Rúben Amorim - Treinador do Sporting Clube de Portugal - Parte 4

Tenho que dar a mão a palmatória, pois fui sempre crítico do futebol que o Sporting jogou desde que cá está, parece ser o fim do para trás e para o lado entre os centrais que tanto nos angustiou. A equipa aumentou e muito o número de soluções ofensivas e joga pelos 3 corredores com muita facilidade, sendo hoje muito mais imprevisível.

Nas minhas dúvidas restam apenas os jogos com o Benfica, onde somos superiores sempre até marcar e depois começamos a recuar até sermos sufocados, quando este adversário não justifica tamanho respeito.
Aconteceu, creio, nos últimos 3/4 jogos com eles não aguentarmos a vantagem.

Espero que na Taça este adversário seja posto no seu lugar.

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Ainda estão 42 pontos em disputa para a nossa equipa.
Atenção que temos mais dois jogos em casa do que fora 11/9, e é fora de casa que temos perdido pontos, 2 derrotas e 1 empate.
Há que ter noção que nem sequer há um deferencial pontual que nos permita ter uma falha. Há que voltar a terra que isto está longe de estar no papo. Quando ainda temos que ir ao dragão e no jogo com o rival da segunda circular tudo pode mudar.
É fazer a caminhada jogo a jogo, tendo sempre presente que o próximo jogo é sempre o mais difícil.

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Lérias.

Para começar: por “hoje em dia”, entendes o quê? Desde o início da época? Desde o início de janeiro? Em 2015/2016 houve meia dúzia de jogos que foram ganhos pela margem mínima com golos ao cair do pano. Tal como já houve este ano jogos assim, no início da época.

Na comparação entre onze/plantel, a situação é muito parecida entre este ano e 2015/2016: temos o onze que melhor joga, mas um plantel curto e um banco sem qualidade. E os efeitos disso só se vêm no final de uma época, não num bom momento da equipa que resulta numa sequência de cabazadas.

Para mim a grande diferença entre este ano e 2015/2016 é no plano psicológico e motivacional. Em 2015/2016 tínhamos um treinador egomaníaco e uma mão cheia de jogadores que andavam lá contrariados que, tudo junto foi minando a moral da equipa, enquanto este ano temos um plantel muito mais comprometido com o sucesso coletivo.

E nesse aspeto, sim, devemos tirar o chapéu a Amorim por ter sido capaz - com melhor ou pior gestão - de blindar o balneário às novelas de jogadores que querem sair. Além de não ser um tolo que une e mobiliza o adversário em reação a provocações.

Dito isto, até na falta de reforços do mercado de inverno há paralelismo entre as duas épocas. Conta-se que se ouviu JJ aos berros pelos corredores da Academia quando soube que BdC não tinha conseguido contratar o Marega ao Marítimo - e muita falta nos fez para a segunda volta. E este ano foi o que foi.

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2015/2016 é pré história do futebol, nem VAR havia, a tecnologia era Malas do Boaventura para os adversários e os Vouchers para os árbitros. Que continuem os processos em tribunal para repor a verdade desportiva.

Não que hoje seja muito diferente, mas a inclinação dos campos é menor que na altura.

Jogo jogado, para mim a equipa atual está a ser superior até agora, pela sua capacidade ofensiva demolidora.

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O que me dá confiança é ver a equipa muito comprometida com o jogo, quer seja a atacar ou a defender, percebendo claramente que não estão a jogar “só” contra 11…vi isto no ano do titulo!!..perceber também que o Treinador do Sporting já viu que apostar nas suas teimosias de estimação(Esgaio e Paulinho, Adán é outra, mas mais difícil de resolver agora) não o iam levar o Sporting a lado nenhum…

Depois ver que a equipa joga um futebol super agradável e fluente, e mortífero nas transições ofensivas com o Gyokeres á cabeça.

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Certo, e eu partilho do entusiasmo.

O problema desse tipo de análise é que se está a comparar 2 meses de 2023/2024 com a época inteira de 2015/2016. Podemos dizer que o jogo jogado é melhor no geral e isso é bom sinal. Mas também podemos dizer que em 2015/2016 chegámos a ter 8 pontos de avanço e, no final, isso não foi sinal de coisa nenhuma.

Eu adorava que esta toada se mantivesse até ao final da época e culminasse na conquista do título. Mas com as limitações do plantel (em qualidade e quantidade) e as habituais inclinações de campo, não ficarei surpreendido se isso não se verificar. Porque, lá está, temos 2015/2016 a servir de lição.

