Para quando o fim da agonia?

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O Bessone é um fabricante de cachecóis desportivos e em simultâneo, um indefectível fanático do Sporting. O ideal, seria vender apenas cachecóis ao seu clube do coração, mas como todos devem perceber, isso não passa de mera utopia, pois no mundo dos negócios, temos de contar com tudo e todos, senão, não sobrevivemos. Conta o Bessone entre dois copos bem bebidos, que a sua deslocação a Alvalade para negociar, é no mínimo… peculiar. Enquanto no Dragão, o negócio é feito com o máximo rigor e profissionalismo e na cesta do pão, acabam por chegar sempre a um entendimento, quando chega a casa do seu clube do coração, tudo é confuso e nebuloso. Após apresentar a sua proposta e o seu melhor preço, depara-se com um lacónico «Não sei… vamos pensar e depois entramos em contacto consigo». Passadas algumas semanas e na ausência de qualquer resposta, decide telefonar para o Sporting com o intuito de saber se efectivamente há ou não interesse na compra dos cachecóis. Do outro lado da linha, um responsável do clube retorque assim: «Ah, pois, sabe… já mandámos fazer a um outro fabricante». Dias mais tarde, Bessone descobre que o referido fabricante é familiar de um dos elementos da Direcção do clube e que os cachecóis acabaram por ficar… 20% mais caros.[/size]

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Não é preciso ser um guru em dirigismo desportivo para perceber que o problema do clube não reside nos treinadores que têm sucessivamente ardido na fogueira de Alvalade. Parafraseando um político conhecido da nossa praça e que por acaso até faz parte do actual (des)Governo da República Portuguesa, se me perguntarem se eu acho que Bentos, Carvalhais, Sérgios e afins, têm qualidade para treinar o Sporting, eu direi que «Não»; se me perguntarem se eles deviam ter continuado a treinar o Sporting, eu direi que «Não»; se me perguntarem se eles estão isentos de responsabilidade, relativamente a esta senda de insucessos desportivos ao longo dos anos, eu direi que «Sim». Uma Direcção de um clube deve ter um projecto bem delineado, um rumo traçado e uma política desportiva sólida e coerente. Deve saber o que quer, de onde vem e para onde vai, sendo o treinador nada mais que uma peça de toda essa engrenagem estrutural, ou seja, deve fazer parte integrante da máquina e não estar à margem dela. Quando a Direcção constata que a escolha que se pretendia bem sucedida e afinal acabou por não o ser, deve o treinador ser substituído por outro que reúna as condições previamente delineadas – penso que até aqui, todos estamos de acordo. O problema começa a surgir quando não é só o primeiro treinador escolhido que não serve, mas também um segundo, um terceiro, um quarto e por aí fora. Tal como na informática, na electrónica, na mecânica, etc., quando a substituição de um componente ou peça que supostamente está a provocar uma determinada avaria não resolve o problema, a solução não será obviamente continuar a trocar o mesmo componente, mas sim começar por chegar à conclusão que afinal, o problema não estará (apenas) nesse componente. Do mesmo modo, em pouco menos de 16 meses, a Direcção de Godinho Lopes, vai contratar o seu terceiro treinador, deixando bem claro para todos os que ainda têm pelo menos 2 neurónios no cérebro, que o problema vem da estrutura directiva e não (apenas) dos treinadores.

Tal como todas as Direcções da continuidade, esta Direcção de Godinho Lopes não tem rumo. Ao invés, limita-se a navegar à vista, tomando as medidas que julga serem as mais adequadas no momento, mas recusando-se a cortar com interesses, privilégios, favores e má gestão, mostrando em simultâneo aquilo para o que vêm: governar para a Banca e para os interesses instalados, deixando a política desportiva, o clube e seus associados para terceiro plano. Há, contudo, uma curiosidade que já muita gente deve ter percepcionado e que une transversalmente todas as Direcções da «continuidade» que infelizmente têm estado à frente dos destinos do Sporting e que é o isolamento a que votam todos os treinadores que contratam. Desde Paulo Bento a Sá Pinto, passando por Carvalhal, Paulo Sérgio e Domingos, a tónica tem sido invariavelmente a mesma: abandonar o treinador às consequências de um jogo menos bem jogado, de uma má exibição, ou de uma derrota inapelável, deixando-o arder lentamente em lume brando, lume esse onde as Direcções não podem sequer se queimar, não vá isso pôr em causa a preciosa «continuidade».

