Sobre a discussão do futebol no Sporting.

22 de Fevereiro de 2013. Sporting perde com o Estoril por expressivos 3-1.

O que foi este jogo? Um grande abre olhos, acho eu! O problema é que continuará a existir quem prefira manter os olhos fechados.

Criticar o jogador A ou B? Se fosse isso, era fácil. Hoje não. Nos últimos tempos, muito se tem ouvido falar sobre a Academia e a base da equipa. Aparecem figuras (eleitorais ou não), a defender que na B está a A do futuro imediato. Junte-se um molho de jogadores medianos da nossa Liga e faz-se o milagre. Hoje tivemos quatro vindos da equipa B, um miúdo de 19 anos que acabou de chegar a um mundo perdido, um defesa-central (que joga mal a defesa-esquerdo) que precisa de aprender a defender, um mediano da nossa Liga, um jogador de craveira mundial e três almas perdidas. Há quem pense que mais medianos e mais miúdos serão suficientes. Nem com Guardiola, arrisco eu.

Não é coisa que não se adivinhasse. Em conversas durante a semana, falava-se já que o último jogo esteve suficientemente tremido. Ganhar 3-2 ao Gil Vicente não é prova de quase nada, excepto que há miúdos interessantes. Mas que não há equipa para os acolher.

Já o escrevi há dias, escrevo-o de novo: não apoiarei qualquer candidato que me vier dizer que o Sporting da próxima época será umas sobras do plantel de esta, um punhado de Evaldos contratados na nossa Liga (o jogador que me perdoe, mas personifica a coisa para mim desde que soube que viria) e uma dúzia de ex-B a aguentar o barco. Que talvez se contrate mais um mediano lá de fora, para compor a coisa. Ou talvez se tenha de aceitar um degredado, tipo Bozhinov.

Se o plano for esse, não me vale a pena sair de casa. A menos que me convença que nas próximas duas épocas é para não descer, não vender e depois para ganhar. O problema vai ser convencer-me. E toda a nação leonina. Esse discurso, no Sporting, não vinga. Como convencer toda a gente que se continuará a perder 3-1 com o Estoril, celebrar cada vitória fora (à rasca) com o Gil, como se de uma passagem à final da Champions se tratasse (pode significar escapara à descida), sem assobiar, sem maltratar, sem mandar direcções abaixo? Não está no ADN de um clube grande, mais ainda de um campeonato como o nosso.

Quem não pode dizer que isto foi um abre olhos é o nosso treinador. Para o treinador actual, não pode ser. Com 30 anos de carreira, já sabia que isto só em simuladores de computador. Belo discurso sobre a força da juventude. Mas já sabia dos erros e da inexperiência. E por muito que peça, já sabe da impaciência. Tem idade e experiência suficientes. Vem agora dizer que não pode ser? Uma defesa destas e esperava aguentar até quando? Dois miúdos, outro menos miúdo mas que nem sabe defender e como lateral é… pior , outro que caiu de pára-quedas e mais um a fazer peso me direcção ao fundo. Falta confiança? Agora treinam a sério? Agora ouvem o treinador? Ou deixa jogadores que poderiam trazer outra experiência no banco porque anda lixado por causa do que fizeram ao amigo Godinho? É que não percebo. Depois, anda a tentar fazer não sei o que no meio-campo. É que já esteve melhor…

Não quer o treinador que se discutam nomes de treinadores e jogadores? Mas não se pode deixar de discutir sobre o real investimento no futebol. Mais do que o dinheiro, sobre a qualidade, mesmo sabendo que normalmente andam de mãos dadas.

Até dia 23 tem de aparecer um plano a sério. Que não envolva queimar jovens, pois até se pode ter 4 ex-juniores numa boa equipa e esta render. Tem é de primeiro haver uma boa equipa. Já queimámos jovens o suficiente. Mais não, se faz favor. Alguém capaz se chegue à frente. Mas se for para voltar atrás e voltar a meter todo o peso de um Clube (e de alguns pezudos) nos ombros dos jovens da Academia, não contem comigo!

Epa hoje pela primeira vez desliguei a televisão depois de ter levado o 3º golo, não há paciencia nem coração que aguente, isto é tudo mau demais para ser verdade, tirem-me deste pesadelo. Não consigo pensar nem reflectir neste momento, esta derrota parece que doeu mais que as outras. Época para esquecer definitivamente.
Deixemo-nos de utopias: cada vez que oiço que lutamos pela Europa dá-me vontade de os mandar para o c*ralho, mas qual Europa? Não lutamos com uma equipa, lutamos com 11 equipas com pouca diferença de pontos. Assuma-se: lutamos pela manutenção!

Não ha dinheiro. O futuro são estes. São eles que vão formar a boa equipa para depois outros jovens irem aparecendo. Tem de se começar por algum lado. Essa conversa de adiamento do inevitável è que nos trouxe aqui. Ah e tal compramos la fora e misturamos com três ou quatro da academia. Nos só conseguimos comprar nedianos. Mentalizar isto é essencial. Não resulta. Tem de ser academia total. E depois crescer. São estes que temos é com estes que termos de singrar.

