O que os move?

Numa altura em que se começam a revelar com maior detalhe os pormenores da gestão criminosa de Godinho Lopes e seus pares, é visível que o Sporting esteve nas mãos de pessoas cujo objectivo estava longe de ser o engrandecimento do clube. Se por um lado parece claro que se andaram a servir do Sporting, também é bizarro que instituiçôes financeiras se tenham predisposto a apoiar um grupo de individuos apenas com o mero intuito de os deixar engordar as contas bancárias pessoais. Não. Algo de mais profundo e tenebroso esteve por detrás desta delapidação sistemática dos interesses do clube. O que realmente os move(u) continua a ser uma pergunta sem resposta.

Qualquer Sportinguista minimamente informado sobre a realidade do clube percebeu, desde muito cedo, que a gestão de Godinho Lopes teve tanto de escabroso como de incompreensível. Bastava estar atento aos erráticos actos de gestão do anterior presidente para perceber que o chamado “projecto Roquette” estava a atingir o seu expoente máximo de degradação. Perdeu-se toda a vergonha na cara e o resultado foi um clube à beira do precipício financeiro e desportivo. A informação que agora é revelada pela auditoria de gestão apenas corporiza em factos as suspeitas que indiciavam a tentativa sistemática e cruel de assassinar o Sporting Clube de Portugal. O que é incompreensível nesta voracidade demolidadora é o facto de o parasita (direcção) estar ostensivamente a aniquilar o próprio hospedeiro (clube). Só se entende este comportamento num enquadramento de algo organizado por forças exteriores à instituição com o intento de a varrer do mapa.

Por falar em comportamentos, existe outro vértice que também desafia as fronteiras da lógica e do senso comum: mesmo depois de todas as evidências criminosas já reveladas, depois da inversão do sufoco competitivo e financeiro em que o clube esteve mergulhado, depois dos passos dados em termos de uma maior transparência e clareza na gestão…depois disto ainda temos “sportinguistas” saudosistas dos tempos tenebrosos da decadência godinhista. Desafia qualquer raciocinio mais elaborado assistir a supostos adeptos do nosso clube, emboscados em guettos virtuais, a destilar veneno a cada tropeção no nosso longo caminho de recuperação.

Também neste caso a pergunta se impôe: o que os move? Se para alguns, mais do que saudades do passado é a ausência do futuro prometido que lhes amarga as palavras e os actos, é difícil descortinar quais os motivos de agora, por exemplo, se tornarem publicos níveis de exigência que eram desconhecidos aquando das tropelias das anteriores direcçôes. Já sabemos que existem pessoas que vivem para a crítica e não conseguem viver o clube de outra forma, mas que raio, não será pedir muito que, de quando em vez, se reconheça o trabalho titânico que esta direcção está a efectuar? Cometem erros? Pois claro que sim, não existem direcçôes perfeitas, mas só alguém com má fé pode negar que os erros até agora cometidos são largamente suplantados pelas boas decisôes que devolveram a esperança de um futuro melhor a todos os Sportinguistas.

A verdade é esta: nenhum Sportinguista pode ter qualquer orgulho ou sentimento de saudosismo pelo trabalho de Godinho e seus antecessores. Não pode, porque isso significa não amar o clube. Da mesma forma, não se pode entender que a promessa do tacho falhado se sobreponha a uma análise verdadeira e honesta do esforço de recuperação feito até agora. Por fim, não se pode deixar que o vício da crítica seja mais forte do que a alegria de ver os interesses do clube colocados acima de quaisquer interesses pessoais ou corporativos. Quem não entender estes pressupostos é porque não está devidamente informado ou se move por interesses insondáveis. A questão é saber quais…

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Este texto reflecte a 100% aquilo que eu penso. Ultrapassa-me completamente haver “sportinguistas” claramente a fazer oposição a esta direcção. Felizmente são poucos…

Grande texto Zé :clap: :clap:

SL

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Excelente!

Enormíssimo texto, mas que os cumprimentos salutares não abafem o tema do artigo, porque a verdade é que, tantos anos depois, ainda hoje não sabemos a troco de quê foram feitas tantas e tão escabrosas tropelias ao nosso clube e basta pensar nalguns dos mais recentes negócios com clubes rivais para perceber que a má gestão vai muito, mas mesmo muito, para lá na natural inaptidão.

