Sócios e adeptos do Sporting

Foi em Famalicão que te conheci

« Em Dezembro, em Famalicão, deu-se um ponto de viragem. Foi um empate feio, um jogo difícil. um final pior. Depois, Amorim falou e unimo-nos. Quer o destino que em vésperas de reencontrarmos o Famalicão, nos unamos uma vez mais, ou continuemos, mas de forma mais veemente. Nesse dia, em Famalicão, #ondevaiumvaotodos passou a mote da época 2020/21.

Passada a nuvem de ontem, algum empate havia de haver, vitórias até ao fim seria bestial, mas é utópico. Se tiver de haver mais… suspiro que sejam mais para o fim, ou nos custem menos, que este foi duro. Que sejam como um penso rápido. Ou não existam, se puder ser.

Vai haver ainda mais pressão, as dúvidas vão instalar-se, a descrença de alguns está sempre à espreita. Mas há uma nova final já domingo, há um empate atravessado para ajustar com o Famalicão. Somos nós, adeptos, os primeiros a poder não ceder. Isso pode passar por um post nas redes sociais, incentivos nos do Sporting e seus jogadores, ou simplesmente não nos antagonizarmos uns aos outros. Se é ficar no mesmo lugar no sofá que funciona, a camisola da sorte ou a aletria do Bancada que resultam, ou pelo menos não atrapalham, pois sejam e pratiquem-se.

Por dois centímetros ou como um sportinguista é uma lealdade à espera de uma causa

«O jogo caminhava para o seu final e a minha cabeça era um vazio. Jogo controlado do primeiro ao último minuto. Oportunidades de golo o quanto baste para ganhar por mais do que um. Oportunidades para o adversário poucas ou nenhumas. Aparentemente mais um jogo sem história, sem entusiasmos, mas também sem depressões. E chega o minuto noventa: cruzamento mal-amanhado de um jogador do Moreirense, corte ainda mais mal-amanhado do Feddal, bola a respigar para um avançado do lado direito do ataque, que, fora da área, remata colocado ao segundo poste e faz o empate. À minha frente abre-se um admirável mundo novo, novo pela novidade desta época, mas tão antigo como o sportinguismo.

O Rúben Amorim deixou de ser o Rúben Amorim e passou a mais um fantasma, como o Paulo Bento, o Leonardo Jardim, o Mirko Jozic ou o Bobby Robson. Há diferenças: se fosse com o Paulo Bento, o golo do empate também surgiria no último minuto mas seria autogolo do Polga, do saudoso Anderson Polga, ou marcado com a mão. O enredo, a trama não foi diferente, um árbitro a apitar de costas e a acertar e a errar como se estivesse a decidir por moeda ao ar. Ninguém estranhou que houvesse tantos cartões amarelos para os jogadores do Sporting quanto para os do Moreirense: com as regras do Moreirense os dois cartões amarelos foram bem mostrados e com as regras do Sporting os dois cartões foram bem mostrados também. Na falta violenta sobre o Nuno Mendes, que o mandou para o estaleiro, os comentadores da Sporttv recorreram a semântica apropriada: “entrada vistosa sobre o Nuno Mendes”, “entrada delicada sobre o Nuno Mendes”. A síntese das duas afirmações é perfeita, descreve o lance com precisão: entrada delicada e vistosa. Sublinha a delicadeza do jogador do Moreirense sem prejuízo da espectacularidade da sua acção. Delicadeza e espectáculo não rimam com cartão e assim se justifica a (não) decisão do árbitro.

Os golos anulados ao Sporting têm história, têm sempre, não se estranha. As imagens aparecem sob um ângulo que nada esclarece. Depois, depois aparecem linhas, linhas precisas, rigorosas. Passou a ser impossível um avançado encontrar-se em linha com o último defesa: com precisão ao centímetro, a probabilidade de tal acontecer é igual a zero. Dois centímetros num campo com cerca de cem metros de comprimento representam 0,02%. Talvez se perceba melhor a razão para a demorada análise do VAR: envolveu investigação do Laboratório Internacional de Nanotecnologia, sedeado em Braga. A imagem não tem cem metros de comprimento e, assim, os dois centímetros não correspondem a dois centímetros de imagem. A diferença aproxima-se de um nanómetro, qualquer coisa como dez levantado a menos sete de um centímetro, a diferença entre dois grãos de açúcar completamente iguais à vista desarmada.

