O Futuro do Sporting - by FSF

Ontem no seu discurso final no jantar do Sporting, Filipe Soares Franco depois de enaltecer todos os grandes feitos das demais modalides do nosso Sporting, afirmou que o futuro das mesmas, e o futuro do Sporting em geral depende só da decisão dos sportinguistas. Sublinhou mesmo, que o futuro do nosso clube não passará por decisão de nenhuma direcção, nem de nenhum dirigente. Apesar da opinião que possa ter do nosso presidente, gostei de saber que, condicionados, ou não, seremos nós a decidir o futuro do Sporting.

Não te deixes iludir. Serás tu a decidir pq tem mesmo de ser senão não eras.

Se foi isso que ele disso isso foi a confirmação que faltava sobre o que já aqui se disse: em breve seremos confrontados com um cenário de venda do que interessa do clube (e não falo de património) decisão para a qual serão chamados certamente os sócios pq assim tem de ser. Obviamente que será um cenário de “ou assinas ou vai tudo pró galheiro”.

Que final de decénio em grande. Obrigado a todos os que trabalharam duro para este fim de decénio e também a todos os que ajudaram a manter esta corja no comando do barco, mesmo quando já qualquer vulgar toupeira via que o mesmo já estava a pique.

Ontem no seu discurso final no jantar do Sporting, Filipe Soares Franco depois de enaltecer todos os grandes feitos das demais modalides do nosso Sporting, afirmou que o futuro das mesmas, e o futuro do Sporting em geral depende só da decisão dos sportinguistas. Sublinhou mesmo, que o futuro do nosso clube não passará por decisão de nenhuma direcção, nem de nenhum dirigente. Apesar da opinião que possa ter do nosso presidente, gostei de saber que, condicionados, ou não, seremos nós a decidir o futuro do Sporting.

Sim, referiu isso 3 vezes, e nem poderia deixar de ser assim, está nos estatutos.

Mas reafirmou várias coisas: que o património vai ser vendido, que o ecletismo tem que ser repensado; mas também que o Sporting tem que crescer. Acho isto contraditório.

[i]Sporting tem de crescer

DE verde vivo foi pintada a noite da Batalha, momento único do universo sportinguista, que este ano comemorou as bodas de prata. O presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, entusiasmou a plateia com palavras fortes, onde pediu um corte com o passado, colocando o grande desafio leonino no presente. Uma reflexão sobre o eclectismo, a questão do património e o centenário foram os três pilares do discurso. «O Sporting tem de crescer», desafiou.

«Viva o Sporting!», Filipe Soares Franco não podia ter começado de forma mais entusiasta o discurso que encerrou a Noite Verde da Batalha, festa onde marcaram presença muitas das grandes figuras actuais do clube. Depois de agradecer o esforço, dedicação e devoção de todos os homenageados da noite, o presidente do Sporting enumerou os grandes feitos leoninos, a nível nacional e internacional, dos últimos 25 anos, com o intuito de chegar ao ponto alto do discurso: os três grandes desafios que se prendem com o presente do clube. Afinal, «o Sporting não pode viver só do passado ». «No presente temos alguns desafios difíceis para encarar e gostaria de recordar três», disse, para logo completar:
«Primeiro, a política desportiva. O Sporting tem de fazer uma opção sobre o que é o eclectismo, que hoje é diferente do que era na altura da sua fundação. Temos modalidades amadoras, semiamadoras e profissionais… Há decisões a tomar mas sempre pelos sportinguistas. »

Património

Em segundo lugar falou no desafio do património. «O Sporting tem de tomar um novo rumo na política de património. Tem de saber o que tem e para quê. Que destino lhe deve dar», confessou e acrescentou: «Mas também aqui serão os sportinguistas a decidir.»

Paixão no centenário

Por fim, o terceiro desafio: o centenário. «Temos de o viver com alegria, paixão e alma», pediu. «O Sporting, neste ano, deve ser maior. Tem de crescer. Sabemos que não somos o maior, mas não nos tirem a ambição de ser o melhor», acrescentou e logo concluiu com entusiasmo: «Mas somos o melhor em massa associativa e adepta.»

Pasquim I

LÍDER LEONINO LANÇA DESAFIO
Soares Franco: «Queremos ser os melhores»

Filipe Soares Franco deixou ontem um desafio aos adeptos do Sporting no discurso que encerrou a Noite Verde da Batalha e a entrega dos prémios Rugido de Leão. “O Sporting tem de crescer. Não somos neste momento os maiores mas queremos ser os melhores”, sentenciou o presidente sportinguista.

