Orçamentos

In http://sectorb32.blogs.sapo.pt/arquivo/720081.html

"Orçamentos

O Independente divulgou os orçamentos dos Clubes para a época 2005-06 e a diferença face ao ano transacto.

O Porto é o líder orçamental. O Benfica anunciou uma redução brutal no orçamento. No Sporting o investimento também desacelerou. A seguir aos 3 grandes, e como esperado, surgem os clubes madeirenses.

De resto, nota-se um crescimento do orçamento do Braga (aposta na Liga dos Campeões na próxima época?) e do Belenenses (aposta na UEFA?) mas o desinvestimento é a nota dominante.

Clube / 2004-05 / 2005-06

FCPorto, 50.000.000 €, 50.000.000 €
Benfica, 40.000.000 €, 25.000.000 €
Sporting, 22.000.000 €, 17.500.000 €
Marítimo, 4.000.000 €, 7.500.000 €
Nacional, 5.000.000 €, 5.000.000 €
Académica, 5.500.000 €, 5.000.000 €
Sp. Braga, 3.000.000 €, 4.500.000 €
Boavista, 4.000.000 €, 4.000.000 €
Belenenses, 3.500.000 €, 3.900.000 €
Guimarães, 4.000.000 €, 3.300.000 €
U. Leiria, 3.500.000 €, 3.000.000 €
Rio Ave, 2.900.000 €, 2.800.000 €
Paços Ferreira, -----, 2.500.000 €
Naval 1º Maio, -----, 2.000.000 €
Penafiel, 2.500.000 €, 2.000.000 €
Setubal, 1.750.000 €, 1.750.000 €
E. Amadora ----, 1.700.000 €
Gil Vicente, 2.400.000 €, 1.500.000 €

Fonte: O Independente"

Eu reafirmo o que já lá escrevi.

Para começar, vindo do independente, tenho lguma reservas quanto à fiabilidade das informações!

Acho que o orçamento do porto (que é um abuso para a nossa realidade) e do Sporting são capazes de estar próximos da realidade mas acho o desinvestimento do benfica claramente exagerado (talvez seja o da época anterior anterior que esteja inflaccionado).

De resto a crise bate a todos! Menos ao beleneses (pouco), ao braga (será que estavam a contar com uma receita especifica?) e maritimo (caso muito curioso)!

Em relação aos 3 grandes só a repetição de uma politica de contratações falhadas e uma época de resultados desportivos negativos poderá fazer o porto deixar de enriquecer, distorcer ainda mais o mercado e tornar-se ainda mais dominador!

Vai ser preciso muita vontade, imaginação e sorte para equilibrar as coisas com o porto nas próximas épocas!

Todos temos sempre a esperança que dentro do campo as conquistas cheguem mas…

Vai ser preciso muita vontade, imaginação e sorte para equilibrar as coisas com o porto nas próximas épocas!

Vai ser necessária precisamente a mesma “sorte” que o Porto teve, quando com tostões, construiui uma equipa de milhões. Se o Porto agora tem dinheiro para investir e jogadores para vender, é porque trabalhou para isso. O Porto já ganhou muitas competições europeias com grandes equipas de futebol feitas por jogadores aparentemente medianos, que depois foram vendidos por autênticos “balúrdios”.

Os nossos dirigentes que ponham mas é os olhos nestes e noutros exemplos do género. :arrow:

Tal como salientaste, as contas do beifica merecem fiabilidade zero, vindas de quem, entre outras “espertezas”, conta espectadores a olho.

As do Porto e do Sporting merecerão credibilidade, e há que constatar a enorme disparidade, que já se verificava no ano passado e que, diga-se em abono da verdade, não se concretizou ao nível da competitividade das equipas.

Cabe também salientar que está prevista no Sporting uma redução até aos 16 milhões de euros anuais, patamar abaixo do qual os dirigentes consideram que começa a ser atingida a competividade do plantel.

Pela minha parte, continuo a achar que o sucesso relativo alcançado na época passada com um orçamento reduzido teve algo de circunstancial e dificilmente poderá ser repetido, em particular no plano externo. Tenho especiais dúvidas de que o Sporting possa obter um incremento significativo de qualidade- em especial aquele plus necessário ao sucesso europeu- enquanto continuar espartilhado pelo tecto salarial.

Estou em crer que um orçamento na casa daquele que o beifica “declara” poderia, se devidamente gerido, colocar-nos em luta permanente pelo título nacional e garantir-nos, com a segurança possível, performances europeias geradoras de receitas.

