Política Nacional - Parte II

Com isto nao concordo. Acho que um pais tao pequeno quanto o nosso e um absurdo termos uma Assembleia da Republica com 230 deputados. 100 deputados chegava e sobrava, 75 eleitos a nivel nacional e 25 eleitos nos 23 circulos eleitorais mais 2 Acores e Madeira, com votacoes distintas (votavas nos 75 a nivel nacional numa lista partidaria nacional e depois votavas para o candidato do teu circulo eleitoral local). Podes perguntar, porque 100 e nao 90 ou 110? Porque acho um numero rendondo e bonito. Na pratica e olhando para o dia a dia da maioria dos deputados, duvido que mesmo 100 nao fosse mais do que o necessario.

Mas uma das consequencias diretas de teres um circulo eleitoral nacional e depois um local e que por um lado deixavas de ter distritos em que so interessa votos em 1 ou 2 partidos e passavas a ter um candidato realmente local que se pudesse responsabilizar a nivel nacional, dando tambem uma equivalencia justa entre regioes.

Aqui concordo a 200%. O maior problema de Portugal e a falta de democracia. A relacao entre uma democracia solida e bem estabelecida e provavelmente o maior preditor de sucesso economico e civilizacional de um Pais qualquer que seja a ideologia que se tenha. E isso ninguem pode negar.

Em Portugal temos uma ilusao de democracia. Por exemplo, e absurda a quantidade de cargos de alto nivel nomeados pelo Govern ou por uma maioria simples da Assembleia da Republica.

Por exemplo, alguem acha normal ser o PR por proposta do Governo a nomear o Procurador Geral da Republica e o Presidente do Tribunal de Contas? Mas estava tudo louco quando decidiram isto? Aqueles que sao provavelmente os 2 cargos mais importantes no escrutinio partidario e governativo sao nomeados politicamente sem sequer existir necessidade de um consenso politico alargado? No minimo seria necessaria uma tripla validacao: governo propoe um nome a AR cuja aprovacao exigiria maioria de 2/3 que depois seriam nomeado pelo PR. Isto era o minimo, para nao dizer que a proposta de nome deveria caber a propria justica e nao ao Governo.

Este e apenas um pequeno exemplo da promiscuidado que vai existindo entre as varias forcas do estado de direito em Portugal. Se quisesse entrar pela forma oligarquia como os partidos gerem o acesso ao poder…

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Com o sistema actual, diminuir para 100 deputados ia ser catastrofico. Já tens uma indigencia mental generalizada então se fizessemos os partidos encolher as listas para menos de metade nem quero imaginar…

O problema nao e o numero de deputados, e quem os nomeia e porque os nomeia.

Abri as listas e peguei no primeiro distrito que me apareceu, Aveiro e pego nos deputados eleitos pelo PS:

  1. Pedro Nuno Santos - Tachista de servico
  2. Cláudia Cruz Santos - professora na faculdade dos tachos que foi ocupando tachos ocasionalmente
  3. Filipe Neto Brandão - deputado desde o tempo da carochinha
  4. Porfírio Silva - Este ate tem um CV respeitavel na area academia, mas nada de relevante na sociedade civil
  5. Susana Correia - uma assistente tecnica com carreira feita de cargo politico em cargo politico
  6. Hugo Oliveira - outro que vive de tacho em tacho
  7. Joana Pereira - outra jurista (ha poucos na AR) com experiencia academica de tachos

Peguei no PS, mas podia pegar no PSD com qualquer outro circulo eleitoral e a conclusao seria exatamente a mesma. Os candidatos a deputados em lugares elegiveis sao sempre tachistas do partido na sua larga maioria que andam a pular de cargo politico em cargo politico. E indiferente serem 50, 100 ou 300. Como os partidos controlam as listas, quem la vai parar sao os mesmos de sempre.

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Num sistema de círculos uninominais decerto não haveria tantos deputados incompetentes ou sequer desinteressados, porque como cada partido apresentava um só candidato por círculo, eram todos contra todos por um único lugar, logo os partidos eram forçados a escolher gente de qualidade senão perderiam… Além disso, uma vez eleito, o deputado teria de manter contacto com os seus eleitores locais e agir, pois só assim teria hipóteses de voltar a ser eleito. A % de bons deputados subiria, parece-me.