E acrescentou: “O Sporting é o maior numa coisa, na melhor massa associativa do Mundo”. Mas deixou nas mãos dos mesmos sócios duas decisões difíceis. Soares Franco falou então de “dois desafios” – um relacionado com a vida desportiva, outro com a política do património.

Em relação ao primeiro, o líder leonino disse que os leões têm “de repensar o eclectismo. Há opções que o Sporting vai ter de tomar. Mas as decisões terão de ser os sócios a tomá-las em local apropriado”.

Quanto ao património, Filipe Soares Franco lançou a ideia: “Os sócios têm de saber para que querem o seu património e que património querem vir a ter. Mais uma vez terá de ser uma decisão dos associados.”

Brito satisfeito

Entretanto, para Rogério Brito, novo administrador da SAD, a Noite Verde da Batalha foi uma novidade, pelo menos no desempenho de novas funções.

“A festa foi o que eu esperava”, disse o dirigente sportinguista. Sobre os primeiros dias no futebol leonino, Brito disse que se tem “trabalhado bem” e que a “questão Pinilla” foi normal.

“É uma questão de relações humanas, não há dramas”, concluiu o administrador, a propósito do primeiro “caso” da sua gestão.

Autor: JOÃO LOPES
Data: Sabado, 26 de Novembro de 2005 03:54:00

INFORMAÇÃO COMPLETA NA EDIÇÃO IMPRESSA DE Pasquim II

ADMITE VENDA DE ALGUM PATRIMÓNIO IMÓVEL
Rui Meireles: «70 milhões é um valor exagerado»

Rui Meireles confirmou ontem, na Batalha, que o Sporting tem sido procurado para vender algum do património imóvel, mas garante que no “mercado” apenas estão o Alvaláxia, o edifício Visconde de Alvalade e o Holmes Place.

“O Sporting tem sido muito assediado para alienar qualquer um destes bens”, diz o responsável leonino que adianta ainda que o Sporting está “a fazer um novo enfoque na actividade desportiva e, tudo o que for acessório”, o clube coloca “a possibilidade de vir a alienar”.

De qualquer forma, a venda, quer do Alvaláxia, quer do edifício ou do Holmes Place, “carece sempre de aprovação em assembleia geral pelos associados”. “Temos que perguntar-lhes se querem ou não”, acrescenta.

70 milhões

A hipótese de vender o pacote por 70 milhões de euros – contra os 16 milhões que Dias da Cunha terá pedido para vender apenas o edifício Visconde de Alvalade – é colocada pelos actuais responsáveis, mas Meireles admite que “é um valor exagerado para o mercado”.

Por outro lado, o administrador da SAD verde e branca deixa bem explícito que “qualquer uma destas operações só se fará se for interessante económica e financeiramente” e se, em simultâneo, “permitir gerar riqueza para aplicar no ‘core business’ do clube, que são as modalidades desportivas, incluindo o futebol”.

Autor: JOÃO LOPES
Data: Sabado, 26 de Novembro de 2005 03:40:00

INFORMAÇÃO COMPLETA NA EDIÇÃO IMPRESSA DE Pasquim II[/i]

Off-topic: o que estava a fazer o Sr Vitor Serpa, do Pasquim I, na Batalha? Foi ele que entregou o prémio a Balakov.

:roll:

Foi o jornal A Bola que trouxe o Balakov a Portugal. Levou uma assobiadela quando disseram o nome dele. Entregou o prémio ao Bala e foi-se embora. Com umas trombas mesmo “à la lamp”.

Foi o jornal A Bola que trouxe o Balakov a Portugal. Levou uma assobiadela quando disseram o nome dele. Entregou o prémio ao Bala e foi-se embora. Com umas trombas mesmo "à la lamp".

E os sócios foram acusados de alguma coisa após esse acto de puro sportinguismo (assobiar alguma coisa relacionada com o Pasquim I)??

Tenho pena de não ter estado lá :twisted:

O Apresentador, Mauricio do Vale, disse que nós Sportinguistas ao sermos diferentes tinhamos que mostra-lo. E disse também que se o Balakov lá estava era graças ao pasquim I. O que foi verdade. Por isso não houve mais apupos. Até porque depois o Bala subiu ao palco. :wink:

O Apresentador, Mauricio do Vale, disse que nós Sportinguistas ao sermos diferentes tinhamos que mostra-lo.