Para além deste fluxo de receitas, há muito custo desnecessário para cortar, e um potencial de receitas de bilheteira e sponsorização ainda por explorar. Tudo isto depende, no entanto, de um know how em matéria de gestão desportiva que não me parece existir no Sporting.

E as 2 equipas da Madeira como sempre de há uns tempos a esta parte vêm logo a seguir aos grandes, porque será? :roll:

... Académica, 5.500.000 €, 5.000.000 € Boavista, 4.000.000 €, 4.000.000 € Belenenses, 3.500.000 €, 3.900.000 € U. Leiria, 3.500.000 €, 3.000.000 € Rio Ave, 2.900.000 €, 2.800.000 € ...

Eu sei que não tenho nada a ver com este clubes, mas fico pasmado ao ver certos orçamentos.
Embora isto não sejam bem orçamentos, isto são mais previsões de custos a que os pasquineirios chamam de orçamentos.
Fico espantado como é que estes clubes (por exemplo) geram receitas para cobrir os custos que esperam vir a ter.

1 milhão de contos de custos espera a Académica… espantoso…

Não sei qual é o vosso problema com as equipas da Madeira, os orçamentos do Marítimo são normais, os do Nacional sim acho altos.

Benfica, 40.000.000 €, 25.000.000 €
um gigantesco LOL! para isto.
Não sei qual é o vosso problema com as equipas da Madeira, os orçamentos do Marítimo são normais, os do Nacional sim acho altos.

:shock: :shock: :shock:

Marítimo, 4.000.000 €, 7.500.000 €

Normal??? Gostava de saber a quota parte neste orçamento do Governo Regional da Madeira, ou seja, de todos nós… :evil:

Como Maritimista:

Estes valores de quase duplicação do orçamento do Marítimo, são um absurdo, por isso estes dados não são nada de fiar.

Quanto à pergunta do Zed: ronda 1 milhão de Euros.

A redução do eifica é um autêntico gozo… mas também não me admira afinal de contas estão longe dos 300K sócios :mrgreen:

Agora só existe uma hipotese do orçamento ter descido tanto… era o ordenado Yannick que agora é pago pelo Marselha… :mrgreen:

Ou melhor… a renovação do Petit, foi para lhe reduzir o ordenado… para o que auferia no Gil Vicente :mrgreen: e a hipotese de descer para os níveis do Maritimo são reais… afinal de conta o R.Calhão também vai renovar :mrgreen:

Eu ariscaria mesmo a pensar que o orelhas realmente está a fazer contractos com implicações europeias e mundais como diz o urso madajil… de ano para ano o ordenado dos jogadores desce…

Às vezes pergunto-me se os sócios do merdas tem gosto especial de serem intelectualmente insultados por tão ilustres pérolas… mas depois dou-me conta que parto de um presuposto errado… qual intelectuo

E pensar que ainda discuto o orçamento do slmerdas com um colega meu… um orçamento feito de forma mais amadora e ordinária do que um relatório de ecónomia de um estudante de 10º ano…

Para além deste fluxo de receitas, há muito custo desnecessário para cortar, e um potencial de receitas de bilheteira e sponsorização ainda por explorar. Tudo isto depende, no entanto, de um [i]know how[/i] em matéria de gestão desportiva que não me parece existir no Sporting.

Da sponsorização já anda o clube a tratar. E quanto ao resto (tirando o imaterial “know how”, que dá para tudo), quaia as sugestões que tens para avançar para aumentar as receitas de bilheteira, e quais os custos desnecessários a abater? E consegues quantificar em termos aproximados o impacto dessas medidas?

Para além deste fluxo de receitas, há muito custo desnecessário para cortar, e um potencial de receitas de bilheteira e sponsorização ainda por explorar. Tudo isto depende, no entanto, de um [i]know how[/i] em matéria de gestão desportiva que não me parece existir no Sporting.

Da sponsorização já anda o clube a tratar. E quanto ao resto (tirando o imaterial “know how”, que dá para tudo), quaia as sugestões que tens para avançar para aumentar as receitas de bilheteira, e quais os custos desnecessários a abater? E consegues quantificar em termos aproximados o impacto dessas medidas?

Oh Angel daqui a nada tás a pedir ao rapaz para fazer o Business Plan todo :lol: :lol:

Não sei qual é o vosso problema com as equipas da Madeira, os orçamentos do Marítimo são normais, os do Nacional sim acho altos.

