Política Nacional

Mas isso é a grande responsabilidade de quem leciona. Repara, se me pedirem para dar aulas da minha área profissional não preciso de procurar livros “oficiais”, preciso apenas de olhar brevemente para o plano da disciplina e a partir daí é comigo. Eu parto do principio que um professor de história (ou de outro tema qualquer) é alguém interessado no assunto, com muito conhecimento sobre o mesmo, e para quem o manual é apenas uma facilitador na passagem de conhecimentos.

Para mostrar a diferença entre um bom professor e os outros, ainda hoje me recordo do meu professor de Ciências Naturais ou Ciências da Natureza do 5/6º ano que nem manual levava para as aulas, ensinava mais do que lá vinha, conseguia manter 25 alunos de 11 anos atentos e interessados e ainda fazia montes de experiências de campo sem qualquer preparação… bastava dar-lhe na telha e iamos para fora da sala fazer qualquer coisa interessante e pedagógica. Mas este foi um dos raros exemplos que apanhei de alguem com verdadeira vocação para aquilo que fazia.

Claro que numa visão sindical da coisa, pode haver quem considere cultivar-se na sua área de saber “trabalho”… eu chamo-lhe interesse pedagógico mas nos dias que correm… aliás, eu considero-me uma pessoa de muita sorte pois tenho a hipotese de aprender sobre aquilo que gosto mesmo durante o trabalho. Mas eu escolhi fazer algo que realmente me interessava fazer e talvez por isso me faz tanta confusão ver pessoas a queixar-se da profissão que escolheram ou relacionar a sua produtividade com o ordenado que recebem.

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A resposta acima encaixa aqui que nem uma luva… há muitos anos atrás também me ensinaram essa teoria “evolutiva” em detrimento do que é conhecimento comum atual em que várias especies co-existiram e que, por exemplo, não é claro que os australopitecos tenham sido um ancestral do genero Homo.

Mas este é o tipo de coisas que um simples curioso como eu que gasta 300, 400 ou 500€ por ano em livros de economia, politica, antropologia, fisica, história ou literamente o que me der na telha no momento que entro na Fnac ou na Bertrand vai aprendendo aqui e acolá. Não consigo acreditar que um professor de Ciências, por exemplo, não tenha uma prateleira recheada de boa literatura contemporanea de todo o tipo de divulgação cientifica. Se não o faz ou se considera isso “trabalho” nem professor devia ser em primeira instância.

Se é para ensinar o que está no Manual nem é preciso professores.

Não tem que haver limite coisa nenhuma, não sejas tolo com essa conversa. O que tem que existir é menos intervenção do estado nas empresas e existir mecanismos/leis flexiveis para que não haja monopolização e cartelização de alguns sectores da economia.

Pois é atráves dessa monopolização e cartelização que se constroe essas assimetrias salariais entre trabalhadores. Tanto que não é à toa que nos países onde existe mais liberdade economica são também aqueles onde existem menos assimetrias entre trabalhadores.

Outra coisa que realmente incomoda e impede determinadas profissões de sairem do caos em que estão são os sindicatos. Pois para legitimar e justificar a sua existência têm que manter os trabalhadores que “defendem” em check e a aceitar as condições que eles próprios negoceiam. Óbviamente que assim sendo os sindicatos nunca irão fazer o que deveriam poder fazer para lutar pelos direitos de determinado trabalhador.

Nao 'e limite mas diminuicao da assimetria. Nao ha limite no que se pode auferir desde que nao seja mais que X vezes superior ao menor salario.
Mas ja sabemos como se faria em Portugal, o salario base diminuia para nao ter que subir salarios,e os valores do bonus aumentavam. 'E essa a mentalidade…

