PÚBLICO - A licenciatura do PM em destaque

Cá pra mim o Público desta vez enterrou-se à grande… para além do duvidoso interesse jornalístico e não se fica a perceber muito bem afinal qual é a conclusão do artigo, se o processo é pouco claro ou não, se existe alguma ilegalidade ou não e será que isso é matéria noticiosa pra investigar ou não…

Enfim, não consigo perceber a relevância de uma notícia deste tipo, publicada desta forma, com um destaque tão grande num jornal de referência como o Público.

Há falhas no dossier de José Sócrates na Universidade Independente 22.03.2007 - 07h09 Ricardo Dias Felner

O dossier relativo à licenciatura de José Sócrates na Universidade Independente tem várias falhas. Há alguns documentos por assinar, ou sem data, timbre ou carimbo, tal como há elementos contraditórios, nomeadamente os relativos às notas atribuídas a José Sócrates.

De acordo com os documentos a que o PÚBLICO teve acesso - 17 folhas fotocopiadas de “todo o dossier” de curso -, o primeiro-ministro terminou o bacharelato no Instituto Superior de Engenharia Civil de Coimbra em Julho de 1979, com média de 12 valores. Quinze anos mais tarde, quando já estava empenhado na campanha de António Guterres para primeiro-ministro e era deputado do PS, inscreveu-se no curso do ISEL (Instituto Superior de Engenharia de Lisboa) de Engenharia Civil, na modalidade de Transportes e Vias de Comunicação.

Uma das folhas do processo, de que foi dada cópia ao PÚBLICO e lida na presença do reitor da UnI, indica que José Sócrates fez dez cadeiras semestrais no ISEL, no ano lectivo de 1994/95. E deixou 12 por fazer, antes de entrar para a Independente. Aqui, Sócrates concluiu cinco disciplinas.

Foi essa folha que terá servido para atestar a frequência das disciplinas no ISEL no processo de equivalência e matrícula da UnI, a 14 de Setembro de 1995. Só que a sua data é posterior: nas costas da fotocópia vê-se um carimbo, assinado pelo chefe de secção da secretaria do ISEL, “conforme o original arquivado”, com data de 8 de Julho de 1996. Já o Boletim de Matrícula na UnI revela que, nessa ocasião, o único documento junto ao processo foi uma fotocópia do BI.

Se estes dois documentos são assinados e têm data, o mesmo não sucede com outras fotocópias. É o caso, por exemplo, do Plano de Equivalências de José Sócrates, sem qualquer timbre nem carimbo e onde se concretiza que cadeiras mereceram equivalência por parte da UnI. Ou do Pedido de Equivalência, uma folha não numerada (como todas as outras), onde apenas surge o nome José Sócrates Sousa, manuscrito pelo próprio, e o mapa de equivalências por ele proposto. Acresce que o número de cadeiras a que é requerida a equivalência, 25, tem menos uma cadeira do que o total das disciplinas a que José Sócrates viria de facto a obter equivalência no processo de transferência: 26. Por outro lado, o espaço onde o responsável do conselho pedagógico pelo processo deveria colocar a sua assinatura está em branco.

Documentos sem numeração

Não se sabendo a data em que foi entregue, consta também dos documentos consultados o requerimento em que José Sócrates pede o plano de curso da UnI e afirma enviar a relação das cadeiras que fez no ISEL. Sócrates ressalva, contudo, que o certificado do ISEL só o poderá entregar em Setembro, “pelo facto de algumas notas não estarem ainda lançadas”. Calcula-se que o primeiro-ministro se estivesse a referir a Setembro de 1995, mas com essa data, ou outra aproximada, não se encontra qualquer certificado do ISEL. O primeiro-ministro despede-se apresentando os melhores cumprimentos, com “do seu José Sócrates” escrito à mão. O reitor disse não conhecer o primeiro-ministro antes de este ter frequentado a UnI.