:shock: :shock: :shock:

Marítimo, 4.000.000 €, 7.500.000 €

Normal??? Gostava de saber a quota parte neste orçamento do Governo Regional da Madeira, ou seja, de todos nós… :evil:

Mas eu respondo-te oh Zed. Há tempos qd se andou a discutir orçamentos de clubes, no célebre e malicioso estudo da Deloitte, foi publicado numa revista uma entrevista com o Secretário de Estado do Desporto da altura que admitiu ser a situação do Marítimo “especial” ao ser subsidiado pelo Gov. Regional numa quota que rondaria os 60% (sessenta por cento!!!) do orçamento para o futebol (desconheço o valor absoluto do orçamento na altura, mas 60% do orçamento é obra!!!). Logo, uma imoralidade de peso, penso eu de que

à mim mais que a suposta redução orçamental do SLB ou os orçamentos dos clubes da Madeira, o que me espanta são os valores, a serem verdade, do FCP.

Estamos em falar de um valor quase 3 vezes superior ao do Sporting e o dobro do SLB.
Se pensarmos que estamos perante os chamdos 3 grandes de Portugal não deixa de ser surpreendente a diferença orçamental.

O DC tinha razão quando na recente entrevista ao Pasquim, dizia que o orçamento do Porto era uma loucura porque é impossivel, no nosso futebol serem geradas receitas naquela grandeza. Estamos a falar de um orçamento de 10 Milhões de Contos !!!

Aqui não temos terrenos, nem bombas de gasolina, nem bingos, nem tivemos Euro 2004, coisas que nós madeirenses também pagamos.

O apoio aos clubes regionais por parte do governo na teoria é uma boa medida, porque é um apoio ao desporto. O problema é que esses clubes em vez de investir grande parte desses apoios no desporto amador o faz em craques brasileiros.

O Marítimo está a construir infraestruturas (campos de treino, centro de estágio, escola-não de futebol mas sim escola para dar aulas- e um pavilhão) não sei se com dinheiro deles ou com dinheiro de subsidios.

Quando as regras sejam iguais para todos (apoios aos clubes do Porto, Leiria, benfica, Faro, Coimbra, e inclusive o nosso Sporting) aí sim podemos reclamar. Agora vejo isso como uma tentativa de luta com as mesmas armas.

Sei que já são coisas conhecidas, mas …

FCP e SLB representam 52,5 % do total dos orçamentos.
FCP + SLB + SCP são mais de 2/3 do mesmo total.
61 % dos clubes da Superliga representam menos de 20 % do total.

O gráfico a seguir é muito parecido com a lei de Zipf, que em geografia urbana define a relação entre a população dos aglomerados urbanos e a ordem dos mesmos na hierarquia urbana de um país.

Para além deste fluxo de receitas, há muito custo desnecessário para cortar, e um potencial de receitas de bilheteira e sponsorização ainda por explorar. Tudo isto depende, no entanto, de um [i]know how[/i] em matéria de gestão desportiva que não me parece existir no Sporting.

Da sponsorização já anda o clube a tratar. E quanto ao resto (tirando o imaterial “know how”, que dá para tudo), quaia as sugestões que tens para avançar para aumentar as receitas de bilheteira, e quais os custos desnecessários a abater? E consegues quantificar em termos aproximados o impacto dessas medidas?

Oh Angel daqui a nada tás a pedir ao rapaz para fazer o Business Plan todo :lol: :lol:


Pois é, com um caderno de encargos destes até tive que confirmar se era mesmo o Angel ou um outro forista… (desculpa Moura, mas não resisti :wink: )

Quanto às questões, apesar de ser um conceito vago, penso que quase tudo acaba por se reconduzir de facto ao know how futebolístico, tanto do lado da despesa como do lado da receita.

É insustentável, por exemplo, que de um orçamento anual de 17,5 milhões de €, mais de 2 milhões sejam gastos nos vencimentos de 2 guarda-redes. Isto sucede obviamente por falta de rigor na gestão desportiva, porque um jogador como o Nélson, com uma ou duas presenças na Selecção e valendo o que ele vale, jamais poderia ter ascendido ao patamar superior de remunerações (não, não foi o Duque).

Do mesmo modo, não se entende a razão porque se mantêm sob contrato, durante anos a fio, jogadores que chegam aos 23-25 anos sem nunca terem uma oportunidade consistente na equipa principal. Será nessa idade e jogando no Estrela ou no Penafiel que vão explodir? E no entanto, o Nuno Santos e o Marcelino acabam de renovar contrato.

