Quo Vadis Ucrânia?

Há indícios que apontam para a eventualidade de um conflito em largas proporções no sudeste da Ucrânia.

Nos últimos dias, as colunas militares vindas da Rússia para Donetsk e Lugansk aumentaram de frequência e em número de veículos.


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Coluna de blindados não identificados na região de Donetsk (10 de Novembro)

[/i]O Estado ucraniano, por sua vez, fortificou as suas posições em todas as frentes.

E no aeroporto de Donetsk combate-se encarniçadamente, assim como nas zonas circundantes, onde há bombardeamentos com armas de todos os calibres, talvez os maiores desde Setembro.

Coluna de camiões não identificados transportando peças de artilharia na região de Donetsk (10 de Novembro)

É provável que as forças russas queiram tomar povoações ucranianas em torno do aeroporto, onde o governo de Kiev mantém as reservas de artilharia e tanques capazes de socorrer as forças que defendem o aeroporto de Donetsk.

Por outro lado, há movimentações ucranianas mais a Sul, no âmbito da defesa de Mariupol. E há também a estratégia bolsa ucraniana de Debaltseve, “entalada” entre os territórios de Donetsk e Lugansk, impedindo uma maior continuidade territorial entre as duas “repúblicas populares”, coligadas na confederação do “Estado Federal da Nova Rússia”.

Os próximos dias poderão revelar-se cruciais…

Here we go again…

OSCE alerta para risco de escalada militar na Ucrânia

A Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) alertou nesta terça-feira que o risco de uma escalada no conflito no leste da Ucrânia entre o governo de Kiev e os separatistas pró-russos está aumentando.

Contudo, a chanceler alemã, Angela Merkel, garantiu que a União Europeia não prevê por ora novas sanções económicas contra a Rússia, acusada de apoiar militarmente os rebeldes no leste da Ucrânia.

Ainda assim, Merkel mencionou a possibilidade de ampliar a lista de dirigentes ucranianos pró-russos sob sanções “mas, fora isso, por ora, não está prevista qualquer sanção econômica”, afirmou em coletiva de imprensa em Berlim.

A situação na Ucrânia, onde mais de 4.000 pessoas morreram desde o início do conflito em abril, também foi discutida pelo presidente americano, Barack Obama, e o russo, Vladimir Putin, em Pequim.

Os presidentes conversaram nesta terça-feira durante a reunião de cúpula da APEC “em três oportunidades de 15 a 20 minutos, sobre o Irã, a Síria e a Ucrânia”, disse a porta-voz do Conselho Nacional de Segurança, Bernadette Meehan.

Obama e Putin já haviam se reunido na segunda-feira, por alguns minutos, também por ocasião do encontro de cúpula das 21 economias que integram o Fórum de Cooperação Econômica Ásia Pacífico (APEC) em Pequim.

As relações entre Washington e Moscou passam pelo pior momento desde a Guerra Fria, após a decisão dos países ocidentais de impor sanções econômicas à Rússia pela anexação da Crimeia no início do ano e do papel que desempenha no conflito separatista no leste da Ucrânia.

A este respeito, o ministério ucraniano das Relações Exteriores indicou em um comunicado que Moscou “prossegue com sua agressão militar contra a Ucrânia e se prepara para a ocupação de seu território”.

“O fato de a Rússia retirar as placas dos veículos militares não engana ninguém”, acrescentou. Kiev denuncia desde a sexta-feira a entrada em seu território de tanques e peças de artilharia a partir da Rússia.

A missão da OSCE mobilizada no leste da Ucrânia para acompanhar o acordo de cessar-fogo, concluído em 5 de setembro, alertou mais uma vez nesta terça-feira ter observado o movimento de comboios de armamentos pesados em direção ao reduto separatista de Donetsk.

Os observadores da OSCE também avistaram a leste de Donetsk um comboio de 43 caminhões militares sem placas se dirigindo para o centro da cidade.

Cinco caminhões transportavam peças de artilharia pesada e cinco outros lança-foguetes múltiplos.

“O nível de violência no leste da Ucrânia e o risco de uma nova escalada são altos e estão aumentando”, afirmou Michael Bociurkiw, membro da missão especial de supervisão da OSCE na Ucrânia, em coletiva de imprensa em Kiev.

Ainda na região de Donetsk, doze especialistas holandeses visitaram nesta terça-feira o local da queda do voo MH17 da Malaysia Airlines, derrubado em 17 de julho quando sobrevoava as regiões separatistas do leste da Ucrânia. O incidente provocou a morte das 298 pessoas a bordo.

Acompanhados por rebeldes armados, os especialistas examinaram um campo perto da vila de Grabove, onde parte dos destroços caíram.