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Ainda gostava de saber a razão para estarem sempre a comparar esta época com 2015/16. Parece que querem atrair o azar :joy:.
Comparem antes com 2001/2002 ou com 20/21, que essas tiveram final feliz.

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Daí o até agora.

Concordo com tudo.

Lerias?

1a Tondela - Golo Pênalti último minuto
5a jornada - Golo aos 86 minutos
9a jornada Estoril Praia - Pênalti 0-1
10 jornada Arouca, fora - 0-1 golo Golo Slimani aos 90
Belenenses jornada 11 - 1-0 pênalti aos 90+4
Jornada 17 3-2 ao Braga golo Slimani último minuto
Jornada 20 - 3-2 a Académica, golo aos 85 minutos.
E nem vou contar com os empates a 0-0 que hoje em dia raramente acontece connosco, sinceramente nem me lembro do último, embora tenhamos derrotas, em 2015 ganhavamos por meio a 0 e o que interessa são as vitorias, mas não é isso que está em discussão, mas sim a qualidade de jogo.

Este ano.

Os únicos que ganhamos á rasca foi
Vizela e Farense que foram nos primeiros 6 jogos.

O único paralelismo com essa época é o estarmos em primeiro, porque de resto, o rival direto está melhor, porque jogamos muito melhor hoje do que jogávamos em 2015.

É que nem há comparação possível.

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Uma coisa que eu realço não equipa é a intensidade e a velocidade que põe no jogo.

É verdade que temos aqueles momentos em que a bola está no Ádan ou no Capitão e parece que o jogo morre, mas assim que eles colocam a bola nas laterais ou no Edu, aquilo é um desbobinar direito à baliza adversária que só dá para parar em falta.

Temos de continuar concentrados. Temos um calendário difícil. Jogos a norte com Moreirense, Rio Ave, Arouca, Gil Vicente, Porto e o em falta com o Famalicão. Pelo meio dois jogos com os rabolhos para a taça e os jogos da liga Europa.
A única vantagem que temos é recebermos a robolhagem em casa para o campeonato.
Gostava de um plantel com mais profundidade para isto tudo. O Jota Silva ou o Cristo teriam sido boas aquisições para a frente, onde temos de rezar para que ninguém se lesione.
Somos a melhor equipa de longe mas ainda está longe de estar ganho.

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Não acho que o Marega fosse revolver o que quer que fosse nas contas desse ano. Muito mais grave foi a falta de ambição que resultou na perda do Mitroglou para o benfica depois de semanas de “namoro”.

Esta equipa tem 92 golos em 33 jogos. Nos primeiros 33 jogos de 15/16, o Sporting marcou 70 golos.

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A equipa sofreu na pele, esta época, já com Gyokeres, o recuar depois de marcar. Em todos os pontos perdidos no campeonato, começámos a ganhar. Noutros jogos, acabámos por ganhar mas levámos sustos.
A situação atual é fruto de uma aprendizagem de toda a equipa.

E depois uma coisa é tentar controlar o jogo quando se tem uma defesa com Porro, Nuno Mendes, Coates na sua melhor época, Feddal e Inácio, e ainda Palhinha à frente das defesas. Em muitos jogos os adversários não criaram uma situação de perigo.
A maneira de jogar depende das características dos jogadores. E claro que o Gyokeres é parte disso.

Verdade.

Para além dos padres, o que mais preocupa no que resta do campeonato é o cansaço que os habituais titulares inevitavelmente vão sentir.

Os campeonatos não se ganham em Janeiro ou Fevereiro, ganham-se em Maio. Não esquecer isso nunca!

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Exatamente, lérias.

Porque o que tu disseste foi que, em 2015/2016, se não marcássemos até aos 60 minutos dificilmente ganhávamos o jogo, e acabaste por apresentar os dados que desmentem o que tu próprio defendeste.

Memória curta.

Lembro Casa Pia (F), Famalicão (C), Braga (F), Rio Ave (C) mesmo com 2x0, Arouca (C), Estrela (C) só resolveu na 2a parte com grandes mudanças, Portimonense (F) e só mesmo em janeiro começamos a fazer resultados mais tranquilos.

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Ganham-se mais muito antes de Janeiro ou Maio, ganham-se na preparação da época.

Sim, claro. Não era isso a que me estava a referir, falava no contexto da competição a decorrer e do facto de faltarem ainda muitas jornadas para o fim. De resto, tens toda a razão.

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