Não ha mais margem para adiar isso.

Não há mais margem para se duvidar de quer o futuro é a academia. Não é perder um jogo e virar tudo agulhas para a América do sul. Depois aparecem esses, perdem e afinal o futuro já é de novo apostar nos miúdos.

É aceitar estes e leva-los num colo até serem homens a jogar futebol.

Majestade concordo com a utilização da Academia, mas para a Academia singrar era preciso haver jogadores de QUALIDADE e alguns com experiência para os ir integrando aos poucos. Apostar totalmente na Academia não trará frutos, a menos que se assuma que os objectivos para a próxima época são não descer de divisão.
Repare-se que apesar de termos boa matéria prima, estes miúdos não estão preparados nem têm ainda competência para lutarem sequer pela Liga Europa.
A 1ª liga está cada vez mais forte, o carnide e o porco estão a anos-luz do sporting, o Braga cresceu imenso nos últimos anos (ao contrário de nós), o Paços é a surpresa (pela positiva) no nosso campeonato e as restantes equipas são muito semelhantes. A equipa B dificilmente ganharia a 90% das equipas da 1ª liga.
A equipa B este ano perdeu com: oliveirense, Belenenses, União, Portimonense e empatou com o Trofense, com a Naval, com o Feirense, com o Aves, com o Leixões, com o Penafiel, com o Oliveirense, com o Guimarães B, com o Atlético, com o Maritimo B, com o Arouca e com o Trofense.
Com estas derrotas e empates alguma vez a equipa B conseguia vencer o Benfica, o Porto, o Paços, o Braga e mesmo as restantes equipas? A diferença da 1ª liga para a 2ª é ainda grande. As pessoas têm tendencia (segundo me parece) a transportar a classificação da 2ª liga do sporting (em que já estivemos em 1º e em 2º lugar e actualmente estamos no 3º) para a 1ª liga, esquecem-se é que lutamos com o Belenenses pela liderança na 2ª liga e não com o Benfica, com o Porto ou com o Braga!

Temos ali petróleo, mas ainda faltam muitos passos no processamento até termos gasolina! Se queremos lutar por grandes objectivos não será unica e exclusivamente com a equipa B, a menos que como referi assumamos que durante uns anos vamos lutar pela manutenção até estes jovens se tornarem adultos, com mais maturidade e experiência.

Além do mais há um problema que pouca gente refere: quando as estrelas da Academia começarem a brilhar na equipa principal os tubarões da Europa vêem cá buscá-las. Não temos o orçamento (nem de longe nem de perto) do Barcelona para jogarmos so com a Academia. Quando o Bruma se começar a afirmar vai-se embora, Dier idem, Esgaio idem e por aí fora. Vai ser dificil segurá-los…

E permite-me ainda corrigir-te noutro aspecto Magestade, neste momento acredito que não possamos mesmo contratar jogadores (nem os ordenados pagamos a tempo e horas), mas quando o conseguiamos nunca o fizemos bem. O sporting mais do que a falta de dinheiro, a forma como o dinheiro é/foi gerido é que é grave.
Veja-se por exemplo o Elias que custou exactamente o mesmo dinheiro que o Jackson Martinez e por pouco mais (500.000 euros) o Ola John. São jogadores que jogam em posições diferentes claro, mas comparando a qualidade de uns e outros é claramente verificada uma diferença abismal.
Mais: Rojo por 4 milhões no sporting, (assim como Viola) exactamente o mesmo valor que o Lima custou aos cofres do Benfica, vamos mesmo compará-los? O sporting com o mesmo dinheiro do Benfica e do Porto compra m****, o Benfica e o Porto compram estrelas! Isto sim há também que mudar!

  1. Se não há dinheiro, vamos deixar os melhores dos actuais jovens sair, quando pedirem contratos que outros clubes lhes poderão oferecer? Estamos a fazê-los crescer para que, quando estiverem próximos do ponto (e “o ponto” da maioria destes não nos renderá milhões à farta), os deixemos fugir?

  2. Esta equipa de jovens, quando juntos, actualmente não é boa. Em individualidades. Pelo menos, o suficiente para lutar pelo pódio. Eles, jogando todos (e jogando juntos), vão crescer assim tanto? E os melhores, de entre eles, serão potenciados?

O Sporting, nos últimos dois anos, contratou alguns bons jogadores, capazes de dar o seu cunho o imediato. Mostraram-no o ano passado, ainda que colectivamente a equipa tivesse algumas fragilidades (questão do duo de meio-campo demasiado longe da linha defensiva e futebol lateralizado em excesso, sobretudo).

Essa equipa não era brilhante, mas se tivesse mantido a competência colectiva este ano, permitira a entrada de 2/3 jovens, se calhar à vez, dentro das opções, mantendo-se a competência, e desenvolvendo-se os melhores sem pressas (e sem assobios, que de outra forma mais tarde ou mais cedo chegarão) para mais tarde se imporem.