Eu, por mim, há já algum tempo que me mentalizei que o Sporting não sofreu o que sofreu por simples e pura incompetência. Justificações para isso é que ainda não encontrei…

Isso já toda a gente sabe. O que os move? O dinheiro. A terrível tentação de ganhar dinheiro à custa do que devias cuidar e fazer ganhar. A gestão Roquette é uma paisagem típica de Portugal atual.

Assim dá gosto ler! :clap: :clap: :clap:

Excelente artigo, com perguntas absolutamente pertinentes! :clap:

Relativamente à afirmação “O que é incompreensível nesta voracidade demolidora é o facto de o parasita (direcção) estar ostensivamente a aniquilar o próprio hospedeiro (clube). Só se entende este comportamento num enquadramento de algo organizado por forças exteriores à instituição com o intento de a varrer do mapa” arrisco-me a sugerir uma explicação alternativa: não acredito que tenha havido “pactos com o Diabo” (seja ele vermelho, azul ou de outra cor) visando a destruição do Sporting. Julgo que, neste caso, estamos perante a mais desastrosa presidência em toda a história do nosso clube, com doses maciças de incompetência, irresponsabilidade, negligência e ganância.

Excelente texto JSabino! :clap: :clap:

As usual! :great:

Concordo.

Infelizmente existe muito Sportinguista que ganhou o tal “vício da crítica”. Estiveram tantos anos habituados a ter péssimos dirigentes que prejudicavam o clube, e que realmente eram merecedores das mais fortes críticas, que agora é quase “contra-natura” para essas pessoas que o Sporting tenha um direcção que defenda o clube. E portanto parece que nem sabem bem como se comportar perante este novo contexto do Sporting.
É quase como se sentissem “inadaptados” e não sabem bem como reagir a esta nova situação, e depois confundem o “estar atento” com o “criticar só porque sim” e o “tenho que fazer alguma crítica para parecer que sou um gajo realmente atento e que não me fazem de tótó, porque não me quero transformar nos que antes eu criticava, e portanto tenho que continuar a criticar alguma coisa…”.

Essas pessoas têm que perceber que, não é pelo facto de darem o seu elogio nas coisas boas que se tem feito, ou pelo facto de passarem a ser mais justos e analisarem as coisas no devido contexto, que alguém vai achar que eles ficaram “burrinhos” ou que agora já não são os tais “Grandes Sportinguistas, homens e mulheres de aço, e que ninguém faz farinha com eles…”.
Alguns parecem que têm mesmo algum complexo de afirmação ou inferioridade.

Acerca disso, deixo aqui este artigo do “Leão de Plástico”, que explica bem aquilo que eu quero dizer:

[center][size=12pt][b]Apoiar é humano[/b][/size][/center]

Antes de maiores “voltinhas ao arbusto” devo avisar que vou falar da relação adepto-presidente num clube.

O edonismo e egocentrismo está a chegar a um ponto tal, que a vaidade intelectual é a principal fonte de opinião no desporto. Qual reflexão qual carapuça! Diálogo? O que é isso? “Eu sempre disse que”, “sempre defendi o…”, “só um totó é que pode achar que…”, estas são frases que cada vez mais iniciam um comentário futebolístico.

Em vez dos Sportinguistas debaterem a sua equipa, o seu treinador, o rumo do clube…não…o tema é sempre o mesmo:
“És a favor ou contra BdC”

É como se vivessemos numa sondagem permanente, onde por diferente que seja o momento ou a boa/má prestação de BdC ninguém muda de opinião. Sempre analisei a prestação de um jogador/treinador/presidente da mesma forma - são bons enquanto são bons, serão maus quando tomarem repetidamente más decisões. O futebol é como tudo na vida - é volátil.

Não entendo como alguém pode ser contra algo que está a ser bem sucedido ou como alguém pode ser a favor de algo que está a definhar numa sopa de enganos repetidos ou muito graves. Ou melhor, entendo. Muitas pessoas acham que devem escolher e ser ativistas da sua própria opinião, como se mudar a mesma fosse um acto de corrupção moral ou sinal de fraqueza. Não é meus amigos, mudar de opinião é o maior sinónimo de inteligência. Primeiro porque todas as realidades se alteram (e cada vez mais rápido) e segundo porque muitas vezes a informação que temos sobre algo não é correcta e suficiente.

Acho que quem votou em Godinho Lopes nas penúltimas eleições e votou em Couceiro pode com toda a autoridade ser agora o maior apoiante de BdC. Acho que quem foi um grande adepto da “revolução empresarial” de Roquette pode ser hoje o melhor defensor do modelo “O Sporting é Nosso” de BdC. Porquê? Porque tudo muda e especialmente porque o maior crítico do actual Presidente antes deste ser eleito, tem de abandonar o “bunker” e admitir que o Sporting melhorou em muitos aspectos. Nada está perfeito, houve erros, há ainda muito por melhorar. Seria estranho que não fosse assim. Mas “as coisas” estão a melhorar.