De acordo com o ministério holandês da Segurança e da Justiça, a missão “conseguiu coletar restos humanos no local do desastre” e recebeu dois documentos de identidade apresentados por um morador do local.

Logo após o desastre, os Estados Unidos e Kiev afirmaram que o avião, que fazia o trajeto Amsterdã-Kuala Lumpur, foi atingido por um míssil Bouk, fornecido aos rebeldes pela Rússia.

Moscou negou e acusou as forças ucranianas de responsabilidade na tragédia.

[url]Notícias | AFP.com

dando o meu bitaite diria apenas o seguinte, Putin quer o controle total do gasoduto que atravessa a Ukrania a par do valor geoestrategico do pais, confrontado com uma UE que literalmete tem dirigentes ao nivel dos distritais, Putin que joga Champions nem pensou duas vezes, vais abocanhar aquilo tudo tal como fez na crimeia e a NATO vai meter o rabinho entre as pernas, ou acham que o Putin ia permitir bases de misseis da NATO a 150km de Moscovo, o que em abono da verdade viola todos os acordos de desarmamento de até de independencia de alguns pais que compunham a ex URSS, nem sonhem que os russos o iriam permitir, a pop é um dano colateral que eles pouco se importam

Quais bases de misseis ?

A mais recente obra de Andrew Wilson (historiador e politólogo britânico) apresenta-nos interessantíssimas pistas de reflexão sobre a situação ucraniana.

O autor considera que esta se transformou na mais grave crise geopolítica desde o fim da Guerra Fria, pondo à prova as relações entre a Rússia e o Ocidente. O autor integra a crise no contexto das ambições geo-políticas do regime de Putin que, desde 2004, procura expandir a sua influência, não só no antigo território soviético, incluindo países que hoje fazem parte da UE e da NATO (os Estados Bálticos), como também na Europa Oriental e Central.

São analisados com detalhe os avultados investimentos da Rússia, no sentido de desenvolver o seu poder de influência na Europa Central, facilitados pelo desinvestimento diplomática dos EUA na região e pela dificuldade do Ocidente em avaliar a verdadeira natureza do projecto de Putin.

O livro também aborda a turbulenta realidade política ucraniana, desde a deriva autoritária de Yanukovich até às manifestações de massa em Kiev, entre Novembro de 2013 e Fevereiro de 2014 (nos quais Wilson estava presente), passando pela anexação da Crimeia e pela sublevação separatista no Donbass.

Na parte final, o historiador não hesita em traçar um cenário negro sobre as pretensões russas, apresentando outros cenários de potencial conflito: Geórgia, Moldávia, Bielorússia e Cazaquistão.

Como afirma taxativamente o autor “a Rússia não irá parar na Ucrânia”.

Lá vou eu para a Ucrânia…

Porquê?

Se calhar vai pra tropa.

Não vás, fica. Olha que ainda te constipas…

Que a Ucrânia está a partir para uma Guerra Civil parece-me claro.

Também me parece claro que a política de reconquista da Rússia de forma a recriar um bloco oriental apenas irá continuar até o rouble atingir níveis de default, que já deve estar para breve.

De qualquer forma, parece-me que a Europa a Oeste de Helsínquia está a salvo.
Cazaquistão e Bielorússia são aliados russos além de pertencerem ao bloco comercial por isso não me parece que por aí haja uma fonte clara de conflito.

A Geórgia não é exactamente “rocket science”, até porque foi a primeira a ser invadida, ainda a economia russa tinha os seus problemas escondidos na gaveta.
O seguinte passo,como o Sr.Wilson aponta, parece-me ser a Moldávia, ate porque a questão da Transnístria há vários anos que está por resolver (sendo que os independentistas têm ganho terreno). O apoio russo aos separatistas deixaria o país todo à mercê de Moscovo.

Hoje, mais equipamento moderno de uso militar entrou na Ucrânia, para a zona de Torez. Neste caso, o sistema de detecção e condução de tiro contra-bateria 1L219M «Zoopark» 1-M, que só existe na Federação Russa.

Entretanto, decorre mais uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. Kiev diz que cerca de 450 veículos russos, incluindo carros de combate, artilharia auto-propulsada, blindados de transporte, lança-foguetões plataformas de mísseis antiaéreos entraram pela “fronteira aberta” nas regiões separatistas de Donetsk e Lugansk (100 kms) , nas últimas 96 horas.

O Ministro da Defesa ucraniano diz que, “infelizmente, mas com resolução firme, o nosso país está a preparar-se para a guerra”.

Veículo militar nas imediações de Torez, a leste de Donetsk (12 de Novembro)

A ucrânia ja está em guerra civil há algum tempo. Aliás, nunca existiu cessar de fogo.

