Paulo Bento - Entrevista ao Jogo.

Como ninguem abriu um tópico sobre assunto aqui vai um resumo do que disse o mister, nesta longa entrevista.

Sobre o Sporting

Percebe-se que esta equipa do Sporting tem identidade e é cada vez mais a cara do seu treinador…
Qualquer técnico pretende fidelizar a equipa ao seu estilo. O importante é os jogadores acreditarem nas convicções de quem os dirige. Hoje, o Sporting joga com identidade, porque tem identidade a treinar. Mais do que ter a minha imagem, é uma equipa que me deixa orgulhoso e satisfeito. Se eles estão identificados comigo, também eu me identifico com o trabalho que realizam.

Fala-se muito da importância da mística num grupo de trabalho. Ela existe no Sporting?
A mística vem dos anos de permanência no clube, mas logicamente das atitudes e acções que se tomam ao longo desses anos. O Sporting tem alguns jogadores que já estão há algum tempo no plantel, outros oriundos dos escalões de formação, e ainda um técnico que está há seis anos e meio no clube. Mas a mística transmite-se com atitudes, com acções, e posso dizer que hoje o Sporting é uma equipa que consegue transmitir essa mística. E isso demonstra-se pela maneira como, mesmo em momentos negativos, como aconteceu com o Bayern, as pessoas nos aplaudiram no estádio. Algo que se reflecte um pouco naquilo que o presidente disse no final do jogo com o FC Porto. Quando o nosso “chefe” reconhece isso, e os nossos adeptos e sócios (os que mais importância têm fora do grupo de trabalho) se revêem na forma como a equipa joga, haverá, logicamente, mística.

Sobre a forma de jogar da equipa

A segurança defensiva que incutiu na equipa é a principal marca do seu trabalho?
Marcar golos nem sempre significa ganhar jogos, mas não os sofrer é sempre sinónimo de não perder. Se entramos com um ponto, teremos de conquistar dois e não perder aquele que temos. Uma equipa, na minha perspectiva, constrói-se de trás para a frente. Quanto mais seguros formos a defender, melhor vamos atacar. Um bom exemplo disso foi a segunda volta do Campeonato passado, onde sofremos apenas cinco golos em 17 jogos. E a equipa continua com essa segurança. Portanto, defender de forma organizada é uma das qualidades deste Sporting. Uma equipa grande tem de se sentir confortável quando não tem a bola. No entanto, não é por sermos solidários no processo defensivo que abdicaremos de ter qualidade no jogo ofensivo. O que se pede aos criativos é que façam o que têm de fazer nas zonas adequadas, nos momentos certos e com objectivo bem definido.

A Táctica - 4x4x2 e a Rotatividade

Montou um 4-4-2, com losango no meio-campo, e, apesar de ter terminado o primeiro jogo só com três defesas – foi assim que chegou ao empate em Barcelos –, não se lhe notou especial ânsia para aprofundar um sistema alternativo…
Optei pelo esquema com losango também por entender que nos dava maior segurança em termos defensivos, com maior preenchimento da zona central. Era fundamental recuperar a confiança dos jogadores – o “goal-average” era negativo e levámos três jogos a igualá-lo. Nesse período, tentámos – e fizemo-lo algumas vezes – jogar em 4-3-3, até concluirmos que o sistema que melhor servia os interesses do Sporting, naquela altura, era o 4-4-2 losango. De então para cá, o que fizemos foi aprimorá-lo, torná-lo cada vez mais eficaz. Conseguimos e não pretendemos alterá-lo.

A rotatividade que tem imposto na equipa é apenas uma forma de gerir o desgaste ou também de melhor aproveitar o plantel que tem?
Assenta em vários factores, mas ela só é possível em função da qualidade e competitividade dos jogadores que temos. Eles sabem que podem ser úteis a qualquer momento.

A rotação de elementos tem relação directa com o reduzido número de lesões?
Tivemos três problemas musculares, um deles aconteceu num treino da Selecção. A rotatividade viabiliza a gestão nalguns casos, mas o que permite não ter lesões é a qualidade no trabalho. Somos fiéis a um estilo que idealizámos, adaptando o jogador a um tipo de esforço e de treino sem grandes oscilações. O que se apresenta em jogo é sempre uma consequência do que se faz no treino.

