Peter Schmeichel

O Manel Fernandes já libertou uma lágrima?

Chupista de carreira, fdx.

Inferior ao Nelson

De acordo com o MF

Lolololololol

Que saudades!!!

Um GR aos berros com os colegas e adversários!

Um GR com eles no sitio e sem medo de sair da baliza!

MONSTRO!

Um senhor!

Alguém tem a capa dos desportivos de quando ele assinou?
Lembro me de uma secção super pequena com uma foto dele numa mesa a assinar o contrato.
E em grande alguma coisa sobre o Benfica ou o porto.

Uma das evidências de que uma equipa campeã começa de trás para a frente.

ENTREVISTA À TRIBUNA EXPRESSO Schmeichel: «O Manuel Fernandes foi inútil no Sporting. Ninguém gostava dele» 2020/03/28 10:34 Texto por Tribuna Expresso

Entrevista da autoria da Tribuna Expresso, originalmente publicada a 3 de maio de 2019 e que pode ser vista na publicação original aqui.

Peter Schmeichel ficará para a história como um dos melhores guarda-redes, porque era grande na mesma medida em que era elástico, e porque tinha o carisma dos vencedores natos. Jogou em Portugal, no Sporting, onde se sagrou campeão numa época que começou mal e acabou em glória. Esta é uma entrevista sobre esses tempos estranhos de Alvalade.