Na resposta ao requerimento de José Sócrates, esta com data de 12 de Setembro de 1995, assinada pelo reitor, é atestada a recepção do requerimento e Luís Arouca indica já que a comissão científica da Faculdade de Ciências da Engenharia e Tecnologias deliberou “propor-lhe a frequência e conclusão das seguintes disciplinas do Plano de Estudos de Engenharia Civil: Análise de Estruturas, Betão Armado e Pré-Esforçado, Estruturas Especiais e Projecto e Dissertação”. De fora ficou, “por falha”, segundo Luís Arouca, a cadeira de Inglês Técnico.

Por fim, existem duas folhas avulsas, aparentemente folhas de rosto, que não se percebe a que se referem. Uma, com cabeçalho do gabinete do secretário de Estado Adjunto do Ambiente, é um fax dirigido a Luís Arouca e aparenta ser uma folha de rosto. Na zona do texto, José Sócrates escreveu: “Caro Professor, aqui lhe mando os dois decretos (o de 1995 fundamentalmente) responsáveis pelo meu actual desconsolo.”

Luís Arouca afirmou ao PÚBLICO não se lembrar a que se referia o primeiro-ministro. O reitor insistiu, ainda, que não existem mais documentos sobre José Sócrates naquela instituição. “As fichas de cada aluno já ninguém sabe delas. Nos primeiros anos, a nota final é acompanhada com fundamento, depois é deitada fora”, concretizou. Sobre o registo do pagamento de propinas, a resposta foi semelhante. “Ao fim de cinco anos, vai tudo para o maneta.” Por fim, confrontado com o facto de as folhas do processo não estarem numeradas, o reitor afirmou: “A numeração importa. Mas nem sempre se numera.”

O certificado de habilitações, assinado pela chefe dos serviços administrativos, Mafalda Arouca, e pelo reitor, Luís Arouca, indica ainda que o curso foi concluído a 8 de Setembro de 1996, com média final de 14 valores.

[i]Por que decidimos fazer esta investigação - Nota da Direcção Editorial

Há cerca de um mês que se avolumaram, na blogosfera, referências múltiplas, algumas delas entretanto reproduzidas em jornais ou citadas nas rádios, à forma como José Sócrates obtivera a sua licenciatura em Engenharia Civil.

Para o PÚBLICO, o currículo académico de um político ou qualquer outra figura pública não é critério para o avaliar nem como pessoa, nem para saber se é ou não competente para exercer o cargo que ocupa. Grandes figuras políticas europeias - como Jacques Delors - não possuíam qualquer licenciatura. Na banca portuguesa, o presidente de um dos principais bancos privados e o vice-presidente doutro grande banco também não completaram a sua licenciatura.

E, entre os seis membros da direcção do PÚBLICO, só um completou a licenciatura, e não é o director. Em contrapartida, para o PÚBLICO, é importante verificar se referências susceptíveis de colocar em dúvida a forma como o primeiro-ministro se licenciou merecem ser investigadas. Não para saber se merece ou não o título com que se apresenta, mas para verificar se agiu sempre de forma limpa, leal e legal. Era isso que os boatos que corriam um pouco por todo o lado punham em causa - e saber se um curso superior foi obtido ou não de forma limpa, clara e legal é fácil de provar.

O resultado dessa investigação, assim como os passos dados pelo jornalista para recolher a informação aqui reunida, permite ao leitores ajuízarem sobre o que estava certo e o que estava errado no que se dizia à boca pequena, algo que só foi possível porque o próprio primeiro-ministro deu autorização para que consultássemos o seu processo individual na Universidade Independente. Desse processo apenas reproduzimos nestas páginas imagens das peças que considerámos mais relevantes, o que resultou da opção de não divulgar outros elementos do currículo escolar que não eram relevantes para esta investigação. Fizemo-lo por considerar que isso podia configurar uma intromissão na esfera privada de José Sócrates que nada acrescentava ao esclarecimento do que era relevante.