Incomoda-o que se diga que a equipa do Sporting é previsível?
Não. O Sporting escolheu um caminho: ter jogadores para um sistema de jogo. Acreditamos nele, temos a convicção de que é o melhor para as características dos elementos do plantel. Num princípio de época, trabalhar dois sistemas na mesma medida é muito, muito difícil. Isso só será possível com tempo, e se o plantel o permitir. Ser mais ou menos previsível não decorre de ter poucos ou muito sistemas. A dinâmica dos jogadores, essa sim, é que faz diferença. Confundi-los é que não, e isso acontece quando se quer ser muito imprevisível com variações tácticas.

Liderança

É determinante para um treinador ser um bom líder?
Nesta actividade, há dois aspectos fundamentais: conhecimento e liderança. Um técnico tem de estar sempre disponível para resolver qualquer dúvida que o jogador tenha, pois está a ensinar e a aprender ao mesmo tempo. Em termos de liderança, há três coisas essenciais num treinador: não criar problemas, não fugir deles, e ter coragem para os resolver. Se o conseguir, será um bom líder. Por outro lado, tem de ter humildade suficiente para ouvir os colaboradores que noutras áreas sejam mais fortes do que ele. É também isso que faz uma equipa: saber envolver-se com gente que lhe permita desenvolver um trabalho competente.

Existem boas e más lideranças ou apenas formas diferentes de liderar?
Existe alguma separação daquilo que são as funções do jogador e do treinador, mas a relação pode ser normal, com esse espaço para momentos de algum lazer, mas sem passar das marcas daquilo que são as funções de cada um. Não tem de haver uma rigidez nas decisões, ou falta de diálogo. Aliás, dentro de um grupo deve existir sempre o diálogo. Essa é a função de um treinador, poder chegar, em termos individuais, ao jogador que mais necessitar em determinado momento. Mas devemos fazer da liderança uma coisa normal e não um bicho-de-sete-cabeças, que tenhamos de estar todos a marcar o ponto. A liderança deve ser feita com regras, mas com liberdade para que os jogadores possam ser responsáveis para cumprir essas regras.

Moutinho

A energia de João Moutinho parece ser inesgotável. Como se explica este “fenómeno”?
Além das qualidades intrínsecas, a capacidade mental também ajuda. O João é forte. Ele joga como se treina, está sempre a nível elevado, e tem uma alegria contagiante. Tudo isto tem reflexo no seu jogo, daí a regularidade e maturidade que apresenta.

Trata-se, claramente, de um dos pilares da sua equipa…
É um jogador influente, não se pode negar. Esta época fez todos os dez jogos como titular. Trabalha bem, é inteligente do ponto de vista táctico, tem maturidade acima da média num jovem de 20 anos e a sua disponibilidade é imensa. Em sete dias, fez três jogos com grande alegria e intensidade. Não me arrisco, para já, a fazer rotatividade com um jogador destes.

Nani

É tarefa árdua para um técnico gerir as emoções de um jovem de 19 anos, como Nani, que num ápice passou a ser o centro das atenções?
Não é fácil gerir tudo isso. As qualidades são muitas, técnica e fisicamente, mas, se chegar ao topo, manter-se custa muito mais. E o Nani, mesmo com essas capacidades todas, mesmo jogando de forma regular, não está neste momento a fazer uma grande época, mas sim uma boa época. E é bom que aprenda a saber conviver com situações de sucesso. Mas para este menor rendimento que ele tem demonstrado há alguns culpados: em primeiro lugar eu, porque se calhar coloquei-o a jogar vezes demais; em segundo lugar ele, porque não está a aproveitar todas essas oportunidades da melhor maneira; e depois, se calhar, quem o rodeia, muitas vezes quem lhe possa dar demasiadas coisas para quem alcançou tão pouco. Isso torna-se perigoso para um rapaz de 20 anos. Ver notas 7 e 8 só por fazer um golo torna-se perigoso para um jogador…

