Protocolos para as camadas jovens

De “O Jogo” de hoje:

Encarnados com formação em Évora

António Carraça, gestor da área de formação do Benfica, assinou anteontem dois protocolos com o Sport Lisboa e Évora, um visando a criação de uma escolinha de futebol, ao passo que o outro diz respeito à transferência de jogadores e qualificação de técnicos. Além de António Carraça, rubricaram este protocolo um representante do governador civil de Évora, o presidente da autarquia local, representantes do Instituto do Desporto de Portugal e da Associação de Futebol de Évora, e ainda a Direcção do novo “parceiro” dos encarnados. No final da cerimónia, em declarações ao sítio oficial do clube, o gestor do futebol de formação do clube da Luz explicou que “estes protocolos surgem no seguimento do projecto para a área da formação, no sentido de reforçar a imagem e a marca Benfica, e de forma a criar uma rede nacional e internacional de parceiros privilegiados”.

Parece-me uma idéia globalmente positiva, mas com algumas ressalvas.

Em primeiro lugar, protocolos deste género deveriam envolver custos “à cabeça” mínimos para o “clube-pai”.

Em segundo lugar, no que respeita à transferência de jovens jogadores, devia apenas tratar-se de um direito de preferência e não de nenhuma obrigação de exclusividade, para impedir situações de exploração do “clube-filho” pelo “clube-pai”. Idealmente estas transferências deveriam ocorrer após períodos de estágio no “clube-pai” e constituir a oportunidade de recompensar financeiramente o “clube-filho” pelo empenho dos seus técnicos e despesas com a formação.

Em terceiro lugar, coloca-se a questão da imagem de marca. Para tornar as coisas mais familiares no nosso contexto, suponhamos que o Sporting celebra um protocolo numa região de grande implantação sportinguista (ex. Leiria, vamos supôr que com o Marrazes) e cria uma “escolinha”. Deveria ser “a escola do Sporting em Marrazes”? Faria sentido aos putos que lá jogariam dizer que “estão a jogar no Sporting”, estando a Academia a mais de 100 km de distância, e quando muitos deles nunca a verão enquanto jogadores? Como promover a implantação do clube na juventude sem ao mesmo tempo arriscar a criação de expectativas que poderão redundar em amargas desilusões?

Opiniões sobre o assunto, people?

Tudo depende dos termos em que protocolo é celebrado. O “clube-filho” deve defender os seus interesses.

“Cá em cima” a Associação Desportiva Flaviense possui uma bela escolinha e tem fornecido alguns bons valores para clubes da Super Liga, como o nosso André Pires, por exemplo, pelo qual o Sporting teve que dar a devida compensação.

Acho natural que o “Clube-Pai” tenha exclusividade, desde que se disponha a suportar, perante o “clube-filho”, a totalidade da despesa, caso contrário, não.

Recordo ainda que o Inter de Milão tinha (não sei se ainda tem) protocolos com algumas escolinhas da América do Sul, fornecendo tudo, desde alimentação até o equipamento para treino e jogos. Neste caso, a exclusividade justifica-se.

Quanto às expectativas, pensando bem, acho que os putos devem jogar com a camisola do “clube-filho”, evitando assim as decepções e sabores amargos, embora todos saibam que é o “clube-pai” que está por trás da iniciativa de formação.

Há uns diazitos saiu no Pasquim I, até vou utilizar o nome, “A Bola”, se não me engano foi 3ª feira, uma matéria sobre a Academia Sporting e a sua formação de jovens futebolistas e homens, confesso que fiquei orgulhoso do meu clube.

É certo que isto acarreta alguns custos, se calhar mais a nível de tesouraria que outra coisa, mas o Projecto do Sporting nesta área é bom e só não digo muito bom, porque, como temos referido, a utilização destes valores promissores pelo futebol profissional do sporting, não tem sido feita da melhor forma, temos vários exemplos de pouca utilização ou de venda prematura de valores.

Se calhar fugi um pouquinho à ideia do Angel, desculpa-me, mas como ainda não tinha falado nisto aproveitei :wink: .