Eu concordo com muito do que é este artigo. A Equipa B é fundamental para a integração dos talentos, mas é bom lembrar que nem tudo o que sai da Equipa B é o melhor que o Sporting deve ambicionar, e - sobretudo - que a Equipa B tem de existência… 6 meses. É pouco.

O Sporting não deve pensar em formação ou não-formação. Não deve pensar em custos mais altos ou mais baixos. Deve pensar em ter qualidade, e em premiar essa qualidade - quer com um enquadramento colectivo que a ajude a dar nas vistas, quer com bons contratos. P/ ex, rábulas da formação à parte, faz sentido apostar fortemente no Eric Dier e, ao mesmo tempo, dar-lhe um contrato que faça jus à sua qualidade. Porque os jovens da formação não devem jogar por terem idade x ou y. Porque os jovens da formação não devem servir para o Sporting pagar pouco aos seus jogadores. Porque os jovens da formação não devem ser aposta porque são da formação. Devem ser aposta porque são bons, têm talento e estão preparados.

Outros cenários, com outros jogadores, serão maus. Para a equipa, se tiver ambições; mas sobretudo para eles.

Claro que isto é num cenário idílico. Os inenarráveis resultados deste ano (a juntar a uns gastos elevadíssimos, e a um anterior - que também foi a causa de parte desses gastos - desmantelamento dos melhores activos do Sporting) levam a que a situação do SCP, hoje, não seja fácil. O Sporting, para apostar verdadeiramente em qualidade, precisará de mais do que o que tem tido de receitas, nos últimos anos (sobretudo, neste). E, portanto, tirá de se endividar ainda mais. Esse endividamento, em si, não será mau. Existe é a necessidade (partindo do pressuposto de que se consegue convencer a banca a conceder mais crédito) de não se falhar, e de se potenciar essa qualidade. Quase como o Futebol fosse uma ciência exacta, quase como se não houvesse Pinto’s da Costa e Vitor’s Pereiras, ou simplesmente Jorge’s Jesus’. Nem Salvador’s e Peseiros, ou simplesmente Paulo’s Fonsecas. Missão dificílima, sem dúvida. Mas, tal como o Ravanelli, a alternativa não me parece melhor.

A esse nível, é preciso perceber quem é capaz de gerir o futebol com essa ambição e esse risco. Eu, sinceramente, acho que as opções são muito pobres. Não vejo, em nada do que tem sido falado ou apresentado como propostas, indícios mínimos de que se compreenda verdadeiramente a essência do futebol (ou que algum dos candidatos tenha, perto de si, gente com esse conhecimento e essa percepção). Gente capaz de escolher um treinador pelas razões certas, e quiçá até aconselhar-lhe adjuntos, numa escolhida feita com os critérios correctos. Muito do que se diz de futebol, da parte do BdC, parece-me limitadíssimo. Do lado do Zé Couceiro, não ouvi grande coisa, apenas o excerto da sua entrevista na RTP, onde parece um indivíduo globalmente inteligente e ponderado, mas de quem não ouvi ainda aquilo que me garantisse que seria capaz de “alavancar” o futebol. E, como treinador, não parecia ser capaz de o fazer, embora em funções diferentes se possa ter percepções/capacidades distintas. A sorte é que existe Jesualdo para treinador e, portanto, não teremos de nos deparar com escolhas piores (o que já é um cenário, ainda que não de todo ideal, pelo menos melhor).

Espero que, se JF quiser passar ao seu antigo cargo (e eu veria isso com muito bons olhos), o deixassem escolher o treinador que se lhe seguirá (por exemplo, em cooperação com o director de futebol da Academia, pelo menos; quiçá também com pelo menos uma pessoa externa ao Clube, e com reconhecido conhecimento da matéria). Pela amostra, seria uma escolha provavelmente muito mais acertada do que aquela que CS, BdC ou JC fariam, em conjunto com a sua equipa directiva.

Onde é que esta escrito que para os jovens serem alguém é preciso velhos ao lado? Essa teoria não se aplica por exemplo ao Barcelona. Os melhores vieram da cantera e ensinaram os velhos que por la andavam…

O que é preciso é um grande treinador. Adeptos completamente pacientes e identificados com o que se passa e que sabem gerir as expectativas. Estrutura sólida que os proteja. Treino decente.

Não concurso com isso de continuarmos a comprar cirurgicamente. De cirurgia em cirurgia fizemos uma operação de 400 milhões…

Ravanelli desculpa lá, mas só é um abre olhos para alguém que não deve andar atento à realidade atual do clube e à realidade do clube nestas últimas 2 épocas.

Neste jogo um bom resultado era o empate, mas há alguma dúvida? Uma derrota é um resultado normal neste momento.

E afirmo uma coisa, este plantel atual, em condições normais, estaria a lutar pelo 3º/4º lugar esta época, o Braga não está a fazer uma grande época, as outras equipas tem planteis completamente ao nosso alcance.