Entretanto e pelos vistos, o problema do Sporting não é seguramente dinheiro. Gostaria de perguntar a José Maria Ricciardi - que já num passado recente teceu críticas à forma como o dinheiro é gasto em contratações e que, sofismas à parte, é a personalidade que condiciona a política do clube, tal como a troika condiciona a forma como o país é (des)governado - o que é que ele acha das pazadas de jogadores contratados para esta época, numa política desportiva sem rei nem roque e que visa única e exclusivamente favorecer as amizades e os compadrios. Que acha ele afinal, deste desvario financeiro protagonizado pela «sua» Direcção? No ano passado, foi dada aqui neste fórum a receita correcta com vista ao reforço do plantel de forma sustentada: investir o dinheiro na contratação de 6 ou 7 jogadores de valor inquestionável e que trouxessem mais-valia à equipa. Ao invés, optou-se por jogadores (a maioria a custo zero) que apenas trouxeram dividendos a quem meteu dinheiro de luvas ao bolso.

No momento em que estou a escrever esta crónica, está já o tal terceiro treinador na liça, mas só com muita ingenuidade alguém pode esperar que um qualquer treinador, por muito conceituado que seja, venha para o Sporting tentar resolver um problema que não está no balneário e muito menos no relvado, mas sim em quem apenas defende os interesses daqueles que paulatinamente nos estão a conduzir para a destruição. Já há muito que deixámos de lutar pelo título para passarmos a lutar pela Champions. Actualmente, já só lutamos pela Liga Europa e muito em breve, passaremos a lutar pela permanência na 1ª Divisão. Sinto-me bastante triste e revoltado com a situação a que o clube chegou, mas ao mesmo tempo, de consciência tranquila de que fiz tudo o que estava ao meu alcance para evitar que o Sporting chegasse até aqui. Por enquanto, o futuro do clube ainda pertence aos sócios, cabendo a eles dar definitivamente o murro na mesa, de modo a romper de uma vez por todas com este estado de coisas. Até lá, vamos agoniando… lentamente.

Excelente texto.

A resposta 'a tua pergunta tem de ter em conta uma serie de factores:

  • O principal, no meu ponto de vista, e’ a racionalidade da questao. Ou seja, aqueles que estao contra a gestao feita pela chamada “continuidade” fazem-no baseados em factos, evidencias e uma reflexao mais ou menos profunda sobre a realidade do clube. A maior parte daqueles que ainda apoiam este estado de coisas fa-lo porque…sim. E dificil argumentar, discutir, esclarecer adeptos ou socios que agem em funcao da sua ingenuidade, ignorancia ou fe, sabendo-se 'a partida que nao pode existir uma troca de argumentos valida. E dificil debater a falta de logica ou senso comum.

  • Outro factor fudamental e’ a maior qualidade evidenciada pela linhagem que gere o clube: a psicologia de massas e a sua manipulacao. Para se manterem no poder, Godinho e companhia sabem exactamente aquilo que devem fazer: manter sob controlo as claques, (unicas entidades mobilizadoras de uma contestacao ameacadora), ter um nucleo de socios com maior antiguidade a apoia-los de forma indefectivel e por ultimo manter uma distancia razoavel entre a direccao e o futebol do clube - se o futebol corre bem, colhem os louros; se o futebol corre mal a incompetencia fica naqueles que foram aposta num determinado momento e que “os deixaram ficar mal”. Em resumo: a “continuidade” governa-se. A ideia e’ manter o poder a qualquer custo, utilizando todos os meios necessarios para tal.

  • A questao do treinador e’ assim de uma utilidade extrema para Godinho e seus acolitos: enquanto se discute o tecnico, nao se discute o clube. O tempo que passa entre a expectativa de quem vai ser o treinador, a contratacao do mesmo, a inicial onda de entusiamo, o assentar das novas ideias, a aplicacao practica das mesmas, o longo periodo de beneficio da duvida, o “ainda e’ cedo para tirar conclusoes”, o inevitavel falhar de objectivos, etc, etc, etc, esse tempo e’ absolutamente precioso para garantir 'a direccao margem de manobra que lhes permita cumprir a sua missao: vender a SAD e aproveitar ate ao ultimo centimo as benesses de ser dirigente do Sporting.

Trocando tudo isto por miudos: chegamos a um ponto de dilema absoluto - o sucesso desta direccao e’ o fracasso do Sporting. Godinho e companhia tem um projecto em que o sucesso desportivo e’ apenas um aspecto lateral que lhes permite manter o poder com maior facilidade. Enquanto a grande maioria dos adeptos nao entender isso, o Sporting estara condenado a definhar lenta mas inexoravelmente.

Dois grandes textos sérios e lúcidos sem dúvida que enquanto os sócios e adeptos andarem distraídos a “escolher” o melhor treinador para o Sporting estes dirigentes vão passando incólumes a tudo ganhando assim precioso tempo para continuar a apunhalar o NOSSO clube sem serem minimamente contestados parabéns aos dois ( SCP Always e Rasputine ) pelos excelentes textos :clap: :clap:

Alguns comentários.

