Sim, as contratações são normalmente amortizadas em 5 anos.
Não seriam uns meses entre janeiro e junho que fariam muita diferença na conta de resultados.
Em termos de tesouraria a história seria outra, mas apenas queria referir que o investimento que não foi feito mas poderia ter sido feito em janeiro teria repercussão na conta de resultados nesta e nas próximas épocas. Mas poderiam também assegurar o bi-campeonato e a Champions League (€€€€).
Ao poupar e poupar, as contas podem estar no verde agora, mas se isso implica perder o bi-campeonato os resultados financeiros serão desastrosos sem a Champions League.
… fartei me de avisar no mercado de Inverno, que sem vendas significativas nao ia haver entradas significativas.
O pessoal parece nao ter entendido o porque. Está aí.
E vamos apresentar um prejuízo bem avultado se nao vendermos ninguem ate ao fim do ano.
O Sporting está com gastos LOUCOS e desmedidos para a nossa realidade.
… Mas claro já sei que temos um teto salarial de 1M€/ano. ![]()
Tu continuas a bater nessa tecla, mas já te expliquei noutro tópico que o nosso teto salarial dificilemente excede os 3M brutos (1.5M líquidos). Mas para que saibas, o Sporting até reduziu a sua massa salarial face ao período anterior.
Vai ver as rúbricas.
Estao aí.
É so ver os Serviços Externos e Gastos com Pessoal.
Aumentou-se ±5.5M€ no período de 6 meses.
FSEs não é massa salarial
Isto inclúi várias coisas:
Remuneração do pessoal, diminuição de ~800k€ face ao período homólogo. E ainda inclúi o salário do Ruben Amorim, que recebia bastante.
Tal como já tínhamos falado e eu acredito estar já estabelecido o negócio. Ou outro. Vamos registar até 30 de junho mais receita, com um activo valorizado e com a procura existente sobre os nossos jogadores, deveria existir outra postura, até porque evitamos logo maus negócios à partida.
Notas:
Depósito bancário: > 20 milhões.
Activos correntes: +106 milhões
Passivos correntes: - 170 milhões
Dívida à Gestifute: > 10 milhões (não há forma de se livrar desta dívida…)
Temos dinheiro para manter a contabilidade em dia. É sempre bom e um óptimo indicador da boa saúde financeira da SAD. O passivo gere-se.
Esta conversa não é de agora, o momento para investir no robustez do plantel, teria sido no início de época.
Em Janeiro fazem-se acertos, por definição. No nosso caso, vendemos um médio com potencial desportivo (as tais mais valias ao redor de 15M, que dão caso ao resultado positivo), cuja falta sentimos mais à frente. Acresce que, no mercado de Inverno, alocámos um custo considerável numa contratação bizarra, se olharmos para as nossas necessidades concretas.
Portanto, no Excel, estamos fortes. No trabalho dos números com vista a uma visão desportiva, estamos pior, com a saída do rato, porque, apesar da amostra ser curta, parece-me que o azeite se está a evidenciar da água.
Perdeu-se uma oportunidade. Vamos ver a habilidade da “estrutura” nos próximos meses para reconstruir o plantel.
Não gosto do R&C. Está bom demais…
O futebol, está bom de menos.
Preferia sacrificar o primeiro em prol do segundo, ser Bicampeão e depois voltar as contas certas.
A diferença do modelo desta direção e 1 “all-in neste mercado de janeiro”, no final do proximo exercicio 25/26 dava Capital Próprio superior no cado all in Bicampeão (via Resultados Transitados e receitas acumuladas superiores em todos as rubricas de receitas -até na venda de jogadores.
Nota: só havia 1 risco, não fechar 1 venda até ao fim desta época e ter RL negativos na ordem dos 20 ou 30M€, mas no ano seguinte tinhamos esse resultado em excesso…
Esta é a única vitória que conta para os croquetes
Então mas havia dinheiro para reforços, ou não?
Parece que o pouco que havia não gastaram, já que o Biel deve ser para pagar tipo crédito habitação.
Também não quiseram investir o dinheiro (os tais cerca de 10M€ que anderam por aí a dizer que havia para o Lateral Direito).
Mas é como os meus garotos, se a mesada não chega não compram.
Eu se quiser ampliar uma fabrica e arranjar 10M€ e me financiar em 20M€, para adquirir ativos que produzam de facto até seria 1 gestor muito conservador porque os capitais alheios normalmente são muito superiores aos próprios. Tansos…
Pergunta ingénua de um leigo em economia desportiva: serà possivel ser competitivo (ganhar titulos) no campeonato portugues e ter RC positivos ou equilibrados sem contar com vendas extraordinarias de jogadores? Parece-me que os 3 grandes so apresentam contas positivas com vendas extraordinarias de jogadores à cada exercicio…
Nunca se conseguiu ser campeao com um equilibrio entre vendas e compras?
Se fizeres tudo mais ou menos bem, dá. O Porto fez coisas na Europa que é como se viu, ciclos de 3 anos, comprava bem e vendia no auge quando os jogadores davam mais (e antes de perderem a motivação).
O único que fugiu mais a isso foi o Lucho Gonzales, que o aguentaram até poder.
Só que no Porto roubaram muito, desviavam do clube, se o não fizessem onde estariam, aquilo eatava bem montado. O que lá está é perigoso porque conhece o sistema e já é rico, esse quer é ficar para a história e daqui a uns tempos vai se calhar ser o raio com ele.
Nós assim vamos lá se o critério de compras for o que tem sido (excepto o movimentocontabilistico Biel) , mas esta época tinha sido 1 grande atalho, RA fez o que fez e não quiseram o risco de ter 20 ou 30 M€ prejuizo no fim da época mesmo que comprometam o dinheiro todo da Champions do próximo ano.
É gestão covarde, conheço muitos gestores assim. O que me deixa triste é aue se investissem uns 30 M€ em Janeiro, aumentavam a dívida, mas iam buscar 2 bons jogadores por exemplo, se o Scouting os valida e se têm menos de 24 anos, se têm uma “nacionalidade com mercado” e estão numa fase ascendente da carreira, é um investimento seguro pois não é meter dinheiro a rua, é trocar dinheiro por potencial de valorização e rendimento desportivo…
Se por exemplo investirmos numa epoca 40 milhoes em jogadores e vendermos por 40 milhoes, serà possivel ter um exercicio equilibrado sem receitas extraordinarias (premios das competicoes internacionais,etc) ou é uma miragem e devemos sempre contar com vendas extras mais volumosas que o que foi investido?
Tens lá no exercício as demonstrações com e sem venda de jogadores, está lá a resposta.
Vamos ter sempre de vender se quisermos investir em qualidade. Também é fundamental andarmos na Champions. Tudo o resto, apesar de ser bom, será sempre insuficiente pois falta-nos mercado. Portugal é pequeno.
Pois, era o que eu pensava, por isso nunca entendi quando se diz " ah e tal, mas so està equilibrado porque vendemos jogadores", claro que temos de vender todos anos, o mercado portugues assim o obriga.

