

Surf proibido em França até junho leva a críticas por parte de Jeremy Flores

Histórico surfista do WCT pede compreensão ao governo francês

Jeremy Flores veio este fim-de-semana a público criticar a atual situação em França, onde o surf vai continuar a ser proibido até junho. O top mundial acha injusto que tal aconteça e apela ao governo francês para intervir. Jeremy comparou ainda a atual situação que se vive com o coronavírus com a proibição do surf na sua ilha natal, a Reunião, onde devido à presença de tubarões e constantes ataques mortais, não se pode surfar… há 7 anos.

“Agora, imaginem o surf ser proibido há 7 anos na Reunião. Para os surfistas da Reunião esta questão não se conta em semana, mas, sim, em anos. É importante mencionar isso. Especialmente, nestes tempos difíceis onde o surf não é permitido em muitos lugares do Mundo devido ao Covid-19”, começou por escrever Flores num longo post publicado nas redes sociais.

O duas vezes Pipe Masters apela ao bom senso de todos na gestão desta situação. “Obviamente que temos de ter cuidado com o vírus, porque ele ainda está por aí. Os meus pensamentos estão com todas as vítimas e profissionais de saúde que lutam diariamente para salvar vidas. No entanto, penso que proibir o surf é errado de várias formas”, defendeu.

“França anunciou o fim do confinamento para 11 de Maio. Todos os desportos individuais vão ser permitidos, exceto os que se fazem no oceano, pois as praias só vão ser reabertas em Junho. O surf é um desporto individual em constante relação com a natureza. É saudável! Por isso, espero que o governo francês reconsidere esta decisão, apoiando o conceito de praia dinâmica para que os surfistas franceses possam, todos, ter acesso ao oceano, respeitando as instruções sanitárias”, comentou Jeremy.

Atualmente a viver no Taiti, onde o surf já começou a ser permitido na semana passada, sendo os surfistas recebidos por um swell bem tubular, Flores diz-se um felizardo por viver numa ilha com uma situação mais favorável. “Hoje surfei por todos aqueles que estão proibidos de saltar para o oceano. Temos de lutar pelo que é correto”, frisou.

Record

Lendário Mark Richards critica mudança na forma de atribuição do título mundial

Tetracampeão não compreende decisão da WSL, dizendo que tira justiça ao circuito

Mark Richards é daqueles nomes que não precisa de apresentação no surf mundial. Com quatro títulos mundiais conquistados de forma consecutiva, esta lenda australiana utilizou o seu estatuto para criticar publicamente e de forma veemente a WSL pelas novas mudanças que anunciou para o WCT a partir do próximo ano.

“Bem, conhecem aquele ditado de que mentes preguiçosas causam problemas? Penso que é isso que se está a passar atualmente na WSL”, começou por dizer MR numa recente entrevista concedida à revista australiana “Tracks”. “Compreendo o entusiasmo em relação ao ano passado ter tudo terminado com uma finalíssima, mas consigo encontrar 10 razões para todo esse entusiasmo e nenhuma é o facto de ter sido o número um contra o número dois”, frisou.

O facto de o WCT passar a ser decidido numa etapa final em “surf off” não faz sentido para Richards, que não poupou nas críticas aos atuais membros da WSL. Para o lendário surfista australiano os responsáveis da organização que gere o surf profissional a nível mundial estão a seguir exemplos de desportos coletivos, esquecendo-se que o surf é um desporto individual.

“Vejo que eles dão como exemplo o Superbowl da NFL ou a NBA, que terminam com uma final. Contudo, talvez eles não saibam que cada eliminatória dos playoffs pode ter até sete jogos. Posso estar errado, mas creio que o que eles querem é ter um dia de grandes emoções. Não consigo imaginar na fórmula 1 tudo a ser decidido apenas num GP, com o que aconteceu no resto do ano a não contar para nada”, explicou.

Richards defende que a performance ao longo do ano é que deve continuar a definir os campeões mundiais. “Tens um x de eventos por ano, nas mais variadas condições, desde reef breaks a beach breaks, direitas e esquerdas, e o surfista que tem as melhores performances em todas estas condições é que deve ser o campeão. Se formos ignorar tudo o que se fez numa época para decidir o campeão numa só etapa, então para quê fazer um circuito? Mais vale fazerem só esse dia e o vencedor leva o dinheiro todo”, ironizou o tetracampeão mundial.

“A minha grande preocupação é o facto de um surfista que teve um grande ano, que ganhou três ou quatro eventos, chega ao evento final como número um e tem de jogar tudo num dia. Segundo o que dizem, pode haver até oito surfistas no dia final, então o número um pode perder o título para o número 8. Isto não é uma boa ideia. Se alguém chega à última etapa com uma vantagem no ranking é porque surfou melhor e teve uma estratégia melhor. Naquele dia as coisas podem correr mal e o número 8 vence… Seria estranho. O surfista que chega a esse dia final como número 8 não merece ser campeão mundial. Espero que nunca o seja e que o campeão seja o que chega na liderança”, defendeu MR.

O vencedor do WCT entre 1979 e 1982 lançou ainda outra questão sobre esta decisão: “Compreendo que seja uma decisão a pensar nos fãs, mas o Tour é feito para os fãs ou é feito para ser justo na forma como é decidido? Penso que o atual sistema está equilibrado em termos de justiça. E há outro ponto… Se vai ser tudo decidido num só dia, onde vai ser essa decisão?”, atirou. “Li no comunicado deles que a decisão foi tomado em concordância com os surfistas. Seria interessante questionar mesmo os surfistas sobre o que acham disto…”, sublinhou Richards.