Primeiro, discordo da forma como se ilibam os treinadores das responsabilidades do que tem acontecido. Como tu próprio reconheces, nenhum dos treinadores dos últimos três anos era grande espingarda. Eu vou até mais longe: com a excepção de Domingos, nunca deveria ter passado pela cabeça de ninguém contratar qualquer um deles para treinador principal do SCP. Entre todos, tinham quantos anos de 1ª divisão? Cinco? Seis? E quantos troféus? Pegando na tua metáfora, se uma peça de má qualidade se avaria e tu a substituis por outra peça de má qualidade (que inevitavelmente se avaria também), como é que podes dizer que o problema é da máquina?

Aceito que os treinadores não sejam os únicos responsáveis pelos fracassos; mas daí a dizer que era igual estar lá o Sá Pinto, o Mourinho ou um bidon de gasolina, vai uma enorme distância. Como já escrevi por aqui, não critico a direcção por mudar de treinadores de seis em seis meses; critico-a por estar sempre a contratar treinadores que têm de ser despedidos ao fim de seis meses.

E isso leva-me ao discurso da tábua rasa, que também vejo aqui. Esta ideia de que, como a direcção é fraca, não vale a pena contratar bons jogadores nem investir num grande treinador é desconcertante. O que é que isso quer dizer ao certo? Que metemos o clube no limbo e proíbimos todas as contratações até à manhã radiosa em que uns dirigentes hiper-competentes tomarão conta do clube? Que nos devemos estar a marimbar para quem é posto no banco ou no XI até esse dia? É que eu não quero sorrisos cínicos nem encolher de ombros se o Godinho Lopes se lembrar de apresentar um Manuel Cajuda ou um Pedro Martins; quero que os adeptos lhe peçam contas se isso acontecer e lhe façam sentir que isso nem lhe deve passar pela sua cabeça. Não é por ele ser mais fraco ou mais forte que a exigência sobre o presidente do SCP deve ser menor.

Há ainda outra coisa que tenho dificuldade em entender, que é a destruição total das contratações. Ora, eu não tenho memória curta. Lembro-me do plantel absolutamente miserável da última época de JEB (o tal dos 11 portugueses e da formação, que muita gente elogiava…). Mais, lembro-me como era unânime que era necessário investir a sério para recuperar o fosso de qualidade que Franco e o mesmo JEB deixaram cavar para Porto e Benfica. Repito: investir. O que foi feito. E, desculpem-me, mas o plantel actual parece-me MUITO melhor do que há dois anos. Com uma ou outra excepção, o que eu critico não são os jogadores que foram contratados - estão a render uns 10% do que valem, é certo, mas aí é, mais uma vez, uma questão de treinador. O que critico é (a) os que ainda não foram contratados (a lateral direita e frente de ataque) e (b) as vendas ao desbarato (cada vez que penso que João Pereira, titular da selecção semi-finalista do Euro, foi vendido por tuta e meia, fico com urticária). Agora, criticar por investir?

Just my two cents.

Então, acabas por me dar razão, de um modo ou de outro. Se os sucessivos treinadores contratados não têm o rendimento desejado, das duas uma: ou os treinadores são bons e é a Direcção que não tem qualidade, ou então, todos os treinadores escolhidos foram maus e aí, a incompetência está em quem os escolheu. De um modo ou de outro, a questão leva-nos sempre à mesma origem do problema: uma Direcção sem rumo, sem organização e sem vontade em atacar os verdadeiros problemas do clube.

Tudo se resume a tentarmos perceber qual o verdadeiro responsável ou responsáveis pelo facto do Sporting estar afastado do título há 11 anos, depois de ter minguado durante 18. Convém ter presente, por exemplo, que o clube teve 9 treinadores em 10 anos e que continua a contratar camionetas de jogadores baratos e a custo zero, quando é opinião corrente que a reforma de um plantel deve ser efectuada com investimento na qualidade e não na quantidade. Por exemplo, não acredito que dos 9 treinadores que baquearam no Sporting, nenhum fosse campeão no Porto.

O busílis da questão aqui, não é a necessidade em fazer contratações (penso que ninguém tinha dúvidas a esse respeito), mas sim a forma como elas foram feitas, até porque o actual plantel é superior em relação ao de há 2 anos, mas não é assim tão «MUITO superior», como muitos pensam. É bom não esquecer que a maioria dos jogadores contratados são jovens, com pouca experiência e um longo caminho a percorrer até chegarem a um patamar competitivo aceitável. Aceito que eles poderão render mais que aquilo que estão a render, mas duvido que seja suficiente para ajudar o Sporting a lutar pelo título nacional. Um clube como o Sporting, a necessitar de uma reforma urgente no plantel e com um valor limitado para investir, tinha 2 alternativas: comprar muito, barato e de qualidade duvidosa, ou pouco, caro e de qualidade acima da média e mais uma vez, escolheu erradamente a 1ª opção. Com o dinheiro que foi gasto, contratavam-se 6 ou 7 jogadores de valor inquestionável, como fazem os clubes que se pretendem reforçar para atacar os campeonatos e podes ter a certeza que estaríamos mais fortes do que estamos actualmente.