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NATO: Colunas militares russas entraram no Leste da Ucrânia

Moscovo já negou as informações do comando supremo da NATO e Kiev adianta que as suas tropas estão a preparar-se para combate

Putin e Obama não gastaram mais de cinco minutos a falar da Ucrânia em Pequim, mas a situação no terreno está verdadeiramente explosiva. A NATO testemunhou a entrada de colunas militares com equipamento e tropas de combate russas no Leste da Ucrânia nos últimos dois dias, afirmou ontem o comando supremo da Aliança, algo que Moscovo já negou.

“Ao longo dos últimos dois dias vimos o mesmo que a OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) tem estado a reportar. Vimos colunas de equipamento russo, sobretudo tanques russos, artilharia russa, sistemas de defesa aérea russos e tropas de combate russas a entrarem na Ucrânia”, disse o general norte-americano Philip Breedlove à imprensa em Sófia (Bulgária).

“Não temos a certeza, neste momento, de quantas são. Estamos de acordo em relação a serem múltiplas colunas”, acrescentou.

Os observadores da OSCE afirmaram na terça-feira ter visto uma coluna de 43 camiões militares sem identificação a caminho do bastião separatista pró–russo de Donetsk, no Leste da Ucrânia.

“O que mais me preocupa é que temos agora uma situação em que a antiga fronteira internacional entre a Ucrânia e a Rússia é completamente permeável, está completamente aberta”, disse Breedlove. “Forças, dinheiro, apoio, abastecimentos e armas fluem para um lado e para o outro desta fronteira completamente à vontade e isso não é bom.”

Kiev à espera de combates

O ministro da Defesa ucraniano, Stepan Poltorak, afirmou ontem que as Forças Armadas ucranianas estão a preparar-se para acções de combate no Leste, face à “actividade acrescida” da Rússia e dos separatistas pró-russos. “Observamos um reforço da parte dos grupos terroristas (forma como o governo ucraniano designa os separatistas pró–russos do Leste) e também da parte da Rússia. Observamos os seus movimentos, sabemos onde estão e esperamos acções imprevisíveis da parte deles”, disse Poltorak durante uma reunião do Conselho de Ministros transmitida pela televisão.

“A nossa tarefa principal é prepararmo-nos para operações de combate. Estamos a fazê-lo, estamos a preparar as nossas reservas”, acrescentou.

Segundo o ministro, a zona de conflito está, de momento, “complicada mas estável”. Poltorak explicou que as forças ucranianas nas regiões de Donetsk e Lugansk “serão reposicionadas” para estarem em condições de enfrentar “acções imprevistas de unidades armadas” em território controlado pelos rebeldes.

Centrais nucleares

O ministro do Interior, Arsen Avakov, anunciou por seu lado um reforço da segurança em torno de Mariupol, porto estratégico do mar de Azov apontado pelos rebeldes como objectivo. Avakov disse ainda que as autoridades ucranianas vão reforçar a protecção de instalações estratégicas como as centrais nucleares ou os gasodutos.

[url]http://www.ionline.pt/artigos/mundo/nato-colunas-militares-russas-entraram-no-leste-da-ucrania/pag/-1[/url]

troll mode on:

É óbvio que não passa duma mentira essa invasão de tropas russas no leste da Ucrânia, é tudo invenção dos malvados do Ocidente e dos nazistas dos ucranianos pró União Europeia!

Guerra??? OH YEAH!

Viva Putin! O Grande Líder! Defensor da liberdade :venia:! Abaixo a NATO e os fascistas do ocidente!

troll mod off

O Putin caminha a passos largos para ser o novo Hitler, é que está a ser tudo igual se formos a comparar.

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“We will have job, they won’t, we will get pensions and social benefits, they won’t, our children will be visiting schools, their children will live in the basements, because they can´t do anything and we will won the war like this!”

Grandes palavras do presidente ucraniano, é desta maneira que vai unir o povo ucraniano :lol:

Não obstante o cessar-fogo vigorar oficialmente, desde os acordos de Minsk (5 de Setembro de 2014), prosseguem os combates nas regiões separatistas de Donetsk e Lugansk.

O primeiro vídeo ilustra a destruição de um veículo de combate de infantaria ucraniano (BMP-2) pelos combatente separatistas na região de Peski (arredores do aeroporto de Donetsk), em 11 de Novembro.

- YouTube

O segundo vídeo mostra mais um dia de combates na zona do aeroporto de Donetsk, que as forças separatistas tentam conquistar desde o final de Setembro. Um RPG disparado pelos rebeldes atinge o terminal do aeroporto (14 de Setembro).

- YouTube

A versão dos rebeldes da situação no aeroporto é esta:

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