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A política em Portugal é assim que funciona. Entras no partido político até aos 20 anos. Quanto mais cedo entrares, melhor para ti. Na sequência da entrada no partido político, começas a candidatar-te a associações. Associações académicas (no Secundário e na Universidade) são palcos interessantíssimos de jogos políticos que mais tarde continuarão. Entras num curso superior para te dar CV. Vais-te candidatando e vais aparecendo nas listas das assembleias municipais. Um dia chegarás a a deputado e aquilo que fizeste durante a tua vida foi andar no meandro político.

Arrisco dizer que isto é das coisas que mais repudio na política e não é um fenómeno exclusivamente português.

É perguntar a alguém se se lembram do António Costa como advogado (profissão que afirma ter tido).

Este pessoal que nunca teve um dia de trabalho na vida é que vai governar o peepz.

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Praticamente, a única coisa a conseguir é ser escolhido pelo “chefe” para uma boa posição nas listas de candidatos ao distrito em causa… O “chefe” nem sequer é obrigado a seguir as escolhas das estruturas locais do seu partido.

Até porque os teus valores são diferentes dos meus. O que para mim pode ser justo para ti pode ser injusto e vice versa.

A justiça, as leis e os representantes das leis servem para de alguma forma uniformizar o que é a justiça, a lei e defender essa igualdade.

A lei/justiça e policia são os principais básicos da construção de qualquer estado.

Se não houvesse lei/justiça/policia as pessoas iriam organizar-se por forma a garantir a sua liberdade e dos bens que produzem. Mas sem lei/justiça/policia rapidamente haveriam disputas e consequentemente guerras.

Por fim a lei em alguns casos tem a sua subjectividade ou lacunas e é daí que vem a necessidade de policias e juizes. Essa subjectividade ou lacunas existem porque com a informação que temos hoje em dia não conseguimos prever certas circunstancias futuras.

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Portugal! Portugal! TAP! TAP!

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Na realidade, acaba a dar um paralelismo engracado ao que acontece nas Universidades. Um dos motivos (nao o unico) pelos quais nao existem muitos doutorados a trabalhar no setor privado e essencialmente porque os doutorados passam demasiado tempo na Universidade num contexto completamente desligado da realidade profissional fazendo com que nao exista qualquer mais valia quer em contrata-los, quer em valoriza-los profissionalmente.

Na Politica acaba a acontecer praticamente a mesma coisa, mas a diferenca e que ao contrario dos doutorados, os politicos tem uma sorte bastante melhor. Vivem completamente desfasados da realidade durante anos mas acabam premiados em cargos para os quais nao tem a minima competencia ou conhecimento da realidade, com raras excepcoes. O mais engracado e que a opiniao publicada e a CS em Portugal e completamente benevolente para com estes inuteis, promovendo a sua falta de vivencia como experiencia politica. No atual Governo sao varios os casos destes inuteis que se nao fosse com o dinheiro dos meus impostos ate dava vontade de rir.

A TAP e um caso que vai dar pano para mangas e custar milhares de milhoes de euros aos contribuintes. Quem e que esta a gerir este dossie? Sera que e um especialista reconhecido na area dos transportes, com um CV de respeito na sociedade civil em posicoes sequer remotamente relacionadas com os transportes? Alguem com capacidade tecnica de pesar os pros e os contras e tomar uma decisao consciente e responsavel para o erario publico? Olhando para o CV do Pedro Nuno Santos o que vemos e isto:

Cargos exercidos
Presidente da Assembleia de Freguesia de S. João da Madeira;
Membro da Direcção da Associação de Estudantes do ISEG;
Membro do Senado da Universidade Técnica de Lisboa;
Presidente da Mesa da RGA do ISEG;
Adjunto da Administração da TECMACAL,SA;

Nao estou a gozar. Este senhor, que se licenciou ha mais de 20 anos tem na pagina da Assembleia da Republica e nas suas varias biografias como pontos altos cargos nas associacoes de estudantes, sendo que a unica posicao que este senhor ocupou na economia real foi um cargo da treta ha uma porrada de anos, com um nome pomposo para alguem que provavelmente na pratica devia andar a marcar reunioes e servir cafes. Eu teria vergonha de apresentar um CV destes, mas quando lemos jornais parece que estamos a falar de alguem que alguma fez algo de relevante na vida que nao fosse devido aos contactos politicos.