  1. Tanto milhão depois, quando comparado com o investimento nos anos anteriores, o plantel teria de ser sempre bem melhor, o que também é necessário salientar não seria assim tão difícil.

  2. Demasiadas “excepções”, e bem onerosas diga-se, para o meu gosto. A quantidade de jogadores que chegou é simplesmente ridícula, o que fica bem explicito na taxa de “sucesso”, basta ver aqueles que já levaram guia de marcha.
    Falta de critério mais do que evidente na contratação de vários jogadores (quantos centrais chegaram e saíram no último ano e meio?).

  3. Ainda não ouvi ninguém criticar o investimento em si, mas existem mais do que razões que fundamentem a critica da forma como tem sido levado a cabo esse investimento. Já para não falar da % desse investimento que vai para despesas não quantificáveis (estes R&C são uma autêntica paródia!), mas aqui remeto para o texto original do SCPAlways.

Todo o texto é de uma enorme qualidade mas este trecho é lapidar.

Muito bom. :great:

Um texto elucidativo, real e muito bem escrito.
Discordo apenas do escrito na seguinte frase: “se me perguntarem se eles estão isentos de responsabilidade, relativamente a esta senda de insucessos desportivos ao longo dos anos, eu direi que «Sim»”
Em certa medida entendo que são também responsáveis, seja por ação ou por omissão.

Concordo… excelente texto.
(Li-o pouco depois do SCP Always o ter postado, achei que a qualidade era tal que embora quisesse escrever alguma coisa , optei por o não fazer, por ser quase indigno de colocar um pobre comentário dos meus a seguir a esta peça :-[. Ainda bem que o não o fiz, que assim pode o Rasputine postar logo de seguida outro texto … muito bom.
:clap:

Aproveito para salientar também esta parte já destacada pelo GBM. Concordo com que é referido, o nosso actual plantel não será assim tão superior ao que era o de há 2 anos (se é que é realmente superior… tenho algumas duvidas). Há 1 ou 2 posições que está mais forte, outras que têm mais soluções, mas actualmente no compto geral teremos plantel superior? Será talvez “potencialmente” superior, mas os tais jogadores jovens com potencial que poderão vir a ser estrelas, quando e se o vierem a ser , é porque já há muito estão longe de Alvalade. Não será no Sporting que os veremos brilhar, já percebi que mal apareçam as primeiras centelhas de brilho, serão despachados para um qualquer clube médio europeu. Aí sim brilharão mais forte antes de passarem para algum colosso numa transferencia milionária.

Desportivamente, renderem no Sporting o suficiente para nos levar ao título, seria necessário a coincidência pouco provável de demasiados factores. Um bom treinador, sim; depois que “aqueles” 3 ou 4 lesionados crónicos de imensa qualidade tivessem um click… e milagrosamente tivessem uma época sem lesões. Também, os jovens de elevado potencial teriam de ter um click que os fizesse disparar em simultâneo (sim, pois se esta época o jogador A arrancar para excelentes exibições , será muito provavelmente vendido. O jogador B, na época seguinte ,também atinge um bom patamar… mas a nível de equipa nao será proveitoso, porque o colega que fez o excelente campeonato anterior já nao mora cá). Já para não falar noutro click que se teria de verificar, as arbitragens. Não, não tinham de nos beneficiar, simplesmente não nos poderiam prejudicar como o têm feito apesar de estarmos completamente na mó de baixo.

Com todos estes considerandos, nao penso que possamos ser a curto prazo competidores sérios para os nossos dois arqui-rivais. E com tendência para piorar… ainda assim, que diacho não se pode ser assim tão mau de repente, é obrigatório que estivéssemos a lutar por lugares bem mais acima da tabela.
Maior fosso qualitativo para os rivais, não é provavelmente a nível dos jogadores: quando subimos para comparar o nível das equipas técnicas, mais aumenta o fosso. E se chegarmos ao patamar dos dirigentes, ui, aí o fosso fica imensamente largo…

Quase todos os dias ao pensar no Sporting e nos seus dirigentes dou comigo a dizer como é verdadeiro ditote atribuído ao Camões… "O fraco rei faz fraca a forte gente.". Enquanto nao mudarmos de rei nao vamos a lado nenhum. O pior é que “a forte gente” parece demasiado enfraquecida sem capacidade para derrubar a corja do poder instalado. Será mesmo assim?