Também?
Sim, fundamentalmente se ele não souber lidar com essas situações. Aconteceu em alguns jogos, e isso muitas vezes transforma os jogadores, alimenta-lhes demasiado o ego. Fá-los pensar que está tudo alcançado, só porque um órgão de comunicação lhe deu nota sete ou oito apenas porque marcaram um golo…

Veloso

Miguel Veloso tem sido uma agradável surpresa. É mais um jovem que se afirma…
Já tinha conhecimento das qualidades dele. Se calhar começou a jogar mais cedo do que todos prevíamos, embora nunca tivéssemos duvidado do seu valor. Sabíamos que era o seu primeiro ano no Sporting em termos seniores, após um ano na II Divisão, e passado mês e meio estava a jogar no Campeonato e na Liga dos Campeões. Isso só foi possível porque ele é um jogador muito personalizado.
Poderá jogar como médio-defensivo, sim, mas continuo a olhar mais para ele como defesa-central. Na pré-temporada foi utilizado nessa posição, com um rendimento muito positivo. Para mim, é central, mas poderá jogar, as vezes que entendermos, como trinco.

Abel e Garcia

O que é que se passa com o lado direito da defesa? Em dez jogos oficiais já foram utilizados três jogadores nessa posição: Abel, Garcia e Caneira…
A rotatividade poderá ser para manter ou não. É sempre em função dos objectivos e factores como rendimento, gestão do esforço dos jogadores e o adversário. Aquilo que todos terão de pensar é que qualquer um desses jogadores poderá jogar nessa posição.

Ver Abel fora do onze é uma surpresa…
Aquilo que fazemos no passado não tem de dar para tudo no futuro, pois o futebol é um processo contínuo. Mas há uma coisa que quero deixar clara: mesmo não sendo convocado, ou titular, e podemos falar também do Miguel Garcia, não há nada mais do que pura opção técnica. São dois profissionais extraordinários, que trabalham nos limites a cada dia. E eu decido.

Alecs e Bueno

Saiu Deivid, entrou Alecsandro. Uma mais-valia para o ataque?
O “Alecs” chegou com o Campeonato a decorrer, com menos tempo de adaptação do que o Bueno, mas é um jogador que tem feito um esforço para se adaptar o mais rapidamente possível, do qual esperamos, logicamente, um bom rendimento.

Que análise lhe merece Carlos Bueno, um ponta-de-lança que ainda não mostrou grandes atributos?
Se alguma das oportunidades de que ele dispôs com o Paços de Ferreira tem sido concretizada, estaríamos a falar de forma diferente… É cedo para fazermos uma avaliação definitiva. Vamos, com calma e paciência, continuando a trabalhar para melhorar o seu rendimento.

Polga

"É o único campeão do Mundo a jogar em Portugal, um defesa de grande qualidade, que está num momento fantástico. Mas não quero, nem o devo fazer, comparar com outros momentos que passou no clube. Acho que um jogador da sua qualidade deve passar por estes momentos, até porque acrescenta mais-valia à equipa. A mim não me surpreende, pois fui colega dele.”

Tello

Tello tem sido um elemento de grande utilidade. Estando ele em fim de contrato, é um jogador que lhe interessa manter?
Sobre as questões de renovações de contrato não vamos adiantar nada. O Tello passa por um bom momento, realizou dois bons jogos como lateral, mas no meio-campo também já tinha estado bem. Neste momento é um jogador que me interessa manter até final da temporada. Depois, quando houver alguma decisão, será ele o primeiro a saber. Mas é lógico que estou satisfeito com ele.

sem duvida que Paulo bento é um lider por natureza. Basta ver as suas atitudes e ler o que ele diz…concordo com tudo, excelente treinador que temos.

