Pavilhão João Rocha - Parte 1

Alguém me consegue dizer o número de espetadores em competições oficiais das 5 modalidades de pavilhão no total da época 17/18 e 18/19.

Ou então algum site, se houver…

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Bonito serviço:* « As assistências no Pavilhão João Rocha – voleibol e outras»

Muitas vezes falar de voleibol é ir um pouco mais além nas análises. Esta semana será uma rubrica um pouco diferente, quanto à objetividade do voleibol, mas pertinente quanto ao futuro modalidade e ao seu contexto leonino.

Este fim de semana a página Sporting Tático trouxe uns dados que desconhecia. A página de Facebook revelou as assistências dos 72 jogos realizados pelas 5 modalidades mais relevantes (big 5) no segmento masculino. Para hoje, o desafio é fazer uma análise de marketing e, só no final, tirar alguns apontamentos de gestão do que foi apresentado. Pela necessidade de não tornar o conteúdo extenso, este estudo podia e devia ter uma continuidade.

No post que referi encontramos a maioria dos dados que serviram de apoio à análise. Para além dos mesmos foram acrescentadas 3 colunas simples:
– Destacar no mapa quando se realizam mais que um jogo no mesmo dia;
– O dia da semana do jogo;
– O jogo, caso existisse, da equipa profissional de futebol nos dias de jogos no PJR.

Como exemplo, deixo um excerto do quadro de apoio criado. As colunas mencionadas anteriormente são as últimas 3, lendo o quadro da esquerda para a direita.

Depois de entendidos os pontos que serviram de base, iniciamos agora a análise. Principiamos pelo mais simples e evidente.

A média de assistências do PJR está nos 35%, estando o voleibol (18%) a puxar os números para patamares (mais) baixos. De destacar, evidentemente, o Futsal (52%) como sendo a modalidade com mais adeptos estando com uma lotação média a rondar metade da lotação do pavilhão. É impossível não fazer destaque, também, ao basquetebol por ser uma modalidade recuperada esta época. Apesar da sua juventude, motiva o interesse os leões.

Como é sabido, as médias são enganadoras. Deixam-nos ideias que podem ser erradas sobre algum assunto. Há sempre aquele exemplo clássico onde duas pessoas foram fazer um piquenique e levaram 1 frango. Uma comeu o frango todo e a outra nada. Em média, comeram meio frango cada uma. As médias podem não ajudar, por isso é necessário espreitá-las. Introduzi duas colunas que indicam o número de jogos acima/abaixo da média. Se estes números estiverem nivelados, como no Basquetebol e Hóquei, verificamos que a média revela valores próximos dos reais. Se temos um desnível grande entre os jogos acima/abaixo da média, vejam o caso do voleibol ou Andebol, possivelmente há um jogo (ou mais que um) que está a elevar a média. No caso do voleibol é flagrante visto que, dos 16 jogos, 75% foram abaixo da média. Sem desenvolver muito, temos o jogo com o SL Benfica que teve uma assistência de 1708 pessoas, 216% acima da lotação média.

Pelo que exemplifiquei anteriormente, há jogos que se diferenciam drasticamente de todos os outros – outliers. Por mero exercício, retirei o jogo com mais assistência de todas as modalidades. Se esse jogo tiver uma influência grande, vai-se imediatamente notar na média. Os números mostram que sim, um jogo apenas (sendo aquele com mais assistência), tem uma relevância grande. No basquetebol a variação é de 9%, no futsal e Andebol de 8% e no voleibol de 14%. Todos eles com um valor absoluto próximo dos 100 adeptos por modalidade.

A capacidade do PJR é de 3000 pessoas. Se quisermos ser justos na análise, sabemos que um dos topos está, normalmente, assumido como sendo da equipa visitante. O que também vamos experienciando é que essa bancada poucas vezes tem pessoas, visitantes ou visitadas. Deste modo, para um exercício sem grandes implicações na conclusão, introduzi uma coluna retirando um número de cadeiras que me apareceu que estivessem naquela bancada. Assim, temos um PJR com 2500 pessoas de lotação e verificamos, agora, as médias de assistência por modalidade. Vemos pequenos saltos interessantes.