Esta investigação permitiu já ao gabinete do primeiro-ministro corrigir um elemento do seu currículo que era disponibilizado no site oficial do Governo, o que em si mesmo é positivo.

O PÚBLICO não dá à estampa boatos, mas não deve ignorar que eles existem e que a melhor forma de acabar com eles é confirmá-los ou infirmá-los. Foi isso que procurámos fazer, até ao limite do possível, com esta investigação.[/i]

acho que a nota de direcção editorial responde às dúvidas que colocas…

por acaso o Lula tem um curso?

por acaso o Lula tem um curso?

não conhecendo a notícia (não a tinha lido confesso) a questão não é essa.
A questão (imagino eu) é que existem “bocas” sobre Socrates, que é tratado como engenheiro e circula sempre a piada que não é. Imagino que a notícia tenha a haver com isso e/ou com supostas complicações do seu processo de licenciatura.

Obviamente isto também tem a haver com a universidade Independente estar na berra em termos informativos (se se lembram na Lusófona ou Lusíada ou lá o que era falava-se de Portas, por outras fazões).

Para mim um governante não tem de necessariamente ser formado (embora ajude, boa formação claro) mas se um país tiver no seu primeiro representante (ou segundo, depende da perspectiva) alguém que não assume a verdade isso é um péssimo exemplo.

Mas isto é tudo conjectura, como disse não li a notícia não sei do que trata.

Pois eu, sem discutir a noticia em si (ou a sua relevância especifica, mesmo tratando-se do 1º ministro), acho que desde que os gestores da UnI se prestam a passar uma imagem tão decadente, tão suja, tão irresponsável, da sua instituição, abrem portas a que que se coloque em causa qualquer ex-formado.

Num país mais sério e com outra noção de seriedade, já há muito que a UnI estaria, senão fechada, pelo menos suspensa para aturada investigação, e os seus alunos no direito mais que justo a exigirem indemnizações nos tribunais civis.

Mas isso seria num país civilizado, não neste Portugal atrasado que ainda vive na Idade Média.

E eu acho que quando um gabiru de alto quilate profere uma frase como a que tenho na assinatura, isso devia motivar um inquérito imediato à licenciatura do PM. Quanto mais não seja para o livrar da fama… :twisted:

Esta lebre já foi levantada á algum tempo, este blog - http://www.doportugalprofundo.blogspot.com/ - tem a história toda. Agora que o Público lhe está a dar alguma importância pode ser que se descubra algo.

[...]Enfim, não consigo perceber a relevância de uma notícia deste tipo, publicada desta forma, com um destaque tão grande num jornal de referência como o Público.

Talvez porque o Público ainda não se tenha habituado.

Eu ainda não me habituei a ter um trampolineiro por Primeiro Ministro (nem me vou habituar) e a dúvida sobre as suas verdadeiras habilitações é o menor dos males e o que menos me apoquenta, desde que não tenha de atravessar nenhuma ponte construída sob a sua competência…

Cá pra mim o Público desta vez enterrou-se à grande... para além do duvidoso interesse jornalístico e não se fica a perceber muito bem afinal qual é a conclusão do artigo, se o processo é pouco claro ou não, se existe alguma ilegalidade ou não e será que isso é matéria noticiosa pra investigar ou não...

De facto, não é nada relevante as habilitações do senhor. Não é incapacitante. Mas num Portugal ainda cinzento, saudosista salazarento, aproveita estas ocasiões para mostrar o seu ódio e desprezo pelo Conhecimento, resumindo Licenciaturas, Pós-Graduações, Mestardos e Doutoramentos a meros “canudos” sem significado e pouco relantes. E assim continuamos ignorantes, uma nódoa na Europa. Esse tipo de reacção pode ser encontrado no Público nos comentários a notícia.