Estão a ver :roll: ??

(será que ele viu um certo desenho um ou dois dias depois da inauguração do nosso estádio?—> assobiar é pouco!!).

Mas por mais que não gostemos do dito jornal, a presença ontem do Balakov deveu-se a eles. E o minimo que se poderia fazer, naquele momento, era não apupar.

Mas por mais que não gostemos do dito jornal, a presença ontem do Balakov deveu-se a eles. E o minimo que se poderia fazer, naquele momento, era não apupar.

Mesmo pelas ruas da amargura, acho que o Sporting ainda pode custear uma viagem de avião e estadia num hotel para trazer o Bala a uma festa nossa.

Se o pasquim precisa dele para alguma coisa, que o traga qdo quiser, nós, por tudo o que essa merda que nem para limpar a peida serve nos faz, deveriamos optar pela separação total.

Mas lá está, somos todos uma cambada de bardamerdas sem espinha.

Valor exagerado para o mercado? Deve estar a gozar connosco o Meireles! :roll:

Valor exagerado para o mercado? Deve estar a gozar connosco o Meireles! :roll:

Dizer isso antes de vender :roll: …

Valor exagerado para o mercado? Deve estar a gozar connosco o Meireles! :roll:

Dizer isso antes de vender :roll: …

Mesmo que fosse um erro jornalístico, era de aproveitar a «onda», pois poderia até pegar. É preciso mais para provar que somos geridos por um bando de incompetentes, ou há alguém que ainda não esteja suficientemente convencido? :evil:

Mas por mais que não gostemos do dito jornal, a presença ontem do Balakov deveu-se a eles. E o minimo que se poderia fazer, naquele momento, era não apupar.

Mesmo pelas ruas da amargura, acho que o Sporting ainda pode custear uma viagem de avião e estadia num hotel para trazer o Bala a uma festa nossa.

Se o pasquim precisa dele para alguma coisa, que o traga qdo quiser, nós, por tudo o que essa merda que nem para limpar a peida serve nos faz, deveriamos optar pela separação total.

Mas lá está, somos todos uma cambada de bardamerdas sem espinha.

Assino por baixo Rui. Vão pqp, acrescento.

Viva o Jack Daniels e o Monte Cristo.
Viva… o Sporting!

Mas ele disse mesmo isto???

imagem correiodamanha.pt

  • Numa entrevista recente disse que o Benfica é maior que o Sporting. Para um candidato à presidência leonina soa algo estranho entre os adeptos, não acha?

  • Não podemos ter medo de enfrentar a verdade, e num conjunto de rácios o Benfica é efectivamente maior do que o Sporting: tem mais adeptos e mais sócios, tem mais títulos conquistados, venceu mais competições europeias. Os sportinguistas não devem negar as evidências, até porque quando queremos ser os primeiros temos de seguir dois princípios: não mentir e ter a referência a abater. Além do mais, o facto de o Benfica ser maior não quer dizer que seja melhor.

  • Fala muito de futebol e pouco de outras modalidades. Porquê?

  • Gosto sobretudo de futebol, não tenho amor a tudo o que é o universo do Sporting. Posso ter respeito e consideração por outras modalidades, mas amor genuíno não existe. Por exemplo, tenho um carinho especial pelo atletismo, por aquilo que ele representa na história do Sporting, mas não sinto nada pelo andebol.

  • Fica magoado quando lhe apontam isso como uma fragilidade para ser presidente?

  • Muitos acham que isto de apostar totalmente no futebol não é ser sportinguista, mas penso que tenho a visão certa do que deve ser o clube no futuro.

  • Gostava de ver o Sporting como um Manchester United?

  • Pessoalmente não me importava nada, mas reconheço que esse não é um modelo que se possa aplicar de imediato ao Sporting. Primeiro há que fazer uma racionalização das modalidades, que em minha opinião não devem ser mais do que três ou quatro.

  • Quando o Sporting perde fica furioso durante quanto tempo?

  • Um quarto de hora, mas triste posso ficar 48 horas. Como faço questão de ter bom humor na vida, mesmo em casa não mudava de atitude quando o clube perdia.

  • Um lema: “Um por todos, todos por um”, que une os Alunos do Colégio Militar, onde estudei.

Excertos de uma entrevista concedida pelo Presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, ao jornal Correio da Manhã, publicado no Domingo passado.