Também não é aceitável que um Clube com recursos escassos como é o Sporting contrate a terceiros jogadores feitos que não chegam a jogar um minuto pela equipa principal, sendo imediatamente emprestados, como aparentemente acontecerá com Labarthe e Manoel. Repara que é só prejuízo: paga-se ao clube vendedor (ou as luvas ao jogador livre), dá-se-lhe um contrato de três ou quatro anos, não se retira rendimento desportivo nem financeiro, e quando se empresta a outro clube ainda se tem que comparticipar no salário, quando não pagá-lo por inteiro.

Tal como disse o Peseiro, o Sporting não pode errar nas contratações, e sendo assim é estranho constatar que não só erra (o que pode acontecer a todos), como esse erro se torna flagrante logo nos primeiros dias de trabalho.

Outro exemplo de má gestão, traduzida em custos desnecessários, encontro-o na contratação do Deivid. O jogador até pode vir a confirmar-se um craque, mas a verdade é que a sua aquisição, para além do investimento pesado que exigiu, veio inflacionar um sector que já tinha opções em quantidade suficiente (que não em qualidade), tornando excedentários outros jogadores (como o Manoel), e perpetuando os desequilíbrios existentes no plantel, ao inviabilizar a contratação de jogadores para outras posições.

Por outro lado, no que toca às receitas de bilheteira, acredito que há também um potencial por explorar. Acredito que a capacidade de mobilização dos adeptos não se esgota nos cerca de 30 mil bilhetes de época que temos vendido.

Para aumentar este número, e abstraindo dos resultados da equipa e da qualidade dos espectáculos- que obviamente são os factores determinantes-, há que melhorar factores como a atenção ao cliente (evitando as sempre repetidas incompetências na época de vendas, que na terceira época começam a ser indesculpáveis) ou a impossibilidade de comprar bilhetes de sócio e de adepto no mesmo sector (quantas boxes se deixam de vender porque o sócio não pode ver os jogos juntos dos amigos que não o são?).

Por um imperativo de justiça, há que salientar que, já nesta época, foi reforçado o investimento em publicidade às boxes, e houve uma ligeira inflexão no discurso miserabilista e pouco ambicioso que nos anos anteriores fora factor de desmobilização.

Além de tudo isto, há uma outra componente que não é propriamente desportiva. Falo da urgente reestruturação de todo o Grupo Sporting, que está a precisar de um downsizing urgente. A panóplia de sociedades actualmente existente é verdadeiramente impressionante, com funções sobrepostas, redundantes, e por vezes inúteis ou mesmo inexistentes.

Que me lembre, temos SAD, SGPS, EJA, NEJA, Consultoria e Gestão Empresarial, Comércio e Serviços e Sporting-COM. Está aqui um sorvedouro de recursos significativos, que só se justifica para servir interesses que não são os do Sporting.

E pior ainda que a pulverização de sociedades no grupo, com todos os custos que acarreta, é a sua própria lógica de funcionamento, em que a palavra de ordem é “chular” a SAD, fazendo-a arcar com as despesas, mas privando-a de receitas que seriam suas.

Há já uma tímida tentativa de quantificação, mas ainda insuficiente para justificar uma posição tão taxativa. Alguns comentários:

Também não é aceitável que um Clube com recursos escassos como é o Sporting contrate a terceiros jogadores feitos que não chegam a jogar um minuto pela equipa principal, sendo imediatamente emprestados, como aparentemente acontecerá com Labarthe e Manoel. Repara que é só prejuízo: paga-se ao clube vendedor (ou as luvas ao jogador livre), dá-se-lhe um contrato de três ou quatro anos, não se retira rendimento desportivo nem financeiro, e quando se empresta a outro clube ainda se tem que comparticipar no salário, quando não pagá-lo por inteiro.

Tal como disse o Peseiro, o Sporting não pode errar nas contratações

Põe “frequentemente” a seguir a “contrate” e substitui “não pode” por “não deve” e estou de acordo contigo. Falhar nas contratações todos os clubes falham, seja o Real Madrid, o Manchester ou, intra-muros, o Porto, que para o assalto à Liga dos Campeões recuperou o McCarthy mas também contratou o Ricardo Fernandes.