Como disse atras, a teoria liberal 'e muito bonita mas em Portugal nada que seja teorico se reve na realidade, pois 'e um pais extremamente corrupto e onde o chico-espertismo impera. As regras do paradigma liberal ou outro, nao se aplicam quando os grandes grupos estao inseridos.
Qual 'e a intervencao que o estado portugues tem nas empresas que nao seja salvar estas quando colapsam? Vender patrimonio e depois arrendar o mesmo? Apenas o vejo a intervir quando 'e para retirar alguma pessoa que incomode dos media, ou aprovar/rejeitar OPAs aos amigos.
Vendeu-se a refinacao de combustiveis 'a GALP e retirou-se a estipulacao dum preco maximo para os combustiveis para tornar este num mercado concorrencial. Turns out, 'e um oligopolio onde todas tem que comprar 'a GALP e vendem a precos concertados. Unica coisa que veio combater o imperio foram as marcas brancas. As quais tambem tem que comprar 'a GALP…
No final, mas tambem pelos impostos, somos dos paises europeus com combustivel mais caro.
Electricidade tambem das mais caras, porque andamos a pagar barragens que nao tem qualquer utilidade.
E ate neste governo, quando houve um secretario da energia que queria fazer coisas nao durou muito. Agora esta’a la um boy do Socrates, o Galamba.
Um banco de portugal e uma autoridade da concorrencia que nao regulam,e uma justica que so chega a alguns…

Deixem-se da porra da teoria e olhem para a realidade!!! A unica forma de este pais alguma vez sair da cepa torta, 'e mao firme onde essas tais regras estao a ser violadas, e no roubo do erario publico. Ou entao um justiceiro que limpe o sebo a muita gente…

E sim, os sindicatos podem ate’ ser inimigos da criacao de emprego, pois apenas defendem aqueles que estejam empregues.
Porem, nao em Portugal claro, mas em Franca conseguiram fazer com que algumas fabricas nao se mudassem para a China pela forca que tem.
Ou seja os componentes poderiam ser outsourced mas a montagem tinha que ficar.

Então, mas isso é problema das empresas ou do estado que nós temos? Só me deste razão com a tua resposta e nela tens um bom resumo do que acontece e do que não deveria acontecer.

Mudar pode mudar, se a sociedade civil se organizar e tomar ela própria a iniciativa em muitos desses pontos. À medida que a própria sociedade civil for mudando, o próprio estado vai começar a mudar para acompanhar a sociedade civil.

Óbvio que o problema está demasiado enraizado e não vai mudar da noite para o dia. Comecem por se educarem a vós mesmo a limitarem a vossa necessidade de apoio do estado, a perceber como a economia, o país e a sociedade em geral funcionam. Independentemente da vossa profissão, estatuto social, etnia ou sexo, todos nós podemos combater o estado parasita que foi criado no país, limitando a sua extensão e a nossa necessidade dele.

Mas longe de mim dizer que isto é um problema que fica resolvido amanhã ou nos próximos anos ou decadas, mas essa iniciativa tem de partir de nós e nós temos que ser cada vez mais capazes de limitar esse papel do estado. Eduquem-se, eduquem os vossos filhos e as vossas familias a serem mais energéticos a lidar com os problemas, a lidar com as pequenas situações e vão ver que com pequenos passos as coisas vão melhorando.

Disse estado mas secalhar deveria ter dito sector publico.
Banco de Portugal e autoridade da concorrencia penso que sejam organismos publicos que tem a obrigacao e a responsabilidade de regular o mercado, investigar crimes, autorizar/rejeitar fusoes/opas…mas olhando para os casos que sao publicos assim como a destruicao do sector bancario, tem um desempenho abaixo de mediocre.
Ou por nao terem meios, ou por incompetencia, ou por negligencia…uma delas tem que ser.

A besta do Berardo que diz o que pensa sem ter nocao das consequencias, e que ‘e outro que mais valia ter ficado na Africa do Sul e nunca ter voltado, uma vez disse uma coisa que espelha ao que chega’mos…‘Mais vale nacionalizar tudo e comecar do zero’ lol
Nao a ideia de nacionalizar, mas o facto que esta’ tudo tao entranhado que so la vai com um reset.

Afinal sempre andam a deixar sair homicidas… Mas pronto, o aldrabão tem de ser o toupeira Chega der lá por onde der… Marcelos, Costas e os pregadores Daniel Oliveira e companhia é que não!!! :yum:

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