Para o Sporting, nada é impossível.

Uma das coisas que mais me tem irritado nos últimos largos anos, em assuntos que se relacionem com o Sporting, é o conceito de inevitabilidade.

A “inevitabilidade” serviu de mote para uma campanha de desculpabilização e justificação dos insucessos.

A “inevitabilidade” serviu para desvirtuar os valores do clube, assentes em Esforço, Dedicação e Devoção, em exigência, em amor à causa, em fidelidade, em união em redor de um ideal. Promoveu a inexistência de uma cultura de exigência, promoveu o comodismo e produziu um Sporting amorfo.

A “inevitabilidade” desresponsabilizou uma gestão irresponsável, originou um regime assente numa dinastia que tudo fez para manter o poder e que justificou a decadência do Sporting com o azar, as bolas nas traves, o destino.

Num momento feliz para os Sportinguistas e é feliz não porque se tenha ganho o que quer que seja, se não o respeito e a satisfação por uma equipa de futebol que tem uma postura competitiva que faz orgulhar os seus adeptos e sim por comparação com um passado recente, porque sentiram na pele e até há pouco tempo o medo pela queda do seu clube, alicerçada pela total ausência de rumo, pela incompetência, falta de coragem e de responsabilidade, a tal ideia de “inevitabilidade” volta-me a incomodar.

Segundo algumas correntes de opinião o “Sporting de tostões”, tem que se reduzir obrigatoriamente a uma posição subalterna na liga 2013/2014. As diferenças orçamentais parece que obrigatoriamente têm que reservar os dois lugares cimeiros para os clubes mais poderosos financeiramente. Muitos, aproveitando o discurso realista do treinador do Sporting e do seu presidente, estão como peixe na água no seu discurso pequeno e cínico, de reduzir o clube a um actor secundário, porque é assim que tem que ser.

O Sporting não “tem” que coisa nenhuma. A realidade, que dita uma equipa de futebol mais barata, mais inexperiente, com menos qualidade e que provavelmente sofre de traumas recentes e que contribuíram para a pior época desportiva de sempre e uma estrutura ainda com muito para crescer, se nos colocam atrás de outros no que respeita a condições para ter sucesso e certamente que nos colocam, que sou dos que pensa que o terceiro lugar será o destino mais provável para esta equipa, não pode contudo traçar um destino. Não de forma definitiva.

O destino do Sporting, está também nas suas mãos. Na capacidade de superação de quem enverga a camisola, na sua ambição, no respeito para com o seu próprio esforço e de quem está ao lado. Na capacidade de dar as mãos aos seus, de não os deixar cair, de lutar até à última pinga de suor por cada um dos colegas e pelo grupo.

Mais que as boas medidas a nível da reorganização financeira e desportiva, é este o mérito do presidente do Sporting. De lembrar, a quem se esqueceu, da força, da história, da glória do Sporting Clube de Portugal e daquilo que o clube tem de melhor: os seus adeptos, únicos no mundo.

E para isto contribui em nada qualquer guerrilha entre claques, as satisfações por ódiozinhos pessoais por consumar, vinganças tolas e egoístas pelo passado que passem para lá da necessidade, urgente, de responsabilização até como lição para gerações futuras e compreensão das razões que levaram o Sporting à beira do abismo.

No “ano zero”, no ano de reconstrução e de lançamento de alguns alicerces rumo à sustentabilidade futura do Sporting, ainda claramente ameaçada, o trabalho de Leonardo Jardim, dos jogadores e da direcção do clube, levaram a equipa de futebol à possibilidade de um bónus. De uma “vida extra”. De um prémio. Daqueles saborosos, cujo falhanço em nada deve e tem que desviar o clube do caminho que está a construir e este caminho será certamente longo… mas à conta das dificuldades, da consciência das nossas fragilidades e das forças dos outros, o desafio é demasiado aliciante.

Depois da catástrofe desportiva, financeira e patrimonial, da pretensa “belenização” do Sporting… o clube tem a possibilidade, pequena que seja, de fazer um pequeno milagre. De mostrar a tudo e todos que nada é impossível para quem nasceu, de facto, para ser o melhor. Para o Sporting, nada é inevitável. Ou impossível.