Outro exemplo que tambem me faz uma confusao enorme e a Mariana Vieira da Silva, tambem publicamente categorizada como alguem com uma enorme experiencia e capital politico. Um olhar atento ao CV da Mariana Vieira Silva diz-nos que:

  • E licenciada em sociologia, cuja saida profissional mais frequente e o centro de emprego.
  • Nunca fez nada de relevante na vida, sendo a sua unica experiencia profissional um tacho arranjado pelo pai de forma claramente imoral (provavelmente nao ilegal) mas que ate serviu para o Observador fazer um fact check a defende-la
  • Na sua carreira, a grande experiencia de vida que tem e de gabinete ministerial em gabinete ministerial e mais uns quantos tachos.

Podia continuar com a maioria dos membros do governo que o resultado nao ia diferir muito. E sem sequer tocar na discussao ideologica, a verdade e que quer PS, quer PSD, so tem nos seus quadros governativos pessoas sem o minimo destaque individual e que sem a politica provavelmente andavam a digitalizar faturas e servir cafes ou a defender arguidos em casos que fossem atribuida protecao judicial.

Ha uma situacao engracada que e de cada vez que por exemplo se faz uma pequena pesquisa para tentar encontrar o CV da maioria destes estarolas ha sempre uma dificuldade imensa em encontrar os detalhes. No maximo ha as notas biograficas com meia duzia de paragrafos soltos sem grande detalhe. Nao querendo entrar em discussoes ideologicas, mas a IL tem um unico deputado e o seu CV e muito facil de encontrar assim como aquilo que fez na sociedade civil. Goste-se ou nao, seja-se adepto da ideologia ou nao, a verdade e que o JCF tem um CV sem macula e de alguem que claramente estaria preparado para exercer funcoes governativas. E honestamente, o meu voto nas legislativas em 2019 na IL foi pesado nao so pela ideologia, que para mim nao e fator unico de decisao de voto, mas por olhar para as listas de candidatos e ver uma larga maioria de pessoas com um CV de merito e comum. Gestores, Tecnicos, malta que aos 23 anos era junior e foi progressivamente evoluindo na carreira ate atingir posicoes de destaque. Nao existiam aqueles que aos 25 anos ja tinham cargos que o portugues comum atinge ao fim de 10 a 15 anos de carreira. Nao existiam estes politicos profissionais. Independentemente da ideologia, era so isto que eu pedia aos partidos. Que apresentassem pessoas cujo CV seja uma montra de competencia.

Nao so o Antonio Costa, mas algum dia Portugal teve um primeiro ministro que nao fosse basicamente alguem que tivesse feito toda a sua carreira devido a politica e tivesse um papel ativo e de merito na sociedade civil antes ou depois de ocupar o cargo?

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Claro que é… é sobre ti, sobre mim, sobre todos nós… Quais são os mecanismos que nos levam a considerar que algo é certo ou errado, e como é que essa consciência moral condiciona os nossos actos?.. no fundo como é que a moral afecta a nossa “natureza humana”?

O maior problema nem parece ser este. Nos anos 80 e 90 já tiveste politicos que foram muito bons estudantes como o António Guterres ou politicos que tinham muita experiência na sociedade civil, como o Mário Soares ou o Cavaco Silva. O problema surge com o consolidar da democracia em Portugal, quando deixaste de ter politicos com experiência na sociedade civil ou pessoas altamente inteligentes com vontade de entrar na politica.
Há que perceber que a politica após a revolução da TV e o advento da internet passou a ser muito mais mediática e o comum dos mortais com um QI acima da média prefere ser rico e ter uma boa vida do que entrar neste circos.

Por isso é que passaste a ter inúteis como a Mariana Vieira da Silva, Joana’s Mortagua, Cristinas Rodrigues, Pedros Guerreiros ou mesmo Antónios Costas e Marcelo Rebelo’s de Sousa e outro mais 200 e tal, afrente dos destinos do país.