Só que há muitos fatores que explicam a atual situação da equipa e este resultado:

  • Atualmente o Sporting vem de 2 épocas em que o plantel mudou imenso, em que tivemos 5 treinadores (ponho o Oceano aqui nesta lista, porque teve 1 mês no cargo e não 1 jogo), em que os diretores do futebol que contrataram maior parte dos jogadores saíram do clube. A equipa titular de há 2 épocas atrás nada tem haver com a equipa atualmente titular, a equipa titular da época passada só 4 jogadores são titulares atualmente, da equipa titular antes do mercado de Inverno só novamente 4 eram titulares. (e estou a comparar com a equipa titular de hoje)
    Resultado disto na prática, não há fio de jogo nenhum, não há jogo coletivo, maior parte das vezes os jogadores jogam cada um por si, os jogadores ainda andam a conhecer-se uns aos outros, ainda andam a conhecer o treinador e os seus métodos (pela 4º vez esta época).
    De lembrar também que estar a meio tabela e estar eliminado de todas as outras competições, não ajuda em nada.
    E por fim, muitos dos jogadores atuais da equipa titular, têm muita pouca experiência numa 1º divisão quanto mais na 1º divisão portuguesa.

  • A equipa do Estoril está a fazer um campeonato mais estável que o nosso, estando sempre na parte de cima da tabela, tem um onze titular estabilizado, um plantel estabilizado, um treinador estabilizado, uma estrutura estabilizada.

O próximo presidente tem de sobretudo apostar neste plantel, nos jogadores que estão emprestados (Onyewu, Nuno Reis, Wilson Eduardo) e alguns jogadores da equipa B na próxima época.
Vendendo alguns jogadores que não têm qualidade para representar o Sporting ou que não vale a pena estarem no plantel tendo em conta o seu rendimento, demasiados jogadores na sua posição, o ordenado que recebem tendo em conta o rendimento e idade (pranjnic, elias, Evaldo, Grimi, Bolo de Arroz, Jeffren, Miguel Lopes, etc).
Se for preciso vender 1 ativo ou outro, tendo em conta a proposta de aquisição (e aqui refiro-me ao RP, que por muito que gostasse que ficasse, poderá dar 15/20 M ao Sporting e temos bons suplentes para ele, o Marcelo dá-me total confiança).
E por fim, fazer 3 ou 4 contratações cirúrgicas para o plantel. (um 10, um ponta de lança, um defesa esquerdo e talvez um central)

A equipa vai ter de ser um misto de juventude e jogadores mais experientes, não há outra maneira. Há jogadores que já estão preparados para ser lançados a titulares mesmo sendo jovens, há outros que têm de ser lançados aos poucos, também rondado na equipa B.

O nosso futuro próximo passa por estabilizar o plantel e a estrutura de futebol (treinador e diretores), conseguindo chegar aos lugares europeus, preferencialmente à champions (3º lugar) nas próximas 2/3 épocas. E a partir daí tentar melhorar a equipa aos poucos, dependendo do rendimento dos jogadores, para tentar lutar pelo 1º lugar.

Há que ser realista com o presente atual do Sporting e o seu futuro próximo.

Quantos mais anos vão passando por mim, mais me vou convencendo que o problema dos jogadores vem em 2º, 3º, 4º lugar, sei lá, na lista das prioridades do futebol do Sporting. Cada vez mais me convenço que há outras coisas que o Sporting não tem há décadas e que, sem as quais, podemos ter planteis “à Cintra” que nada ganhamos.
De que adianta ter um Moutinho, se não o sabemos blindar contra a estratégia do Pinto da Costa?
De que adianta ter um Izmailov, se nem sequer o conseguimos convencer a jogar, ao contrário do que acontece nos corruptos?
De que adianta ter olheiros, quando continuamos a contratar jogadores sem valor, sabe-se lá por causa de que interesses?
De que adianta ter um gabinete de comunicação, quando continuamos a ser incapazes “trabalhar” a comunicação social a favor dos interesses do clube?
De que adianta continuar a ter dirigentes incapazes de colocar o Sporting dentro das estruturas que verdadeiramente “decidem” o rumo das coisas no futebol português?
Ou seja, de que adianta pensar só em jogadores, quando toda a gente sabe que sem uma estrutura competente, feita de gente que conheça por dentro e por fora todas as rasteirices do futebol português, que saiba descobrir o talento precocemente, que saiba orientar, proteger e exigir a um plantel, que conheça verdadeiramente um balneário, que saiba de futebol a sério, as hipóteses de ganhar são apenas virtuais?

Não, meus caros, muito antes de estarmos a pensar se isto lá vai com jogadores da B ou da seleção do Brasil, precisamos de saber se temos técnicos e dirigentes competentes. Se começarmos por aí, vão ver que os bons jogadores começam a aparecer e até os que não são tão bons passam a render como campeões.

O Sporting precisa de reduzir drasticamente os custos. Não há outra forma de ver a questão, quando há um buraco financeiro estrutural de dezenas de milhões.