Recentemente, li “Cães maus não dançam”, de Arturo Pérez-Reverte. É uma alegoria, em que cães de luta representam uma rebelião como a de Spartacus contra a República Romana. Às páginas tantas, o narrador, cruzado de mastim espanhol e cão-de-fila brasileiro, confessa que “um cão não é mais do que uma lealdade à espera de uma causa”. Um sportinguista não é coisa diferente. Dêem uma ideia, um objectivo na vida, e irá aferrar-se com os caninos apertados. Tenaz até ao sacrifício e à morte. Com tomates. Aferra-se ao que vem remoendo. É claro que sabe que é possível que corra mal. Mas aquele é o plano e não há outro [versão adaptada].»

( Rui Monteiro , in A insustentável leveza de Lidson, hoje às 16:51)

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Já tenho feito apostas estranhas. A do Euro, em que acabei nu à volta do Marquês. A do Festival da canção com o Salvador Sobral, em que atravessei o Tejo a nado. E agora a derradeira. Não é bem uma aposta. É mais uma promessa inspirada pela história do Augusto, o adepto sportinguista de Cabo Delgado que sonhava jogar no Sporting e ter umas chuteiras novas.

Então cá vai: Se o Sporting for campeão este ano vou adquirir do meu bolso 200 equipamentos de criança do @sportingclubedeportugal

Esses equipamentos, juntamente com ALIMENTOS e MEDICAMENTOS que entretanto irei angariar, vou levá-los pessoalmente a Cabo Delgado e distribuir pelas crianças da região.

O Augusto será o primeiro a receber um equipamento completo do Sporting entregue em mãos.

Porque são pessoas que sofrem e que sentem os nossos clubes e merecem um sorriso.

PROMESSA FEITA.

#ondevaiumvãotodos

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SPORTING NUM MINUTO

Por Sporting CP
07 Abr, 2021

NOTÍCIAS

Tanto Sporting num só espaço!

O Sporting Clube de Portugal disponibiliza a partir de hoje aos seus sócios e adeptos a nova plataforma SPORTING NUM MINUTO. Nesta plataforma digital, os Sportinguistas têm a possibilidade de se fazerem Sócios do Sporting, Regressar ao Clube, Aderir ao Débito Directo e Actualizar as Quotas.

A plataforma esteve disponível em versão ‘beta’ exclusivamente para Sócios desde o dia 3 de Março de forma a ser testada pelos mesmos. Foram recolhidos comentários e sugestões de melhoria durante este período e hoje disponibilizamos a plataforma já com algumas das sugestões implementadas.

Continuaremos a trabalhar para melhorar esta plataforma e os serviços que disponibilizamos aos Sócios.

A nova página está disponível em formato ‘desktop’ e ‘mobile’.

Supporting

12 h ·

Em Moçambique também se jura ser fiel ao Sporting até a morte nos separar.

Sporting Clube… do Mundo

Núcleo do Sporting Clube de Portugal de Castelo Branco

23 h ·

ALMA E CORAÇÃO DE UM LEÃO

LUIS GESTAS

  • Antigo membro do Conselho Diretivo do Clube;

  • Como responsável pelas Modalidades Paralímpicas do Clube, levou a que o Sporting CP fosse Referência a nível mundial, no que ao Paralímpismo diz respeito;

  • Dirigente em funções nas instâncias europeias do Goalball

1 - Nasceu Sportinguista ou foi-se fazendo?Não nasci Sportinguista porque não tive qualquer influência familiar, mas o Sporting foi o meu primeiro clube.

Vibrei na minha infância com Jordão, mas foi Vítor Damas quem me fez querer ser Guarda-Redes.

Na altura vivia na Venezuela e lembro-me da maratona do Jogos Olímpicos de Los Angeles 84 em que Carlos Lopes gravou uma das mais importantes páginas do desporto nacional. Lembrava-me de ver o Carlos Lopes a correr as provas nacionais com a camisola do Sporting e fiquei vaidoso dizendo a todos que não foi só um Português a vencer a maratona olímpica, foi um atleta do meu clube.

Na minha juventude passei a acompanhar mais as modalidades, tudo o que era Sporting tinha interesse para mim.

Aos 15 anos entrei para a Torcida Verde e “passei a viver” no Estádio José Alvalade, saia da escola e ia para a sede da claque, era lá que estudava, só para estar mais perto de ajudar na elaboração das coreografias, regressava depois a casa para jantar. Aos fins de semana, logo à primeira hora estava em Alvalade, do pavilhão para o estádio, era assim os meus fins de semana.

Ostentava com orgulho o meu cartão de sócio do clube, era eu que da minha mesada pagava as quotas e os bilhetes para os jogos e deslocações.

Fui convidado para ser líder do núcleo de Loures da Torcida Verde, para mim, mais que uma responsabilidade era uma forma de servir o meu clube.

Quis o destino e os sportinguistas darem-me a maior honra que poderia ter tido, voltar a servir o Sporting como membro do Conselho Diretivo, onde dei o meu melhor, sempre na defesa do clube.