Excelente Texto. Impossível para os outros, possível para o Sporting!

Gosto sempre de ler os teus textos pela clareza de espirito e pela forma como os estruturas com muita inteligência na defesa da tua paixão, que é de resto a de todos nós, mas preservando sempre a tua honestidade intelectual.
Por que procuro ser sempre franco nas minhas abordagens, não posso deixar de achar alguma estranheza neste texto.
Para além de não ter sido desenvolvido como é teu hábito, estruturado, claro e pertinente, mais parece um desabafo de momento.
Não entendas as minhas palavras como mera critica mas simplesmente gostava de perceber a quem é que te referes neste texto.
Aos nossos adversários, à estrutura que regula o futebol, aos árbitros, aos comentadores desportivos (vulgo, paineleiros) aos antigos dirigentes do clube?
Não percebo muito bem porque não está bem desenvolvido, apenas isso.
Mas acredito que possas esclarecer.
Em todo o caso, estamos contigo!
Todos nós queremos e cremos em ver o Sporting campeão em breve.
Mesmo que isso não possa acontecer esta época, uma coisa é certa, é este o caminho e a rota certa para o êxito que há muito ansiamos.
Mesmo que pelo caminho se cometa erros, maiores ou menores… acredito que pela competência, pela paixão, mas acima de tudo, pela perseverança destes dirigentes, técnicos e jogadores chegaremos lá todos!

Depois da catástrofe desportiva, financeira e patrimonial, da pretensa “belenização” do Sporting... o clube tem a possibilidade, pequena que seja, de fazer um pequeno milagre. De mostrar a tudo e todos que nada é impossível para quem nasceu, de facto, para ser o melhor. Para o Sporting, nada é inevitável. Ou impossível.

O Sporting tem agora um ciclo definidor do que será o seu futuro, do que pretende para si, do que pode fazer esta época, do quão grande pode ser a sua ambição, que não se coaduna nem com tostões nem com milhões.

Gil Vicente (F), Nacional ©, Belenenses © e, por fim, o jogo no Estoril (F), para encerrar a 1.ª volta. Tendo corrido por fora, temos os mesmos pontos de SLB e mais do que o FCP quando falta eles jogarem entre si e temos a possibilidade de tentar fazer estes 12 pontos - isto sem estar a ser demasiado ambicioso e antevendo enormes dificuldades na Amoreira.

Eu acredito que é possível, wishful thinking ou não.

É impossível ganhar ao Gil? Não.
É impossível ganhar ao Nacional? Não.
É impossível ganhar ao Belenenses? Não.
É impossível ganhar ao Estoril? Não.

Some a equipa 10 a 12 pontos até Janeiro e em 2014 falamos.

Come on boys, make it happen, one game at a time. :arrow:

Para além de não ter sido desenvolvido como é teu hábito, estruturado, claro e pertinente, mais parece um desabafo de momento. Não entendas as minhas palavras como mera critica mas simplesmente gostava de perceber a quem é que te referes neste texto. Aos nossos adversários, à estrutura que regula o futebol, aos árbitros, aos comentadores desportivos (vulgo, paineleiros) aos antigos dirigentes do clube? Não percebo muito bem porque não está bem desenvolvido, apenas isso. Mas acredito que possas esclarecer.

Não é bem a quem me refiro, mas sim a quê.

O Sporting não “teve” que ser o que foi nos últimos largos anos e não tem que ser o que lhe determinam que seja( inclusive eu).

O Sporting tem nas mãos o seu próprio destino. :great:

Mas quem lê o teu texto vê lá bem referido que evocas personagens com correntes de opinião que eventualmente pretenda reduzir este Sporting a uma condição menor por força do seu escasso orçamento. Só não percebo a quem te referes.

