Recuperação de sócio? Um problema que encontrei

Ao visitar o portal socionumminuto, fui até à categoria de recuperação de sócio e encontrei algo que não gostei nada.

Segundo o site, existe a possibilidade de congelar as quotas em atraso e recuperar o número de sócio antigo, perdendo apenas os votos a que, teoricamente, teria direito.

Isto, para mim que sou um sócio sensivelmente recente, acho que é um insulto para aqueles que, durante anos e anos, pagaram as suas quotas religiosamente e têm no número de sócio uma fonte de orgulho.

É uma coisa se o dito sócio recuperar o número pagando pra o efeito (mesmo não sendo o valor total), mas simplesmente dar o número, congelando os valores para trás não é de todo justo.

O que acham?

Eu quando voltei à condição de sócio, como não liquidei os valores em falta, atribuiram-me novo número e nova antiguidade. Em 1995 era o sócio 38.111 e hoje ando nos 74 mil.

SL

Segundo julgo saber, a suspensão dos direitos adquiridos caso não pague o atrasado, permite manter o número antigo, mas com o cardinal 8, em vez do cardinal 0 (que é caso dos sócios com a situação totalmente regularizada sem falhas).

É o mesmo número, mas com cardinal diferente (para ser distintivo).

Não entendo o problema.

O número de sócio de todos os sócios está sempre susceptível à mudança a cada 5 anos, a cada recontagem.
Logo por aí, esse tal problema deixa de existir, porque nunca irás manter sempre o mesmo número de sócio.

E se for pela perspectiva de alguém que voltou a ser sócio poder ficar com um número abaixo de um sócio que sempre pagou quotas, então, como já explicaram, existe o tal algarismo à frente do número de sócio, que faz toda a diferença e pode ser um factor de “diferenciação” para quem dá mais valor a esse tipo de questões.

A única coisa que não poderia ser novamente atribuída a um sócio que volta a pagar quotas, é exactamente o número de votos correspondentes aos anos em que esteve em falta de pagamento, e esses só voltam se a pessoa pagar tudo o que tem em atraso.

Na minha opinião, não faz sentido alguém poder recuperar um número sem, pelo menos, ter um plano de pagamento das quotas (ou valores acordados). Ser um sócio mais antigo é um “posto” que não deve estar ao alcance de alguém que se fez sócio à nascença, não pagou até aos 30 anos e só paga daí para a frente. Nessas situações, ou se paga um valor acordado (naturalmente inferior ao valor real) ou então faz-se sócio de novo.

Pode parecer mesquenhiçe mas se eu fosse sócio há 30 anos era algo que me chatearia bastante

Mas é aí que entra o tal algarismo que serve de factor diferenciador.
Porque o número e sócio não é apenas o XXX.XXX, mas sim o XXX.XXX-X.

Todos os sócios com quotas em dia e sem dívidas congeladas, têm nesse último algarismo o número zero ( XXX.XXX-0 ), os outros não.

Havia muita gente que queria voltar a ser sócia, mas só o queriam fazer se conseguissem resgatar a sua antiguidade, mesmo que não tivessem já capacidades de pagar aquilo que têm em atraso. E essa foi a solução encontrada pelo Sporting, dessa maneira é possível satisfazer o desejo desses Sportinguistas, ao mesmo tempo que o clube é ajudado com o regresso de sócios. Existindo sempre justiça entre sócios graças ao tal algarismo diferenciador, como já expliquei.

Acho que nestas coisas temos que ser pragmáticos e práticos. Acho preferível haver uma compreensão de todos para estas questões, que apenas pretendem ajudar o clube, do que se estar a pensar nessas questões mais pessoais que falas.

O Sporting em breve terá um novo património desportivo (pavilhão), que terá custos de manutenção, além da sustentabilidade das várias modalidades. E esses custos serão pagos com as quotas dos sócios, porque o dinheiro das quotas vai todo para o clube, não vai para a SAD. Portanto, acho que é preferível colocar essas necessidades do clube acima de tudo o resto… acima dessas questões pessoais.

[font=tahoma]A questão do respeito (ou falta dele) pelos sócios que nunca falharam é sistematicamente referida na sistemática discussão do tema recuperação dos sócios perdidos, nas reuniões relacionadas, das quais se destaca naturalmente o Congresso Leonino.
Fui delegado às duas últimas edições do Congresso e participei na secção Sócios e Adeptos, onde se discute sempre, obviamente esse assunto.

As opiniões dividem-se, quanto a perdões de dívida, precisamente por causa do respeito (ou falta dele) pelos sócios que nunca falharam pagamentos. Acresce que os perdões podem constituir também injustiça, em relação aos que pagaram por inteiro as suas dívidas.
Ambas as posições, admitir perdões e não admitir perdões, embora antagónicas, são validíssimas. Discuti-las é algo repetitivo, quase inútil, excepto, obviamente, no âmbito duma discussão dedicada e aplicável (por exemplo, esta é «a feijões», mesmo dando de barato a falta de representatividade deste fórum, no que respeita a sócios), como é o caso do Congresso Leonino,. que aprova Recomendações aos órgãos directivos (que podem ou não segui-las).

A actual solução de permitir a recuperação do número antigo, desde que com a terminação diferente de zero, foi um remedeio encontrado para atrair sócios perdidos. Vamos a ver se funcionará.[/font]

A terminação é mais complexa!

Exemplo: Sócio há 30 anos desistiu há 10 anos e resolve regressar.

Cenários possíveis:

“Regresso de Leão” - salda todas as quotas em atraso:

Recebe um número (ocupado por alguém entretanto) que teria se nunca tivesse deixado de pagar durante esses 30 anos, acrescido de “.1” Na próxima recontagem, será reintegrado normalmente.

Se por raro acaso houver alguém a ocupar o “.1”, ser-lhe-á atribuído um “.2”

“Regresso imediato” - não pode saldar os 10 anos de hiato:

Recebe um número (ocupado por alguém) equivalente à data em que se inscreveu subtraída de 10 anos, acrescido de “.8”. Na próxima recontagem, será reintegrado, mas como se tivesse apenas 20 anos de associado.

Esse número terá um digito 8 e depois será reintegrado na listagem com -0 mas sempre com antiguidade de 20 anos.

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As terminações diferentes acontecem pelo facto de que os números estão sempre ocupados até à próxima recontagem e não podem ser reatribuídos a outras pessoas (acho que nem por falecimento).

Já agora, alguém sabe quando é a próxima recontagem?
Sei que houve uma, praí em 2010…?

Penso que terá sido isso. Já “ouvi” para aí falar em Maio deste ano.

Além de estar no estatutos já se deve ter perguntado e respondido isso umas 547 vezes, sem querer exagerar. :mrgreen:

Vá lá, façam os trabalhos de casa… Gostavam de responder vezes sem fim às mesmas perguntas?
As renumerações são nos anos terminados em zero e cinco.