A pessoa comum, com QI acima da média, não precisa da politica para nada e segundo as estatisticas é exactamente daí que vem a maior percentagem de absestenção. São as pessoas mais capazes, que mais contribuem para o estado em termos de impostos as que votam menos e participam menos no ato eleitoral, seja votando ou entrando nas várias listas.

O passo seguinte para a sociedade que queira evoluir e se queira enriquecer teria que ser sempre perceber os motivos porque estas pessoas não votam e porque não querem entrar na politica. Para que depois desse debate e dessa reflexão possamos contar com essas pessoas para podermos evoluir a sociedade.

O problema, é que quem está no poder e comunicação social não irá abdicam do poder que conquistaram em prol duma sociedade mais rica, mais justa, mais eficiente e capaz de responder às necessidades dos seus cidadãos. Pois quando o fizerem tornam-se insignificantes, irrelevantes.

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Com o partido socialista é só festa da boa

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Desde o inicio da democracia que nunca tiveste pessoas realmente competentes a querer entrar na politica. E o motivo ate nao e muito dificil de adivinhar. Alem do circo mediatico que e, a profissao de politico e extremamente mal paga e valorizada/reconhecida na sociedade. O que acaba a gerar 2 efeitos direitos: so atrai incompetentes e promove a corrupcao.

O problema e que precisa da politica… simplesmente ninguem minimamente inteligente e com capacidade de fazer a sua vida se vai meter na politica como ela esta atualmente. E os poucos que la vao parar ou sao escorracados ou vao apenas para gerir a sua carreira extra politica. No campo dos escorracados tens o Alvaro Santos Pereira e ate certo ponto o Nuno Crato como exemplos recentes, e dos que vao gerir carreira tens o Centeno, o Vitor Gaspar, o Paulo Macedo entre muitos outros. O governo Passos inicialmente ate apostou em nome “fortes” mas com o avancar da legislatura e com a troika a tirar a corda do pescoco voltaram as tradicoes partidarias.

Isso nunca acontecera porque a abstencao e o maior inimigo da oligarquia politica. No dia em que se trabalhar ativamente para combater a abstencao acabam os governos PS e PSD.

A comunicacao social e uma estrutura abjeta, cheia de incompetentes com a mania das grandezas e paladinos da verdade. Desconheco a realidade de outros paises, mas duvido que la fora existam tantos jornalistas opinadores como em Portugal. Nem so opinadores… o maior problema acaba a ser os jornalistas politicos que mais do que opinar, fazem politica ativa (como no caso da Barbara Reis que faz politica ativa anti-Iniciativa Liberal no Publico - mas ha varios de todos os quadrantes politicos).

Gostava de dissociar isto da ideologia, mas acho que acaba a ser uma consequencia direta do socialismo. Todo o socialismo e paternalismo sobre o cidadao burro. Sao os media que tem que orientar o cidadao burrinho e orienta-lo/manipula-lo/doutrina-lo na direcao certa, e o Estado que tem que ter um papel presente e ativo na vida do cidadao ao ponto de haverem situacoes tao ridiculas como existir um Subsidio de Ferias e um Subsidio de Natal… porque o cidadao burrinho se recebesse tudo de uma vez nao conseguia poupar para as ferias e as prendas de Natal.

So tenho pena e ao mesmo tempo receio que eventualmente possa ser um partido como o Chega a capitalizar alguma coisa deste esgoto a ceu aberto.

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Mencionar Socialismo sem mencionar ditadura do Proletariado ou revolução por exemplo é como mencionar a história de Portugal sem Afonso Henriques…

Ai bloco a vida bloco…

Eles fizeram questao de referir luta democratica para se distinguirem do PCP.

São bem fracos…

Aquele momento em que o bloco não é revolucionário que chegue

Edit: já podias ter dito que defendias a ditadura do proletariado há mais tempo. Assim escuso de tentar perceber o que escreves aqui e na politica internacional

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Elementar. Sou Marxista.

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Para quem quiser ir ao twitter receber hate dos piolhosos sub 20

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