Rúben Amorim - Treinador do Sporting Clube de Portugal - Parte 2

Em estatuto sim. Aliás, o plano do PSG desde que foi adquirido é esse: estatuto para vender a marca. E nesse campo, não há nada a criticar, a marca subiu exponencialmente.

Na parte do futebol, nem lá perto.

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Entrevista completa:

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Não fazia ideia que se dava tao bem com o Coutinho.

Seria bom que dentro de 10 dias se pudesse iniciar os treinos com o plantel 80/90% definido.

Tratar de quem se tem a vender (Palhinha, Matheus Nunes) + os excedentários e comprar quem se tem a comprar.

«Vi ali um miúdo rápido, mandão, agressivo…»: Carlos Fernandes recorda como Amorim ‘descobriu’ Essugo

Adjunto de Amorim juntou-se a Essugo e Tomaz Morais para analisar o modelo da formação do Sporting

Foto: Sporting CP 1/2

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É sobejamente conhecida como decorreu a estreia de Dário Essugo na formação principal do Sporting, numa vitória pela margem mínima (1-0) sobre o V. Guimarães, em Alvalade, na época 2020/21, mas agora ficou a saber-se um pouco melhor como o médio de 17 anos entrou no radar de Rúben Amorim. Num painel que reuniu Tomaz Morais (Diretor do Departamento de Formação do Sporting), Dário Essugo e Carlos Fernandes (adjunto na equipa principal), à margem da celebração dos 20 anos da Academia Sporting, o braço-direito do treinador de 37 anos recordou a história, de forma a dar o exemplo como é o pensamento em Alcochete.

“Quando estamos na Academia em dia de estágio, passamos aqui o dia e temos o hábito de ver jogos da formação a decorrer. O Rúben estava a ver um treino dos sub-17 e disse-nos ‘vi ali um miúdo rápido, mandão, agressivo, forte tecnicamente…’ Por acaso conhecia o Dário de outras idades, mas estava longe de imaginar que o Rúben ia querer que o chamasse. Chamou no dia seguinte ao jogo do fim-de-semana. Por vezes esta é uma ligação muito mais próxima. A equipa técnica faz questão de falar todos os dias com pessoas da equipa B, sub-19, sub-17… Temos conversas informais e temos sempre alguém da equipa técnica da formação principal a ver os jogos dos mais novos. Estar presente e ativamente atento”, frisou Carlos Fernandes.

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Essugo, de resto, lembra o dia como se fosse ontem e sublinha a importância de um bom trajeto na formação de Alvalade. “Estava a almoçar com a minha família, recebi uma chamada a dizer que ia treinar à equipa principal. Fiquei logo nervoso e nessa noite dormi já a pensar como ia ser. Estava mesmo nervoso. Era um sonho. Um dia conseguir treinar e jogar… deram-me equipamentos, fui lá ao treino e todos acolheram-me bem. Impecáveis. O treino foi puxado e senti logo o embate. Foi o treino pós-jogo e os que não jogaram muito tinham de compensar. Senti a diferença de andamento. No geral correu bem e todos receberam-me bem”, aponta o jovem médio, que treina regularmente com a equipa principal, traçando as diretrizes para uma carreira na Academia: “É um orgulho representar o meu clube. É um sonho estrear-me na equipa principal. Dá-nos motivação para querer dar ainda mais. Fala-se muito no dia-a-dia. Só ver aquela rede de treinos do lado profissional, sonhava um dia estar daquele lado. Os miúdos sonham um dia poder chegar lá e pode acontecer.”

Uma expetativa que, na opinião de Carlos Fernandes, tem de ser gerida de forma cautelosa, abordando os vários exemplos nas carreiras dos jogadores. “Na Academia, em especial para o Rúben, que é um treinador aberto e contra qualquer preconceito a nível de idade. Quando vai ver um jogador da formação, não quer saber se é juvenil, junior, a idade ou posição. Quer ver se tem qualidade e potencial para chegar à equipa principal. Ver se está preparado já ou num outro momento. Todos têm a ambição de chegar à equipa principal e cabe-nos filtrar isso. Nem todos vão chegar lá acima, mas temos de tratar todos por igual. Pela qualidade, uns vão chegar, outros podem chegar mais tarde ou noutro clube. Aproveitamos jogadores que fazem parte da história da Academia. O Dário, por exemplo, entrou com 8 anos na Academia, tem 16/17 anos de Academia e isso sim é a história da Academia. Aparecem jogadores como o Dário para nos ajudar”, exemplificou.

