Sporting rescinde com Marco Silva alegando justa causa

[b]De Marco a Jesus, a rotura começa logo na... personalidade O Maisfutebol foi perceber que diferenças vão encontrar os jogadores que transitarem para a próxima temporada, sabendo que, em Alvalade, o mês de agosto será intenso.

Por André de Sousa Martins hoje às 10:13[/b]

Marco Silva está de saída do comando técnico do Sporting, deixando como legado a conquista da Taça de Portugal, e será substituído na liderança do futebol dos leões por Jorge Jesus, treinador que, nas últimas seis temporadas, contribuiu com dez troféus para o Museu do Benfica (3 Ligas Portuguesas, 5 Taças da Liga, 1 Taça de Portugal e 1 Supertaça Cândido de Oliveira), eterno rival dos verde e brancos.

Antecipando a mudança de paradigma no futebol do Sporting, o Maisfutebol foi perceber que diferenças vão encontrar os jogadores que transitarem para a próxima temporada, sabendo que, em Alvalade, o mês de agosto será intenso, com a decisão da Supertaça, frente ao Benfica, o início da Liga Portuguesa e, ainda, o play-off de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões.

Nesse sentido, falámos com João Paulo, avançado que ajudou o Famalicão a regressar aos campeonatos profissionais e que trabalhou com Jorge Jesus, no Vitória Setúbal em 2000/2001, e Marco Silva no Estoril-Praia em 2012/2013.

A primeira diferença que salta à vista é a discrepância de personalidades: Jorge Jesus é um homem expansivo, que não tem qualquer problema em exteriorizar emoções, enquanto Marco Silva assume uma postura mais ponderada, como se estivesse a gerir racionalmente todos momentos.

«Os dois têm personalidades completamente diferentes. O Marco [Silva] tinha apenas um ano como treinador, é mais calmo, mais próximo dos jogadores e essa postura fazia com que olhássemos para ele como um amigo em quem podíamos confiar. O Jorge [Jesus] é mais extrovertido, não cultiva uma proximidade tão grande, e, por isso, a forma de gestão do grupo é completamente diferente», começou por dizer João Paulo em conversa com o Maisfutebol.

Jorge Jesus sempre foi expansivo no banco de suplentes na tentativa de estar sempre «em jogo»

Os jogadores vão, ainda, sentir diferenças na gestão do jogo a partir do banco de suplentes. Nesse particular, Jorge Jesus é inigualável e as linhas que delimitam a área técnica são um mero pro-forma: o técnico sente necessidade de estar constantemente em ação.

«Acredito que a imagem que ambos transmitem do banco de suplentes sintetiza as diferenças de estilo. São dois treinadores competentes, muito inteligentes, mas no banco o Jesus é muito mais participativo e está constantemente a chamar à atenção se sente que algo não está bem. O Marco Silva é menos exuberante, mas está igualmente atento a todos os pormenores. São formas diferentes de viver o momento que resultam das experiências de ambos», analisou.

Aviso aos jogadores do Sporting: «O início não é fácil»

Passaram sensivelmente 15 anos desde que João Paulo e Jorge Jesus se cruzaram no Estádio do Bonfim. Desde então, o ecossistema dos treinadores portugueses alterou-se profundamente, sobretudo devido ao efeito José Mourinho, que trouxe para o quotidiano do futebol nacional inovações ao nível da metodologia de treino e da pormenorização na observação adversários.

João Paulo recorda a temporada em que foi orientado por Jorge Jesus e sublinha que o técnico já dedicava grande atenção ao trabalho produzido pelo departamento de scouting.

«Recordo que o Vitória tinha uma grande equipa e que, na altura, já tínhamos informações pormenorizadas sobre os adversários. Ele [Jorge Jesus] conseguia ter muita informação. Sempre foi muito ambicioso e atencioso a esses pormenores do dia-a-dia de trabalho», lembra o jogador que contribuiu com nove golos para a subida de divisão do Vitória Setúbal, naquela que foi uma das temporadas mais produtivas da sua carreira.