Os protocolos podem e devem reflectir sempre uma situação Win-Win, o que por vezes não acontece.

Com tanto paleio, apenas quero dizer que esta é uma situação na qual não vejo necessidade do sporting se envolver.

Quanto à divulgação do nome do sporting, precisamos é de uma política de futebol melhor, vejam lá se no Japão não conheceram o FCPorco ???

No que diz respeito à forma de angariação de jovens para as equipas do Sporting, acho que não nos podemos queixar. Nos últimos 10-15 anos pelo menos (não posso dizer antes, não conheço) temos conseguido ser a equipa que tem conseguido açambarcar a maior parte das grandes estrelas jovens que vão aparecendo, sobretudo porque agora todos fogem a 7 pés dos lamps…até o filho do Veloso…

Por isso a esse nivel não mudaria muito. Parece-me que temos bons olheiros, pessoal atento ao que vai acontecendo por esse país fora e quando aparecem jogadores promissores, o Sporting tenta cativá-los para a Academia. Já antigamente o fazia com condições muito piores (por baixo das bancadas do Alvalade velhinho).

Protocolos como estes do SLB parece-me publicidade para jornais verem. Dão umas camisolas e umas bolas mas nunca lá vão meter os pés. Se algum dia aparecer algum bom jogador lá em Évora, que é que fazem, levam o jogador a um treino de captação em Lisboa?

Falando de treinos de captação, num treino desses aparecem quantas centenas de miudos? Miudos esses provenientes de uma área humana de 2 ou 3 milhões de habitantes (Grande Lisboa e Margem Sul), contra quantos da Grande Évora, 50 mil? Da quantidade sai a qualidade. Para isto resultar sem ser numa perspectiva de “jackpot” (ola! ganhamos! que sorte!), teria que ser feito a nivel nacional (com 20 ou 30 “escolinhas”) e com uma equipa de 2/3 pessoas dedicadas exclusivamente à observação destas escolinhas.

Repito que prefiro o sistema actual, e embora possa ser melhorado não penso que seja com as escolinhas (aliás, a noticia não é clara, mas apostava que esta escolinha é paga pelos “alunos”…logo a sua viabilidade do ponto de vista desportivo é…nula…

Esse filho do Veloso não vai trair o Sporting? Não vai renovar e vai para os lamps. Obra do pai.

Esse filho do Veloso não vai trair o Sporting? Não vai renovar e vai para os lamps. Obra do pai.

Pelo que já li (uma entrevista do próprio pai), desde que foi dispensado dos lamps o rapaz ganhou tamanha aversão ao vermelho…

Já uma vez o quiseram de volta, mas o não do rapaz foi esclarecedor.

Contudo, ninguém pode dizer “dessa água não beberei”.

Esse filho do Veloso não vai trair o Sporting? Não vai renovar e vai para os lamps. Obra do pai.

Pelo que já li (uma entrevista do próprio pai), desde que foi dispensado dos lamps o rapaz ganhou tamanha aversão ao vermelho…

Já uma vez o quiseram de volta, mas o não do rapaz foi esclarecedor.

Contudo, ninguém pode dizer “dessa água não beberei”.

Só um lamp pode trocar uma academia como a nossa por um terreno baldio algures no Seixal :stuck_out_tongue:

Cada um é livre de fazer o que quiser.

Esse filho do Veloso não vai trair o Sporting? Não vai renovar e vai para os lamps. Obra do pai.

Não ponho as mãos no fogo por alguém que não conheço, mas…só se fosse maluco. Basta ver a diferença de tratamento entre os jogadores jovens sportinguistas e lamps para não ter por onde escolher, para além de conhecer na pele a diferença entre uns e outros, a começar pelas condições de treino. Para ser 3ª escolha do SLB (1ª escolha = jogador do Estoril), mais vale estar quieto. É que o Veiga, além dos jogadores do Sporting ou ex-jogadores do Sporting, nunca vendeu ninguém de jeito.

Vamos ver. Disse isso porque coisa que não suporto é ver o benfica a fornecer-se do Sporting.

Sempre foi assim, se nós não existissemos eles não eram ninguem…