O cerne da questão é a possível mentira e fraude. Não existe complexo maior do que alguém sem as habilitações necessárias fazer questão de usar um título. O Público pegou em algo que há muito se fala nos blogues (não eram meros boatos, dados estar tudo documentado cronologicamente acompanhado de documentação e assinado pelo autor). O Público falhou ao perguntar se o Sócrates se importava que acedessem ao seu processo na Independente. O máximo que deveria ter feito era confrontar com os dados recolhidos e pedir a sua opinião.

No sítio do Governo e do PS apareceu sempre destacado o título de «Eng.». Não estando inscrito na Ordem dos Engenheiros - facto - como poderá ostentar o título? Hoje o Governo confirmou que Sócrates não é de facto Engenheiro, mas sim licenciado em Engenharia (mas não disse qual). Possuia também uma Pós-Graduação, que passou agora para simples frequência. Por azar, nunca existiu…

Perante uma sucessão de factos que indiciam falsidades e situações muito dúbias, é possível confiar o destino num homem como este? Numa altura que se apela à aposta na formação, é aceitável que um dirigente maior do país ostente títulos obtidos de forma pouco clara? Ou seja, sinal de facilitismo, onde tudo se consegue tendo acesso a boas cunhas.

Esta situação é gravíssima, e urge ser totalmente esclarecida. Não se pode compactuar nem com a mentira, nem com a calúnia. Sendo mentira, espero que Sócrates avance para os Tribunais, pois tudo o que sobre ele foi escrito está devidamente assinado. Limitar-se ao vago “calúnias insidiosas” levanta ainda mais dúvidas.

Pelo que consigo saber, Sócrates não está inocente. Mas o timming do Público também não deve ter sido escolhido ao acaso. Um jornal estar ao serviço de vinganças seria muito mau…

A pergunta que deverias ter feito era: Por acaso Lula identifica-se como «Engennheiro»? Não. O próprio Lula assumiu as suas limitações.

John Major, ex-PM britânico, tinha o ensino secundário. Não necessitou de comprar “brasões”… :arrow:

por acaso o Lula tem um curso?

O Portas, Santana e Deus Pinheiro era com a Moderna.

A Lusíada foi falada por causa do DL de legalidade duvidosa que instituiu a sua cooperativa, sendo que o ministro da educação era funcionário a ULusíada e o MNE era filho do reitor.

A Lusófona por causa de suspeitas de gestão danosa.

Obviamente isto também tem a haver com a universidade Independente estar na berra em termos informativos (se se lembram na Lusófona ou Lusíada ou lá o que era falava-se de Portas, por outras fazões).

Enfim, depois do vitinhos ter apagado o seu próprio tópico, deixo aqui + um pormenor delicioso (Mauras, não estou em nenhuma cruzada anti-Público :D, apenas acho que deviam ter + cuidado naquilo que fazem):

http://www.publico.clix.pt/docs/politica/diplomasSocrates.pdf

Como podem ver, o 1º diploma é o tal que os críticos dizem que é o verdadeiro e foi emitido em -96, segundo a notícia do próprio Público. O 2º é o diploma emitido em -03, o tal com as notas superiores e que o Sócrates diz que sim que é o seu verdadeiro…

agora reparem no 1º outra vez e vejam os números de telefone - numeração com 9 dígitos… quando é que esta numeração apareceu? A partir de 1999 :smiley: . Confusos? … Pois, eu também… afinal quem aldraba quem?

Desde que eu continue a ler artigos destes, por mim o Sócrates até podia ter só a 4ª classe e anunciar ser doutorado…

http://www.ft.com/cms/s/24a94f62-e784-11db-8098-000b5df10621.html

A meu ver nao e nada importante ter ou nao ter canudo para ser bom governante.

A questao aqui que se pos ou poe e que o PM nao ter curso nenhum ,ter digamos como que comprado o curso…para compor o seu curriculum.

Ai entramos no aspecto da verdade,do caracter e tudo a que vem por consequencia.

É cada vez menos verosímil que o “Inginheiro” Sócrates esteja a dizer a verdade e a ser sincero, o que deixa a nú a sua seriedade.