Os jogadores oriundos da formação são uma vantagem competitiva que tem que ser aproveitada, porque temos aí qualidade a preços reduzidos.

A aposta na formação, num mundo com bom senso, não passa pelo despejar de jogadores da B ou ex juniores na equipa A, principalmente nas circunstâncias actuais.

As muitas dezenas de milhões gastos em quase 30 jogadores, não resultaram mais que em 4 ou 5 atletas de alguma qualidade e 2 ou 3 com algum potencial. Não se foi buscar ninguém com valor o suficiente para ser uma verdadeira mais valia e que servisse como referência. Mais, a equipa perdeu, em algumas posições chave, alguns dos seus melhores jogadores a troco de meia dúzia de tostões.

Parece-me que se continua a sonhar com um qualquer efeito Jorge Jesus, na ideia simplista que um qualquer acontecimento isolado pode mudar do dia para a noite um mal estrutural e global, que tem triturado treinadores, um ou outro com qualidade.

Esperando que haja meios para suportar as despesas correntes até fim da época e que as receitas da próxima estejam libertas, não vejo outras alternativas que não o lançamento destes jovens, o aproveitamento de alguns mais experientes e que já demonstraram alguma capacidade, o aliviar de alguns pesos mortos e a contratação de pelo menos 2 ou 3 jogadores que possam fazer a diferença.

É uma falácia e insultuoso, reduzir-se o Sporting a um clube que não consegue melhor que contratar jogadores medianos. O Sporting gastou 50M em 2 anos, deu fortunas por alvos de mercado disparatadamente inflacionados, ou no valor dos seus passes ou em salários.

COmo estaríamos nós agora se em vez de uma estrutura podre e fraca e a contratação de 30 jogadores, tivéssemos um clube organizado e coeso e tivéssemos apostado em 7 ou 8 atletas com capacidade para funcionarem como referências?

Nada que não tenha sido discutido desde Julho de 2011.

O Sporting está na ruína. De valores e identidade, também. Por alguma razão o treinador se sente à vontade em interferir no associativismo do clube, a fazer a folha a um colega de profissão, a criar bodes expiatórios em alguns dos seus atletas mais valiosos enquanto fecha os olhos aos erros da mediocridade que trouxe para o Sporting. E, pior que tudo, há Sportinguistas que veem méritos nessa abordagem cobarde e desresponsabilizadora.

Discordo liminarmente.
Aquilo não foram cirurgiões a operar, foram talhantes.

Estás a basear-te na premissa errada.
1º Argumento - Braga. Se formos ver o número golos/pontos do braga e fizermos uma proporcionalidade directa estaríamos isolados no primeiro lugar. Não fiz as contas, confesso, mas não tenho a menor dúvida de que se trata de um facto.
2º Argumento - porcos e lampiursos. Se eles contrararam e contrararam até chegar onde estão, nós também o podemos fazer, por isso, dizer que só a formação é solução não tem sentido.
3º Argumento - todos os clubes que não têm formação - acho que este é obvio. Falamos de equipas b e de formação como se fosse o Santo Graal. Se não a tivessemos, teríamos de nos levantar de outra forma. Por isso, não podemos usar a formação e a equipa b como uma desculpa esfarrapada para falta de investimento.

Em suma, julgo que a formação poderá ser o grosso da equipa, mas sempre sustentada numa espinha dorsal de jogadores experientes e de grande qualidade. O problema é que temos contratado jogadores muitos jovens e, isso sim, acho um disparate. Tendo nós formação, irmos contratar um Arias, por muito bom que seja, é p’ra mim o contrassenso.
Mas não me falem da formação com arrogância desse género, não me falem em Barcelona que isso já chateia.
O Sporting não tem de seguir modelos nenhuns, criamos um Figo e um Ronaldo.
Só que ambos foram lançados num seio de jogadores experientes e de qualidade, o que agora não tem acontecido.

Ravanelli tem toda a razão. Miúdos a levar equipas ás costas nem pensar.

Fico-me com uma citação do programa do BdC que reflecte um pouco o que penso.

(em relação à contratação externa de jogadores) “Cinco ou seis jogadores, numa escolha cirúrgica, experientes (ter em atenção que no futebol a experiência não está diretamente relacionada com a idade) e capazes de acrescentar valor ao plantel existente, serão suficientes(…)”

Para o Sporting reduzir drasticamente os custos, tem de reduzir drasticamente a massa salarial. Para o fazer, das duas uma: ou não conseguirá manter por tempo nenhum os jovens da formação que cheguem à equipa principal, ou aqueles que manterá serão os que (por falta de qualidade) não ambicionarão contratos e resultados desportivos melhores.

Os jogadores da formação que devem fazer parte da base da equipa são os Moutinho’s, não os Zézinho’s. O caso do primeiro acho que é paradigmático: o seu contrato, quando o jogador começou a atingir o seu potencial, passou a ser bastante “caro” ao Sporting. A falta de ambição da equipa, e a vontade de ganhar mais, levaram a que saísse, e a que saísse desvalorizado para o que a sua enorme qualidade poderia garantir. É verdade que houve uma incapacidade na gestão desportiva de potenciar aquela equipa. Mas também é verdade que essa equipa era de Moutinho’s e Veloso’s, não de Zézinhos e Brumas.