Quanto às potencialidades deste Sporting, face aos presentes factos é claro que todos nós acreditamos poder ser possível ir mais além.
Mas acho que já não seremos apenas nós a pensar isso, pois é já muitas sugestões nesse sentido vindo de todas as vertentes.
Aquilo que eu acho cola basicamente contigo.
Acho que não iniciamos esta campanha com este objectivo face à realidade das nossas possibilidades que não se esgotavam apenas no orçamento débil mas passavam por muitos factores que sempre contribuiem para o sucesso de qualquer equipa.
Mas agora, ao transcendermos as nossas capacidades, há que aproveitar o “momentum” e reganharmos energias que nós permitam ficar ainda mais perto do sonho de sermos já campeões este ano.
Eu acho, como já tenho aqui referido em alguns posts, que, atingida esta fase, estamos perante o momento da verdade quanto ao esclarecimento dos objectivos desta equipa este ano.
Este segundo terço do campeonato, comporta praticamente todos os jogos de risco da nossa campanha, ficando a faltar Porto em casa e Marítimo fora.
As ultimas 6 jornadas podem mesmo até vir a ser um “walking in the park” se tudo nos corresse positivamente nesta fase.
É cedo para acreditar em tal cenário como presumível mas a capacidade física e anímica aliada à crescente qualidade técnica desta equipa pode fazer milagres.
Quanto ao eventual reforço desta equipa, já sou um pouco mais céptico.
Primeiro porque não é fácil introduzir novas mais valias de qualidade sem desiquilibrar o orçamento ao qual estamos comprometidos a cumprir com rigor.
Depois porque mesmo essas mais valias, por melhor que sejam, não entram num grupo tão compenetrado para o sucesso como este trazendo de caras melhor qualidade técnica à equipa.
Não vejo que existam grandes carências neste plantel, apenas o vejo curto de jogadores com capacidade competitiva ao mais alto nível.
É óbvio que haverá reforço da equipa e é até admissível que alguns possam sair, pois Vítor, Magrão e Welder estarão em condições de dar lugar a outras opções.
Mas todo e qualquer reforço deve ser sempre visto como uma aposta de longo prazo e nem tanto com o intuito de assegurar um reforço imediato neste plantel.
Agora a história é pródiga em surpresas e equipas que aparentemente valendo tostões, se tornem verdadeiras equipas de milhões.
E é mais isso que eu vejo neste grupo, pois há jogadores que na sua fase de evolução já demonstraram ter capacidade para serem jogadores de topo internacional na sua carreira.
E é aí que tem assentado a mais valia desta equipa no que à qualidade individual diz respeito.
Cedric, William, Adrien, Martins mas também Maurício, Montero, Jefferson e até Slimani valem já bem mais do que aquilo nos custaram.
Valem já milhões, muitos milhões mesmo!
E é sobre essa premissa que deve assentar tanto o critério como o discurso do clube porque isso não é já nenhum simples processo de intenção, pois os jogadores deste grupo têm-no provado jogo após jogo.
O Sporting de 1980 ou de 2000, mas também o Bordéus de Zidane ou o Porto de Mourinho não atingiram o sucesso apenas na vontade expressa dos seus mas acima de tudo na qualidade técnica do seu grupo.
E essa qualidade não pode se expressar apenas no bom toque de bola ou na visão de jogo.
Tem que passar sempre muito pela nobreza de espirito de jogadores que se entregam com todo o brio e profissionalismo a uma causa que antes deles é sobretudo da equipa.
O Sporting teve a sorte de finalmente reunir dirigentes e técnicos que sabem o que fazem e demonstram-no competentemente, mas nunca isso podia ser atingido se por trás deles não tivesse um conjunto de jogadores excepcional como aquele que aqui vemos hoje.
E isso não se compra mas antes descobre-se, trabalha-se e desfruta-se.

Não consigo tipificar as tais correntes de opinião. São dos mais variados quadrantes e posicionamentos “politicos” ( relativamente ao Sporting ) e das mais varias cores. As personagens, sim, tenho algumas presentes, mas aí o exercício é de alguma irrelevância, que o que pretendo sublinhar é a minha oposição à ideia que o Sporting tem o seu caminho determinado, para esta época. Determinado ao orçamento, ao passado, aos valores faciais do seu plantel. Que está altamente condicionado, sim. Que apesar do primeiro lugar, não é o favorito, também. Que tem menos e “piores” armas, evidente.