gostei do texto, em especial porque tocou naquilo que considero o verdadeiro cancro no coração da direcção do clube, o nhónhó JMRicciardi. Basicamente aquilo a que apelidas-te de FMI é realmente a verdade. Não é à partida uma direcção isenta tanponada pelos demandos do BES mas sim um compadrio parasita que vai acabar por MATAR o hospedeiro ( SCP ), sendo essa politica de contratações uma boa oportunidade para dar a comer a TODOS. O problema é só e apenas da direcção que só está interessada em seguir as indicações dos bancos, E MAIS NADA !!!, basta relembrar um mete nojo que 24h antes de se demitir, criou um buraco negro chamado VMOC´s … vou-me atrever a falar daquilo que não sei mas o número 55 milhões vem-me à mente (os mais entendidos que o rectifiquem se se derem ao trabalho ). Daí eu ter falado num POSTE anterior que se o clube fosse vendido de vez, a um estrangeiro, podia ser que ao menos mudassem as moscas … quero ser ingénuo a esse ponto.

Apesar disso existem 3 modelos de gestão em portugal. Porto, Braga, Benfica e Sporting juntos num só.

Porto - compra caro, mete 1 ano na equipa b, jogadores entram a espaços sem muita pressão, sobem á primeira e VINGAM !!
o SPORTING não tem estrutura para isto embora tenha a melhor escola de putos ?!!??!!??! mínimo estranho.

Braga - compra barato mas com qualidade, vende CARO!!! que nem cornos (ao sporting atão fdx … ) e tem vindo a crescer exponencialmente. Não me parece que o sporting deva seguir este modelo.

SPORTING e benfiquinha … compram mal, primeira entrevista já são campeões, pressão do cacete, ZERO de preparação e ambientação e ainda não chegaram e já têem de render em campo … PIOR GESTÃO DE TODO O SEMPRE e óbvio aquela que mais queima jogadores, treinadores, é guito a rolar para todo o lado e é uma festança brutal … e OBVIO é aquela escolhida pelos dirigentes a mando dos bancos para o sporting. Todos os anos é necessário empenhar ainda mais o clube, até à alienação total refém dos bancos…

É TRISTE mas é a verdade dos ultimos 30 anos … ou mais …

TERMINO em concordância com o dono do tópico, seja qual for o treinador que venha, vai ser deixado ao abandono por esta ou outra direcção da continuidade qie lhe suceda e a dança das cadeiras vai continuar !!!

Mas eu não contesto que as Direcções falharam ao escolher os treinadores. Ou melhor, não falharam. Há anos que insistem no mesmo tipo de treinador: sem experiência/em formação, sem títulos e pouco exigente por estar grato pelo oportunidade imerecida que lhe estão a dar. E, diga-se, contam muitas vezes com os aplausos dos sócios que acham que tudo se resolve com “sportinguismo” e “atitude”. Portanto, a direcção não pode ficar surpreendida se eles falham.

O que eu contesto é a ideia que “é indiferente quem está no banco, porque a direcção não presta” que é o que li no texto e que vejo muita gente a repetir. Eu acho que é exactamente o contrário: quanto mais frágil a direcção, maior a diferença que faz o treinador. Treinar um grande clube que está no num período prolongado de insucesso é talvez a tarefa mais difícil para um treinador. É um trabalho para um profissional batido, não para aprendizes.

Quanto aos nove treinadores em 10 anos, volto a dizer: o problema não é despedires treinadores ao fim de seis meses, é contratares treinadores que têm de ser despedidos ao fim de seis meses. Além disso, e que eu saiba, nesse lote de nove treinadores inclui-se um que esteve quatro anos em Alvalade. Repito, quatro anos - algo que não acontecia num “grande” há décadas. Quantos campeonatos é que conquistámos nesses quatro anos? Bem me parecia. É que a estabilidade não é um bem em si - só o é se o que é estável for bom.

Quanto à perspectiva de um Paulo Sérgio ou de um Sá Pinto (só para referir os dois piores que passaram por Alvalade nos últimos anos) triunfarem nas Antas, boa sorte. O que é que isso provaria? Também o Vítor Pereira, o António Oliveira ou o Jesualdo o foram e não é por isso que os acho grandes treinadores e indicados para o Sporting.

Bolas, todos sabemos que até o Gervásio do Ecoponto se arriscaria a ser campeão no Porto, nas actuais condições. Mas também sabemos porque é que assim é. É um mistura de competência com uma rede criminosa de tráfico de influências e de falseamento de resultados - ao ponto de, com eles, nunca sabermos onde acaba o mérito desportivo (que o há) e começa a batota.

Além disso, o Porto é um péssimo exemplo e ensina-nos muito pouco sobre como sairmos do buraco onde estamos. É o clube hegemónico há mais de duas décadas, mas é também O que eles montaram é algo de irrepetível e que, francamente, não quero que se repita no Sporting.