Os romantismos e a teoria dirão que, no imediato, trocar estrangeiros por jovens da formação sai mensalmente mais barato. A prática diz-nos que os bons jogadores da formação, quando mostrarem a sua qualidade, quererão/exigirão ser pagos de acordo com ela, e jogar numa equipa que queira ser campeã. Se forem lançados aos 20 anos, e forem realmente bons, aos 22 estão a pedir ao Sporting os contratos que paga agora aos estrangeiros.

O que eu já pensei, mantenho: era possível reduzir ligeiramente o orçamento de 2011/2012, mantendo esta temporada as aspirações de lutar pelo pódio no Campeonato (não estivémos longe, e as receitas da Champions seriam fundamentais). Essa redução foi, parece-me, levada a cabo, embora eu a tivesse feito de forma diferente (teria vendido o Elias mais cedo, e não teria contratado o Gelson, por exemplo). Mas aquilo que, desde o mercado de Inverno, estamos a fazer, é diferente. É uma mudança drástica, de que não me parece poder sair nada de bom. Nem para nós, nem para os credores.

Gastar muito pouco e esperar ter qualidade é, para mim, uma utopia. Podemos tê-la, mas circunstancialmente, durante um curto período. Apenas isso. E tal implicaria que o SCP abdicasse da sua identidade de clube grande. Este ano não o somos, e os resultados (descontentamento, eleições antecipadas, poucas assistências e seguramente uma diminuição clara das receitas) estão à vista. E tal acontece há uns meses. Achar que conseguiremos mudar de identidade/objectivos durante um período maior, porque a base passarão a ser jogadores “made in Sporting” e porque na direcção estará alguém que não os croquettes, é uma ilusão. Passado um tempo, a “maré” muda e as pessoas fartam-se novamente de ver o Sporting sem qualidade.

A formação é efectivamente uma vantagem competitiva, porque garante ao Sporting jogadores de qualidade, muito regularmente. E isso permite que o Sporting não tenha (em situações normais, quando não se delapida os bons jogadores dos séniores made in Alcochete) de comprar jogadores tão regularmente. É uma poupança muito relevante, mas não incide sob os principais gastos do Futebol do Clube: os ordenados. E, nesses, uma poupança é somente circunstancial. As perdas (dificuldade de competitividade da equipa a curto e médio prazo, incapacidade de valorizar pelo colectivo a qualidade individual e uma futura insatisfação da parte dos jogadores mais ambiciosos do plantel) parecem-me largamente superiores aos ganhos. Resta saber se o SCP tem fôlego para “continuar a lutar” (desta vez, com uma táctica de guerra mais próxima de garantir a vitória final) ou se desiste e se torne um Clube pouco atractivo para tudo o que tem qualidade (inclusivamente, miúdos do futebol formação que aspirem a ser profissionais).

O essencial, gastos à parte, é uma boa gestão. Mas os orçamentos (muito mais que os investimentos em jogadores, seja com ou sem comparticipação de fundos de investimento) ajudam a definir até que ponto é que uma boa gestão pode chegar. Já pensei o contrário (não exactamente o contrário, mas fui superficial na forma como pensei o assunto), mas hoje acho que são decisivos e estratégicos para o Clube. E, porque não, para a sua identidade.

Era não terem deixado sair o Insúa, era terem ficado com o Onyewu, era terem ficado com o Matias Fernandez.

Era muita coisa. Agora quem vier, infelizmente, vai ter novamente que começar do 0.

A mim até mais do que as derrotas (neste momento é raro o jogo em que isso não acontece, já fiquei amorfo para as mesmas) a mim o que é difícil é olhar para a minha (?) equipa e não ver referencias (tirando o desgraçado do Patrício que na baliza pouco ou nada pode puxar pela equipa). É olhar para eles e ver que não há ali ninguém com anos de casa ou qualidade suficiente para puxar por eles, dai a fraqueza mental. Quando alguma coisa corre mal vão logo abaixo? Pois claro, é uma cambada de miúdos juntos com mais 2 ou 3 que estão ali há 1 ano.

Chiça penico! isto não é nada. Quem vier vai apostar nos miúdos e vai ter de abrir os cordões à bolsa para ir buscar 1 ou 2 jogadores de craveira que sejam capazes de galvanizar a massa adepta e a própria equipa. Que façam os companheiros acreditarem quando as coisas correrem mal.

Ravanelli só um reparo, 22 de Fevereiro de 2013 e não 2012.

De resto bom texto, como sempre. :great:

Cerca de metade do plantel que iniciou a época ganhava 1M ou mais ( 1,2M, 1,5M, 3M ) e nenhum desses jogadores resultou ou resulta numa mais valia clara.

O Sporting contratou 5 centrais em 2 anos e 3 já saíram, sendo que os 2 que ficaram não acrescentam valor.