De resto, o adjunto de Amorim foi claro ao analisar a forma de pensar da equipa principal. “Chamamos muito jogadores e quero deixar uma palavra de agradecimento pela paciência dos treinadores da formação. A evolução passa muito pelo acompanhamento diário. E pela forma como os mais velhos integram os novos jogadores. É muito importante que todos se sintam parte de algo. Todos têm a mesma oportunidade, isto é fundamental. O mister Rúben quer que todos percebam isso”, frisou.

Modelo direcionado para o jogador

Ao explicar a forma de trabalhar da formação do Sporting, Tomaz Morais vincou que tudo é preparado de forma meticulosa. “Não temos duas formas diferentes de olhar para o mesmo jogador. Toda a estrutura tem de ter este pensamento: um jogador, para gerir bem as expetativas, tem de saber onde está, o seu nível, onde tem de trabalhar e que a vida dele não termina cá dentro. Quando sai daqui, é um jogador do Sporting. No desporto não há tempo. Tem de se fazer logo, no dia a seguir. Criámos algo muito simples, fácil de comunicar e que os jogadores percebessem. Queríamos continuar centrados nas equipas ou pensar no ADN do Sporting e dos jogadores? Queríamos olhar para o jogador como essência do projeto formativo. O melhor era irmos pelo jogador, olhar na formação e depois se estiver a correr bem, ao fim-de-semana podemos ganhar. O Sporting tem essa responsabilidade de ganhar, mas em nada significava que deixávamos de ser competitivos ao fim-de-semana. Ao sentir que há um modelo que os une, avaliações formais e competitivas, o jogador é o nosso foco”, deixou claro.

Tomaz Morais assumiu que foi “uma alegria enorme” ver “tantos jogadores da formação” na conquista do título de 2020/21, garantindo que a “filosofia” e “valores” defendidos pelo presidente Frederico Varandas levou a tal resultado. Um trabalho de entrajuda, garante o Diretor do Departamento da formação. “Trabalhamos diariamente para servir a equipa A. É assim que vejo o modelo desportivo. Ainda bem que o Sporting acredita nele e tem vindo a dar esse vigor à forma de estar. Foi feito um plano estratégico. Temos de trabalhar todos muito alinhados. Esse alinhamento permitiu que no dia-a-dia fosse possível ter jogadores a jogar à equipa A. O staff técnico da equipa A tem um olhar sobre a formação e permite que cheguem lá. Tudo se conjugou de forma perfeita e permitiu que muitos chegassem. O próximo passo é o de manter na equipa A. O nosso trabalho é o de suporte”, defende.

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Artigo interessante, mas isto nao impressiona propriamente ao nivel da forma como a formacao esta organizada. Da ideia que calhou o Ruben tar ali, senao nem sabia quem era o Essugo.

O Aurélio Pereira acaba de “responder” a esse disparate.

“Há uma estratégia da administração e o treinador é funcionário do clube, tem de responder a essa chamada. Rúben Amorim é um rapaz que se interessa pela formação, muito acessível. Sai do treino dos seniores e vem logo direito aqui aos campos para ver o que se passa. Está sempre atento”, revelou.

O papel de qualquer futuro treinador do Sporting é este. Será sempre ele que dará oportunidades aos jovens, sendo que para isso era necessário voltar a ter uma formação de excelência.

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Isso nao responde ao que eu escrevi. Mas o Carlos Fernandes pode so ter-se explicado mal. Acredito mais nisso.

O Ruben acaba contrato no final da época ou ainda tem mais uma?

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Até 2024

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Acho que é a primeira vez que vejo o pessoal com o sentimento (onde me incluo) de que o Rúben sai quando quiser, em vez do habitual tratamento que se dá aos treinadores.

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