Outro exemplo de má gestão, traduzida em custos desnecessários, encontro-o na contratação do Deivid. O jogador até pode vir a confirmar-se um craque, mas a verdade é que a sua aquisição, para além do investimento pesado que exigiu, veio inflacionar um sector que já tinha opções em quantidade suficiente (que não em qualidade), tornando excedentários outros jogadores (como o Manoel), e perpetuando os desequilíbrios existentes no plantel, ao inviabilizar a contratação de jogadores para outras posições.

Bom, aqui há 2 questões. A 1ª é ver se de facto se vai passar assim, ou se a contribuição de Deivid vai ou não ser relevante para a produtividade da equipa, e mais importante que um jogador que “equilibre” o plantel. A 2ª, e quanto a mim mais importante, é saber se Deivid era a 1ª opção de Peseiro ou se foi de algum modo imposto ou prioritizadao pela SAD. Aí haveria um problema relevante de descoordenação e má definição de funções. Algo a que infelizmente temos assistido a muitos níveis na estrutura do clube e da SAD nos últimos anos, mas também frequente em outros clubes portugueses e alguns dos maiores estrangeiros. O que não serve de desculpa nem as torna desejáveis ou desculpáveis.

Por outro lado, no que toca às receitas de bilheteira, acredito que há também um potencial por explorar. Acredito que a capacidade de mobilização dos adeptos não se esgota nos cerca de 30 mil bilhetes de época que temos vendido.

Para aumentar este número, e abstraindo dos resultados da equipa e da qualidade dos espectáculos- que obviamente são os factores determinantes-, há que melhorar factores como a atenção ao cliente (evitando as sempre repetidas incompetências na época de vendas, que na terceira época começam a ser indesculpáveis) ou a impossibilidade de comprar bilhetes de sócio e de adepto no mesmo sector (quantas boxes se deixam de vender porque o sócio não pode ver os jogos juntos dos amigos que não o são?).

Este é o ponto em que tenho mais inclinação para discordar. Não tenho nem nunca vi nenhum estudo quantificado sobre o assunto. Mas a verdade é que num universo de sócios pagantes e simpatizantes numa área geograficamente próxima do Estádio relativamente estável ao longo do tempo, e já com 2 anos de experiência, o número de Gameboxes tem-se mantido estável, à volta dos 30000, com preços atractivos. Francamente tenho muitas dúvidas que sem baixar desnecessariamente os preços e sem criar problemas logísticos importantes seja possível interessar muitos outros sportinguistas a adquirirem um produto que basicamente dá direito a ir ver todos os jogos para o Campeonato em casa.

Sou também bastante céptico em relação à possibilidade de termos um grande aumento de receitas onde os grandes clubes fazem a diferença - no “merchandising”. Mesmo que o Sporting ocupasse o lugar do Ajax dos anos 70, duvido que conseguíssemos criar uma falange internacional de seguidores que proporcionassem um fluxo continuado de grandes receitas.

Tenho para mim que, perante estas perspectivas, a aposta tem de ser aquela que foi assumida pelo Clube a meias com a Banca: a diminuição dos custos, para a adequar às fracas receitas do mercado interno. Claro que adoptando essa via, a tendência é para sermos menos competitivos a nível europeu, mas essa tendência parece-me inelutável.

Além de tudo isto, há uma outra componente que não é propriamente desportiva. Falo da urgente reestruturação de todo o Grupo Sporting, que está a precisar de um downsizing urgente. A panóplia de sociedades actualmente existente é verdadeiramente impressionante, com funções sobrepostas, redundantes, e por vezes inúteis ou mesmo inexistentes.

Que me lembre, temos SAD, SGPS, EJA, NEJA, Consultoria e Gestão Empresarial, Comércio e Serviços e Sporting-COM. Está aqui um sorvedouro de recursos significativos, que só se justifica para servir interesses que não são os do Sporting.

E pior ainda que a pulverização de sociedades no grupo, com todos os custos que acarreta, é a sua própria lógica de funcionamento, em que a palavra de ordem é “chular” a SAD, fazendo-a arcar com as despesas, mas privando-a de receitas que seriam suas.

Por aqui já não me meto, dado que obviamente estudaste o assunto em muito mais detalhe que eu. Lembro-me contudo de ler notícias há uns meses sobre uma prevista reestruturação do Grupo Empresarial Sporting que ia precisamente no sentido de um aligeirar da estrutura e do evitar duplicação / sobreposição de funções. Desconheço no entanto o que foi efectivamente implementado desde essa altura.