Porquê viver em Copenhaga? «Escolhi Copenhaga, porque é fácil vir daqui até Inglaterra, as ligações aéreas são boas. Mudei-me para aqui, mas sinto saudades de Portugal, adoro Portugal». Sim, mas vive aqui. «Sim, vivo aqui. Estive fora muitos, muitos anos e habituas-te a estar fora e por isso começas a não ter realmente uma casa. Eu vou a Londres, sinto-me em casa. Vou a Lisboa, sinto-me em casa. Aqui, é diferente: a temperatura é diferente, temperaturas negativas, há dias amenos e outros muito frios. Estou a 45 minutos de Copenhaga, tenho o mar e a floresta e os bosques, uma comunidade local. É um lugar seguro, vivo a minha vida, tenho boas relações com os meus vizinhos». O que faz agora? «Tal como outros ex-colegas meus, comecei a trabalhar nos media. A comentar no Match of the Day, trabalhos como comentador, também apresentei quiz shows. E também fiz o meu curso de treinador - aliás, recebi uma carta da FA dizendo que tinha de acabar o curso». O último Mundial foi duro para si: viu o seu filho a jogar pela Dinamarca, enquanto trabalhava. «Não foi assim tão difícil. É lógico que, quando o teu filho está na equipa, as coisas e os sentimentos multiplicam-se. Não queres que nada de mau aconteça à tua família, não é? E também queres que o teu país faça o melhor. Não achei duro e até acredito que o Kasper jogou o suficiente para ser uma das figuras do Mundial». Falemos de Portugal e das suas recordações. «Não me lembro muito bem do primeiro contacto com o Sporting. Eu já tinha decidido sair do Manchester há algum tempo, andava a falar com o meu agente sobre isso. Só que não tinha ideia alguma sobre para onde iria. Tinha regressado do Mundial de 1998, andava a jogar as qualificações para a Liga dos Campeões, e estava a sentir-me cansado - na época anterior tínhamos perdido o campeonato para o Arsenal e fora muito esgotante mentalmente. Pensei: bom, vais dar tudo mais um ano pelo Manchester United e pelo Alex Ferguson que te ajudou muito. Andei em contactos com o Brondby, por quem joguei antes de ir para a Inglaterra, planeava por outro lado reformar-me. E, depois, aconteceu aquela época incrível em que tudo o que tocávamos, transformou-se em ouro. Perdemos um jogo com o Middlesbrough em dezembro e falámos uns com os outros: “Nunca mais vamos perder um jogo. Vamos ganhar os 35 jogos que faltam.” E então comprometi-me com o United, enquanto o meu agente falava com os outros clubes. Em Barcelona, depois da vitória na Champions, mantive conversas com a administração e com o Ferguson». O Sporting não falou consigo antes? «Não, não. Nunca. Tinha prometido ao Ferguson que não falaria com outro clube até final da época. Recordo-me de falar com o meu agente: ‘Já fui a Lisboa, é bom, tenho 35 anos, o inverno em Inglaterra é difícil.’ Assim, pensei no Sporting, um clube que devia estar a ganhar mais coisas, mais títulos, entalado entre o FC Porto e o Benfica. Era um desafio bonito, num lugar onde podes desfrutar do clima. Eu já tinha dores por todo o lado por causa do inverno. Assim, aterrei no aeroporto e estava alguém do Sporting para me levar a Alvalade para assinar o contrato. Só que eu só tinha vindo para perceber a cidade - tinha feito alguma pesquisa, queria conhecer o Estoril, as escolas internacionais para os meus dois filhos. Disse: ‘Condutor, leve-me ao Estoril’. Vi casas, apartamentos, etcetera. À tarde, fomos à SAD do Sporting e começámos a negociar o contrato. Discutimos muito sobre o significado das palavras, porque o agente que me estava a representar tivera vários problemas com jogadores que tinham assinado por clubes portugueses. Então, passou o tempo: meia-noite, uma da manhã, e eu muito cansado e só queira ir para o hotel descansar. O Janela diz: ‘Agora, conferência de imprensa.’ Abre a porta e há mesmo uma sala de imprensa e ele garante aos jornalistas: ‘O Peter é a partir deste momento jogador do Sporting e o Sporting vai ser campeão, porque para onde o Peter vai,é campeão’. E eu: ‘Ok…’» Mas a relação com Carlos Janela não durou muito tempo. «Não, aquela administração e aquela equipa técnica duraram quatro jogos. Entrou o Luís Duque e eu, naqueles quatro jogos, pensei: “O que é que eu estou aqui a fazer? Deixei a melhor equipa do mundo, organizada”. Tive tantos, tantos problemas do estilo: “Mas, olha, isto está no contrato”. E, do outro lado, diziam-me: “Amanhã, amanhã”. Jogávamos mal e só com muita sorte poderíamos acabar a meio