A polémica de existir ou não “oposição interna” a esta Direcção é absolutamente estúpida. Há muitas pessoas que dizem que não gostam do “estilo” do Presidente. Estilo?! Outras que nos avisam permanentemente para uma suposta derrocada súbita, ao melhor estilo Jeóva, que espreita ao virar da esquina. Sobre estes escuso mais comentários. Mas há outros, que por vezes confundindo o seu estatuto de adepto leonino com a missão de “snipper” tripeiro ou lampião, baralham-se e corroem o seu próprio amor pelo clube e jogo.

“Mas por criticar esta Direcção sou menos Sportinguista?” é o argumento chave, mas oco. Nem a mim nem a ninguém faz qualquer cócega que uma pessoa tenha uma opinião divergente de BdC. Até porque eu e muito outros fazemos o mesmo. O problema é que não estamos a falar de uma divergência específica, mas global. Quer BdC tenha cão, quer não tenha, a opinião é sempre igual e isso faz-me, aí sim, muita confusão. É como se algumas pessoas tivessem viajado ao futuro, visto a hecatombe do clube auto-encarregaram-se de voltar ao passado para tentar inverter o rumo dos acontecimentos.

Caros leões, ninguém sabe pevas do futuro. BdC pode vir a ser um dos melhores presidentes da história do clube, e pode de facto vir a ser um dos piores. Parém com o ativismo adivinhatório, por favor! Devemos avaliar o que conhecemos. E se formos capazes de alguma honestidade, o que conhecemos até agora não é perfeito…mas é bom.

Até prova em contrário, esta é a minha forma de apoiar o Sporting. Não sou perito em finanças, em direito, em avaliação de jogadores ou tácticas…portanto, até prova em contrário…confio em BdC e nesta direcção. Se alguém me provar que estou errado, mudarei de opinião. Não gosto de “bunkers” nem “trincheiras” e detesto gente que anda por aí a “assediar” intelectualmente outros que acreditam como se fossem eles próprios imunes ao erro, imunes à paixão e “enviados especiais do futuro”. Sejam homo sapiens por favor.

SL

http://leaodeplastico.blogspot.pt/2014/09/apoiar-e-humano.html

Eu entendo aqueles Sportinguistas que não querem cometer os mesmos erros que se cometeram no passado, e portanto entendo a postura dessas pessoas na resistência em dar as tais “cartas brancas” seja a quem for. Porque isso é uma postura lógica e sensata.
Mas sinceramente não consigo entender aqueles que, tendo uma postura parecida (não igual) aos que referi antes, justificam-na com uma falta de confiança na actual direcção ou dizendo que ainda estão de “pé atrás” em relação à actual direcção… Isso é que já não entendo, por todos os bons exemplos que os actuais responsáveis já deram, que são largamente em maior número que alguns exemplos menos bons, que também existem, mas são residuais.

Obviamente que estou a excluir por completo aqueles que nem sequer reconhecem o que de muito bom já foi feito e andam com ressabiamentos ou azias… Porque isso já é outro “tipo” de pessoas, e não me parece que a preocupação dessa gente seja propriamente o bem do Sporting, mas sim outras questões pessoais. Esses não são exemplo para nada, nem sequer merecem conversa ou comentários.

Excelente texto. E óptimas questões para as quais não tenho respostas. Mas as possibilidades que colocas são interessantes.

  • O que moveu os parasitas quando o grau de parasitismo liquidava lenta e irreversivelmente o hospedeiro?
    Falas em possível conluio com forças externas que o pretendiam varrer do mapa.
    Não tenho dúvidas do conluio com o sistema organizado no futebol português. Os pormenores dantescos agora conhecidos de alguns negócios confirmam essa parceria.
    Mas não me parece que o objetivo externo fosse varrer do mapa.
    Os nossos activos principais são a massa adepta que assina a sportv, compra e clica em jornais, dá audiências aos imensos programas televisivos, consome publicidade e compra bilhetes para o Vidal Pinheiro. Depois temos possíveis negócios na formação, onde o parasitismo, aliás, já tinha décadas e continuava a ser útil ao futebol português.
    No entanto continuo a achar que foi “só” por descontrolo sobre a criatura. Os esquemas de quem saca aqui e depois ali começaram a tornar-se perigosos. O monstro escapou ao controlo dos criadores e, de cabeça perdida, foi iniciada uma política de terra queimada, destruindo, se necessário, tudo á volta para tentarem salvar a pele e, claro, o bolso.
    Há muitos exemplos de descontrolo noutras áreas, como a alta-finança de casino, e alguns são bem próximos do clube. O que aconteceu aqui foi só mais um caso.
    O sistema não nos queria varrer do mapa por completo, mas tão só manter ad eternum a vassalagem que lhe era prestada. A situação era óptima e uma liquidação traria riscos sistémicos ou, pelo menos, elevado grau de incerteza.

