A malta da esquerdalha (diferente de Esquerda) já anda nas redes a dizer:
“Vejam! A TAP mandou um avião para Atenas para repatriar os Portugueses que estão presos no Médio Oriente! Ainda a querem mesmo vender? Porque é que agora não vêm na Ryanair? O mercado já não cobre?”
Sim, meus caros. Quero vender! E sim, o mercado cobre. Passo a explicar:
Primeiro, quando a TAP enviou um avião para Atenas (que agora está em Omã), já a Emirates tinha iniciado as operações e tratado de recolocar milhares de Portugueses em Portugal. Diretamente, ou com Escala. Que eu saiba, a Emirates não pertence ao Estado Português.
Segundo, as Embaixadas estão a contactar as pessoas, para perguntar se querem entrar no programa de repatriamento, com a cobrança de 600€. Isso é tipicamente mais caro do que um voo normal Dubai-Lisboa.
Terceiro, sim! Se entrassem em contacto com uma companhia privada, e metessem 600€ na mesa por pessoa repatriada, qualquer uma vinha toda contente ao Médio Oriente para resgatar os pobres portugueses que:
Em quarto lugar, regra geral, e falando apenas nos residentes no Médio Oriente (turistas é outra coisa), praticamente ninguém quer ir embora. E, se formos, vamos pela Emirates, pela Qatar ou pela Etihad, porque têm integração com o sistema de defesa dos Emirados ou do Qatar, e que é muito mais avançado que o de Omã. Logo, pelo mesmo preço, preferimos conforto e segurança. E nem precisamos de pagar centenas de euros de transfer para Omã, sujeitos a chegar à fronteira e bater com o nariz na porta a qualquer momento (como já se especulou que poderia acontecer).
Muito obrigado Estado Português e TAP, mas passamos.