da tabela. Depois, com o Carlos Janela, com o Inácio a treinar, as coisas mudaram, começámos a ganhar jogos e vencemos o título». E como era viver dentro daquele grupo? «Olha, eu sentia-me um bocado posto de parte. Os meus colegas moravam todos naqueles condomínios à volta do estádio; eu morava em Birre, portanto estava isolado, ninguém morava ali. Estava entregue a mim próprio. Os meus filhos andavam na St. Julian e começámos a dar-nos com os especialistas estrangeiros, com essa comunidade. Foi bom para nós, porque arranjámos um bom círculo social. Mas aquele ano foi um ano péssimo para a economia portuguesa, não foi? Desemprego, fábricas a fechar, e muita da inteligência foi para fora. E, de repente, ficámos sem convívio. O mais engraçado é que passávamos muito mais tempo juntos do que em qualquer outro clube». E o Inácio? «O Inácio dizia: ‘Temos este treino, tal e tal e tal’, e era isso. Só que, depois, não dizia quando tínhamos o outro treino e eu achava aquilo muito estranho. Éramos adultos, não podíamos ser tratados daquela forma, não é? Então, um dia fui bater-lhe à porta do gabinete. ‘Sou adulto, tenho dois filhos, uma família, preciso de ter uma vida estruturada’. ‘Eu sei, Peter, mas há jogadores aqui que, se eu lhes der o planeamento semanal, eles vão para os copos, porque já sabem o que fazer.’ E eu: ‘Tu dizes-nos diariamente que somos os melhores e que temos de ganhar este campeonato. Mas os melhores jogadores não são apenas os jogadores que são bons de bola, mas também aqueles que têm cabeça. Portanto, tu descobrirás facilmente quem anda nos copos e saberás que esse tipo não vencerá nada por ti. E, deste modo, tiras o tipo da equipa.’ E o Inácio: ‘Olha, nunca tinha pensado nisso.’ Na semana seguinte, tínhamos um planeamento de treinos para quinze dias. Gostei mesmo disto do Inácio: tinha qualidade, mentalidade, ambição louca para vencer, mas, ao mesmo tempo, era um jogador, percebia o ambiente no balneário. Tens de guiar a tua equipa, pôr um braço à volta, conhecer o futebolista». Foram campeões nesse ano, mas no seguinte correu tudo mal. «No ano seguinte, depois de termos sido campeões, fizemos um grande erro ao vender o Vidigal e os outros melhores jogadores. É preciso saber que tipo de jogadores queres para um determinado clube. Se lideras o Barcelona, compras 11 futebolistas pequeninos capazes de manter a bola durante 90 minutos, mas isso só aconteceu uma vez, com o Guardiola. E eu até acho que eles eram mais defensivos do que a generalidade das pessoas achas». Porquê? «Porque o que eles fizeram foi tirar-te a bola, não dar-te a bola. Bom, mas esse foi um caso único, porque normalmente uma equipa constrói-se com diferentes tipologias de jogadores, uns melhores com a bola, outros mais fortes defensivamente, personalidades díspares. E o Vidigal, por exemplo, não fazia parte dos planos com o Materazzi, como é possível? E quando entra o Inácio, eu vejo aquele grandalhão, o Vidigal, com aquele sorriso gigante, mudou completamente o balneário. E, no campo, enfim, não houve um jogador a ultrapassar o Vidigal, ninguém passava por ele. Eu, André Cruz, Vidigal - quem é que passava por ali? Ninguém. Estava aí a espinha dorsal. Depois, o Inácio foi compondo o resto da equipa, começámos a criar oportunidades de todo o lado. O César Prates era incrível, mas subia muito e nem sempre recuperava, só que com o Vidigal, ele podia ficar lá à frente. Foi por isso que ganhámos a Liga. Ah, claro, e o Acosta, que não precisava de uma oportunidade: chutava e era golo. O Inácio foi esperto». Lembras-te de alguma palavra portuguesa? «Lembro, mas não são apropriadas na televisão [risos]. Não as digo». E da primeira vez que esteve com o Paulinho? «Sou um grande fã do Paulinho. Quando falo de motivação às pessoas, falo do Paulinho. Não importa o contexto, a situação… Ele é um dos maiores lutadores que conheci. Do nada, construiu uma vida, era muito amado. Nunca conheci alguém que tenha uma palavra má a dizer sobre o Paulinho. Eu ensinei-lhe uma ou outra palavra má. Mas, quando eu cheguei, o Paulinho mal falava. Sim, ele ensinou-me uma má palavra, mas não a vou dizer aqui, porque não se dizem asneiras na televisão. Ele dizia-me ‘Fuck off’ todos os dias de manhã, mas era uma partida que o plantel tinha arranjado. Diziam que era “bom dia” em inglês. O Paulinho era o gajo que ligava toda a gente». E o primeiro jogo, nos Açores? «Sim, 2x2… É preciso pensar nisto: o último jogo que tinha feito fora a final da Liga dos Campeões [triunfo do United sobre o Bayern de Munique] e, agora, estava ali, nos Açores, a defrontar o Santa Clara, a empatar 2-2- com o Santa Clara. ‘Oh boy, onde é que eu me vim meter?’ Não havia ninguém na bancada, ninguém a ver, jogámos péssimo futebol, demasiado tático. O Materazzi era demasiado italiano: fazíamos demasiados exercícios sombra, 11 contra zero, só para solidificar o sistema. Era uma hora naquilo e ele queria que eu passasse a bola sempre para o mesmo lado… Enfim, o futebol não pode ser previsível. Felizmente, o Materazzi não aguentou muito tempo no Sporting. Ah, e lembro-me de um jogo com o Gil Vicente, em casa. Empatámos 1-1 em Alvalade e os adeptos enlouqueceram. Tinha o carro estacionado, as pessoas frustradas comigo. Fiquei chocado com aquela reação dos adeptos». Por outro lado, recordas-te dos festejos no balneário, quando o Sporting foi campeão? «Não, sabes porquê? Porque eu não estava ali - estava no controlo antidoping. Fiquei tão chateado… Alguém me puxa pela mão: ‘Vá, antidoping’. E eu: ‘Então, vá lá!’» E o que aprendeu do futebol português? «Olha, na primeira conversa que tive com o Janela, ele disse-me o seguinte: ‘Nós nunca ganhamos por causa da arbitragem’. ‘A sério? Vá lá…’. “Não, a sério, há um clube que controla os árbitros’. Mas, depois, há a final da Taça contra o Porto… E eu tive a sensação de que o árbitro foi mais amigável com a outra equipa, de tal forma que ele passou o tempo todo a dar-lhes livres diretos. Livre direto, livre direto, livre direto. E eu: ‘Então? O que é isto?’. Livre direto, livre direto, livre direto. E o Porto lá marcou, de livre direto. Depois, há aquele jogo com o Salgueiros, no norte, em que se ganhássemos, éramos campeões e o Porto não poderia fazer mais nada. Na semana que antecedeu esse encontro, lembro-me de ler no jornal: ‘Porto oferece um bónus aos jogadores do Salgueiros se ganharem ao Sporting.’ E eu: ‘Naaa, não pode ser’. Disseram-me que era normal [risos]. Há outra coisa: o campo. O Salgueiros não tratou do relvado, que estava uma lástima, desta altura, e foi o pior lugar onde jogámos o ano inteiro. Ganhámos 4x1 e para trás ficaram aqueles primeiros quatro meses em que estava desesperado para voltar a Inglaterra. Vou contar-te esta história». Força. «Então, o Materazzi tinha uma regra, com a qual eu concordo, porque há uma hierarquia: só se comia depois de o capitão começar a comer. O problema era outro: é que a quantidade de comida era medida e era igual para todos. Imagina, eu, um grandalhão, comia o mesmo que o Quim Berto, estás a ver? Eu estava sempre, sempre com fome». Qual a sensação de ser-se campeão? «Maravilhosa, mas acho que ninguém acreditava que era possível, até tornar-se real. Tivemos a primeira oportunidade contra o Benfica e eles marcaram no último minuto, em Alvalade. E as pessoas começaram a comentar: ‘Pronto, lá está o Sporting outra vez, perto de ganhar, mas depois vem outro clube e vence o título’. Quando aconteceu, foi um alívio. Saímos do estádio do Salgueiros já tarde, fizemos uma viagem de três horas e tal de autocarro - e quando chegamos a Alvalade, aquilo estava cheio. Cheio. Inacreditável, estava muito mais gente do que deveria lá estar em termos de capacidade. Sentia-se que era especial, que havia muita gente que apoiava o Sporting que nunca tinha visto aquilo. O ano seguinte, foi o pior ano da minha carreira no futebol». Não podias ter ficado mais tempo? «Acho que… Se o ano seguinte não tivesse sido tão caótico, eu provavelmente teria ficado. Tivemos três treinadores, dois deles completamente inúteis. O Inácio foi um dos melhores do que conheci - não era ele quem decidia que jogador comprar ou vender, mas era bom. A culpa não foi dele por perdermos com o Benfica (eu não joguei esse jogo, estava lesionado). E eles despediram-no, chegaram as notícias de que o Mourinho, que era do Benfica, ia treinar o Sporting - e eu acho que eram verdade. Bom, eu estava a submeter-me a tratamento, na terça-feira, depois do jogo com o Benfica, e ouço a voz do Inácio a entrar. Perguntei-lhe: ‘O que andas aqui a fazer?’