João Paulo assinou a sua melhor época em Portugal com a camisola do União de Leiria em 2007/2008

Um dos assuntos que tem sido debatido no espaço mediático desde que Jorge Jesus se mudou para Alvalade prende-se com a forma como rentabilizará a formação agora que chegou a um clube que tem como grande bandeira a Academia de Alcochete.

Ora, João Paulo esteve debaixo da alçada de Jesus no início de carreira e acredita que os ensinamentos que bebeu do «mestre da tática» contribuíram de forma decisiva para a sua evolução enquanto jogador. No entanto deixa um aviso: o início não é nada fácil!

«Sinto-me realmente feliz por ter trabalhado com Jorge Jesus naquela idade, aprendi muito. Em termos táticos ele já era muito exigente. Inicialmente custa para quem não está habituado a uma personalidade tão vincada, mas depois a equipa acaba por responder. Foi muito importante para o desenrolar da minha carreira», vinca.

Elogio ao trabalho de Marco Silva

A troca de treinador em Alvalade fez estremecer o País, de tal forma que fez recordar o célebre verão quente de 1993.

Consumado o divórcio entre Marco Silva e o Sporting, João Paulo considera que o trabalho desenvolvido pelo ex-técnico dos leões merece ser destacado, sobretudo devido às diferenças que ainda separam os crónicos candidatos à luta pelo título.

«O Marco fez uma excelente temporada no Sporting com a conquista da Taça de Portugal. Não se pode esquecer isso, principalmente quando havia uma diferença tão clara para os rivais. Potenciou vários jogadores e isso foi muito positivo. Acredito que com a qualidade que demonstrou voltará a ter uma oportunidade num clube de grandes dimensões» sublinhou.

Marco Silva esteve apenas uma temporada em Alvalade, mas conquistou, desde logo, os adeptos do Sporting

Relativamente ao que poderá mudar na forma de jogar do Sporting, o avançado do Famalicão mostra-se renitente em fazer futurologia e recorre às transformações no futebol do Benfica para explicar porquê.

«Vi uma evolução no futebol do Benfica ao longo dos anos. No primeiro ano o Benfica tinha uma superequipa, muito intensa, que dava muito espetáculo e que contribuiu para que muito público voltasse ao Estádio da Luz. Nestes últimos anos já não era assim, já não abafava os adversários, tornou-se mais pragmática. Por isso não vale a pena lançar expectativas», rematou.

http://www.maisfutebol.iol.pt/liga/jorge-jesus/sporting-de-marco-a-jesus-a-rotura-comeca-logo-na-personalidade

Em relação à rescisão do Marco Silva, existem 2 opções:

  1. Se o Marco era um daqueles que se estava a servir do Sporting e estava mesmo a forçar a rescisão desde o início da época, estando no clube de má fé, então a decisão tomada pela direcção, sinceramente, não poderia ter sido mais perfeita.
    Em vez de despedir o treinador a meio da época, o que iria desestabilizar a equipa e não faria sentido nenhum caso o presidente já tivesse o plano de contratar o Jesus no fim da época (não iríamos contratar um treinador novo para o trocar novamente no fim da época), a direcção escolheu “gramar” com o Marco, esperando que os resultados fossem pelo menos aceitáveis (até acabámos por ganhar a taça), e fomos buscar o Jesus. A direcção tentou negociar com o Marco para a saída “a bem”, ele não aceitou, tentar mandá-lo embora por justa causa indo buscar todo e qualquer motivo que o pudesse justificar, daí o documento com 400 páginas. Na pior das hipóteses temos que pagar a indemnização mas pelo menos tentou-se escapar a essa “obrigação” pois o Marco também não a merecia dada de boa fé.