Orgulho-me imenso do que eu e os meus colegas ajudamos a construir.

Quiseram os sócios que terminássemos o mandato a meio, apesar da mágoa e sentimento de injustiça, fica a consolação de saber que isso só aconteceu porque devolvemos o clube aos Sportinguistas. Não podemos ter nenhum sentimento negativo contra os sócios, eles fizeram aquilo que na altura achavam que era o melhor para o clube. Enquanto os sócios do Sporting puderem decidir o futuro do clube, o clube estará vivo.

2 - Para si o que significa ser Sportinguista?

A marcha do Sporting descreve bem o sentimento do ser Sportinguista, “Nós aprendemos a amá-lo e a trazê-lo no coração” e só o mais importante da nossa vida tem lá lugar.

Costuma dizer-se que ser Sportinguista não se explica, sente-se.

Mas para mim, ser Sportinguista é ser Sporting, é viver a sua história, é comungar dos seus valores, é fazer parte de uma família de mais de 3,5 milhões de pessoas.

Do sócio ao adepto, das centenas de núcleos espalhados por Portugal e o Mundo, aos Grupos Organizados de Adeptos, aos atletas e praticantes, ao corpo dirigente das modalidades e do futebol, aos trabalhadores e colaboradores, a todos eles tenho de dizer… Obrigado! São eles que constroem a nossa história, são eles que fazem do Sporting Clube de Portugal, o melhor clube do mundo.

3 - O que difere o Sporting de outros clubes?

O Sporting é uma História com quase 115 anos que se confunde com a História do Desporto Português.

Outros poderão ter mais dinheiro, outros poderão ter até mais títulos, mas nós temos os melhores adeptos do mundo e essa é a principal diferença para os outros, são eles o nosso maior património.

4 -Se pudesse destacar uma personalidade do historial Leonino qual seria?

É difícil resumir o clube a uma pessoa pois muitos se evidenciaram contribuindo para o sucesso do Sporting Clube de Portugal

Carlos Lopes, é para mim o símbolo das modalidades

Carlos Vieira, brilhante gestor, se hoje temos o Sporting que temos, a história terá um dia de lhe agradecer.

Bruno de Carvalho, para mim o melhor presidente da história, o líder que devolveu o Sporting aos Sportinguistas.

Augusto Inácio, depois da alegria que nos deu em 2000 como treinador, em 2013, como dirigente, revolucionou o futebol, foi uma peça chave da equipa, um excelente líder.

Não posso deixar de destacar os núcleos, pela sua personalidade jurídica, são eles que com muitas dificuldades vivem mais intensamente o Sporting, lutam pelo seu engrandecimento em cada uma das suas vilas, cidades, regiões e países.

5 - E qual o momento da história do Sporting Clube de Portugal de que mais se orgulha?

Foram muitos os momentos que ficaram na minha memória.

Poderia falar do dia 24 de março de 2013 quando vencemos as eleições porque foi o momento em que terminou o clube das classes que decidiam tudo e passou a ser apenas o Sporting Clube de Portugal onde todos contam.

Poderia falar do dia 29 de maio de 2016 quando liderando a comitiva Sportinguista, vencemos a Taça dos Clubes Campeões Europeus de Atletismo Feminino em Mersin.

Poderia falar do dia 3 de dezembro de 2014 quando apresentamos o gabinete de Desporto Adaptado,mais tarde viria a ser o Departamento Paralímpico do Sporting Clube de Portugal, pelo reconhecimento mundial que tem, sendo um exemplo para todos os outros clubes e que deve orgulhar os sportinguistas.

Poderia falar do dia 11 de fevereiro de 2018 quando o goalball vence a SEGL - Champions League, um projeto que não é de nenhuma direção, é do Sporting e que Frederico Varandas e Miguel Afonso (bem) souberam honrar e potenciar, quem sabe este ano poderá dar mais títulos nacionais, europeus, medalhas paralímpicas e os primeiros títulos mundiais da história do clube.

Mas o momento foi no dia 21 de junho de 2017, a inauguração da casa das modalidades, o projeto que muitos consideravam utópico de ser concretizado. Nós acreditamos, prometemos e cumprimos. Permitiu que muitos sportinguistas fizessem parte dele através da missão pavilhão. Fui responsável pela cerimónia de inauguração da Cidade Sporting, um projecto que estará sempre inacabado porque a vida desta cidade são os sportinguistas. A Cidade Sporting nasceu nesse dia e continuará a crescer ao longo das gerações, certamente se transformará numa metropole, mas a luz que a iluminará são os sócios e adeptos do Sporting Clube de Portugal.

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