. Ele, que tinha sido despedido na segunda-feira, disse-me isto: ‘Chamaram-me para uma reunião. Perguntaram-me se eu queria ser treinador ou diretor desportivo ou conselheiro, e eu disse que queria ser o treinador’. ‘Isso é ótimo’, disse eu. Na quarta-feira, manhã seguinte, ele dá o treino e volta a ser chamado pela administração - e foi despedido. Depois, veio o Manuel Fernandes, certo?» Sim, depois do Inácio. «Não era lugar para ele. Ok, ele tinha sido um grande goleador do Sporting, mas como treinador andava pelo Santa Clara, para cima e para baixo, para cima e para baixo. Não tinha currículo». … «E ninguém gostava dele. A primeira coisa que ele disse no balneário foi: ‘Marquei muitos golos ao Benfica’. Ok. Foi um treinador inútil no Sporting e eu, que estava lesionado, dei graças por estar lesionado e não participar naquilo». Coincidiu com o Ronaldo? «No Sporting? Não, porque os miúdos raramente treinavam connosco, mas as pessoas falavam de uma forma especial sobre um tal miúdo. Eu adorava que ele tivesse regressado ao Manchester United e fiquei feliz por ele por não ter regressado. Voltar nunca é bom, porque os contextos mudam». O que acha dele? «É um jogador incrível. A primeira vez que o vi jogar, foi quando o novo Alvalade abriu. Nessa altura, havia um acordo entre o United e o Sporting pelo Ronaldo, só que o acordo era apenas para o ano seguinte. O Ronaldo é futebolista mais trabalhador da história e ele não poderia ter trabalhado com melhor pessoa do que o Alex Ferguson». Porquê? «Porque o Ferguson delegava responsabilidades, os futebolistas tinham liberdade para fazer coisas dentro do campo, porque ele conhecia-os muito bem. O que o Ferguson fez de melhor foi retirar aquelas merdinhas do jogo que o Ronaldo tinha. Ele queria fintar, fintar, e o Ferguson dizia: ‘Isso é uma falta de respeito, tens de respeitar o adversário. Podes ser muito melhor do que ele, mas ainda assim tens que o respeitar.’ Eu cresci com o Maradona e com o Cruijff e eles foram os melhores que alguma vez vi. Agora, tens este Ronaldo: é grande, bate bem com a bola, é direto, a uma velocidade incrível. Nunca vi um futebolista com mais desejo para marcar um golo. Ele corre durante 80 metros para chegar ao cruzamento e ele festeja cada golo como se fosse o mais importante». Como é ser pai do Kasper Schmeichel? «Quando era muito miúdo, o Kasper não tinha vontade de ser futebolista profissional. Porque o futebol tinha-lhe levado o pai durante muito tempo. Mas ele adorava ir treinar connosco. Tenho um filme com ele, pequenino, em Manchester… Os jogadores adoravam-no, loirinho, simpático. Ele cresceu com esse ambiente. O Kasper é um tipo duro, isso posso garantir-te. Por exemplo, saí do Sporting e fui para o Aston Villa e combinei com a família: é só mais um ano e vocês vão todos para a Dinamarca viver. Então, vivi sozinho durante esse ano e eles, claro, viajavam para Inglaterra em alguns fins de semana e, obviamente, no Natal. Como sabes, em Inglaterra, joga-se no Natal, e na véspera de manhã, no treino, o Kasper estava meio em baixo, mas não doente. Levei-o comigo para o treino e pedi ao treinador para que o Kasper fosse um bocadinho à baliza. Sabes como é, Natal e assim. E o Kasper lá foi e correu-lhe muito bem. Se falares um dia com o Juan Pablo Ángel [ex-futebolista colombiano] ele contar-te-á que teve três lances de um-contra-um com o Kasper e que ele defendeu os três com o estômago. Mas a história nem é esta». Então? «Bom, fomos para casa, preparar o jantar da Consoada, e o Kasper prostrado no sofá, pálido. Pensei que fosse da viagem e do treino, mas ele piorou. Liguei à minha mãe: ‘Isso é apendicite’. Ela tinha sido enfermeira, só que os médicos do clube já o tinham visto e o diagnóstico não era esse. Liguei para o médico do clube: ‘Olha, acho que pode ser apendicite’. Cinco minutos depois, estava no hospital com o Kasper para ser operado. Portanto, ele treinou com apendicite. Lembro-me sempre disso. O Kasper lutou durante muito tempo, até aos 24, por ser filho de quem é. As pessoas nunca acreditaram no potencial dele, mas eu tinha confiança e conforto na capacidade lutadora dele. Ele não é um fracote, é duro, se tiver de lutar, luta; tens de trabalhar». Portugal foi importante para ele? «Claro, foi o primeiro clube dele e de cada vez que for transferido, o Estoril recebe mais algum dinheiro [risos]. Mas o Estoril não tinha boas instalações. Muitas vezes, o treino era na praia, o que não é ideal, obviamente. E jogavam muito, muito longe do Estoril. Acredito que isso o tenha tornado também mais forte». Peter Schmeichel NOME Peter Boleslaw Schmeichel NASCIMENTO 1963-11-18(56 ANOS) NACIONALIDADE Dinamarca POSIÇÃO Guarda Redes.