  2. O Marco apenas teve uns “arrufos” com a direcção mas nada de grave e sentiu-se arrependido quando confrontado. Aí acho que devíamos ter pago a indemnização ou, pelo menos, negociado uma saída mais digna onde estivessem os dois de acordo.

Como é óbvio acredito muito mais na 1ª opção e tudo aponta para que essa seja a verdadeira, mas como não sei de tudo o que se passa lá dentro não posso ter certezas.

Aconselho a ver

É incrível a adoração de toda a comunicação social pelo MS…

Esquecem-se que quando as relações entre o Presidente e o marco se agravaram foi por causa dos resultados e volto a recordar… à 10 jornada (com quase 1/3 do campeonato decorrido), estavamos em 8º lugar… a 8 pontos do carnide, já fora do titulo e no ultimo lugar do grupo da Champions, atrás do Maribor com apenas 1 ponto em 9 possiveis…

Isto com uma equipa mais equilibrada, com mais opções, de onde apenas saiu Rojo e entrou Nani, do que Leonardo Jardim, com uma equipa completamente nova, com vários jogadores a chegar ao clube e que até à 17ª jornada nunca esteve a mais de 2 pontos da liderança, chegando a liderar o campeonato à 13ª jornada. Não sou adepto das vitórias morais mas pelo menos lutar pelo título durante grande parte do campeonato dá logo outra emoção.

Também de referir que o Sporting de LJ tinha o melhor ataque e a melhor defesa durante a grande parte do campeonato, e terminou com 2º melhor ataque e 2ª melhor defesa muito próximo do carnide…

No Sporting de MS nunca tivemos perto de melhor ataque nem melhor defesa, e terminamos com o 3º melhor ataque a 19 golos da melhor, e com a 4ª melhor defesa (pior que o braga) com mais do dobro dos golos sofridos que a melhor…

E a imprensa é capaz de defender e idolatrar o grande marco silva só porque nas conferências de imprensa e nas flash fala bem e não fala da arbitragem… pelos vistos para a comunicação social isso é suficiente para ser “a melhor coisa que aconteceu ao futebol português desde o Mourinho”… resultados, jogos, golos, táticas e títulos?.. isso é secundário.

Este Mozer é mesmo um badalhoquito de 1ª, como aliás a esmagadora maioria dos merdosos.

Quando o JE lhe mandou às trombas que ele nas semanas anteriores, se andou a rir sempre que confrontado com a possibilidade do JJ vir para o Sporting, desviou logo o assunto e mudou o discurso para «Vamos a ver quem se vai rir…», o que só demonstra o quanto aziados e com o rabo rebentado, estes ranhosos andam.

Siga para Bingo… :arrow:

Só de me lembrar das discussões que tive por aqui a pala do que me iam contando sobre esta personagem…
Se a mim me fazia confusão ter que o aturar, imagino o Bruno a ter que conviver todos os dias com ele.
Repito agora, como ha meses atras, lampiãozinho nojento e ingrato.
Quem falava do clube como ele falava no passado, dificilmente resultaria como treinador do Sporting.

ÁNDARE DAQUI PRA FORA!

A justificação que vejo de muitos sportinguistas para a defesa do Marco, é que ele não tinha equipa para mais. Se a razão é essa então o LJ era o melhor treinador do mundo, porque fez mais com menos. E se olharmos para os planteis dos outros 2 não vejo grande superioridade. Talvez na lateral direita e na posição de PL, porque para alem disso o nosso plantel estava “toe to toe” com os outros.

O nosso plantel é melhor e bem mais equilibrado do que no
ano passado e podia sem dúvida nenhuma ter sido potenciado
para outro patamar, faltou competência ou até mesmo
vontade para o elevar. Que este dossier seja concluído o mais
rapidamente possível para podermos passar definitivamente para
outro capítulo.

SL

Mais pressa deverá ter o MS. Até à conclusão do processo não entra em nenhum clube. Nós, entretanto, já estamos a arrumar a casa.