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Como referido no início do post, o dia de semana pode influenciar as assistências. Jogar a uma quarta-feira é diferente de jogar a um domingo. Claro que o calendário não é definido exclusivamente pelo Sporting, no entanto, este indicador ajuda ao esforço necessário de comunicação e envolvimento do clube para projetar um jogo.
Sem surpresa, o domingo é um dia sempre muito apetecível para estar no PJR. Interessante constatar que, em jogos pontuais durante a semana, há um movimento de envolvimento grande por parte dos adeptos. Reparem no hóquei na terça-feira, o futsal na quarta-feira ou o basquetebol na sexta-feira. Já a rotina, como o caso do Andebol com 8 jogos às quarta-feira, leva a quebras nas assistências.

Quando olhamos para as datas dos jogos, há dias que se repetem. Há, portanto, modalidades que jogam no mesmo dia. Isto pode significar uma tendência positiva ou negativa do 1º jogo para o 2º jogo. Percebemos que, nestes dias, há um equilíbrio na tendência de espetadores, em 8 casos aumentam e em 7 o número de adeptos é mais reduzido. Como os números não mostram uma tendência evidente, podemos ir mais a fundo nas modalidades.

O penúltimo quadro faz uma comparação das assistências quando a equipa de futebol profissional masculina joga no mesmo dia. Sendo o horário indiferente, tal como se o jogo é no Estádio José Alvalade. São poucos os jogos onde o conflito acontece e, dadas as médias apresentadas em quadros anteriores, a influência é praticamente nula.

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O último quadro serve para percebermos os extremos. Qual o melhor e o pior cenário que existiu até agora de cada uma das modalidades. Destaque positivo para o futsal a assistência mais alta, 2739 espetadores, e o destaque contrário segue para o voleibol com 215 espetadores num jogo contra o VC Viana. Interessante ver que as assistências mais baixas do andebol, hóquei e basquetebol estão muito próximas com valores a rondar os 14%/15% de lotação.

Por fim, deixo 3 apontamentos pessoais, dado que até agora me limitei a descrever os números. Como sempre digo, é apenas uma opinião que vale o que vale e, na verdade, vale muito pouco.

Gamebox (GB) Modalidades Total.
Tenho sérias dúvidas que este produto, ao nível das modalidades, seja vantajoso no que se refere às assistências. A grande vantagem é a facilidade logística em ir ao PJR, mas perdemos com o que se está a assumir. Quando eu compro uma GB Modalidades Total, eu estou a assumir que sempre uma das 5 principais modalidades masculinas jogar no PJR, eu vou lá estar. Haverá adeptos capazes disto? Não tenho dúvidas. Não creio é que sejam muitos. O racional do Sporting está em incentivar, pela responsabilidade do “já que tenho bilhete vou lá”, aos adeptos a deslocarem-se ao PJR. É muito curto ao nível de trabalho possível do clube. É pouco, poucochinho. As bombas de gasolina trabalham as iniciativas do “já agora”, isto é, “já agora quer este chocolate que está em promoção enquanto fazemos o pagamento?”. Trabalhar este pressuposto pode trazer alguns frutos, mas nunca numa escala significativa. Sem dúvida que num modelo de unidirecional, como no futebol, faz todo o sentido, no caso das modalidades não creio. Trabalhar modalidades diferenciadamente – SIM. Trabalhar o tudo para todos – NÃO.

Importância da bilheteira (GB + bilhetes pontuais)
Quando falamos em bilheteira temos de assumir dois objetivos concretos: receita e emoção. No mundo perfeito, o Sporting quer o máximo de ambas. Como o mundo está longe de ser perfeito, quase sempre é necessário tomar uma decisão de gestão. Uma decisão estratégica. Ou queremos a receita ou queremos a emoção (leia-se, pavilhão bem composto). No caso concreto, penso que o Sporting tem como objetivo prioritário e quase único o fator monetário. O clube não vê a bilheteira como um meio de potenciar a marca, chegar aos mais novos, elevar o nível da qualidade de jogos na região de Lisboa, mas sim como um meio de sustentabilidade e financiamento. No orçamento previsto para esta época, o Sporting previu 530k€ em bilheteira e 90k€ em GB Modalidades.
Cada alma leonina a assistir ao jogo é dinheiro ou fervor. É receita ou investimento. Com médias de assistências abaixo dos 50%, não creio que devamos olhar para os adeptos das modalidades como fonte de receita. Não nesta fase. Ah! Não estou a falar em borlas.

