Política Nacional - Parte II

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Ferro Rodrigues ao PÚBLICO: “Celebrar o 25 de Abril é dizer que não sairá desta crise qualquer alternativa antidemocrática”

Presidente da Assembleia da República responde ao boicote do CDS e a uma petição que pede o cancelamento das comemorações do 25 de Abril em S. Bento

A proposta de comemorações do 25 de Abril foi aprovada no Parlamento com o “apoio dos representantes de 90% dos deputados eleitos” e “será cumprida”, garantiu este sábado ao PÚBLICO o presidente da Assembleia da República (AR), Eduardo Ferro Rodrigues.

“Mais do que em qualquer outro momento, o 25 de Abril tem de ser e vai ser celebrado na AR. A AR não saiu do terreno da vida política democrática com a pandemia, o estado de emergência ou a pressão de saudosistas, antiparlamentares ou seguidores de fake news ”, afirmou, acerca das comemorações que vão reunir 77 parlamentares e 50 convidados no próximo sábado.

Segundo Ferro Rodrigues, celebrar o 25 de Abril de 1974 “é também a forma de impedirmos que no futuro a excepção seja glorificada como regra e realidade permanente, de homenagearmos mortos, doentes e os que estão no combate contra este vírus assassino e de dizermos que da crise que vamos continuar a viver não sairá qualquer alternativa antidemocrática”.

O Parlamento “continuará a fazer-se ouvir”, sublinha. “Nestas circunstâncias, a unidade entre órgãos de soberania, o combate aos que promovem petições com números sem credibilidade nem controlo e a defesa da democracia constituem valores fundamentais”, argumenta a segunda figura do Estado.

Que leve com muitos abraços de solidariedade e de preferência de pessoas assumidamente infectadas.

De facto, apenas o 25 de Novembro de 1975 garantiu a tal alternativa democrática ao Estado Novo… As alternativas não democráticas podiam ter vencido à época…

Vale a pena ver o 1º boletim de voto, o das eleições para a assembleia constituinte, não há sequer uma maioria de partidos que, indiscutivelmente, defendessem um futuro regime pluralista e os seus opositores (ou pelo menos adeptos de alternativas “manhosas”) tinham largo poder entre os militares.

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Proibiram nos de estar com os nossos na Páscoa… agora eles querem festejar o 25 de Abril todos juntos num edifício! Que rico exemplo estão a dar! Não sou contra o ato em si, mas sim contra a forma como decorrerá… não bastava cá fora uma cerimônia simples ou até lá dentro, só com meia dúzia de cada partido e sem convidados?

Depois admiram se que a malta ande a desobedecer por essas cidades fora… vergonha este atual PAR

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Sendo assim vou juntar uns amigos a porta de casa e vou também comemorar o 25 de abril. Venha lá depois a GNR dizer não posso…

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Neste momento a AR é o único local do país onde é permitido um ajuntamento de cento e tal pessoas, e não é propriamente a mesma coisa reunirem-se para cumprirem com os trabalhos ou para celebrarem um evento. Experimentem juntar 130 amigos num convívio para celebrar o 25 de Abril e vejam o que vos acontece. Com isto só conseguiram dividir a população.

Como é que dizia o outro do PS? “Não estão à espera que os deputados andem em Clios como carros de serviço, pois não?”

Edit: Encontrei. Foi o Francisco Assis: «qualquer dia querem que o presidente do grupo parlamentar do ps ande de clio, quando se desloca em funções oficiais»

Francisco Assis.

Tenham lá paciência. O vírus saberá respeitar as comemorações democráticas no nosso País. Era só o que faltava saltar data tão importante e quem discordar é fascista.

Quero ver depois com que sensatez vão políticos criticar os ajuntamentos que se vão seguir muito em breve. Se há alguém que devia dar o exemplo, são os governantes.

As empresas são obrigadas a adaptar-se ao digital, já o parlamento, os políticos, esses têm que manter celebrações tal como sempre foram.

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Quando não se tem uma besta como presidente da assembleia da república é assim que se faz.

As possíveis comemorações do 25 de Abril e 1 de Maio são uma vergonha. Nem se devia ter falado nisso…

Acho que fazem muito bem em comemorar o 25/4. Deviam aproveitar e proibir o IL e o chega, é um ultraje à memoria dos capitães de abril e ao excelente trabalho do MFA. Ora, eu não vi o MFA permitir a criação destes partidos pelo que não os reconheço.