Texto retirado do zerozero.pt
https://www.zerozero.pt/news.php?id=281257

A resposta de Schmeichel a Materazzi para ‘escapar’ a corrida no mato: «Veja o meu currículo!»

Ex-guardião foi tema central numa conversa entre Augusto Inácio, Iordanov, Vidigal e Nuno Santos

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Augusto Inácio, Iordanov, Vidigal e Nuno Santos foram parte da equipa do Sporting que, em 1999/00, conquistou o título nacional. O quarteto partilhou curiosidades do balneário da altura, várias relacionadas com Peter Schmeichel, ex-guarda-redes dos leões e internacional pela Dinamarca.

Em particular, Nuno Santos, à data o terceiro guardião do plantel, atrás de Schmeichel e Nélson Pereira, recordou a altura em que Giuseppe Materazzi, técnico que iniciou a época e que mais tarde seria substituído por Augusto Inácio, deu ordens aos jogadores para irem correr… no mato.

“A pré-época foi muito dura. No primeiro dia corremos 12 km, depois baixámos para 8km, e depois 4km. Eu fazia a tradução entre os dois e o Peter pediu-me para avisar o Materazzi que não ia correr, que podia cair no mato e aleijava-se. ‘Diz ao homem que não vou correr, ele que veja o meu currículo. Fui campeão da Europa, campeão no Man Utd e nunca corri no mato, vou correr agora?!’. Um quilómetro depois, disse que estava lesionado e saiu da corrida, nunca mais correu!”, contou Nuno Santos, na Sport TV, assumindo ainda saudades das… “chamuças” que a equipa comia no balneário, antes dos jogos: “Dávamos dinheiro ao Paulinho e lá ia ele…”

Já no que respeita aos jogos, o rigor do dinamarquês não era muito diferente. “Eu e o Silvano dávamos-lhe o aquecimento. O Peter sempre foi muito rigoroso. Se uma bola fosse uns centímetros ao lado, ele queria a bola encaixada nas mãos. Começava a chamar-nos nomes, o Silvano ficava branco! No final, abraçava-nos, dava-nos um beijo e ia-se embora. O jogo era Às 21 horas, ele aquecia às 20 horas. Quando a equipa ia para o relvado, às 20h30, ele já se ia embora, cruzava-se no túnel. No balneário o míster dizia-lhe: ‘Ó Peter, vamos lá que o árbitro já apitou’. E ele respondia: 'Míster, já viu algum jogo começar sem guarda-redes? Calma…”.

Record

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Grande Schmeichel !!!

O meu maior ídolo no futebol (já o era antes de vir para o Sporting) e foi de longe o jogador que mais me fascinou ver com o nosso símbolo ao peito.

Ver-mos o nosso maior ídolo, um jogador galáctico, estratosférico, uma jogador que ainda por cima acabava de ganhar TUDO, de repente vir para o teu clube… é uma sensação inexplicável e não repetível. É algo que acontece uma vez na vida e em muitas vidas nem sequer acontece…