Muito mais interessante para nós é a experiência do Benfica. É único clube que se compara ao Sporting em termos de implantação nacional e é também um clube que até muito recentemente estava mergulhado numa crise financeira e de resultados da dimensão semelhante à nossa. E uma das peças-chave para sair dessa crise foi o treinador. O presidente e a direcção eram os mesmos que eram ridicularizados pelos 3ºs e 4ºs lugares e o plantel não era substancialmente diferente. Mas a diferença que o Jesus fez para treinadores como Quique ou Koeman foi abissal, tanto ao nível da qualidade do futebol e dos resultados como da valorização dos jogadores.

Bom, comecemos pelos 6 ou 7 jogadores de valor inquestionável: Rinaudo, Rojo, Ínsua, Pranjic, Elias, Schaars, Capel, Wolfswinkel, Carrillo (ups, acho que já ultrapassei os 7!) Não sei, mas a mim parecem-me jogadores de equipa que luta pelo título. Concordo contigo que ainda não temos um plantel melhor que os nossos rivais. Mas isso só nos leva ao que eu já tinha dito. O problema não são as contratações que foram feitas mas nas que ainda não foram.

Acho que as pessoas se esquecem o quão mau era o plantel deixado por JEB. Era uma equipa onde só Patrício, João Pereira e Izmailov eram jogadores para ganhar campeonatos. São 3 em 24! Isto não era um mero problema de renovação que ocorre em todas as equipas: era um final de um ciclo de degradação de meia década, mascarado pela capacidade de limitação de danos de Paulo Bento, por um discurso progressivamente alienado que começou por festejar 2ºs lugares e acabou com elogios aos “11 portugueses”. Não eram só precisos 6 ou 7 “jogadores de qualidade”; era para aí o dobro disso e isso só para começar. Ou seja, não havia outra alternativa a “contratar muito”

Ou seja, a tarefa de reconstrução era gigantesca. E, desculpem, mas eu acho que se avançou muito e se conseguiram bons jogadores, tanto caros como baratos. A um nível que me surpreendeu: tendo em conta o passado do Freitas, a percentagem de flops foi muito inferior às minhas expectativas. Há, claro, muita coisa com a qual não concordo na construção do plantel: não percebo a enorme fragilidade do lado direito da defesa (para mim, Cédric e Pererinha são exemplos acabados da sobrevalorização da formação) , quando comparado com a abundância qualidade à esquerda ou a decisão suicida de ter apenas um ponta-de-lança no plantel (acho que Wolfs é bom, mas não pode ser a nossa única solução de ataque). Mas não tenho dúvidas que, com um treinador de topo, este plantel estaria a dar luta a sério a Benfica e Porto.

Falar de “uma rede criminosa de tráfico de influências e de falseamento de resultados - ao ponto de, com eles, nunca sabermos onde acaba o mérito desportivo (que o há) e começa a batota” em relação ao Porto e dar logo a seguir como bom exemplo a seguir a situação do Benfica, é espantoso. Para mim revela uma falta de memória sobre o que é a história do Benfica no futebol português. Porque, mesmo hoje, a nenhum clube se aplica tão bem a caracterização de “uma rede criminosa de tráfico de influências e de falseamento de resultados…” como ao Benfica. E ao Benfica actual. A Arbitragem, a Justiça desportiva, o Proteccionismo do Estado são coutadas do Benfica. Onde o Porto consegue também entrar, é certo, mas com mais dificuldade.

@Petrovich

É óbvio que os treinadores não são, de todo, indiferentes no desempenho da equipa de futebol do Sporting. E eu quero o melhor treinador possível, apesar de achar que quem que venha, tem condições de trabalho muito difíceis, neste clube.

O que eu pergunto, é se achas que os melhores treinadores dos últimos 12 anos, foram os treinadores campeões em 2000 e 2002.

Pergunto se no período Bento, a falta de título de campeão terá sido mesmo por falta de capacidade do treinador. Tinha melhores jogadores que o porto? As condições ( cultura de exigência, hábito de vitórias, o sistema instituído de ligações pouco claras com as entidades organizativas do futebol português e com outros clubes ) eram as mesmas? O treinador tirou ou não rendimento dos meios à disposição? A exigência do título, face às condições, tinha cabimento? A falta desse título justificou o ambiente criado em redor do treinador? Este foi um caso de um… aprendiz, como gostam de chamar, que provou competência. Eu leio com alguma tristeza as críticas e referências a uma “cultura do segundo lugar”, quando em 3 dos 4 anos até se lutou pelo título, pese as armas desiguais, a todos os níveis. E sempre me fez comichão, quer os anticorpos a um treinador jovem e que demonstrou valor, por parte da ala mais radical, quer a glorificação por parte de alguns adeptos da continuidade, de um período em que o fosso a nível das condições financeiras foi sendo mais alargado, tal como a subalternização organizacional do clube, aproveitando o trabalho de Bento, o trabalho de alguns jovens e de Liedson, para disfarçar as fraquezas de uma estrutura incapaz. Detesto ouvir ROC a defender o roquetismo baseado nos troféus de Bento, como detesto ouvir outros, culpando-o de tudo e mais alguma coisa. A tal cultura de segundo lugar não foi instituída pelo treinador e o seu grupo de trabalho, que foi fazendo pela vida.