Era engracadissimo que assim que o vitória assinasse pelo glorigozo reunissemos com o MS e subissemos a parada para rescindir amigavelmente. Que grande bolacha :slight_smile:

A mim parece-me que a lampionada está à espera do MS livre para assinar… ou estarei errado?

Ou então tem a cena feita com os andrades…

Espero que não veja mais 1€ do SCP ele que vá treinar quem quiser.

Marco tem mais 4 dias para responder, caso contrário a justa causa é aceita sem defesa :great:

Sei que difícilmente isto acontecerá, mas imagina a tromba do pessoal que o continua a defender se ele não respondesse e simplesmente acatasse o despedimento de justa causa.

já eu sei perfeitamente o que eles vão dizer caso isso aconteça

Aliás, sei a frase do marquinho " Decidi não ir a tribunal porque o Clube não tem culpa" vai ser algo deste gênero.

A questão para o marco é esta, se vai a tribunal e perde duvido que algum clube do mundo, pelos menos um grande, o vá contratar porque tem de se ter atenção a esta situação.

Ele saindo pela porta da frente, aceitando a culpa e inventar algo como não prejudicar o clube e bla bla bla vai ficar sempre a duvida e arranja trabalho.

Pelo menos, é aquilo que eu penso sobre essa decisão final.

O que eu vou escrever encaixa aqui porque o recheio do tema é moldado, não pelo nome do assunto, mas pelo episódio que o provocou: a vinda do Jorge Jesus para o Sporting.

O fiável e eminente jornal Correio da Manhã deverá ter preludiado, parece-me, a narrativa que a restante comunicação social, zelosa da robustez espiritual na nação lampiónica, repisará nos próximos tempos: apresentam o Rui Vitória como “um treinador que chega ao Benfica com mais títulos do que o Jorge Jesus quando saiu do Braga para o Benfica”.

Por acaso até têm os mesmos.

[b]Deputado pede "acordo" com Marco e discorda de eventual "crítica" de Pires de Lima[/b] [b]Hélder Amaral, parlamentar centrista e sportinguista, espera que ainda se vá a tempo de evitar a justa causa na saída do treinador de Alvalade. Por outro lado, este deputado não concorda com a suposta "crítica pela crítica" do ministro do seu governo. 10-06-2015 18:15[/b]

Hélder Amaral pede que haja um acordo entre Sporting e Marco Silva. O deputado do CDS/PP e conhecido adepto do clube de Alvalade, em declarações a Bola Branca, admite que o treinador deveria ter saído do emblema leonino de “outra forma”. Por isso, seria desejável um entendimento que pusesse fim ao processo de despedimento por justa causa.

“Espero, e desejo, que o Sporting - conseguindo resolver o problema do treinador - possa encontrar espaço para chegar a acordo com o Marco Silva. E, porventura, corrigir aquilo que foi um aspecto menos positivo: a forma apressada e muito mediática da justa causa. Se me perguntar se preferia outra forma [de Marco Silva sair], preferia”, afirma Hélder Amaral.

Na sequência do caso que envolveu o técnico, várias figuras do universo sportinguista manifestaram o seu desagrado. Entre elas o próprio ministro da Economia, da esfera centrista e adepto leonino. Pires de Lima apelou a Bruno de Carvalho para “que trate da situação de Marco Silva com a dignidade que este merece, mas também como a história do clube recomenda”. Para o parlamentar, caso esta tenha sido somente uma “crítica pela crítica” então assume que está em desacordo com o governante.

“Se Pires de Lima olhou também para o processo como uma oportunidade de negócio, e assim pediu dignidade para o resto da saída de Marco Silva, concordo com ele. Se foi uma crítica pela crítica, não me custa nada assumir que não concordo”, remata Hélder Amaral.

http://rr.sapo.pt/bolabranca_detalhe.aspx?fid=45&did=190180