Política Nacional - Parte 2

O Montenegro estava a referir-se às últimas legislaturas com o PNS.

“Luís Montenegro garantiu que o PS foi o único Governo que cortou as pensões nos últimos anos, o socialista garante que o Governo de que também fez parte “não fez nenhum corte de pensões””

Não estava não, é claro o que ele diz. Governo PS, não foi a última legislatura

Não, ele estava a falar deste governo a tentar fazer jogo com uma medida que não resultou em corte algum.

Se quiseres lê a notícia toda.

“Luís Montenegro deu o nome “corte” a uma poupança que nem sequer existiu. Vejamos: não existiu um corte no valor das pensões de reforma no ano de 2022, nem em 2023, já que o valor em falta (da atualização anual prevista na lei, em alinhamento com a taxa de inflação e o PIB) foi pago na forma de adiantamento logo em outubro de 2022.”

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Para um analfabeto, “corte” em dinheiro é se em vez de 100 recebe 95.

Para alguem alfabetizado, sabe que a inflacao tem de ser tida em conta e portsnto sim, houve cortes e aumentos de impostos em barda nos ultimos anos

Estamos em 2024.
Desde 2015 que se colocou uma esponja sobre Bloco e PCP. Porque a comunicacao bacoca, mentirosa e populista do Chega em nada difere daquilo que sempre foi o Bloco. Simplesmente no Bloco a mentira, dessimulação e calunia foram “normalizados” e como tal ja ninguem critica

A tentativa de manipulação do Montenegro é mais que óbvia.

A notícia é mais que explícita. Tudo o resto é desonestidade.

"o valor em falta (da atualização anual prevista na lei, em alinhamento com a taxa de inflação e o PIB) foi pago na forma de adiantamento logo em outubro de 2022.”

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Quem manipulou o quê? :grinning:

O tal adiantamento, que foi propagandeado como sendo uma grande ajuda às pessoas, não foi, em si mesmo, uma manipulação da percepção das pessoas?

Só se cumpriu a lei. Estava a mostrar que todos insinuam aquilo que lhes interessa.

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Tudo certo, mas também é verdade que o Governo PSD, em algumas matérias, foi além do convencionado no memorando.

Eu diria que ninguém pode lavar as mãos do respectivo contributo, sendo certo que a parte mais perniciosa foi ter dado caso a que se pedisse auxílio, i.e., o mais grave foi ter Governado até à bancarrota.

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O Governo com o adiantamento que fez em outubro de 2022 iria provocar uma diminuição das pensões em 2024, pois significaria um menor valor das pensões em 2023 e como o aumento para 2024 é com base no valor auferido em 2023, acabava por ser menor. Isto foi largamente debatido e descortinado, a tal medida de auxílio ao impacto da inflação foi, à época, uma estratégia de poupança (corte pois se o Estado poupa significa que corta em algum lado).

No entanto, como viram o bom comportamento das finanças públicas e por estratégia política, lá decidiram por um aumento intercalar, onde os pensionistas recuperam a tal poupança do Estado pois a pensão de 2023 subiu.

Logo, o PS cortou nas pensões. Corrigiu meses depois.

O Montenegro sabe disso tudo, mas falou agora para as eleições a tentar dar a entender que houve um corte.

Já o governo não deu nada a ninguém, só cumpriu a lei como lhe compete.

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A propósito disso, trabalhei para um grupo angolano e toda e qualquer contratação que era feita tinha que apresentar certificado de registo criminal sem qualquer menção de infrações.

Em Angola!

Por cá, é a Lagardere, entra toda a gente vinda de todo o lado sem referências, com CV’s que se vê que são claramente, digamos, “afinados”.


Hoje estive numa consulta de enfermagem às 12:20 e a enfermeira disse-me que desde que entrara às 07:30 já tinha atendido 12 pessoas e que eu era o primeiro português…

A talhe de foice, disse-me que as grávidas portuguesas não conseguem marcar ecografias obstétricas pelo SNS porque as marcações são todas monopolizadas pelas estrangeiras.

Disse-me ainda que as pessoas queixam-se do SNS, mas que o serviço não tem RH suficientes para acorrer a milhares de estrangeiros que recorrem a ele.

E disse-me que há indicações para que isso não seja mencionado à sociedade.

A senhora estava mesmo à beira do esgotamento, desesperada, quase a chorar.

Alguma coisa vai ter que ser feita.

Ora aqui está algo que só surpreende os que estão de má fé

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Hoje, começou o descrédito e o desacreditar do MP. Derrota total na investigação sobre a corrupção na Madeira, a presumível. O juiz libertou todos os arguidos e diz que não há indícios de qualquer crime.

Os elementos da PJ que foram à Madeira, foram justificar o subsídio de risco?

A cultura portuguesa nesse aspecto incomoda-me um bocado e, nesse aspecto, incomoda-me da parte de ambas as partes (entidade patronal e trabalhadores). Existe uma “falta de cultura” de passado. Existe uma obrigatoriedade de haver um livro de registo de sanções disciplinares, mas esse livro é meramente interno. Ou seja, se eu quiser contratar um colaborador, não sei se ele já foi despedido por justa causa ou não. Na verdade, o despedimento por justa causa é um acto que tem o seu quê de corriqueiro e que, no final, o trabalhador continua a receber tudo aquilo a que tem direito, com excepção da compensação pela cessação do contrato e do subsídio de desemprego.

No mesmo sentido, quando vamos a entrevistas de emprego, também ninguém nos pede referências das anteriores entidades patronais ou das chefias no trabalho. O que também se percebe. Para o tuga, é uma merda um bocado estranha chegar ao pé do chefe e pedir-lhe uma carta de recomendação. Queres uma carta de recomendação para quê? Queres-te ir embora? Então vai. Recomendo-te que te ponhas no ■■■■■■■. :upside_down_face:

Depois de todo o espectáculo da PJ e do Ministério Público na Madeira eis que… nada de indícios de qualquer crime. E estiveram 22 dias detidos.

Podemos continuar a confiar no Ministério Público?

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Totalmente de acordo.

Realmente, a carta de recomendação é algo que em mais de 40 anos de trabalho ligado à Gestão de Pessoas, não me lembro de ver.

O que existe, previsto no Código do Trabalho, é a obrigação da entidade empregadora, no momento da saída do trabalhador, emitir um Certificado de Trabalho com a informação do tempo em que o trabalhador esteve ao serviço e a(s) função(ões) exercida(s) nesse período. E a mais não é obrigada.

O que me aconteceu algumas vezes foi um ex-trabalhador entrar num processo de recrutamento noutra empresa e alguém dessa empresa telefonar para o meu serviço e pedir referências.

Uma vergonha.

Ainda têm dúvidas de que não estamos em África?

Eu já fiz isso relativamente a alguns colaboradores, mas confesso atenta a cultura de trabalho em Portugal, confesso que a situação também é uma porcaria para a pessoa que está a procurar trabalho.

O pessoal está em mudança, mas ainda não foi recrutado. Naturalmente, ligas para a entidade patronal actual e pedes referências: diria que o patrão tuga não te vai dizer grande coisa sobre um bom funcionário com medo de o perder. :sweat_smile:

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