  • O que move algumas das actuais críticas?
    Falas em promessas de tacho, que um qualquer Coveiro com apelidos exumados e de novo enterrados, possa ter oferecido e frustrado, e no vício da crítica.
    São situações diferentes e cada caso é um caso. Mas reconheço que começa a ser formada uma corrente, tipo caldeirada, que poderá juntar viciados, Coveiros e Duques.
    Os tachistas só podem merecer desprezo mas os restantes requerem respeito, como qualquer viciado merece. A direcção actual merece críticas que desemboquem em propostas fundamentadas. Não se pode encapsular nem rejeitar liminarmente observações discordantes, pontuais ou estruturais.
    No entanto, ainda não está em estado que lhe permita vacilar nem desfocar do rumo que pretende implementar. A situação do clube ainda é péssima e só se vislumbram, nos relatórios das análises, algumas pequenas melhorias sobre o estado comataso em que se encontrava.
    A crítica cretina no conteúdo e na forma, a birra que acompanha os seus proponentes por não verem o seu contributo palerma devidamente reconhecido, o pedantismo de quem acha que tem um cv oposicionista com créditos suficientes para dizer tudo que lhe vem à cabeça pode matar uma terapia de risco, experimental e de sucesso nada garantido.
    Só um cego é que não reconhece problemas, limitações, insuficiências, etc. Não duvido que a própria direcção, composta por pessoas inteligentes, ainda reconhece muitos mais do que eu ou de alguns dos muitos olheiros. Mas fazer escândalos por causa de um pêlo da barba encravado quando se está a fazer quimioterapia não é responsável.

Tentando responder à pergunta do titulo.

Geralmente relações de proximidade/afecto com elemento(s) ligados à estrutura do clube , nos seus mais variantes quadrantes. Pelo menos quem é activo na defesa do passado. Os passivos geralmente tem muito a ver com uma postura pouco conflituosa.

Existe também outro lado. Que é o desagrado em relação às pessoas actuais , e esse pode ter origens nas mais variadas razões , estando naturalmente muito pessoalizado na figura do presidente Bruno Carvalho. E claro que o estilo acintoso da oposição no passado também contribui para o amargo de muita gente.

Como tudo na vida , muitas vezes as relações humanas sobrepoem-se a qualquer tipo de razão.

Tambem existe um quadro actual , que é de total deslumbramento em relação aquilo que não é antigo.

Discordo. É deslumbramento em relação à competência, que desde há muitos anos andava fugida do Sporting. Os sportinguistas deixaram de estar habituados a ter pessoas competentes à frente do clube, que visam única e exclusivamente os nossos interesses.

As pessoas erram, faz parte da condição humana. A direção vai errar certamente, como já errou, mas no geral tem feito um trabalho acima de todas as expectativas.

Para quem fala que no Sporting voltámos à falta de exigência, relembro que há um ano atrás o objetivo era lutar pelo 3º lugar com um Braga qualquer e este ano estamos a jogar com o Chelsea na UCL. Passamos de uma situação calamitosa para uma situação em que todos nos sentimos orgulhosos em ser Sportinguistas. O estilo do Presidente é nada mais que a nova imagem deste Sporting: arrogante, confiante nas suas capacidades e nos seus ideais, transparente e direto. É óbvio que para muita gente isto ainda faz confusão pois viemos de uma “era” em que o nosso clube pautava pela descrição e pelos discursos moles. Não estamos habituados a ouvir o Presidente a criticar arbitragens ou a revoltar-se contra os interesses instalados no futebol. É uma mudança que vai levar o seu tempo a ser aceite pela generalidade dos Sportinguistas. Até porque para o comum adepto Sportinguista a imagem passada pela CS e pela comunidade em geral do “próximo Vale e Azevedo” teve relativo sucesso e já andamos à quase 2 anos com o discurso do “daqui a 1 ano falamos”, “quando o clube falir falamos” “quando acontecer isto e aquilo falamos”…

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O texto que dá origem ao tópico é excelente e enumera não só os principais problemas criados no consulado de Godinho Lopes como levante questões importantes que têm que ser esclarecidas, designadamente, o que esteve por detrás de toda a gestão inepta que foi levada a cabo durante aquele período fatídico.