Vi isto num blog.Palavras do nosso presidente antigamente…Como é possível?? Se calhar já foi antes postado mas achei melhor partilhar convosco

Um Conto de Natal Leonino

I. O Aperitivo Indigesto

O Natal era, para o Rei Fraco, o Tio, uma época deveras enfastiante. Em primeiro lugar, o Rei Fraco tinha imensas solicitações para participar em eventos organizados pelos núcleos de todo o Reino do Leão, vendo-se obrigado à maçada de ter deixar a sua Corte Real na Linha para estar presente em locais recônditos com nomes inauditos e, ainda por cima, ter de contactar ao vivo e em directo – que horror - com leões dos mais variados estratos sociais (alguns dos quais lhe batiam repetida e efusivamente no seu espadaúdo e altaneiro dorso real, tendo inclusivamente a ousadia de lhe colocar questões relacionadas com a sua governação). O período de Boas festas do final do ano significava também atrasos acrescidos nas principais obras da sua empresazita particular com consequências desagradáveis na mesada leonina que desde cria, Fraco, o Tio recebia.

Naquela noite de Natal, o Rei Fraco aninhou-se pesadamente no seu trono contemplando sonolentamente o enorme salão real completamente vazio. Os filhotes e a mulher tinham saído naquela noite para assistir a mais um espectáculo de circo e, em particular, à exibição da águia memória – da qual eram fãs incondicionais, sobretudo, daquele número repetido ad nauseuam em que a águia memória voa sôfrega à procura de qualquer migalha do património Orc, enquanto os repórteres da Sport TV gritam ululantes, “busca, busca, aí vem ela, é agora, é agora, e aqui está, ela encontrou um cm2 de património, mas não, caros telespectadores, infelizmente, afinal era, era mesmo uma migalha…”. Os membros da corte encontravam-se, por seu lado, com as suas famílias, pois, Fraco, o Tio, tinha decidido, num singular gesto magnânimo, dispensá-los naquele dia de Natal das suas obrigações diárias de subserviência.

Enfim, só – suspirou o Rei Fraco. Bebericou mais um pouco da poção retemperadora que tinha adquirido aos druidas das tribos das Terras Altas, sentiu as pálpebras ainda mais pesadas e aconchegou-se melhor no seu trono real. Estava um pouco zonzo. De repente, o vazio. E, no entanto, ao longe e cada vez mais nítida, emergia gradualmente uma imagem de um leão bastante idoso com um rugido rouco e periclitante. Reconheceu-o quase imediatamente:

  • Rei Cunha Leão, que faz aqui? – perguntou repentinamente sobressaltado ao seu antecessor.

  • Vim fazer-te um último aviso nesta noite de Natal: Como dizia o Poeta, um Rei Fraco faz Fraca a Forte Gente. O quê, não percebeste? Já me esquecia (o que, aliás, já me sucede frequentemente) que erudição também não é o teu forte. Pronto, para compreenderes melhor a minha mensagem, vou então enviar-te três Fantasmas: o Passado, o Presente e o Futuro. Se colheres justas lições dessas visitas para o teu comportamento futuro ainda poderás evitar sofrer os rituais satânicos que te pretendem infligir, quer no diabólico inferno vermelho, quer no radioactivo inferno azul – respondeu, o Rei Cunha Leão.

  • Mas, mas… – balbuciou o Rei Fraco. Tarde demais. A imagem do seu antecessor já se havia desvanecido.

[b]Um Conto de Natal Leonino[/b]

I. O Aperitivo Indigesto

O Natal era, para o Rei Fraco, o Tio, uma época deveras enfastiante. Em primeiro lugar, o Rei Fraco tinha imensas solicitações para participar em eventos organizados pelos núcleos de todo o Reino do Leão, vendo-se obrigado à maçada de ter deixar a sua Corte Real na Linha para estar presente em locais recônditos com nomes inauditos e, ainda por cima, ter de contactar ao vivo e em directo – que horror - com leões dos mais variados estratos sociais (alguns dos quais lhe batiam repetida e efusivamente no seu espadaúdo e altaneiro dorso real, tendo inclusivamente a ousadia de lhe colocar questões relacionadas com a sua governação). O período de Boas festas do final do ano significava também atrasos acrescidos nas principais obras da sua empresazita particular com consequências desagradáveis na mesada leonina que desde cria, Fraco, o Tio recebia.