Os lapsos e enganos são imensos, e é sempre culpa alheia: dos serviços administrativos da Assembleia da República e da UnI. É muito azar para quem conseguiu uma… maioria absoluta.

Ainda mais estanho é alguém não ter presente o mês em que terminou a sua licenciatura, além do facto de um único professor lhe dar 4 cadeiras no MESMO ano, e ter ainda o reitor a dar-lhe outra cadeira, a um simples aluno…

Certamente outro lapso:

[b]AS MULHERES ATENDEM MAIS AOS PORMENORES... E... ISSO É UMA CHATICE!!!... [/b]

http://braganza-mothers.blogspot.com/2007/04/ontem-foi-divulgado-este-documento.html

Eu acho é que o pessoal é que não está a perceber (ou então eu já não sei ler português):

  • Existem 2 certificados diferentes com notas diferentes, sendo que o aparente falsificado (o que tem os números e código de postal absurdos para a época) é o que tem as notas mais baixas e é o que está na Covilhã e cujos acusadores dizem que é o verdadeiro e que Sócrates mentiu nas notas que teve;

  • O certificado de 2003 não tem esses paradoxos, tem notas mais altas, e acho que é o que está na AR e é o que o Sócrates diz que é dele.

Portanto, só vejo uma hipótese: alguém forjou o outro documento, meteu-lhe notas mais baixas e anda a tentar tramar o PM acusando-o de mentir nas notas.

Eu acho é que o pessoal é que não está a perceber (ou então eu já não sei ler português):
  • Existem 2 certificados diferentes com notas diferentes, sendo que o aparente falsificado (o que tem os números e código de postal absurdos para a época) é o que tem as notas mais baixas e é o que está na Covilhã e cujos acusadores dizem que é o verdadeiro e que Sócrates mentiu nas notas que teve;

  • O certificado de 2003 não tem esses paradoxos, tem notas mais altas, e acho que é o que está na AR e é o que o Sócrates diz que é dele.

Portanto, só vejo uma hipótese: alguém forjou o outro documento, meteu-lhe notas mais baixas e anda a tentar tramar o PM acusando-o de mentir nas notas.

O Gabinete do Sócrates já declarou que data verdadeira é a que consta do Certificado na Covilhã, mas que as notas “verdadeiras” são as que estão no certificado que mostrou na TV. Então, porque disse Sócrates que terminou o Curso em Agosto!?

E sobre os números telefónicos e códigos postais absurdos para aquela época, esses dados consta do documento que o PM mostrou na TV. Se aqueles eram os documentos que disse serem os verdadeiros os documentos que possuiu, alguém mentiu…

O documento que o Sócrates disse que era o dele na TV foi o que não está na Covilhã… agora se diz que acabou o curso em Agosto ou em Setembro, isso não é lá mto relevante, acho eu. Tb acabei o curso em Julho e o meu certificado vem datado de Agosto.

e a treta é que nem foi preciso certificado de habilitações e deram equivalencia a tudo.

Eu este ano quis mudar de universidade e para o mesmo curso mas noutra e tive pedir certificado (200 e tal euros) e no fim a outra só me dava equivalencia a meia duzia de cadeiras. Se eu me chama-se socrates seria diferente :roll:

Meus amigos, esta história vai revelar o país que temos.
Porquê?

Porque assim como aconteceu com Isaltino, Fátima Felgueiras, Valentim e outros também Socrates suscita neste momento em muitos portugueses aquele sentimento pequeno mas adequado ao pais de que somos do tipo:

“quero lá saber que seja corrupto ou desonesto, desde que apresente resultados”.

E com este tipo de raciocínios vamos sempre ser um país de merda. E merecemos.

É também curioso que muitas pessoas que comentam isto na rua, em cafés, etc. ainda não tenham percebido que a questão não é a necessidade de se ser formado para ocupar certos cargos mas sim o facto das pessoas serem honestas.