Estímulos ou Obrigação
Estamos no tempo onde as marcas vêem-se e desejam-se para atrair Clientes. A criatividade está em níveis altos e as estratégias são mais que muitas. Tudo para serem atrativas. O mercado reage cada vez menos às obrigações e imposições. Aliás, até o conceito de “trabalho para a vida” está a cair em desuso porque estamos cada vez mais à procura do que desejamos e nos preenche. Por isso, na minha opinião, é errado pensar que, por sermos sportinguistas, exista uma obrigação de assistir aos jogos de futebol ou outra modalidade. Não há. Não existe. Se o Sporting não for agradável e atrativo, por muito carinho que o leão tenha, não estará motivado a marcar presença no estádio ou pavilhão. Partir do pressuposto do “somos Sporting, temos de ir” é um erro grave ao nível da gestão de uma marca. Claro que quando existem pequenos estímulos, por haver tanta gente a adorar o Sporting (fidelizados), será francamente mais fácil ter retorno. O mundo está ávido por experiências. O Sporting sabe disso que até já anunciou melhorias nessa área. Na minha opinião, não é preciso inventar a roda, como parece que queremos fazer. Parece-me, mais que suficiente, ser agradável, divertido, atrativo, com adrenalina, com distrações positivas, onde não existam tempos “mortos”. Assim como já se faz por esse mundo fora. Ah! E não estou a falar de vitórias desportivas.

Termino dizendo que o Sporting Clube de Portugal tem um quadro de funcionários que trabalha no Gabinete de Estratégia e Planeamento das Modalidades e pessoas (externas e internas) alocadas à comunicação e marketing do Clube. Se no voleibol eu vou falando, a situação não está melhor nas outras modalidades. Vem aí uma fase decisiva, por isso vou fazer um pedido: trabalhem!

*às terças, o Adrien S. puxa a bola bem alto e prega-lhe uma sapatada para ponto directo (ou, se preferires, é a crónica semanal sobre o nosso Voleibol) –

A Tasca do Cherba

(06-03-2020)

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LEÕES DISPONIBILIZAM PAVILHÃO PARA HOSPITAL DE CAMPANHA

SPORTING 13:31

Por
Redação

O Sporting colocou à disposição do Governo, através do secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, a utilização do Pavilhão João Rocha e do sintético que está ao lado para, se necessário, ser instalado no local um hospital de campanha.

O clube leonino, além disso, disponibilizou todo o departamento médico do clube, assim como o próprio presidente Frederico Varandas, para ajudar ao combate ao Covid-19.

A Bola

CINCO ANOS DESDE O INÍCIO DO PAVILHÃO JOÃO ROCHA

Cerca de 4.000 leões estiveram no lançamento da primeira pedra

Rodrigo Soares Fernandes

Texto

27 de Março 2020, 11:53

Celebra-se hoje, dia 27 de março de 2020, o quinto aniversário do ‘Lançamento da primeira pedra’ do Pavilhão João Rocha.

Esta cerimónia contou com cerca de 4.000 Sportinguistas, que antes da cerimónia puderam assistir a um treino da equipa principal de futebol no Estádio José Alvalade e que tiveram muitas outras atividades ao longo do dia, como o Museu gratuito ou poder praticar diversas modalidades também de forma gratuita.

A obra apenas começou a 3 de agosto do mesmo ano, após problemas com a construtora original, e os trabalhos decorreram durante cerca de 22 meses. A inauguração aconteceu a 21 de junho de 2017, mas o primeiro jogo oficial foi apenas a 6 de setembro desse mesmo ano.

Recordar que esta obra contou com o financiamento de todos os Sócios e Adeptos Sportinguista, que através da ‘Missão Pavilhão’ puderam contribuir para a obra e foram 22.957 os leões que contribuíram, tendo o Pavilhão uma placa com o nome de todos estes Sportinguistas.

Neste mesmo dia, mas em 1955, também começou a ser construído o Estádio José Alvalade.

Fotografia da Wiki Sporting.

Leonino

Engraçado… Não mencionam quem colocou a primeira pedra nem o presidente à data. Provavelmente foi esquecimento.

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Assistências PJR desde o inicio

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O canal do YouTube do clube devia começar a colocar lá umas reportagens alargadas sobre temas como este.

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Lindo, lindo, lindo!

Agora imaginem o que seria uns leds desses na cobertura do estádio e com publicidade… Nunca cheguei a perceber porque não se aproveita esta hipotese de negócio. A forma como as luzes do pavilhão realçam na paisagem é demonstrativo da oportunidade de negócio. A forma da pala até é propícia a uma boa exposição da marca.
Sempre que aterro em Lisboa penso nisto. Toda a gente nos aviões tenta olhar para a paisagem quando se aterra ou levanta voo, até porque o aeroporto de Lx está no meio da cidade, algo que não é comum e que desperta a curiosidade das pessoas que viajam.

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