O Sporting contratou 5 laterais em 2 anos e o único que teve retorno desportivo evidente, saiu por valores que dão apenas pagar 1 mês de salários.

O Sporting contratou 6 médios em 2 anos e só 2 se mantém no plantel e o nosso meio campo não funciona.

O Sporting contratou 4 extremos em 2 anos e nenhum deles tem capacidade para ser uma referência, consistente, nos desequilíbrios.

Pela frente de ataque passaram 4 avançados e só 1 deles vingou e tem que jogar, porque não há outro, 90 minutos sobre 90 minutos.

A massa salarial duplicou relativamente ao que se passava há 3 anos, o buraco financeiro tornou-se monstruoso e a capacidade competitiva deste plantel é anedótica. As condicionantes são mais que muitas, já demasiadas vezes referi os problemas de ordem estrutural, mas os factos mostram-nos uma equipa caríssima, recheada de jogadores medianos, pagos a peso de ouro, sendo que já tivemos que despachar vários.

É um deitar dinheiro ao lixo de forma criminosa, incompetente e estúpida.

O problema não são os Zezinhos e os Brumas, que não quero entrar em apreciações quanto ao potencial de jogadores jovens ( até porque a minha opinião quantos aos jogadores, é claramente diferente da tua ), que as análises mediante percepções caem recorrentemente no erro, que temos visto que os Zezinhos e os Brumas rendem tanto quanto jogadores mais experientes do plantel e que ganham 10 vezes mais. O problema está mesmo na qualidade desses que ganham 10 vezes mais. E na motivação e no compromisso para com o clube e não culpo os jogadores por isso.

É óbvio que é possível gastar bem menos e ter mais qualidade, quando a realidade mostra que se gastam dezenas de milhões em jogadores medíocres, ou que estão mais vezes no estaleiro que no campo.

Não quero com isto dizer que tudo o que se contratou é… vou dizê-lo para ser directo, entulho. Há jogador que noutro enquadramento, renderia muito. Há gente com potencial para ser importante num clube desta dimensão. Mas são demasiado poucos para o que se gastou e nenhum deles resultou num jogador de qualidade insuspeita.

Não me aflige a miudagem que foi utilizada nos últimos 2 jogos. Aflige-me é a falta de qualidade dos mais experientes. Qualidade pela qualidade e pela quantidade.

Em 40M em gastos com o pessoal, duvido que metade valha a pena o dinheiro que recebem. Há 2 anos afirmei que o Sporting deveria apostar em 7, 8 jogadores e que 2 ou 3 tivessem qualidade suficiente para servirem de referências, o que ao juntar ao plantel da altura e com a dispensa de 4 ou 5 jogadores com o perfil de vários dos actuais, que pesavam demasiado na folha de ordenados e dentro de campo não tinham rendimento, haveria condições de termos uma equipa competitiva.

Mas não. Resolveu-se entrar numa espiral de gastos sem qualquer tipo de perspectiva de médio e longo prazo que não fosse a vassourada e a politica de terra queimada para agradar aos adeptos que estão sempre com sede de sangue, na altura dos insucessos.
Portanto sim, penso que é perfeitamente exequível ter melhor equipa com custos com o pessoal a rondar os 25M. Um pouco mais, ou um pouco menos. Mas com o menor número de “pesos mortos” possível.

concordo contigo e tu estás farto de o saber. tudo o que escreveste é suportado por uma base lógica e coerente.

então porque raio não se pensa o futebol do Sporting nestes termos que apresentaste?

as respostas que tiveste ao teu texto são a melhor resposta a essa questão. continua-se a pensar que, para fazer o que implicitamente com este texto sugeres, é preciso gastar milhões em passes e ordenados sem perceber que aquilo que exiges é competência. tanto da parte de quem gere as aquisições e alienações dos activos (dirigentes), como de quem gere a sua participação na vida activa do clube (treinador). essa competência custa milhões? talvez, mas bem menos (muito muito menos) do que a incompetência que temos tido.

é por pensarem assim e não conseguirem compreender a profundidade do problema que, suspeito, iremos continuar como estamos. seja com Couceiro, seja com Bruno de Carvalho.

é incrível como só conseguem ver duas opções: ou se gastam 100 milhões em aquisições da treta, ou se manda tudo embora e fazemos a festa com um plantel de equipa B.

o futuro do futebol do Sporting é negro. quase ou mais do que o futuro do clube.

mentalizar isto é acabar com o Sporting enquanto clube grande.
os incompetentes que lá temos tido é que só têm sabido comprar medianos (nem todos, mas a grande maioria…). e a preço de craque!

e lá voltamos nós á questão da competência…

Eu vou continuar a minha campanha da coeerencia, eu nao sou nenhum expert em nada que tenha a ver com gestao , mas eu nao consigo compreender certas coisas vindas de certas pessoas.

O Sporting tal como o portugal, certas pessoas criticam porque o governo entrou pelo caminho de austeridade para tentar equilibrar as contas mas os mesmos depois vao para as ruas protestar.