Naquela noite de Natal, o Rei Fraco aninhou-se pesadamente no seu trono contemplando sonolentamente o enorme salão real completamente vazio. Os filhotes e a mulher tinham saído naquela noite para assistir a mais um espectáculo de circo e, em particular, à exibição da águia memória – da qual eram fãs incondicionais, sobretudo, daquele número repetido ad nauseuam em que a águia memória voa sôfrega à procura de qualquer migalha do património Orc, enquanto os repórteres da Sport TV gritam ululantes, “busca, busca, aí vem ela, é agora, é agora, e aqui está, ela encontrou um cm2 de património, mas não, caros telespectadores, infelizmente, afinal era, era mesmo uma migalha…”. Os membros da corte encontravam-se, por seu lado, com as suas famílias, pois, Fraco, o Tio, tinha decidido, num singular gesto magnânimo, dispensá-los naquele dia de Natal das suas obrigações diárias de subserviência.

Enfim, só – suspirou o Rei Fraco. Bebericou mais um pouco da poção retemperadora que tinha adquirido aos druidas das tribos das Terras Altas, sentiu as pálpebras ainda mais pesadas e aconchegou-se melhor no seu trono real. Estava um pouco zonzo. De repente, o vazio. E, no entanto, ao longe e cada vez mais nítida, emergia gradualmente uma imagem de um leão bastante idoso com um rugido rouco e periclitante. Reconheceu-o quase imediatamente:

  • Rei Cunha Leão, que faz aqui? – perguntou repentinamente sobressaltado ao seu antecessor.

  • Vim fazer-te um último aviso nesta noite de Natal: Como dizia o Poeta, um Rei Fraco faz Fraca a Forte Gente. O quê, não percebeste? Já me esquecia (o que, aliás, já me sucede frequentemente) que erudição também não é o teu forte. Pronto, para compreenderes melhor a minha mensagem, vou então enviar-te três Fantasmas: o Passado, o Presente e o Futuro. Se colheres justas lições dessas visitas para o teu comportamento futuro ainda poderás evitar sofrer os rituais satânicos que te pretendem infligir, quer no diabólico inferno vermelho, quer no radioactivo inferno azul – respondeu, o Rei Cunha Leão.

  • Mas, mas… – balbuciou o Rei Fraco. Tarde demais. A imagem do seu antecessor já se havia desvanecido.

=D> =D> =D>
Continua?

Um Conto de Natal Leonino

II. ORC, O Fantasma do Passado

O Rei Fraco acordou estremunhado e, sobretudo, perturbado. Que sonho mais estranho. Seria dos vapores emanados pela poção mágica? Seria esta poção, porventura, demasiado velha, ou, pelo contrário, excessivamente recente? Nisto, pareceu notar que a poção tinha adquirido gradualmente uma tonalidade rubra. Primeiro estranhou, depois entranhou. E, de novo, o vazio. E, de novo, ao fundo, uma imagem. De novo, o Rei Cunha Leão?. Não, não pode ser.

De súbito, a figura começa a ganhar contornos mais definidos e um aleijão trôpego e disforme, com uma repelente barba aborígene, travestido com garridas roupas vermelhas, usando meias brancas com raquetes e carregando na mão um enorme lampião, aproxima-se do Rei Fraco e com uma voz roufenha e um bafo quente a carrascão, diz (ndr – pedimos desculpa pela deficiente qualidade da linguagem – mas, como decerto já suspeitaram estamos em presença de um fantasma adepto dos orcs – portanto, um dos seis milhões de analfabetos portugueses).

  • Tá-se, Rei Fraco? Man, eu sou o ORC, tipo, tás a ver, o gousst do passt, travestindo (ndr – traduzindo), man, o Fantasma do Passado, man, tás a ver… Eu vou-te levar-te tipo numa trip, tás a ver, que esses teus neurínios, man, ouuill neva fergot, ou lá como é!

  • Fantasma do Passado? Trip? Neuríneos? Mas o que pretende vossemecê? – questionou titubeante o Rei Fraco.

