Adoro quando as pessoas assumem a realidade baseada nas suas próprias perceções extremamente limitadas, extrapolando do particular para o geral.
O número de imigrantes em Portugal o ano passado foi de 800mil.
Está aqui tudo, é o dobro de há 10 anos fruto evidentemente de uma década de crescimento económico e melhoria das condições de vida.
Mais, o saldo demográfico é positivo e são os imigrantes hoje que permitem a Portugal ter este saldo, que tanto é necessário para a Segurança Social e já agora, para que certa mão de obra exista (caso contrário iam vocês apanha tomates, limpar sanitas ou assentar tijolo…).
E já agora, só para falar de “morte de uma cultura e identidade”. Falas exatamente do quê num dos países com maior diversidade genética da Europa fruto de uma miscigenação constante ao longo dos seus quase 1000 anos de existência. Aliás, não deixa de ser sintomático que este mesmo país, cuja genética dos portugueses, mistura adn de fenícios, cartagineses, celtas, romanos, germânicos, árabes, africanos, indianos e asiáticos, até seja um dos países do mundo mais antigos (quando consideramos as suas fronteiras)?!
Interessante ver do que a cultura portuguesa é feita:
Fado:
" Uma explicação popular para a origem do fado de Lisboa remete para os cânticos dos mouros, no entanto, tal explicação não está inteiramente comprovada. Apesar de não existirem registos do fado até ao início do século XIX, era conhecido no Algarve, último reduto dos árabes em Portugal em 1249, e na Andaluzia onde os árabes permaneceram até aos finais do século XV.
“Na Irlanda, o cantor ou vate tinha o nome de Faith, e no tempo de Francisco I, Fatiste era o compositor «de jeux et novalistés » em que se vê a transição para a forma dramática, e a importância que merece entre nós o nome de Fadista dado ao cantor popular.”
Uma outra origem é do escandinavo “fata”, que significa vestir, compor, que teria dado origem, segundo outra teoria, no francês antigo ao termo “fatiste” que significa poeta. “Assim podemos ver que o fado é uma degeneração da xácara, que pelas transformações sociais, veio a substituir a canção de gesta da Idade Média”.
No essencial, a origem do fado é ainda desconhecida, mas, certo é que, surge no rico caldo de culturas presentes em Lisboa, sendo por isso uma canção urbana"
Cante Alentejano:
" No cante são utilizados modos gregos extintos tanto na música erudita como na popular europeia, os quais restringem-se aos modos maior e menor.
Esta face helénica do cante poderá provir tanto do canto gregoriano como da cultura árabe se bem que certos musicólogos se apercebam no cante de aspectos bem mais primitivos, pré-cristãos e possivelmente mesmo pré-romanos.
Antigamente o cante acompanhava ambos os sexos nos trabalhos da lavoura embora sempre mais típico de homens. Público era também o cante nos momentos masculinos de ócio e libação, seja em quietude, seja em percurso nas ditas arruadas. Público ainda era o cante mais solene das ocasiões religiosas. Outro cante existia no domínio doméstico, onde era exercido principalmente por mulheres e no qual participariam também crianças."
Caretos de Podence:
" Pensa-se que a tradição dos Caretos tenha raízes célticas, de um período pré-romano. Provavelmente, está relacionada com a existência dos povos Galaicos (Gallaeci ) e Brácaros (Bracari ) na Galiza e no norte de Portugal."
A Origem do Astrolábio português (de origem árabe) e a sua importância para as Descobertas Portuguesas:
" Abraão Zacuto, um judeu nascido em Salamanda, foi o autor de um novo e melhorado Astrolábio, que ensinou os navegantes portugueses a utilizar, e também de melhoradas tábuas astronómicas que ajudaram a orientação das caravelas portuguesas no alto-mar, através de cálculos a partir de observações com o Astrolábio.
As suas contribuições salvaram sem dúvida a vida de muitos marinheiros portugueses e permitiriam as descobertas do Brasil e do caminho marítimo para a Índia."
História da Hovione:
"Hovione foi fundada em Portugal em 1959 por Ivan Villax e sua mulher Diane Villax, mais dois refugiados húngaros: Nicholas de Horthy e Andrew Onody, formando assim o nome HOVIONE.
A Hovione é uma multinacional portuguesa com presença e actividade a nível mundial. Tem actualmente cinco fábricas em, Portugal (1969), Macau (1986), Nova Jérsia (2001) expandida em 2016. Taizhou na China (2008) e Cork, Irlanda (2009) tem mais de 1300m3 de capacidade de produção. Todas fábricas da Hovione são inspecionadas pelo FDA, EMA e PMDA.
A Hovione produz tetraciclinas, corticosteroides e meios de contraste que fazem parte do portefólio de produtos genéricos. A outra área de negócio é focada em projectos exclusivos:
- Desenvolvimento e produção de princípios ativos
- Engenharia de Partículas: manipulação de propriedades físicas
- Desenvolvimento de formulação para inalação
A Hovione é um dos maiores investidores em Investigação e Desenvolvimento (I&D) na indústria Farmacêutica Portuguesa e o maior empregador privado de doutorados em Portugal. É em Portugal que leva a cabo as suas actividades de investigação e desenvolvimento, nas quais emprega mais de duas centenas de técnicos e cientistas. Em 2016, lançou o Programa “9oW”, desafiando a comunidade académica a resolver desafios tecnológicos."
Como se pode ver, os estrangeiros e a influência estrangeira tem sido tão nefasta para Portugal…