Concordo com o SCP Always e é uma discussão que vem do ano passado. Comprou-se muito e nem tanto pela qualidade. Continuo a achar, como no passado que os 2, 3 melhores jogadores do plantel, são alguns dos mais antigos. E que a diferença de qualidade para todos os outros é demasiado evidente. Da época passada e da onda de contratações, entre jogadores que estavam na A e agora estão na B ou estão emprestados ou se rescindiu contrato, conto 8 jogadores. Somo a estes Xandão, que dificilmente vai sair da condição de suplente, Jeffren, que pode ter todo o potencial do mundo, mas que teve uma época, à imagem da sua carreira, em que mal calçou por lesões e não parece capaz de mostrar tudo o que se lhe apontava. Já são 10 jogadores que ou não foram mais valias ou não o são. Um ou outro talvez prove valor, no futuro. Talvez. Quanto aos restantes, tenho algumas dúvidas quanto à sua capacidade para serem determinantes num campeão. Em quase todos eles. Talvez o único em que não tenho dúvidas, seja Rinaudo. De resto, gente com alguma qualidade, certamente que renderão bem mais em outra conjuntura colectiva, mas nenhum que fizesse e faça a diferença, de forma consistente. Eu costumo dar o exemplo de Izmailov. Com o joelho estourado, sem competir durantes meses, entra e fica visivel a todos, o que de facto é um grande jogador. Não joga é sozinho.

Com isto não quero dizer que a qualidade média do plantel não subiu relativamente aos tempos de JEB. É evidente que subiu. O que eu questiono, é se subiu de forma a justificar um investimento, entre a época passada e a corrente, de mais de 50M. A duplicação dos custos com o pessoal. A alienação dos passes de grande parte dos jovens da formação. Não questiono se todo este dinheiro gasto valeu a pena em termos de resultados desportivos, porque aí a resposta é evidente.

Não consigo arriscar e afirmar que um treinador de topo nestes 2 anos, nos pusesse a lutar pelo título de campeão. Vejo demasiados defeitos em todos os extremos, vejo médios demasiado iguais e pouco complementares, vejo apenas um PL, com características muito próprias, vejo jogadores, até vários dos mais importantes, com um histórico muito complicado em termos de lesões.

Acho que se sobrevalorizam demasiado as contratações deste ano, especialmente se pensarmos na sua capacidade para render no imediato.

Fala-se muito de JJ e do impacto que teve mal chegou ao benfica. Esse impacto é inegável. Como é inegável o enorme investimento que os lamps começaram a fazer uns 2 anos antes da sua chegada, na ordem das várias dezenas de milhões por época e que se tem mantido constante. JJ apanhou uma equipa de enorme qualidade, superior à anterior e, ao contrário de Quique, soube potenciá-la de acordo com o seu valor. É a velha questäo das omeletes e dos ovos. Omeletes que näo houve nos 2 anos seguintes e os ovos näo faltaram.

As minhas expectativas para esta época eram baixas, 1. Porque entendo que o clube não tem liderança, não se faz respeitar e näo tem um rumo definido. 2. Porque via demasiados defeitos no plantel. 3. Porque tinha muitas dúvidas relativamente ao treinador. Não é que a realidade esteja em conformidade com o que eu esperava, porque näo está… que é ainda pior do que os meus piores pesadelos e aqui contribuiu e muito, o mau trabalho do treinador.

Entretanto, há outras coisas piores do que as minhas piores expectativas. Vejo um clube dividido como nunca. Vejo ódios superiores aos que devotamos aos adeptos e/ou dirigentes dos rivais contrários. Vejo um clube à beira de uma guerra civil e/ou do afastamento final de grande parte dos Sportinguistas, do seu amor de sempre. Há uns meses preocupava-me tremendamente com a sustentabilidade financeira e económica do meu clube. Agora, isso passou para segundo plano. Temo por uma implosão e a começar do lado do que este clube tinha de melhor: os adeptos.

Quando os Sportinguistas quiserem. O Sporting é e será sempre o que os Sportinguistas quiserem que seja.

