Vou a meio…
Sinopse
Março de 2028: tropas russas capturam a pequena cidade estónia de Narva e a ilha de Hiiumaa, no Mar Báltico. o ataque aos Estados Bálticos começou.
A decisão de não se rearmar após o fim da guerra na Ucrânia coloca, agora, a Europa numa situação de enorme exposição e extremamente delicada. Como avaliar esta situação? É legítimo invocar o artigo 5. º do Tratado do Atlântico Norte? Arriscará uma guerra nuclear?
Neste livro, através de um cenário fictício, mas provável, o cientista político e especialista militar Carlo Masala demonstra, de forma particularmente dramática, o que está, hoje, em jogo na Europa.
Uma análise fascinante e assente numa aturada investigação da situação atual que nos coloca frente a frente com um futuro alternativo onde Putin venceu a guerra na Ucrânia.
Propaganda absurda.
Sobre Gladiator, já que a capa não revela o mais suculento do enredo do mestre da história alternativa, Harry Turtledove: a urss venceu a Guerra fria e praticamente todo o mundo espelha o regime, a economia e a sociedade soviéticas. Dois jovens deparam-se com uma pessoa oriunda da nossa linha temporal.
Eu sou um fanático de BD e tenho uma coleção jeitosita, principalmente de BD Franco-Belga, muita coisa em francês.
Também, tenho coisas do Russ Manning, Hal Foster e do mestre da novela gráfica Will Eisner.
Manga não é a minha praia.
Se algum de vocês nunca leu e quer começar a ler, comece por esta obra prima de Will Eisner, não se vai arrepender.
O que achaste? Já li vários dele: O Idiota, Noites Brancas, Cadernos do Subterrâneo e Crime e Castigo (Este último é dos meus livros favoritos), comecei a ler outros autores mas agrada-me sempre a ideia de voltar ao Dostoievski.
Já agora, dentro do tópico: Terminei há poucos dias o Estrangeiro de Camus, não me agradou particularmente mas entendo perfeitamente a ideia do livro.
O meu favorito do Dostoievski (li vários, não todos) continua a ser “Os Demónios”.
É uma pequena maravilha. Ainda não o acabei, mas não se trata de ficção. É uma compilação de textos publicados em periódicos em 1873 e entre 1876 e 1878. Aqui, estamos perante um Dostoiévski homem e já não literato. Debruça-se sobre muitos assuntos, fala dos russos, dos europeus, de política, de história, de educação, de casos judiciais, responde a críticos, conta episódios da sua vida, das suas viagens, etc.
É muito interessante, pois desmonta muitos preconceitos que temos sobre a Rússia. E é de uma grande profundidade psicológica. A escrita é brilhante, como sempre, mas prosaica.
Uma passagem:
≪O problema, vejam só, é a Rússia: “A Rússia pode ganhar força, apoderar-se do Oriente, de Constantinopla, do Mediterrâneo, dos portos, do comércio. A Rússia vai invadir a Europa como uma horda bárbara, vai ‘destruir a civilização’!” (…) É isso que se grita agora em Inglaterra e na Alemanha, e mentem outra vez, não acreditando eles próprios em nenhuma palavra das suas acusações e dos seus receios. Tudo isso serve apenas para incitar ódio nas massas populares – não há agora nenhum europeu minimamente culto e pensador que acredite que a Rússia deseja e é capaz de exterminar a civilização. Que não acreditem na nossa atitude desinteressada, que nos atribuam toda a espécie de más intenções (é compreensível); só que é inverosímil ainda acreditarem, depois de tanta experiência, que somos mais fortes do que toda a Europa aliada. É inverosímil não saberem que a Europa é duas vezes mais forte do que a Rússia, mesmo que esta tivesse nas mãos Constantinopla, que a Rússia é extraordinariamente forte somente em casa, quando defende a sua terra dos invasores, mas que é quatro vezes mais fraca quando ataca no estrangeiro. Oh, sabem tudo isso perfeitamente, mas não param de enganar toda a gente e a si próprios apenas porque lá, em Inglaterra, há alguns comerciantes e industriais doentiamente desconfiados e doentiamente interesseiros. Mas também estes sabem perfeitamente que a Rússia, mesmo nas mais favoráveis condições, é incapaz de superar a indústria e o comércio deles, e que isto vai durar séculos; só que o mínimo desenvolvimento do comércio alheio, o mínimo desenvolvimento alheio no mar provoca-lhes inquietação, pânico, medo de baixar o nível dos lucros: é por isso que toda a “civilização” se revela de repente uma bola de sabão.≫
É impressionante como um texto de 1870 parece um editorial de um jornal russo de 2026
O diagnóstico estava praticamente completo há 150 anos.
Não só o retrato da sociedade mas também das personagens. A personagem dos Cadernos do Subterrâneo foi algo que me tocou imenso. O próprio Raskolnikov em Crime e Castigo. Gosto muito do Fiodor, mas preciso de algum tempo para respirar as obras dele e conseguir absorver tudo.
Quando Dostoiévski fala em “Europa”, fala da Europa não eslava. Ocidental, vá.