Por outro lado, como já escrevi noutro tópico (penso que do Presidente), é natural que hajam críticas por parte de todos os quadrantes, incluindo por parte de alguns sportinguistas.

Esta Direcção pisou os calos (leia-se, acabou com os tachos) a muito boa gente que queria apenas ter emprego principescamente pago e não queria ter trabalho.

Só assim se percebe que, tirando o Dr. Rogério Alves, todos os comentadeiros de TV que dizem estar ali em representação do Sporting, praticamente sem excepção, se atirem como gato a bofe a esta Direcção e principalmente ao nosso Presidente Bruno de Carvalho.

Quando o tacho se acabou, naturalmente, reagiram e reagem ainda por essa net fora. Curiosamente, não o fazem cara a cara. O teclado realmente tem as costas muito largas e permite todo o tipo de ataques.

Pode-se não gostar do estilo, pode-se criticar algumas das suas afirmações mas duvido que nos últimos anos tenha havido um Presidente (e uns Órgãos Sociais) que defenda(m) tão acerrimamente o Sporting em todos os Fóruns.

Quanto mais alto se está, maiores são as responsabilidades e deveres. Por isso, há que esclarecer ou tentar esclarecer o que esteve por detrás de tanta e tanta má decisão que espoliou o Sporting.

Também me questiono muitas vezes… Infelizmente, acho que nunca se saberá!
Era agarrar o filho da puta do godinho (que não é tão parvo como parece), e obrigá-lo a falar, e tenho poucas dúvidas que o maior mafioso que Portugal conheceu, vulgo “O Bufas”, também não estivesse metido ao barulho…

Mas o que me preocupa no fundo, são aqueles que reconhecidamente amam/amaram o Clube de Portugal ainda os defendam, e simultaneamente ataquem raivosamente o Bruno… Não percebo, não sei o que pensar em relação a isso, e é uma situação que me deixa muito triste…

Muito bom. :mais:

Excelente texto caro JSabino :clap: :clap: :clap: :beer:

Só pode conhecer os pensamentos dos outros através das suas palavras.
Mas se tudo tem de ter uma causa ou razão, quando os próprios não nos convencem com a explicação dos seus alinhamentos, dos seus sentimentos de aceitação ou repúdio, expõem-se a todas as teorias explicativas.

As empatias e alinhamentos, além de poderem ser por interesse material, são também psicológicos e de EGO.

Sou velho o suficiente para conhecer a inveja (incosciente ou sub-consciente) dos velhos combatentes, instalados em “nobres causas”, com chegada de novos lutadores que os ultrapassam em protagonismo.

:arrow:

De facto é isso que se passa em muitos casos. Viram-se ultrapassados pelas pessoas que neste momento gerem o Sporting.
E obviamente que isso leva a todos os tipos de azia, ou à vulgar “dor de corno”.
Que tenham esses sentimentos, eu consigo perceber, porque faz parte do ser humano, mas já não entendo é quando essas pessoas colocam esses sentimentos acima do Sporting e do bem do clube, porque essa situação não se coaduna com o ser Sportinguista.

Certo, a questão é que para mim não há egos nem valores materiais que se possam sobrepor ao amor, a este amor tão grande que tanta gente nutre pelo nosso Sporting, e é daí que vem a minha perplexidade. Sei que muitos dos que andaram a gravitar à volta do Sporting o fizeram simplesmente por interesse sem que tenham alguma vez sentido algo mais que simpatia pelo Clube, contudo há aqueles, célebres ou anónimos, que já deram provas de amor ao Sporting e que persistem nesses comportamentos, e esses não me cabe na cabeça que tenham atitudes/declarações deploráveis por uma mera questão de egos/valores materiais! Mas se calhar sou que ainda sou muito ingénuo…

A verdade é que nem gosto de me debruçar muito sobre estes assuntos, evito ler ou ouvir gente dessa, e não lhes confiro grande relevância no nosso futuro, ao contrário de muitos acredito mesmo que são uma muito pequena minoria que nunca mais passará disso, eles eram perigosos é quando estavam no poder, em que podiam espalhar desinformação por dentro!