Não conta.. ele tem uma narrativa e esse vídeo acaba a prejudicar a narrativa do jovem de que só há muçulmanos maus.
Oh emigrante.. e esta?
Olha, mais um discussão de merda da NET começada por um clipe de 30 segundos do X sem qualquer contexto nem propósito além de gerar cliques e interações.
Também podem meter os raids que fazem às lojas deles a partirem aquilo tudo e a gritar morte aos árabes, também se encontra na net.
Portanto foram presos por intencao, nao porque tenham feito algo…
Era melhor esperar que matassem alguém?
Creio que foram presos por serem um perigo para a sociedade, alguns deles já foram presos até por terem participado em homicídios
Fdx… Wtf…
O gajo aceitou rebaixar-se demasiado ante as baboseiras woke em curso no Brasil… Trata-se de uma perseguição verdadeira.
Diz que aprendeu… Amanhã, ante resultado semelhante, vai decerto declarar que foi “um dia em branco”.
Passou “a noite em claro/branco” desconfio que também dê para pegar nessa porra…
Ou se esquecer algum nome numa conferência de imprensa e diz “deu-me uma branca”…
No lugar dele, aproveitava a onda e cancelava o próprio sobrenome. “Castro” apela ao militarismo e à violência. ![]()
Se estiver escuro não se pode dizer que está escuro como o breu? Acho que antes de haver cenas destas deviam era perceber se as expressões usadas são realmente expressões banais.
Que palhaçada.
Texto de João Pereira dos Santos
Há uma coisa muito interessante nesta proposta de penas de prisão brutais defendida pelo SOS Racismo.
Durante anos, ouvimos sempre a mesma conversa sobre o sistema judicial: que é pesado, que é repressivo, que a prisão deve ser o último recurso, que não se pode resolver tudo com cadeia, que é preciso perceber o contexto social, a pobreza, a exclusão, a desigualdade, bem como o alinhamento de Jupiter com Vénus.
Tudo isto vinha embrulhado numa grande preocupação humanista. O Estado não devia encostar pessoas à parede. A sociedade devia compreender antes de punir. A cadeia é sempre apresentada como falhanço colectivo.
Mas aparece uma proposta para meter penas de prisão brutais em matéria de discriminação e, de repente, o amor pelas cadeias reaparece.
Afinal, o problema não é o sistema judicial ser duro. O problema é saber contra quem é que ele é duro.
Esta proposta é bastante esclarecedora: por aqueles lados, não há grande problema em encostar pessoas à parede. Desde que sejam as pessoas certas. Ou, mais precisamente, desde que sejam os brancos.
Quando certos grupos entram no sistema penal, há sempre explicações. Contexto social. Exclusão. História. Falta de oportunidades. Discriminação estrutural. A sociedade falhou. O Estado falhou. Todos falharam, menos o indivíduo, coitadinho, que é visto como uma espécie de animal incapaz de poder ser responsabilizado, como aquele cão que se passou da cabeça e ninguém sabe porquê. Só se sabe que algum motivo deve ter existido.
Mas quando o alvo passa a ser o branco, o tom muda. Aí já se pode chamar o Código Penal com as sirenes ligadas. Aí já se pode pedir prisão. Aí já se pode trocar a conversa da reinserção por uma bela vontade de meter gente a ver o sol aos quadradinhos.
Ora, isto não é justiça. É punição seletiva, baseada em cor da pele. Ou seja, é racismo puro e duro.
Não é aquele racismo que só conta quando encaixa no folheto aprovado pela comissão moral do costume. É Racismo no sentido básico da palavra: tratar pessoas de forma diferente em função do grupo racial a que pertencem.
E é por isso que a pergunta tem de ser feita, mesmo que irrite muita gente: Será que se deve criar um SOS Racismo dos brancos, já que todos os outros parecem ter quem fale por eles?
A pergunta não é confortável. Também não foi desenhada para ser. Serve para expor uma contradição que ainda passa ao lado de demasiadas pessoas.
Porque se o racismo é errado, é errado contra qualquer pessoa. Se a discriminação é inaceitável, é inaceitável contra qualquer grupo. Se a igualdade é um princípio, não pode funcionar apenas quando protege os grupos que estão na moda proteger.
Não pode haver uma justiça penal fofinha, compreensiva e cheia de contexto para uns, e depois uma justiça penal de parede, algemas e prisão para os brancos. Isso não é antirracismo. É só uma troca de alvos.
Esta troca de alvos não torna o racismo mais nobre. Só muda a embalagem.
O mais irónico é que quem passa a vida a falar de estruturas invisíveis parece incapaz de ver esta estrutura muito visível: certos grupos são sempre tratados como vítimas políticas e outros como culpados hereditários.
Conveniente. Muito conveniente.
Passaram anos a dizer que o sistema penal é opressivo, mas depois querem usá-lo com força máxima contra o grupo social que decidiram transformar em culpado só porque tem pele branca.
Escolher alvos com base na cor da pele tem nome. Chama-se racismo.