Que até ao momento, contudo, tem sido a melhor equipa da liga, parece-me claro. Contra todas as previsões.

Estando nós num( ou mais ) patamar inferior ao benfica e porto, entendo ainda assim que não somos só uns outsiders que fazem das tripas coração e milagres sucessivos, até atingir os 26 pontos à 11º jornada.

Temos um GR de topo.
Um lateral direito em plena afirmação, agora sólido defensivamente e que é uma mais valia ofensiva.
Um central que não tem o nome de outros e não terá também o mesmo talento, mas que tem rendido tanto ou mais.
Um médio defensivo ao nível do melhor que se tem visto na liga.
Um dos melhores médios do campeonato.
Aquele que é, até ao momento, o melhor jogador da competição, que não tem apenas um indice de finalização alto, mas de enorme classe, forte no 1x1 e na tomada de decisão, mesmo longe de área.

Não somos o Braga de Domingos, ou o Boavista de Pacheco. Temos alguns jogadores de nível superior, que estão num patamar semelhante ao do melhor que existe no país. E estamos unidos, estamos focados e a remar para o mesmo lado.

Quanto ao reforço da equipa… :inde:

Seria importante que houvesse condições para tal. A venda de Elias e as colocações de Jeffren e Labyad, poderão dar alguma folga para um tiro certeiro. E isto mesmo sabendo-se que a redução de custos inerente, não chegará por si para equilibrar os resultados financeiros até fim da época.

E temos também um lateral-esquerdo bastante efectivo…

http://jogodirecto.blogspot.pt/2013/12/ocasioes-de-golo-criadas-jefferson.html

… mesmo que eu já o tenha visto fazer melhor antes de se ter lesionado…

Concordo com tudo que disseste @Lion

Gosto muito dos teus textos, sempre escritos de forma clara e precisa, falando sempre de tudo sem fugir ao essencial, parabéns :great:

Bom Texto :great: Com o qual concordo no seu essencial.

É verdade que no passado o azar, a bola ao poste, o arbitro, o passivo, o orçamento, tudo serviu para justificar os maus resultados. Era, como dizes no teu texto uma espécie de fatalidade que se tinha abatido sobre o clube, e pouco ou nada havia a fazer.

Demorou a massa associativa a perceber que essa inevitabilidade, mais não servia que esconder as fragilidades de quem conduzia o clube.

Como agora se demonstra, mais que um grande orçamento, o que conta verdadeiramente para o sucesso é a competência, aliada a uma estratégia clara sobre para onde se quer ir.

Nos dias de hoje não vejo a inevitabilidade de que falas. Refiro-me acima de tudo à massa associativa do Sporting. Vejo sim um grande realismo, a percepção de que estivemos muito perto de uma desgraça, e por isso não se pode agora exigir mundos e fundos.

Vejo uma massa associativa a sorrir outra vez, orgulhosa do seu clube, mas sem vontade de embandeirar em arco. Chegará o tempo de exigir títulos, mas esse tempo ainda não chegou.

Concordo com a ideia de que para o Sporting nada é impossível, mas temos de perceber que ainda há um longo caminho a percorrer. Diria antes que nada nos impede de seguirmos na nossa estrada, com o objectivo de chegar ao destino que todos queremos, que é o de ver um Sporting dominador e vitorioso.

Mesmo na maioria dos comentadores e até em certa medida nos adeptos de outros clubes já se nota um maior respeito, e muitos estão a olhar para o trabalho que está a ser com muita atenção.

No inicio do mandato de BdC concordo que existiu essa percepção, uma espécie de “ainda não vai ser desta”. Acima de tudo porque não conheciam a tempera do presidente. O primeiro choque com realidade aconteceu na negociação com a banca. Foi o primeiro aviso de que o Sporting estava a mudar, mesmo assim muita gente continuo a desconfiar, e no grupo desses desconfiados estavam muitos sportinguistas.

