Política Nacional - Parte II

O PCP mesmo no pos 25 de Abril nao era um serio candidato a vencer as eleicoes.
Se nao foi uma verdadeira alternativa naquela altura onde se rompia com uma ditadura fascista, entao agora faz ainda menos sentido.
Tal como as religioes, nao se inova e continua preso ao passado, quando 'e obvio que os modelos comunistas adoptados por algumas nacoes, tiveram sempre duas coisas em comum, insucesso e ditaduras (nao reconheco na China um modelo comunista).

Esta casmurrice de nao mudar o pensamento politico, abriu um vazio que levou ao aparecimento do BE. Um partido jovem e moderno que vinha defender novas causas e minorias.
Porem no seu aspecto economico tentava-se afastar do comunismo, mas sem conseguir mostrar o modelo que via para o pais.
Agora, BE ja tem lugar cativo na AR, e com rupturas internas, levou a que nao seja nada mais que um partido do contra, e adoptou como objectivo n1 impedir a direita de governar.

Gostava de ver os grandes partidos serem substituidos por novos, mas isso 'e uma utopia.

O 25 de Abril concordo. Comemorar o dia da liberdade com todos presos em casa é gozar com os portugueses, e demonstrar que o que se comemora nesse dia é o actual regime, não a liberdade per si.
Já o 1o de Maio, não concordo, são e serão tempos mtos complicados para os trabalhadores, afinal, já vamos em um milhão de portugueses no lay-off, e certamente que o futuro próximo não augura nada de muito bom ao nível de desemprego. Vamos entrar em tempos conturbados ao nível social, todos seremos importantes, e a classe trabalhadora terá certamente algo a dizer…

Não vejo mal nenhum com a comemoração do 25 de Abril. Os dinossauros que o levaram a cabo já estão todos a encaminhar-se para a cova, portanto é deixá-los ter mais um anito de louvor. Uma significativa maioria deles acha que Portugal ainda lhes “deve” alguma coisa como era o caso do Mário Soares, por terem levado a cabo uma revolução que foi tão complicada que só tinha 90 ou mais % do povo em seu favor.

E convém comemorar todos os anos esta data e exortar os grandes politicos do 25 de Abril, para que ninguém se esqueça um dia mais tarde não só da ditadura, mas das caras dos que nos governaram e nos condenaram a muitos anos de miséria dentro da Europa, ao ponto de muito em breve qualquer país ex-URSS já viver em condições superiores às nossas.

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Ou seja, o povo nao sabe escolher nem percebe o que 'e necessario para o pais.

Ja’ o Mario Soares andava exilado em Paris quando tudo aconteceu, quando o Alvaro Cunhal andava em caves a construir uma revolucao e a ser preso pela PIDE.
Quem acaba por ser mais bem sucedido? O esperto que nao teve que sujar as maos.

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O poder real residia nos militares (não havia um partido totalitário que os controlasse através de comissários políticos) e a DGS , a GNR, a PSP, não tinham qualquer capacidade bélica para oferecer resistência e (muito esquecido) também eram dominadas e dirigidas, total ou parcialmente, por militares, assim como a Censura estava na mão destes.

Bastaria os militares operacionais resolverem mudar o regime e este mudaria facilmente. Foi o que aconteceu, não houve heroísmo (que só era necessário em África), apenas vontade dos que eram realmente operacionais e estavam no território europeu do país, só tiveram que pôr as viaturas em andamento… Ninguém abriria fogo contra eles, evidentemente, nem tinha meios para isso (são contadas umas estórias de “tensão” para efeito dramático).
Desde o 28 de Maio de 1926, os militares eram quem realmente tinha o poder e permitia que outros o exercessem.

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Mas qual construir a revolução. Vocês são uns romanticos

A diferença é que hoje os maluquinhos dão aulas nas universidades.

Neste caso a senhora é prof na Universidade Nova aka komiterm

Devemos ter portanto cada maior número de ricos para que as crises do país sejam resolvidas… :innocent:

E quem são os ricos?.. Quando alguém fala de ricos está por norma a referir-se a outros…Ele próprio nunca está nessa categoria… :joy:

O objectivo não é a construção de riqueza. É a destruição de riqueza. O que leva ao seguinte: o objectivo não é fazer dos pobres menos pobres. É fazer dos ricos pobres, para que os pobres não se sintam tão mal.

Ou seja, no limite o comunismo [e não só] vivem da aparência. Como toda a gente é pobre - tendencialmente chegam a ser miseráveis - os pobres não se sentem tão mal.

O ojetivo não é que os pobres não se sintam mal, mas sim que não exista nenhum extrato social (nomeadamente os ricos ou até a classe média) que possa constituir uma ameaça aos novos detentores do poder. Onde só há pobres é difícil formar uma oposição eficaz e com recursos face ao grupo que detém o poder (dirigentes do partido, revolucionários profissionais, ou seja lá o que for…). Passa a só existir tensões no interior da nova oligarquia, o exterior fica praticamente neutralizado.

É o que a Tatcher disse há uns anos atrás e continua bastante atual. O socialismo se importa de ter os pobres mais pobres, se os ricos também forem mais pobres.

Eu que do ponto de vista do estado para cobrança de impostos faço parte dos “ricos” já me estou a preparar para o imposto de amanhã que está a pagar as despesas de hoje. Ainda vou chegar à conclusão que mais valia ter um lay-off qualquer também…

eheheheh

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Que algo corra melhor cá do que lá provoca pasmo nas arrogantes mentes castelhanas…, como sempre.

Com menos má vontade, vamos lá admitir que é mero pretexto para picardia lá entre eles…

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Hoje é dia de regabofe para a canalha jacobino-maçónica e para os órfãos de um certo Império…

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Estas celebrações de Abril cansam. Nada dizem, nada ensinam, nada transmitem. Nada dizem aos jovens, aos filhos pós Abril. Isto nada mais é que invocar a palavra liberdade, o bater no peito da esquerda retrógrada e laivos de quem procura o protagonismo.

Abril é uma importante parte da nossa história, que tem o protagonismo que tem por ser recente e sobretudo por quererem continuar a alimentar o povo com o bicho papão da direita, como se estes fossem diferentes para melhor.

Mais um dia desta fantochada e estamos safos por mais um ano. Para o ano há mais. Porque Abril vencerá, sempre. Porque existirá sempre um Novembro.

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Surpresa…, mas percebe-se se for para arranjar espaço prisional para os cidadãos “violadores” do estado de emergência…

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Um 25 de Abril antifascista a sério…

O irónico é ver a palavra ‘liberdade’ na boca de gente que corta direitos dos cidadãos, violando a constituição da república portuguesa.

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