Em relação ao Nani tenho verificado que o seu rendimento em campo tem sido muito baixo. Está deslumbrado por todo este mediatismo, e um miudo com 19 anos, ter atingido o que ele já atingiu mexe com (quase) qualquer um. Mas a diferença entre um grande (ou extraordinario) jogador também se ve pela capacidade que o jovem tem em lidar com o sucesso. Basta ver o caso do Moutinho, um jogador simplesmente fabuloso! O Nani tem atributos fora do comum, mas se pensar que já não precisa de aprender mais nada (e tem de aprender muito) então o melhor é desistir da ideia de um futuro brilhante. Um jogador só chega ao top se mantiver sempre a mesma vontade em aprender e ajudar a equipa. Nani está um pouco arredado disso, talvez por algum bloqueio mental, e que Paulo Bento certamente resolverá.

A comunicação social é a principal responsavel pelo momento do Nani. Por isso prefiro que não se dê destaque nenhum ao Sporting e seus jogadores, e continuem a falar em Kezman’s po SLB e outras coisas do género.

Quem tem visto os jogos do Sporting e criticado as opções de PB, tem que ler atentamente esta entrevista. Não escrevi nada relativamente aos jogos do Bayern e FCP porque me chateia tanto bota-abaixo mas percebe-se em PB 2 coisas que se têm que considerar quando se olha para as suas equipas, nomeadamente os convocados e o 11 titular:

1º, e isto já escrevi, PB é um treinador à italiana, primeiro há que estabilizar a defesa e depois é que se pensa em cavalgadas para o ataque. Isto implica que depois do 1-0, esqueçam o ataque continuado: a equipa recolhe à base e muda o posicionamento para a espera do adversário e contra-ataques rápidos lançados muitas vezes com passes longos

2º, e isto é óbvio apesar de ainda ninguém ter reparado, para PB, quase todos os jogadores do plantel estão em igualdades de circunstâncias, e a rotatividade NÃO É para descansar os jogadores mas sim para que cada jogador se sinta motivado, cada jogador dê o seu melhor porque pode entrar em qualquer jogo, seja com o Paços em casa ou com o Bayern fora.
As excepções são a “espinha dorsal”: Ricardo (GR é uma posição especial e não há mais ninguém à altura), Polga/Tonel, Moutinho, Liedson.

Depois, reparem:
DD: Abel, Miguel Garcia, Caneira têm igualdade de oportunidades
DE: Caneira, Tello, Ronny idem
Trinco: Veloso, Custódio, Paredes, idem
Organizador: Carlos Martins, Romagnoli, Nani
Avançados: Alecsandro, Bueno, Yanick, idem

Excepção pela negativa: Farnerud, ao não ter tido até agora nenhuma oportunidade, e já está recuperado da lesão há umas 3 semanas, parece estar fora da carroça, mas aguardemos. João Alves, idem, aqui parece-me uma questão de atitude.

Por isso habituem-se: em todos os jogos vamos ter sempre a rotação de 2-3 titulares. Não considero isto especialmente negativo pelo que disse atrás mas também porque a equipa joga de uma forma que permite estas entradas e saídas constantes, não me parece que seja por aí que a equipa joga feio, mas mais pelo 1º ponto que citei lá em cima

1º, e isto já escrevi, PB é um treinador à italiana, primeiro há que estabilizar a defesa e depois é que se pensa em cavalgadas para o ataque. Isto implica que depois do 1-0, esqueçam o ataque continuado: a equipa recolhe à base e muda o posicionamento para a espera do adversário e contra-ataques rápidos lançados muitas vezes com passes longos

Que o Sporting joga á italiana todos sabemos, que o Sporting é extremamente ratoeiro (ou era) todos sabemos, no entanto não é isso que está em causa. O Sporting pode ser assim e pode jogar dessa maneira, mas repara que pode não resultar. E nunca têm resultado quando nos vemos em inferioridade no marcador, sendo que só recuperamos uma vez com o Boavista.

O Sporting ficou em desvantagem com o Paços de Ferreira, ilegalmente é verdade, mas no entanto não conseguiu marcar o golo quando era necessário. Sporting vence o Estrela da Amadora com um golo de sorte, não tirando o mérito ao Tonel mas queria ver se esse golo não existisse, onde é que nós andavamos e nesse jogo tivemos sorte. Ficamos em inferioridade com o Spartak e quando nos encontramos em igualdade não conseguimos virar o jogo. Perdemos com o Bayern, pois não conseguimos marcar nenhum golo em imensas opurtunidades.