Lentamente a coisa foi mudando. A forma como o BdC ganha a AG da restruturação financeira decisiva para o seu mandato, uma política de comunicação mais dura e incisiva, o caso Bruma, a pré-temporada, e os resultados da equipa de futebol, foram convencendo os mais cépticos. Afinal não elegemos um “vale e azevedo” nem um “garoto aventureiro” como se dizia.

Por isso essa inevitabilidade está lentamente a deixar Alvalade. E ao Sporting de facto tudo é possível, mas no tempo próprio. Não adianta acelerar processos, porque ainda não temos a casa com todos os alicerces necessários.

:arrow:
Bravo, @Lion71!

:arrow:
:clap:

Parabéns Lion73, por mais um fantástico texto. :clap: :clap:

Qualquer que texto use a ideia de

“belenização” do Sporting
não merece nenhum crédito.

Das expressões mais ridículas que já ouvi. Como se o Belenenses algum tivesse sequer um terço da grandeza do Sporting… Há gente que sente necessidade de reproduzir soundbytes de achicalhamento usados pela CS. Enfim, ridículo. ::slight_smile:

Ainda bem que comecei pelo fim. Poupei algum tempo.

Como começaste pelo fim, deves ter lido de baixo para cima e da direita para a esquerda. E de tal modo assim deve ter sido, que deve ter-te escapado o adjectivo “pretensa”, imediatamente antes desse trecho de texto que cita a tal “belenização do Sporting”.

Ainda assim, fazias bem em ler tudo, ficavas fim uma ideia mais global e acertada do texto do que pegando em 1/2 dúzia de palavras e extrapolando-as para juízos de valor.

Cila, este teu comentário não tem pés nem cabeça. Se tivesses lido o texto, terias percebido que o autor em momento algum defende qualquer ideia de belenização do Sporting, ou sequer a ideia de que isso alguma vez tivesse para acontecer.

Boa análise, thanks!

Por outro lado, o ressabiamento de alguns Sportinguistas perante o sucesso desta direcção é um enigma para mim. São pessoas pequeninas e nestas alturas ficam minúsculas, dá pena.

Lion73, para usar uma analogia da minha área musical, desde o início da minha participação neste forum percebi que, 99% das vezes, afinamos pelo mesmo diapasao. Até grande parte das tuas ilaccoes sobre o Sporting têm sido tão idênticas à minha forma de ver e sentir Sporting que acabo por não me manifestar para não estar sempre a manifestar somente que concordo.
Do teu texto percebo o sentimento de um Sporting que orgulha os sportinguistas, regresso de um Sporting que como há anos atrás era um orgulho, mesmo sem vencer títulos, pela qualidade e pelo brio e qualidade do seu futebol.

Referes e bem um novo fenómeno preocupante. Os pseudo sportinguistas. E infelizmente estão presentes em muita da cs como verdadeiros leões,mas cujas opiniões São meros exercícios de bota abaixismo. E embora pouco efectivos, há que ter cuidado com o que pequenos comentários podem fazer à colectividade de adeptos, sobretudo os influenciáveis por opiniões que parecem de valor porque vêm escritas num jornal com uma apresentação cuidada e até em lugar de destaque.

E parecendo que não, este espaço partilhado por vários sportinguistas acaba por ser positivo no combate a mas ideologias, bem como numjornalabrir de olhos sobre assuntos pertinentes que passam despercebidos a grande parte dos adeptos.

Obrigado, meu caro. É mútuo.

Confesso-me um optimista por natureza. Também no meu sportinguismo. Por norma, mais disponível em sublinhar mais as forças que as fraquezas, mais esperançoso que receoso.

Esse optimismo, nos últimos largos anos, foi substituído por doses industriais de azedume, fúria e desejos de vingança, efeitos da manutenção no poder de um regime podre que levou este clube ao fundo.

Não existem dentro de mim, actualmente, sentimentos contraditórios. Mas sim crença absoluta na força deste clube, mesmo reconhecendo que há muito ( mas mesmo muito ) a fazer para que o nosso Sporting regresse ao lugar que é seu.