Os principais políticos e os comentadores pregadores situacionistas garantiram que não… O toupeira Ventura deve estar enganado…, só pode.

Mas, se calhar, viste o MFA proibir o Partido Liberal que então se tentou criar… Ou será que é mais um facto esquecido e para esquecer?

Era disso que eu estava a gracejar meu caro

Dia 25, bora lá todos para a rua festejar. :sweat_smile:

O lugar do 25 de Abril é na Assembleia

A casa da democracia não fechou as portas até agora e não o podia fazer no dia em que evoca o momento que as abriu de vez

«O melhor esclarecimento sobre a polémica em torno das celebrações do 25 de Abril veio de Catarina Martins, do Bloco de Esquerda. Disse a deputada: “Não se trata de abrir o parlamento para festejar. Trata-se de não o fechar no dia em que se assinala a democracia”. A partir desta definição do que está em causa, podemos discutir se devem ser 50 ou 30 convidados ou se será melhor aparecerem 50 deputados em vez dos 77 aprovados. Podemos admitir que em vez dos 130 deputados e convidados previstos devam ser só 90. Mas depois de se assumirem todas as precauções, todos os limites que cumpram as regras sanitárias, obedecendo a todas as acções que sirvam como exemplo, o 25 de Abril que não pode sair à rua deve ser celebrado na Assembleia.

Para começar, constate-se o óbvio: a comemoração nos termos em que foi anunciada foi aprovada por 90% da representação parlamentar. Ao que sabemos, esse momento culminou dias de negociações que envolveram os partidos, o governo, o presidente da Assembleia da República e o Presidente. Estando descartada a possibilidade de uma festa com os contornos tradicionais, as opções em aberto ou davam para uma cerimónia desalmada feita por videoconferência ou num momento que conservasse a solenidade possível da data. Optou-se e bem pela segunda via. A casa da democracia não fechou as portas até agora e não o podia fazer no dia em que evoca o momento que as abriu de vez.

Não colhem por isso os apelos dos subscritores de uma petição a correr quando dizem que “não se admite” a comemoração quando “se pede aos portugueses que se abstenham de sair de casa”. Primeiro porque há milhares de portugueses que no cumprimento das suas obrigações ou necessidades têm de sair de casa todos os dias. É o que se exige aos políticos que nos representam no 25 de Abril. “Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti”, continua o texto da petição, insinuando que o confinamento é um castigo e não uma protecção, e sugerindo que o 25 de Abril, mais do que um momento solene da democracia, é uma espécie de festim luxuriante destinado a privilegiados.

Com todas as garantias de segurança, com menos convidados e menos deputados (o PS e o PSD já o assumiram) a cerimónia na Assembleia faz todo o sentido. Se o líder do CDS se ausentar, sobra a conclusão: para ele, evocar o 25 de Abril não é um seu dever enquanto líder de um partido democrático. É apenas uma extravagância que um bando de privilegiados utiliza para, como afirma a petição, escaparem ao confinamento e se adornarem com cravos e banquetearem com discursos.»

( Manuel Carvalho , director do Público, Editorial, hoje às 06:37)

Porque é bom recordar para que a humanidade não se esqueça da história.

Há 150 anos nasceu Lenine um dos maiores sanguinários da história recente.
Celebrado com toda a pompa e circunstância por um partido político com 10 deputados eleitos na nossa assembleia da república.

E como é melhor ainda escutar na primeira pessoa (na medida do possível) o que era (e é) o comunismo.

Se tens “caixa” vê o programa de ontem, 21 de abril, na RTP1, “Os carrascos de Estaline, Katyn, 1940”… Interessante também pelas reações dos líderes aliados…

No fundo, os tipos do PCP devem considerar tudo isso uma questão de moral burguesa versus (a)moral revolucionária…, mas não o podem admitir ante o público em geral.

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Esta tarde tem estado a ar no canal história uma série de documentários em francês com relatos na primeira pessoa sobre os gulags soviéticos.
Recomendo a visualização, dá para ter uma ideia do que foi a URSS no período comunista .

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