A questão é esta: E quando tivermos de jogar no ataque? Eles sabem jogar muito bem á italiana, mas não sabem jogar constantemente no ataque, quer dizer sabem mas não marcam e isso é que importa, numa equipa como o Sporting tem de haver um plano B para o nosso sistema de jogo e quando temos de parar de jogar a defesa e temos de jogar ao ataque, temos de saber dar frutos aos ataques e isso não tem acontecido.

Quanto á rotação, ninguém me convençe que temos um plantel que tenha capacidade para serem todos titulares em qualquer jogo, há uns em melhor forma que outros e há outros em pior e que tem de jogar são os que estão em melhor forma e não dar palmadinhas nas costas a todos os jogadores para se sentirem seguros e confiantes porque nesses jogadores, talvez a qualidade não esteja lá

Que é que o Sporting faz quando tem que jogar ao ataque?

3 golos ao Boavista
Vitória no Nacional
2 golos no Aves
2 golos ao Leiria
Vitória na Amadora (curioso dizeres que temos oportunidades mas não marcamos por falta de sorte; e depois que vencemos aqui por sorte; mas afinal a sorte conta sempre? Isso não é uma análise isenta, é quereres chegar a uma conclusão e depois alinhares os factos que te interessam do ponto de vista que te interessam)

Isto já sem contar com os jogos amigáveis, em que estivémos invenciveis, e com alguns adversários complicados.

O que tem falhado é um avançado em forma que marque mais golos, se Liedson marcasse metade dos golos normais já ia com uns 4 esta época e isso significariam mais pontos.

Não podemos é andar a babar-nos à conta deste treinador e depois, mal vêm 2 resultado negativos, já anda tudo a bater no treinador. Sejam mais coerentes nas análises, não mudem com o vento dos resultados, para catavento já existem os lampiões.

A equipa está em 1º lugar empatada com os porks, dentro de 2 dias pode estar em 1º, estamos em 2º na LC, perdemos 2 jogos este ano, em ambos fizémos os impossíveis para virar o resultado e só não o fizémos por algum azar, a equipa tem lutado, a equipa tem sido disciplinada, os resultados têm aparecido, 5V 1E 1D na Liga é uma carreira boa, que mais é que querem?

Eu aposto o contrário, que Farnerud se tiver hipóteses vai provar ser uma alternativa de qualidade num meio campo que ainda não encontrou o 4 base estável.

E quanto à não afirmação de Abel como titular indiscutível sinceramente não compreendo, aliás não compreendo como é que os mesmos que tanto elogiaram o jogador o ano passado parecem sofrer agora de amnésia e querer “normalizar” a estranhíssima opção de PB.

Que é que o Sporting faz quando tem que jogar ao ataque?

3 golos ao Boavista
Vitória no Nacional
2 golos no Aves
2 golos ao Leiria
Vitória na Amadora (curioso dizeres que temos oportunidades mas não marcamos por falta de sorte; e depois que vencemos aqui por sorte; mas afinal a sorte conta sempre? Isso não é uma análise isenta, é quereres chegar a uma conclusão e depois alinhares os factos que te interessam do ponto de vista que te interessam)

Eu de facto hoje farto-me de rir, com que então jogamos ao ataque esses jogos todos? Tu sabes perfeitamente o que é jogar ataque permanentemente e criar situações de perigo.

No Nacional marcamos o golo e estacioanamos ao autocarro, depois com o Nacional em inferioridade numérica podiamos ter marcado mais 3 ou 4. Definitivamente não jogámos ao ataque, jogamos até marcarmos o golo. Chamas a isso jogar ao ataque?

Desportivo das Aves jogamos ao ataque? Fui so eu que vi ou iamos levando com 2 golos da equipa mais ridicula do campeonato, porque quando marcamos novamente viemos defender a nossa baliza contra uma merdinha de equipa. Isto é jogar ao ataque?