@Lion 73

Acho que me expressei mal. Eu simpatizo com o Paulo Bento e acho que ele fez um bom trabalho nas suas duas primeiras épocas. Agora quando sai, em 2009, era evidente há muito que já não iríamos progredir mais com ele. Era óbvio que, mesmo que tivesse ficado, iria terminar esse campeonato atrás dos nossos rivais. PB é a ilustração viva do ditado “o bom é inimigo do óptimo”. É exímio na limitação de danos, mas não é um treinador para construir uma equipa que ganhe campeonatos. E, quando a bitola se moveu - ou seja, quando o Benfica voltou à luta - isso ficou patente.

Já agora, uma correcção: o único ano em que Paulo Bento lutou realmente pelo título foi em 2006/07, e mesmo aí fomos sempre “underdogs”:foi uma grande ponta final que criou alguma ilusão, mas o título foi sempre mais possível do que provável. Em 07/08 ficámos a uns escandalosos 20 pontos e em 2005/06 e 2008/09 o Porto manteve sempre uma distância confortável (7-8 pontos) para nós.

Podes dizer-me que ele fez o possível com muito pouco, mas o outro lado da moeda é que assistiu impávido à degradação sucessiva do plantel e nunca se insurgiu contra a falta de investimento em jogadores por parte da direcção. A equipa horrenda de 2010/11 não apareceu por acaso; foi apenas o culminar de um ciclo de seis épocas em que cada ano tínhamos uma equipa pior do que no ano anterior. E Paulo Bento foi treinador em quatro dessas seis épocas. Teria um treinador de topo pactuado com essa situação? Duvido muito. Se calhar, uma saído ao fim de seis meses e chamado a atenção para o que estava a acontecer, não teríamos chegado onde chegámos.

Quanto ao actual plantel, continuo na minha. Acho que é muito melhor do que há duas épocas, embora ainda precise de mais reforços para ter a profundidade necessária para suportar os rigores de uma época. E gostava de o ver a render qualquer coisa próxima do seu potencal para ter a certeza - algo que só ocorrerá com um treinador a sério.

Acho que o Petrovich tocou no ponto essencial, o maior defeito/erro de Paulo Bento foi não nunca ter dado o murro na mesa, e dizer: “com este plantel não vamos a lado nenhum”, claro que Paulo Bento pelo sua falta de experiência mas também pelo seu feitio nunca foi homem para o fazer.
Paulo Bento aguentou o barco muito para além dos limites, o naufrágio de Muniche provou isso mesmo, nunca em condições normais uma equipa com um plantel tão limitado poderia chegar àquela fase da Liga dos Campeões.

A importância da direcção e da estrutura do nosso clube tem muita influência no que se passa dentro do campo. Basta ver que o Domingos começou bem no Sporting, mas depois parece que a imcompetência da direcção começa a afectar o treinador e o ambiente no balneário. Com o Sá Pinto foi a mesma coisa, fomos às meias finais da liga Europa e tivemos uma excelente serie de jogos em casa. Passados pouco meses de eliminarmos o city fomos perder 3-0 com o Videoton! Isto também acontece com os jogadores que chegam em que pareçe que vão desaprendendo o que sabiam. E os nossos jovens que vêm da nossa Academia estancam rapidamente, deixando de evoluir.

Estou totalmente de acordo com a tua opinião !

Antes de mais devo dizer que concordo com quase tudo o que disse o SCP Always, bem como com o Rasputine. Claro que na questão do treinador e da qualidade do plantel o Petrovich também usou alguns argumentos válidos, mas penso que de uma forma geral todos os adeptos/sócios que fazem uma avaliação séria e racional do clube chegam à mesma conclusão, estas direcções da “dinastia Roquete” estão a dar cabo do Sporting.
Podemos realmente ter um plantel com mais qualidade/soluções do que o paupérrimo plantel deixado pelo JEB, e acredito que com um treinador experiente poderíamos mesmo dar luta pelo título ou pelo menos assegurar sem margem para dúvidas o lugar que infelizmente neste momento é ocupado pelo Braga, mas não vejo vontade desta direcção em mudar o rumo dos acontecimentos. Vi alguns adeptos defenderem o nome do Co Adiense para treinador (confesso que também gostaria de o ver por cá…), mas não acredito que o Godinho e sus muchachos vão buscar alguém capaz de os enfrentar e expor o verdadeiro “estado da nação”. Vejam o que diz Boloni na entrevista ao Jogo, com este tipo de dirigentes corremos mesmo o risco de hipotecar toda e qualquer hipótese de termos um treinador a sério, porque nenhum vai querer sujeitar-se a isto…

experiencia n falta a esse senhor … mas … n foi o CO adriansse o pior da história recente do porco ? já n me lembro muito do que se passou por terras do norte mas, julgo que n foi treinador que deixa-se saudades …