Por fim, o lendário surfista disse acreditar que o surf nunca vai ser um desporto de massas porque o público generalista não compreende o desporto em si. “É difícil explicar às pessoas a dificuldade que existe em surfar uma onda, sendo que para eles parece sempre mais do mesmo. Nos media australianos é frustrante ver que o tenista que passa uma ronda em Wimbledon ou no US Open vem logo na capa, mas quando a Stephanie Gilmore ou a Sally Fitzgibbons ganham uma etapa, por exemplo, vem uma notícia pequena. Infelizmente, esta é a realidade sobre aquilo que um editor de desporto pensa sobre o surf”, terminou.

Record

Surfistas voltam a sentir liberdade no regresso ao mar da Ericeira

Foram cumpridas as regras impostas devido à pandemia de covid-19

Sem perder tempo, muitos surfistas lançaram-se esta quarta-feira pelo terceiro dia à água em Ribeira d’Ilhas, uma das praias da Reserva Mundial de Surf da Ericeira mais procuradas no país, cumprindo as regras impostas devido à pandemia de covid-19

“É uma sensação muito boa. Já estava com bastantes saudades de surfar e sinto-me bastante relaxado e descontraído neste momento”, afirma João Pedro Feliciano, de 15 anos.

O surfista, que corre os circuitos regionais, repete a experiência pela segunda vez desde que foi autorizada a utilização das praias para desportos individuais, determinada com o fim do estado de emergência.

Num dia em que a inexistência de vento fazia adivinhar boas ondas logo ao início da manhã, foi bem cedo para Ribeira d"Ilhas, onde pelas 08h00 eram já mais de 20 os surfistas dentro de água, distribuídos ao longo da frente de mar.

Um deles era Pedro Guerra Alves e o filho. Ao fim de dois meses em casa a trabalhar e com quatro filhos, o consultor considera “maravilhoso poder voltar e poder sentir outra vez a liberdade do mar”.

“Faz tão bem”, sublinha à Lusa, lembrando que foi esta qualidade de vida que o levou, há 14 anos, a mudar a residência de Lisboa para a Ericeira.

Nos 25 anos que leva a surfar, só se lembra de ter sido forçado a parar três meses devido a uma cirurgia que realizou.

Já Matilde Pinto, de 15 anos, surfista a competir no campeonato nacional, nunca se viu forçada a parar, tal como João Pedro Feliciano, e desde segunda-feira tem aproveitado ao máximo.

“Temos de ter imenso cuidado, mas foi muito bom porque já tinha imensas saudades”, diz.

Além do distanciamento social e não permanência no areal, o município de Mafra limitou a uma única sessão diária de 120 minutos para pescadores lúdicos, 90 minutos para surfistas e 60 minutos para quem faz caminhadas, através de cartazes afixados à entrada de cada praia.

“É um tempo suficiente para que possam desfrutar e fazer o seu desporto”, explica o presidente da autarquia, Hélder Sousa Silva, justificando que os limites impostos se devem à elevada procura destas praias e “à pressão com o regresso ao mar”.

Sem coimas previstas até pelo menos ao início da época balnear, o autarca faz depender “do civismo e da responsabilidade” o cumprimento das “regras de convivência na orla costeira”.

Apesar de haver fiscalização da Polícia Marítima, Polícia Municipal e GNR, o presidente da câmara admite que “não existe capacidade para andar atrás de cada surfista, de cada pescador ou de cada caminheiro”.

Entre os surfistas, a opinião é unânime: os 90 minutos são mais do que suficientes para manter uma atividade saudável e são uma maneira de não estar tanta gente.

Dentro e fora de água, todos tentam manter as distâncias mínimas de segurança.

Segundo Hélder Sousa Silva, “os primeiros dias estão a correr bem”.

Os dias de isolamento social foram difíceis, confessam os surfistas com quem a Lusa falou, mas muitos foram criativos e, além do tempo passado em família, optaram por outro tipo de desportos, como é o caso de Pedro Guerra Alves, que fez piscina, skate, treino em casa e andou a cavalo.

Já Matilde Pinto, aproveitou para “treinar a parte física e a mobilidade para quando voltasse ao mar e à competição”.

O Jogo

COMPETIÇÕES AINDA ESTE MÊS

SURF 08:49

Por
Gabriela Melo

O presidente da Federação Portuguesa de Surf (FPS), João Jardim Aranha, prevê o retorno dos campeonatos nacionais, nomeadamente a Liga Meo, para este mês, após a autorização governamental para a realização de competições em modalidades individuais, ao ar livre, sem contacto físico e público. Cumpridos os requisitos, o dirigente frisa que o público «é indireto» na época balnear devido à «presença de banhistas nas praias».

E acrescenta: «Estamos a adaptar e a redesenhar tudo, com base nas recomendações da Direção-Geral de Saúde. Sempre com um pé à frente e outro atrás para a hipótese de voltarmos ao confinamento em outubro». A confirmar-se o início da Liga Meo, que atribui os títulos nacionais seniores, poderá acontecer em Aljezur, Algarve. Em termos internacionais, a FPS aguarda a marcação da próxima qualificação para Tóquio, acreditando numa equipa de quatro surfistas, entre Frederico Morais, Vasco Ribeiro e Miguel Blanco, em masculinos, e Teresa Bonvalot, Carol Henrique e Yolanda Sequeira. Portugal já garantiu uma vaga.

A Bola

Coloco aqui, não sendo Surf, mas por ser um desporto aquático

Diogo Ribeiro, aos 19 anos, torna-se campeão mundial de 50m mariposa! Que máquina este rapaz! Campeão do Mundo! História da natação portuguesa

Venha uma medalha em Paris!