Leiria, um jogo mais estável mas mesmo assim não fomos asfixiantes, não jogamos em cima deles como tinha sucedido com o porco e com o Bayern, jogos esses que curiosamente perdemos

Amadora jogamos ao ataque? Mas viste o mesmo jogo? Foi a pior exibição do Paulo Bento desde que tá no Sporting e todos concordaram e queres convencer-me que jogaram ao ataque com apenas um remate e um golo. Isto é jogar ao ataque?

Nao peço mais, eu apenas peço vitorias e o Paulo Bento tem-nos dado mas não deixa de ser preocupante ver que esta equipa quando joga num jogo completamente ofensivo não marca, isso é grave!

Não percebo e gostava de uma explicação para a não utilização do Abel.
Ainda menos se percebe porque é que Garcia joga e Abel não.

O Farnerud merece oportunidade, até porque segundo me recordo ele num jogo amigavel entrou e marcou, ou estarei a sonhar? Se o contratámos é porque é uma mais valia, sem jogos não dá para avaliar.

A rotatividade não me chateia…chateia-me que Custódio e Paredes façam parte do mesmo onze.

Até agora Paulo Bento está a fazer um bom trabalho, mesmo com estas opções que eu considero estranhas, mas ele é que sabe. Eu gosto do discurso dele.

Abel vai ser titular amanha.

Quem tem visto os jogos do Sporting e criticado as opções de PB, tem que ler atentamente esta entrevista. Não escrevi nada relativamente aos jogos do Bayern e FCP porque me chateia tanto bota-abaixo mas percebe-se em PB 2 coisas que se têm que considerar quando se olha para as suas equipas, nomeadamente os convocados e o 11 titular:

1º, e isto já escrevi, PB é um treinador à italiana, primeiro há que estabilizar a defesa e depois é que se pensa em cavalgadas para o ataque. Isto implica que depois do 1-0, esqueçam o ataque continuado: a equipa recolhe à base e muda o posicionamento para a espera do adversário e contra-ataques rápidos lançados muitas vezes com passes longos

2º, e isto é óbvio apesar de ainda ninguém ter reparado, para PB, quase todos os jogadores do plantel estão em igualdades de circunstâncias, e a rotatividade NÃO É para descansar os jogadores mas sim para que cada jogador se sinta motivado, cada jogador dê o seu melhor porque pode entrar em qualquer jogo, seja com o Paços em casa ou com o Bayern fora.
As excepções são a “espinha dorsal”: Ricardo (GR é uma posição especial e não há mais ninguém à altura), Polga/Tonel, Moutinho, Liedson.

Depois, reparem:
DD: Abel, Miguel Garcia, Caneira têm igualdade de oportunidades
DE: Caneira, Tello, Ronny idem
Trinco: Veloso, Custódio, Paredes, idem
Organizador: Carlos Martins, Romagnoli, Nani
Avançados: Alecsandro, Bueno, Yanick, idem

Excepção pela negativa: Farnerud, ao não ter tido até agora nenhuma oportunidade, e já está recuperado da lesão há umas 3 semanas, parece estar fora da carroça, mas aguardemos. João Alves, idem, aqui parece-me uma questão de atitude.

Por isso habituem-se: em todos os jogos vamos ter sempre a rotação de 2-3 titulares. Não considero isto especialmente negativo pelo que disse atrás mas também porque a equipa joga de uma forma que permite estas entradas e saídas constantes, não me parece que seja por aí que a equipa joga feio, mas mais pelo 1º ponto que citei lá em cima

Não sei se será tanto assim. É claro que a ganhar o Sporting faz uma gestão da bola mais conservadora, mas não me parece que a estratégia seja dar a iniciativa ao adversário e apostar no contra-ataque.

Eu penso que na origem da tão discutida rotatividade tem havido um pouco de tudo. Caneira por exemplo tem sido poupado porque entrou com o comboio em andamento e o Tonel também já foi poupado no jogo das Aves. Noutros casos parece-me que é mais pelo facto de haver um grande equilíbrio de valores entre os concorrentes para o qual terão contribuído algumas situações como sejam a má forma do Abel, as lesões de vários médios ou a chegada tardia de Alecsandro.