O Sporting e igual nao e com programas de austeridade que o Sporting alguma vez voltara a ser campiao, a nao ser que haja alguem que esteja na disposicao de esperar para ver o sporting campiao daqui a alguns 20 anos!!
A primeira derrota la vem criticar a direccao do clube…

E nisto que eu me bato e nao me desvio um milimetro disto.

Se o Sporting optar por formar uma equipa ha base dos jovens da formacao , ira nos acontecer o que esta acontecer agora ,FAZEM UM BOM JOGO HOJE, E FAZEM 2 MAUS Amanha,porque sao muitos jovens e sem experiencia e claro que a experiencia se ganha jogando , mas duvido que a maioria dos adeptos aceite continuar na mesma situacao de nada ganhar e obvio que sera a debandada geral dos adeptos!!!

So ha um caminho , comprar 4 ou 5 bons jogadores e gradualmente apostar nos da formacao, e obviamente ter dirigentes que tenham conhecimentos de futebol, porque esse tem sido o principal problema do clube ter dirigentes sem os minimos conhecimentos futebolisticos.

E Voces sabem porque razao quase todos dirigentes do Sporting que tem passado pelo clube nao terem muitos conhecimentos futebolisticos?

Porque o Sporting tem apostado muito em dirigentes sem algum background futebolistico , e sobretudo porque o Sporting nada tem ganho , e um clube para criar dirigentes com experiencia para as exigencias de um clube como o Sporting, nao pode estar tanto tempo sem vencer!!

A experiencia de vencer ganha-se vencendo, titulos , e claro que os dirigentes vao aprendendo, e mesmo que haja novos dirigentes, num clube que vence e obvio que as exigencias serao mais elevadas que presentemente, para os que veem a seguir.

Nao sei se entenderam o que quiz transmitir , mas a mim parece me relevante, na minha modesta opiniao!!

Aliás, apenas para terminar, penso honestamente que é bastante preferível gastar num BOM treinador com BOAS provas e com ambição o valor que gastámos em 3 ou 4 pseudo-craques.

Até porque se esse treinador for mesmo bom irá potenciar outros pseudo-craques que aquando da sua venda, possivelmente irão pagar 1 ou 2 anos de salários a esse grande treinador.

@ GBC

bom argumento, mas acho que a saída de Moutinho tem mais que ver com a queda de Paulo Bento e com uma falta de liderança no Sporting (aos olhos de JM) que contribuem mais para a sua saída do que propriamente uma questão meramente salarial - IMO.
Quanto à questão dos orçamentos, tens e não tens razão. No futebol é como dizes, mas noutros desportos raramente ganham os orçamentos mais elevados.
Não acho que seja apenas pela força dos cheques que se façam grandes equipas. É certo que sem dinheiro não se faz nada, mas é preferível ter uma organização sólida e competente, como se viu neste reinado de GL.

Apesar de encontrar lógica no teu argumento, estou mais do lado do argumento do @Lion, também acho mais recomendável que o investimento seja direccionado para dentro, por pouco que seja, no sentido de elevar a massa salarial que nos permita aguentar os miúdos até ao limite do possível - digamos ao nível do Patrício, para concretizar, um nível de onde eles apenas saiam para um clube de top e não para um Génova, como o Veloso.

O dinheiro vai escassear, isto parece ser comum a todos os argumentos. Vale mais pegar no pouco que há e blindar miúdos como Dier, Ilori, Martins, Bruma e até Zezinho (porque não?) à medida do que for a evolução e rendimento deles dentro do campo, do que andar a distribuir dinheiro por esse mundo em Torsiglieiris, Pongolles e Pranjics.
Não vale a pena investir em jogadores em fim de carreira com salários chorudos. Temos alguns líderes no balneário, é trabalhar com o que temos, criar uma base competitiva sólida e consistente, que mesmo não sendo campeã tenha capacidade para discutir todos os jogos no campeonato.
Criar condições para que uma equipa assente no potencial de miúdos tenha possibilidades de crescer, onde haja uma visão estratégica de crescimento que faça todos remar para o mesmo lado. E se esse crescimento for sustentado e gradual, ainda que doloroso, acho que há/pode haver luz ao fundo do túnel.

Atenção que acho que é importantíssimo um trabalho árduo, abrangente e tremendamente certeiro no mercado de forma a que se consigam contratar 2 ou 3 jogadores de qualidade indiscutível e que possam elevar o futebol do Sporting para outro nível. Não vejo uma base suficientemente forte, em qualidade, que suporte os nossos jovens, mesmo considerando que o sporting tem 3, 4 jogadores mais experientes que poderão servir como parte dessa mesma base, mas não vejo qualidade suficiente em nenhum, excepto no GR, para funcionarem como referências e o Sporting precisa urgentemente dessas referências.

Depois, é ir trabalhando o plantel e esperar que se inicie uma verdadeira gestão de activos e que haja quem os sabia potenciar, proteger e valorizar, tudo o que não tem acontecido.