Passando os elogios á frente… curioso que não tinha lido as entrevistas acima. Mas essa entrevista do Schmeichel é incrível para compreendermos que contratar craques é muito complicado e raramente dá certo. Não é por acaso que ao longo destes 20 anos contratamos alguns jogadores de nomeada e nunca ganhamos nada e este ano, com jogadores sem currículo fomos campeões. Claro que há um sem numero de explicações e razões, a 1ª e mais importante de todas a ENORME competência na organização / gestão do plantel, mas também é muito importante ter-se jogadores com FOME de bola, FOME de protagonismo, FOME de títulos. O que o Schmeichel diz na entrevista é a realidade pura e dura… Quando ele diz que num jogo estava a disputar / vencer a final da liga dos campeões contra o Bayern e no jogo a seguir está a jogar num estádio pequeno / fraco, vazio, sem condições e contra jogadores que nunca viu na vida… dá para entender a motivação (a FALTA de motivação) que um craque tem quando chega a Portugal. Por mais profissional que o jogador seja, e felizmente Schmeichel era um profissional de mão cheia, a motivação de jogar numa liga fraca, contra equipas fracas, com organizações fracas, em estádios fracos, jogos pobres, sem públicos na maioria dos estádios… É por isso que cada vez mais defendo que devemos dar prioridade máxima aos jogadores jovens / meia idade que ainda têm de se esforçar ara conseguir mais títulos, melhores contratos, maior protagonismo. Por outro lado estes craques não são os melhores exemplos para a união do balneário, quando Schmeichel diz que não quer correr, avisa que não tem de correr porque o seu currículo fala por sí e “aleija-se” para não correr… isso passa naturalmente uma imagem complicada para o balneário.

Posto isto em 99/00 fomos campeões acima de tudo alicerçados em 3 VELHOS CRAQUES ( Schmeichel, André Cruz e Acosta) portanto dessa vez a aposta foi 100% acertada, mas acredito que cada vez mais a aposta em craques em fim de carreira de nada serve os interesses do Sporting.

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@armandosa_76

Ainda me lembro de um senhor que não é sportinguista é sportinguistão , para ter uma ideia é um clone do Carlos Dolbeth da Sporting Tv .

Passei por ele num café tinha papelaria la dentro , ele estava a comprar o Record e vira-se para mim e diz “O Schmeichel já é nosso” mas diz com um orgulho misturado com um vaidosismo do caraças ,nunca mais me esquecí disto .

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Enorme Schmeichel!!! Ídolo!!!

Metam-no a Trabalhar no Sporting!!!

A alegria de ver um craque como o Schmeichel jogar no Sporting penso que é indiscritível e só mesmo quem teve a felicidade de viver o memento pode compreender o que significou esta aquisição.

Para mim é a maior contratação da história do futebol português.

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Volta lá meu!! Mandas o Manel de sarilhos pa Sporting TV falar dos golos q marcou ao fica que é o que ele sabia fazer e que toda a gente agradece e reconhece. Que de futebol sabe 0!

Ainda dá para trazer o teu filhote quando o Adan sair e tens chicken piri-piri todos os dias do ano e Super Bock infinita para estares de bem com a vida! Vá bota.

A diferença do respeito que este senhor tem para com um clube em que só teve dois anos para outro da mesma posição que teve quase 20 entre formação e primeira equipa faz que pensar…

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Ninguém vai superar essa contratação, repito NINGUÉM.

Nem que venha o buffon para os lamps, ou quando o casillas teve no porco.

O Schmeichel tinha um carisma únicos. Contagiava tudo.

Lembro - me bem dele e com muitas saudades.

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Schmeichel é um gentleman.

Schmeichel chega a Portugal imediatamente depois de ganhar TUDO.

Se ele quisesse, e isto é publico, continuava no United como titular. Não veio para o Sporting empurrado, escorraçado, varrido… veio por vontade própria.

E sim, ele foi mítico, atrevo-me a dizer que será o GR mais famoso do mundo.

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Não entendo como o Sporting não capitaliza a sua ligação ao Schmeichel. O homem tem um carisma gigante em todo o lado, é respeitado por tudo e por todos e é um dos ex-futebolistas com maior notoriedade no mundo do futebol.

Entretanto, nós sabemos que o Schmeichel esteve cá através das contas nas redes sociais do Nélson e do próprio Peter. Menção pelo Sporting, zero… Enfim.

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