Nani também tem feito parte do núcleo duro da equipa mas pelo que se pode depreender das palavras do Paulo, vai perder essa condição para ver se atina.

Finalmente em relação a João Alves penso que não é uma questão de atitude é mais falta de qualidade e “estaleca”.

Eu sou um admirador confesso do Paulo Bento não só pelo bom trabalho que tem vindo a fazer mas também pela forte personalidade que demonstra ter a cada dia que passa, para além disso sempre que fala fá-lo com inteligência e bom senso. Esta entrevista não acrescentou muito ao que já todos sabíamos mas houve duas passagens que não me agradaram muito:

O Sporting escolheu um caminho: ter jogadores para um sistema de jogo. Acreditamos nele, temos a convicção de que é o melhor para as características dos elementos do plantel. Num princípio de época, trabalhar dois sistemas na mesma medida é muito, muito difícil. Isso só será possível com tempo, e se o plantel o permitir…No Sporting, há um sistema trabalhado e não é solução mudá-lo sempre ou quando estivermos em desvantagem no marcador. Já jogámos com três defesas, mas, por ser uma estrutura menos elaborada, devemos aplicá-la menos tempo. Podemos querer tornar o nosso jogo imprevisível para o adversário, mas nunca devemos torná-lo imprevisível para os nossos jogadores. Eles devem sentir-se à vontade com o sistema que mais trabalham, o que leva a que muitas vezes faça trocas directas.
Isso aconteceu mais tempo na partida com o Inter, nomeadamente depois de o adversário ter ficado em desvantagem no marcador e em inferioridade numérica. Defendemos muito com três homens na frente, com o Yannick a preencher o vértice ofensivo do losango, mas nunca tivemos intenção de jogar com elementos abertos na frente.
Já não é de agora que eu digo quem em determinados jogos onde se defrontam equipas muito defensivas a melhor maneira de contornar os “autocarros” é contorná-los, e para o fazer é preciso abrir o jogo, por isso sempre disse que Douala era um jogador útil dadas as suas características impares no plantel e acho que em determinadas circunstâncias Nani e Yannick podem e devem encostar-se ás linhas, sendo que me parece quem o segundo nunca vai dar certo como 10.
Ter Custódio e Paredes de início é uma opção para repetir. Poderá jogar como médio-defensivo, sim, mas continuo a olhar mais para ele como defesa-central. Na pré-temporada foi utilizado nessa posição, com um rendimento muito positivo. Para mim, é central, mas poderá jogar, as vezes que entendermos, como trinco.
As prestações de Veloso como trinco agradaram-me e muito ao ponto de pensar que ele nesta altura merecia ser a 1ª opção para este lugar e não o 3º central que pode fazer uma perninha no lugar. Isto apesar de Paredes ser um jogador muito experiente que com o tempo pode aumentar a sua influência na equipa. Quanto a Custódio é evidente que ele é aquilo que se convencionou chamar de um jogador tacticamente muito bom, que em termos defensivos oferece todas as garantias ao treinador, mas também me parece claro que tem uma participação muito diminuta no jogo ofensivo da equipa, a começar na lentidão com que inicia aquilo que agora se chamam as transições.
Eu sou um admirador confesso do Paulo Bento não só pelo bom trabalho que tem vindo a fazer mas também pela forte personalidade que demonstra ter a cada dia que passa, para além disso sempre que fala fá-lo com inteligência e bom senso. Esta entrevista não acrescentou muito ao que já todos sabíamos mas houve duas passagens que não me agradaram muito:

parecia que as adivinhavas… :slight_smile:

O problema é que, não apresentando qualquer característica nesse sentido o que aparenta é que PB anda a querer inventar matéria para dar mais entrevistas, mas não pelas melhores razóes.

Espero que o grande líder que apontas (e que subscrevo) não se perca na parva soberba que por vezes toma conta dos tolos e dos bimbos. Oxalá me engane.