  • But comigo, man! Prontos, prontos, náa te assustens que eu não te vou-te levar-te a cheirarens tipo os pneus do Major Alverca, man… Vou-ta mostrar-te uma cena marada, man, mas é tipo para visitarens, tás a ver, o tempo em que os teus avozinhos lagartos começarem a lerpar bué aqui com os meus cotas galináceos, tás a ver…

O Rei Fraco um pouco chocado com a linguagem do seu estranho interlocutor ia retorquir algo, quando foi subitamente puxado pelo Fantasma do Passado para uma espiral temporal que o fez sentir ainda mais zonzo. Era como se as imagens da sua vida retrocedessem a uma velocidade ciclópica. Gradualmente, as imagens começaram a estabilizar e a ganhar nitidez. Que estranhas vestes e penteados! Em que ano estávamos? Meados dos anos 60? Aquele estádio fazia lembrar o antigo José Alvalade, sim, era definitivamente o José Alvalade! E, no entanto… os comentários dos espectadores não pareciam muito distintos…

Por uma vez, o Rei Fraco, curioso, aproximou-se para ouvir o que diziam os adeptos leoninos. As perguntas que quase todos colocavam eram as mesmas: como é que, depois de em meados da década de 50 o Sporting ter conquistado 7 em 8 campeonatos nacionais e de ter ultrapassado os seus dois rivais em número de campeonatos, tinha perdido a hegemonia gradualmente, limitando-se a ganhar um campeonato de 4 em 4 anos e nem ficando muitas vezes em segundo lugar nos restantes? Teríamos deixado aquela fabulosa equipa dos violinos envelhecer demasiado não assegurando em devido tempo a sua renovação geracional? Teria sido o factor Eusébio a desequilibrar os pratos da balança?

Sendo o futebol um dos pilares da trilogia propagandística do regime ditatorial ao nível internacional (Portugal, terra do fado, de Fátima e do futebol), teria o regime optado por intervir directamente no reforço de um clube popularucho (como de resto Franco – o ditador espanhol - fez na mesma altura com o Real Madrid, quase aniquilando o Barcelona) para anestesiar ainda mais a larguíssima franja de população inculta (ndr - ainda hoje se acredita que o Benfica é como o vinho da altura – dá de comer a alguns milhões de portugueses…)? Neste contexto favorável, as duas conquistas internacionais do Benfica teriam depois catapultado a equipa para um domínio relativamente hegemónico ao nível nacional (numa lógica muito portuguesa de que se vencemos lá fora, mal era que não ganhássemos também em Portugal – aliás, nem sequer temos que provar semanalmente que somos os melhores cá do burgo, porque todos os actores estão de tal forma condicionados por este sucesso externo que, em caso de qualquer dificuldade, não se importam obviamente de nos ajudar)? Traduzindo, os peles vermelhas teriam assumido o controlo hegemónico do Conselho de Arbitragem? Teria sido rogada alguma praga sobre o Estádio de Alvalade construído em 1956 e, pelo contrário, o Estádio da Luz teria sido benzido pelo próprio Prof. Alexandrino? – alvitravam os mais supersticiosos.

O Fantasma do Passado cofiou a sua farta e sabuja barba, fitou o embasbacado Rei Fraco e, também ele um pouco perplexo e aturdido, disse:

  • Também tás de cara à banda, man? Também eu gostavas a modes que perceberens que pasou com nuestros avuelitos? O quê, queres que te explique esta cena marada? Qual é a moral desta historieta? Não tás à espera, pois, não, man, que um Fantas-man do Benfica te diga como é que o glorioso passarem a ganharem campionatos em barda (ndr – campeonatos para os sportinguistas), como quem come córatos aos domingos ali prós lados da Luz?

Não, não, man, prontos, eu juro, I sware, que te explicava-te, man, a sério, man, se soubesse, man… Até te pintava-te essa cena da mural (ndr - moral para os sportinguistas). Mas, prontos, tás a ver, eu sou Benfica, man, a única coisa que eu sei, tas a ver, é que nós, people, nós vamos ganharem sempre o próximo jogo por quinze a zero, quinza a zero (ndr – OK, esta tem direitos de autor, aliás, como não poderia deixar de ser, um benfiquista), man, agora porquê, não sei porquê, isso, tas a ver, isso é que eu não te sei explicarem, man. Fica na boa, man!!!

E, zuus, catrapús, o Fantasma do Passado desapareceu. O Rei Fraco despertou, de imediato, em sobressalto. Cruzes, credo, cruzes, credo, cruzes, credo, vade retro, Satanás, não podia ser, que sujeito mais possidónio! Por momentos quase imaginei que se tratava de um dos meus filhos em idade adulta… Ufa, afinal era apenas um sonho! Desta, já me livrarem, aliás, já me livrei, ora bolas, que este tipo de companhias nos sonhos não faz nada bem, nem ao sono, nem muito menos à gramática…

(Ndr - Continua amanhã porque isto ainda não é… o 24, chiça!)